news:

Esporte

FIFA ameaça tirar Espanha da Copa


foto_principal.jpg
15/12/2017

Ingerência do Governo na federação de futebol espanhola pode levar à suspensão do país como membro associado e à exclusão de todas as competições das quais participa.

 

A participação da seleção espanhola na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, está seriamente ameaçada. A Federação Espanhola de Futebol (FEF) recebeu uma carta em que a FIFA adverte com severidade que as ingerências do Governo espanhol podem levar à sua suspensão como membro associado e, consequentemente, à exclusão de todas as competições das quais participa – incluindo a Copa do Mundo. 

 

A reprimenda da FIFA se refere à proposta do Conselho Superior de Desportes (CSD) para que fosse repetida a eleição de maio que definiu a nova cúpula da FEF. Recentemente, o Tribunal Administrativo do Esporte (TAD) acatou um recurso de revisão apresentado pelo CSD e, com base nas escutas da chamada Operação Soule, também emitiu uma resolução favorável à repetição de todo o processo eleitoral. A decisão foi então remetida ao Conselho de Estado, o órgão que deve decidir em última instância se haverá não uma nova votação. Anteriormente, o TAD havia rejeitado a impugnação apresentada por Jorge Pérez, ex-secretário-geral da Federação Espanhola de Futebol.

 

Para a FIFA, a posição do CSD representa uma intromissão governamental que coloca em risco a autonomia da Federação, numa grave violação de seus próprios estatutos, o que daria lugar à suspensão. “Cada membro deve administrar seus assuntos de forma independente e assegurar-se de que não se produza nenhuma ingerência por parte de terceiros em seus assuntos”, diz o estatuto da FIFA em seu artigo 13.

 

A Federação, atualmente presidida por Juan Luis Larrea depois da suspensão cautelar de Ángel María Villar, informou à FIFA sobre a manobra empreendida pelo CSD e também sobre a resolução do TAD. Entre os cartolas regionais também havia quem defendesse um recurso à FIFA depois da Operação Soule. Diego Martínez, presidente da Federação de Melilla (cidade espanhola encravada em Marrocos) e imputado no processo – mas ainda não sancionado pelo CSD, ao contrário dos outros cinco dirigentes investigados – apresentou essa sugestão durante uma reunião na Federação.

 

A resposta, em tom de advertência, é clara e contundente. Fontes do CSD confirmaram que Larrea pediu uma reunião com o ministro da Educação e Esportes, Íñigo Méndez de Vigo, para que busquem um acordo. A realização de novas eleições representaria a saída definitiva de Villar, que ainda conserva o cargo apesar da suspensão, e também colocaria em perigo a continuidade de Larrea até o final do atual mandato na FEF, em 2020.

 

A posição da FIFA representa um desafio para o Governo espanhol, que considera necessária a repetição das eleições tanto para iniciar a regeneração de uma federação muito questionada depois da Operação Soule como também para acabar definitivamente com a era Villar. Não é a primeira vez que a FIFA ameaça excluir a Espanha de competições internacionais. Em 2008, o então presidente Joseph Blatter ameaçou impedir a Espanha de participar da Eurocopa de 2008 – um torneio que a Roja acabou vencendo – caso o Executivo espanhol, então presidido pelo socialista José Luis Rodríguez Zapatero, não permitisse que Villar realizasse eleições fora do prazo determinado pelo ministério. Desde então, o CSD afirma não ter recebido nenhuma notificação, mas mantém sua posição de repetir todo o processo eleitoral devido às irregularidades detectadas na Operação Soule.

 

Em novembro, a FIFA também advertiu o Peru quanto ingerência estatal na Federação Peruana de Futebol (FPF), o que levou o Congresso do país a retirar de tramitação o projeto da Lei Geral de Esporte, para evitar possíveis sanções. A projeto teria cinco pontos que contrariariam as normativas da FIFA, segundo a ESPN.

 

O caso da Espanha está sendo acompanhado de perto pela Itália, que ficou de fora da Copa.

