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Ciência & Tecnologia

Com inteligência artificial, Nasa descobre estrela com 8 planetas


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17/12/2017

Software do Google ajudou astrônomos a processarem dados gerados pelo telescópio Kepler – uma parceria que permitiu descobrir planetas antes escondidos.

 

A família do Sol é anormalmente grande: mesmo se a gente deixar o anão Plutão de fora, ele ainda tem oito planetas em sua órbita – um número alto, incomum no resto da galáxia.

 

Foi por isso que um anúncio feito na quinta (14) pela Nasa foi recebido com entusiasmo por astrônomos. Com a ajuda do telescópio Kepler e de um programa de inteligência artificial desenvolvido pelo Google, a agência espacial americana identificou o oitavo exoplaneta na órbita de uma estrela a 2,5 mil anos-luz da Terra, chamada Kepler 90. 

 

“O Kepler já havia mostrado que a maior parte das estrelas têm planetas”, afirmou Paul Hertz, diretor da divisão da astrofísica da Nasa, no anúncio oficial. “Hoje, ele confirmou que as estrelas podem ter famílias de planetas tão grandes quanto a do Sistema Solar.”

 

O novo planeta de Kepler 90, batizado de Kepler 90i, é um rochoso 30% maior que a Terra, e também é o terceiro mais próximo de seu sol. Apesar disso, seu ano tem apenas 14,4 dias, e a temperatura em sua superfície provavelmente ultrapassa os 400ºC. Nenhum de seus sete irmãos – cinco rochosos e dois gasosos – são habitáveis. Todos estão fora da área que possibilita a existência de água em estado líquido.

 

Mais legal do que a descoberta em si é como ela foi feita. O Kepler detecta planetas quando eles passam na frente das estrelas que os hospedam, fazendo sombra. A sombra é discreta – bem menos que 1% do brilho total do astro – mas está dentro do limite do detectável.

 

Um astrônomo treinado consegue lidar com as contas complicadas que estão envolvidas na identificação de um exoplaneta, mas não faz mágica: algumas interferências na propagação da luz são tão discretas que passam batidas, e o número de alarmes falsos é muito alto. É aí que entra o Google. Com a ajuda da Nasa, a empresa ensinou um computador a processar a montanha de dados gerados pelo Kepler e separar o joio do trigo. 

 

O Kepler já observou cerca de 200 mil estrelas – mas só encontrou 4 mil potenciais planetas, dos quais 2,5 mil foram confirmados. Com a aplicação de computadores em larga escala, é bem provável que um número imenso de exoplanetas antes ocultos apareçam em nosso radar.

 

Andrew Vanderburg, astrônomo da Universidade do Texas que participou da pesquisa, afirmou ao Los Angeles Times que é bem provável que a estrela venha a superar o Sol em número de planetas. “Há muito potencial imobiliário inexplorado no sistema de Kepler 90. Eu ficaria surpreso se não houvessem mais planetas em seu entorno.” Uma órbita populosa, pelo jeito, não é exclusividade do Sol.

Software do Google ajudou astrônomos a processarem dados gerados pelo telescópio Kepler – uma parceria que permitiu descobrir planetas antes escondidos.


 


A família do Sol é anormalmente grande: mesmo se a gente deixar o anão Plutão de fora, ele ainda tem oito planetas em sua órbita – um número alto, incomum no resto da galáxia.


 


Foi por isso que um anúncio feito na quinta (14) pela Nasa foi recebido com entusiasmo por astrônomos. Com a ajuda do telescópio Kepler e de um programa de inteligência artificial desenvolvido pelo Google, a agência espacial americana identificou o oitavo exoplaneta na órbita de uma estrela a 2,5 mil anos-luz da Terra, chamada Kepler 90. 


 


“O Kepler já havia mostrado que a maior parte das estrelas têm planetas”, afirmou Paul Hertz, diretor da divisão da astrofísica da Nasa, no anúncio oficial. “Hoje, ele confirmou que as estrelas podem ter famílias de planetas tão grandes quanto a do Sistema Solar.”


 


PATROCINADORES

O novo planeta de Kepler 90, batizado de Kepler 90i, é um rochoso 30% maior que a Terra, e também é o terceiro mais próximo de seu sol. Apesar disso, seu ano tem apenas 14,4 dias, e a temperatura em sua superfície provavelmente ultrapassa os 400ºC. Nenhum de seus sete irmãos – cinco rochosos e dois gasosos – são habitáveis. Todos estão fora da área que possibilita a existência de água em estado líquido.