Ingerência do Governo na federação de futebol espanhola pode levar à suspensão do país como membro associado e à exclusão de todas as competições das quais participa.


 


A participação da seleção espanhola na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, está seriamente ameaçada. A Federação Espanhola de Futebol (FEF) recebeu uma carta em que a FIFA adverte com severidade que as ingerências do Governo espanhol podem levar à sua suspensão como membro associado e, consequentemente, à exclusão de todas as competições das quais participa – incluindo a Copa do Mundo. 


 


A reprimenda da FIFA se refere à proposta do Conselho Superior de Desportes (CSD) para que fosse repetida a eleição de maio que definiu a nova cúpula da FEF. Recentemente, o Tribunal Administrativo do Esporte (TAD) acatou um recurso de revisão apresentado pelo CSD e, com base nas escutas da chamada Operação Soule, também emitiu uma resolução favorável à repetição de todo o processo eleitoral. A decisão foi então remetida ao Conselho de Estado, o órgão que deve decidir em última instância se haverá não uma nova votação. Anteriormente, o TAD havia rejeitado a impugnação apresentada por Jorge Pérez, ex-secretário-geral da Federação Espanhola de Futebol.


 


Para a FIFA, a posição do CSD representa uma intromissão governamental que coloca em risco a autonomia da Federação, numa grave violação de seus próprios estatutos, o que daria lugar à suspensão. “Cada membro deve administrar seus assuntos de forma independente e assegurar-se de que não se produza nenhuma ingerência por parte de terceiros em seus assuntos”, diz o estatuto da FIFA em seu artigo 13.


 


PATROCINADORES

A Federação, atualmente presidida por Juan Luis Larrea depois da suspensão cautelar de Ángel María Villar, informou à FIFA sobre a manobra empreendida pelo CSD e também sobre a resolução do TAD. Entre os cartolas regionais também havia quem defendesse um recurso à FIFA depois da Operação Soule. Diego Martínez, presidente da Federação de Melilla (cidade espanhola encravada em Marrocos) e imputado no processo – mas ainda não sancionado pelo CSD, ao contrário dos outros cinco dirigentes investigados – apresentou essa sugestão durante uma reunião na Federação.


 


A resposta, em tom de advertência, é clara e contundente. Fontes do CSD confirmaram que Larrea pediu uma reunião com o ministro da Educação e Esportes, Íñigo Méndez de Vigo, para que busquem um acordo. A realização de novas eleições representaria a saída definitiva de Villar, que ainda conserva o cargo apesar da suspensão, e também colocaria em perigo a continuidade de Larrea até o final do atual mandato na FEF, em 2020.


 


A posição da FIFA representa um desafio para o Governo espanhol, que considera necessária a repetição das eleições tanto para iniciar a regeneração de uma federação muito questionada depois da Operação Soule como também para acabar definitivamente com a era Villar. Não é a primeira vez que a FIFA ameaça excluir a Espanha de competições internacionais. Em 2008, o então presidente Joseph Blatter ameaçou impedir a Espanha de participar da Eurocopa de 2008 – um torneio que a Roja acabou vencendo – caso o Executivo espanhol, então presidido pelo socialista José Luis Rodríguez Zapatero, não permitisse que Villar realizasse eleições fora do prazo determinado pelo ministério. Desde então, o CSD afirma não ter recebido nenhuma notificação, mas mantém sua posição de repetir todo o processo eleitoral devido às irregularidades detectadas na Operação Soule.


 


Em novembro, a FIFA também advertiu o Peru quanto ingerência estatal na Federação Peruana de Futebol (FPF), o que levou o Congresso do país a retirar de tramitação o projeto da Lei Geral de Esporte, para evitar possíveis sanções. A projeto teria cinco pontos que contrariariam as normativas da FIFA, segundo a ESPN.


 


O caso da Espanha está sendo acompanhado de perto pela Itália, que ficou de fora da Copa.


Ingerência do Governo na federação de futebol espanhola pode levar à suspensão do país como membro associado e à exclusão de todas as competições das quais participa.


 


A participação da seleção espanhola na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, está seriamente ameaçada. A Federação Espanhola de Futebol (FEF) recebeu uma carta em que a FIFA adverte com severidade que as ingerências do Governo espanhol podem levar à sua suspensão como membro associado e, consequentemente, à exclusão de todas as competições das quais participa – incluindo a Copa do Mundo. 


 


A reprimenda da FIFA se refere à proposta do Conselho Superior de Desportes (CSD) para que fosse repetida a eleição de maio que definiu a nova cúpula da FEF. Recentemente, o Tribunal Administrativo do Esporte (TAD) acatou um recurso de revisão apresentado pelo CSD e, com base nas escutas da chamada Operação Soule, também emitiu uma resolução favorável à repetição de todo o processo eleitoral. A decisão foi então remetida ao Conselho de Estado, o órgão que deve decidir em última instância se haverá não uma nova votação. Anteriormente, o TAD havia rejeitado a impugnação apresentada por Jorge Pérez, ex-secretário-geral da Federação Espanhola de Futebol.


PATROCINADORES

 


Para a FIFA, a posição do CSD representa uma intromissão governamental que coloca em risco a autonomia da Federação, numa grave violação de seus próprios estatutos, o que daria lugar à suspensão. “Cada membro deve administrar seus assuntos de forma independente e assegurar-se de que não se produza nenhuma ingerência por parte de terceiros em seus assuntos”, diz o estatuto da FIFA em seu artigo 13.


 


A Federação, atualmente presidida por Juan Luis Larrea depois da suspensão cautelar de Ángel María Villar, informou à FIFA sobre a manobra empreendida pelo CSD e também sobre a resolução do TAD. Entre os cartolas regionais também havia quem defendesse um recurso à FIFA depois da Operação Soule. Diego Martínez, presidente da Federação de Melilla (cidade espanhola encravada em Marrocos) e imputado no processo – mas ainda não sancionado pelo CSD, ao contrário dos outros cinco dirigentes investigados – apresentou essa sugestão durante uma reunião na Federação.


 


PATROCINADORES

A resposta, em tom de advertência, é clara e contundente. Fontes do CSD confirmaram que Larrea pediu uma reunião com o ministro da Educação e Esportes, Íñigo Méndez de Vigo, para que busquem um acordo. A realização de novas eleições representaria a saída definitiva de Villar, que ainda conserva o cargo apesar da suspensão, e também colocaria em perigo a continuidade de Larrea até o final do atual mandato na FEF, em 2020.


 


A posição da FIFA representa um desafio para o Governo espanhol, que considera necessária a repetição das eleições tanto para iniciar a regeneração de uma federação muito questionada depois da Operação Soule como também para acabar definitivamente com a era Villar. Não é a primeira vez que a FIFA ameaça excluir a Espanha de competições internacionais. Em 2008, o então presidente Joseph Blatter ameaçou impedir a Espanha de participar da Eurocopa de 2008 – um torneio que a Roja acabou vencendo – caso o Executivo espanhol, então presidido pelo socialista José Luis Rodríguez Zapatero, não permitisse que Villar realizasse eleições fora do prazo determinado pelo ministério. Desde então, o CSD afirma não ter recebido nenhuma notificação, mas mantém sua posição de repetir todo o processo eleitoral devido às irregularidades detectadas na Operação Soule.


 


Em novembro, a FIFA também advertiu o Peru quanto ingerência estatal na Federação Peruana de Futebol (FPF), o que levou o Congresso do país a retirar de tramitação o projeto da Lei Geral de Esporte, para evitar possíveis sanções. A projeto teria cinco pontos que contrariariam as normativas da FIFA, segundo a ESPN.


 


O caso da Espanha está sendo acompanhado de perto pela Itália, que ficou de fora da Copa.


Veja Também