 


Mais legal do que a descoberta em si é como ela foi feita. O Kepler detecta planetas quando eles passam na frente das estrelas que os hospedam, fazendo sombra. A sombra é discreta – bem menos que 1% do brilho total do astro – mas está dentro do limite do detectável.


 


Um astrônomo treinado consegue lidar com as contas complicadas que estão envolvidas na identificação de um exoplaneta, mas não faz mágica: algumas interferências na propagação da luz são tão discretas que passam batidas, e o número de alarmes falsos é muito alto. É aí que entra o Google. Com a ajuda da Nasa, a empresa ensinou um computador a processar a montanha de dados gerados pelo Kepler e separar o joio do trigo. 


 


O Kepler já observou cerca de 200 mil estrelas – mas só encontrou 4 mil potenciais planetas, dos quais 2,5 mil foram confirmados. Com a aplicação de computadores em larga escala, é bem provável que um número imenso de exoplanetas antes ocultos apareçam em nosso radar.


 


Andrew Vanderburg, astrônomo da Universidade do Texas que participou da pesquisa, afirmou ao Los Angeles Times que é bem provável que a estrela venha a superar o Sol em número de planetas. “Há muito potencial imobiliário inexplorado no sistema de Kepler 90. Eu ficaria surpreso se não houvessem mais planetas em seu entorno.” Uma órbita populosa, pelo jeito, não é exclusividade do Sol.


Software do Google ajudou astrônomos a processarem dados gerados pelo telescópio Kepler – uma parceria que permitiu descobrir planetas antes escondidos.


 


A família do Sol é anormalmente grande: mesmo se a gente deixar o anão Plutão de fora, ele ainda tem oito planetas em sua órbita – um número alto, incomum no resto da galáxia.


 


Foi por isso que um anúncio feito na quinta (14) pela Nasa foi recebido com entusiasmo por astrônomos. Com a ajuda do telescópio Kepler e de um programa de inteligência artificial desenvolvido pelo Google, a agência espacial americana identificou o oitavo exoplaneta na órbita de uma estrela a 2,5 mil anos-luz da Terra, chamada Kepler 90. 


PATROCINADORES

 


“O Kepler já havia mostrado que a maior parte das estrelas têm planetas”, afirmou Paul Hertz, diretor da divisão da astrofísica da Nasa, no anúncio oficial. “Hoje, ele confirmou que as estrelas podem ter famílias de planetas tão grandes quanto a do Sistema Solar.”


 


O novo planeta de Kepler 90, batizado de Kepler 90i, é um rochoso 30% maior que a Terra, e também é o terceiro mais próximo de seu sol. Apesar disso, seu ano tem apenas 14,4 dias, e a temperatura em sua superfície provavelmente ultrapassa os 400ºC. Nenhum de seus sete irmãos – cinco rochosos e dois gasosos – são habitáveis. Todos estão fora da área que possibilita a existência de água em estado líquido.


 


PATROCINADORES

Mais legal do que a descoberta em si é como ela foi feita. O Kepler detecta planetas quando eles passam na frente das estrelas que os hospedam, fazendo sombra. A sombra é discreta – bem menos que 1% do brilho total do astro – mas está dentro do limite do detectável.


 


Um astrônomo treinado consegue lidar com as contas complicadas que estão envolvidas na identificação de um exoplaneta, mas não faz mágica: algumas interferências na propagação da luz são tão discretas que passam batidas, e o número de alarmes falsos é muito alto. É aí que entra o Google. Com a ajuda da Nasa, a empresa ensinou um computador a processar a montanha de dados gerados pelo Kepler e separar o joio do trigo. 


 


O Kepler já observou cerca de 200 mil estrelas – mas só encontrou 4 mil potenciais planetas, dos quais 2,5 mil foram confirmados. Com a aplicação de computadores em larga escala, é bem provável que um número imenso de exoplanetas antes ocultos apareçam em nosso radar.


 


Andrew Vanderburg, astrônomo da Universidade do Texas que participou da pesquisa, afirmou ao Los Angeles Times que é bem provável que a estrela venha a superar o Sol em número de planetas. “Há muito potencial imobiliário inexplorado no sistema de Kepler 90. Eu ficaria surpreso se não houvessem mais planetas em seu entorno.” Uma órbita populosa, pelo jeito, não é exclusividade do Sol.


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