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Ciência & Tecnologia

Onda de bitcoins começa a causar problemas a quem compra


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21/12/2017

Além de atraso em transferências e limitação de saques por empresas intermediadoras, sites podem estar usando a moeda em esquema de pirâmide.

 

As moedas virtuais, como os bitcoins, estão ficando cada vez mais conhecidas no país. Mas, junto com a maior procura, começam a surgir problemas – e as reclamações se espalham na internet.

 

Além de atrasos para retirada, depósito, cadastro e transferência do dinheiro aplicado em grandes empresas intermediadoras da compra e venda de moedas virtuais, não param de pipocar pela rede sites suspeitos, que podem estar utilizando criptomoedas como fachadas para esquemas de pirâmide financeira.

 

Nos últimos vinte dias, aumentaram as reclamações contra as duas maiores empresas desse segmento no Brasil: Mundo Bitcoin e Foxbit, segundo levantamento feito pelo site Reclame Aqui.

 

Ambas as plataformas tinham, desde o início de novembro, até 15 reclamações por dia registradas no site de queixas dos consumidores. Mas esse número disparou desde o final do mês passado.

 

O recorde de reclamações por dia contra a Mercado Bitcoin foi de 192 registros, em 13 de dezembro. Já contra a Foxbit, o pico de queixas foi em 8 de dezembro, com 50 reclamações em 24 horas.

 

A negociação de moedas virtuais funciona assim como o investimento em ações. O cliente cria uma conta em uma empresa de intermediação, transfere o dinheiro para ela e, a partir do momento que o valor estiver disponível, pode fazer operações de compra e venda online.

 

É no meio desse processo que as pessoas estão enfrentando dificuldade. Segundo o Reclame Aqui, a maior parte das queixas registradas envolve a demora na transferência e depósito de dinheiro para as empresas intermediadoras e também limitações de saques.

 

Pessoas chegaram a relatar que o dinheiro transferido para algumas dessas companhias estava “congelado” por mais de uma semana – ou seja, o valor demora para entrar na conta e, enquanto isso, os clientes ficam impedidos de negociar as moedas virtuais.

 

Segundo informações disponibilizadas pelas próprias empresas, a Mercado Bitcoin reúne quase 700 mil usuários em sua plataforma, enquanto a Foxbit anuncia ter 200 mil.

 

Em nota, a Mercado Bitcoin afirmou que nas últimas semanas houve um aumento “exponencial” dos valores das moedas Bitcoin, Litecoin e Bitcoin Cash, o que gerou um crescimento “vertiginoso” nas solicitações de clientes.

 

Enquanto em 2016 foram negociados 105 milhões de reais na plataforma, neste mês a média diária negociada na plataforma atingiu 120 milhões de reais, segundo a empresa.

 

“Esse aumento extremo do volume de negociação das moedas no site (mais de 600%) nos levou a realizar uma atualização para otimizar o desempenho das operações, realizada no dia 14, o que manteve o bom funcionamento da plataforma”, disse.

 

A Mercado Bitcoin aponta que empresas intermediadoras estrangeiras também saíram do ar por conta do aumento da busca pela moeda e que continua investindo em infraestrutura e equipe. “Nosso time já cresceu 6 vezes esse ano.”

 

O site EXAME também procurou a empresa Foxbit, mas ela não havia se posicionado até a publicação da reportagem.

 

 

Alerta contra golpes

 

O site Guia Bitcoin publicou uma lista com sites suspeitos de estarem usando a popularidade do bitcoin para atrair pessoas para negócios fraudulentos.

 

A lista vem se provando verdadeira: dos cerca de 100 sites listados, sete já saíram do ar após a verificação de irregularidades. A página no Facebook “Desvendando Pirâmides Financeiras” também vem monitorando sites que transacionam a moeda.

Além de atraso em transferências e limitação de saques por empresas intermediadoras, sites podem estar usando a moeda em esquema de pirâmide.


 


As moedas virtuais, como os bitcoins, estão ficando cada vez mais conhecidas no país. Mas, junto com a maior procura, começam a surgir problemas – e as reclamações se espalham na internet.


 


Além de atrasos para retirada, depósito, cadastro e transferência do dinheiro aplicado em grandes empresas intermediadoras da compra e venda de moedas virtuais, não param de pipocar pela rede sites suspeitos, que podem estar utilizando criptomoedas como fachadas para esquemas de pirâmide financeira.


 


Nos últimos vinte dias, aumentaram as reclamações contra as duas maiores empresas desse segmento no Brasil: Mundo Bitcoin e Foxbit, segundo levantamento feito pelo site Reclame Aqui.


 


Ambas as plataformas tinham, desde o início de novembro, até 15 reclamações por dia registradas no site de queixas dos consumidores. Mas esse número disparou desde o final do mês passado.


 


O recorde de reclamações por dia contra a Mercado Bitcoin foi de 192 registros, em 13 de dezembro. Já contra a Foxbit, o pico de queixas foi em 8 de dezembro, com 50 reclamações em 24 horas.


 


A negociação de moedas virtuais funciona assim como o investimento em ações. O cliente cria uma conta em uma empresa de intermediação, transfere o dinheiro para ela e, a partir do momento que o valor estiver disponível, pode fazer operações de compra e venda online.


 


É no meio desse processo que as pessoas estão enfrentando dificuldade. Segundo o Reclame Aqui, a maior parte das queixas registradas envolve a demora na transferência e depósito de dinheiro para as empresas intermediadoras e também limitações de saques.


 


Pessoas chegaram a relatar que o dinheiro transferido para algumas dessas companhias estava “congelado” por mais de uma semana – ou seja, o valor demora para entrar na conta e, enquanto isso, os clientes ficam impedidos de negociar as moedas virtuais.


 


PATROCINADORES

Segundo informações disponibilizadas pelas próprias empresas, a Mercado Bitcoin reúne quase 700 mil usuários em sua plataforma, enquanto a Foxbit anuncia ter 200 mil.


 


Em nota, a Mercado Bitcoin afirmou que nas últimas semanas houve um aumento “exponencial” dos valores das moedas Bitcoin, Litecoin e Bitcoin Cash, o que gerou um crescimento “vertiginoso” nas solicitações de clientes.


 


Enquanto em 2016 foram negociados 105 milhões de reais na plataforma, neste mês a média diária negociada na plataforma atingiu 120 milhões de reais, segundo a empresa.


 


“Esse aumento extremo do volume de negociação das moedas no site (mais de 600%) nos levou a realizar uma atualização para otimizar o desempenho das operações, realizada no dia 14, o que manteve o bom funcionamento da plataforma”, disse.


 


A Mercado Bitcoin aponta que empresas intermediadoras estrangeiras também saíram do ar por conta do aumento da busca pela moeda e que continua investindo em infraestrutura e equipe. “Nosso time já cresceu 6 vezes esse ano.”


 


O site EXAME também procurou a empresa Foxbit, mas ela não havia se posicionado até a publicação da reportagem.


 


 


Alerta contra golpes


 


O site Guia Bitcoin publicou uma lista com sites suspeitos de estarem usando a popularidade do bitcoin para atrair pessoas para negócios fraudulentos.


 


A lista vem se provando verdadeira: dos cerca de 100 sites listados, sete já saíram do ar após a verificação de irregularidades. A página no Facebook “Desvendando Pirâmides Financeiras” também vem monitorando sites que transacionam a moeda.


Além de atraso em transferências e limitação de saques por empresas intermediadoras, sites podem estar usando a moeda em esquema de pirâmide.



As moedas virtuais, como os bitcoins, estão ficando cada vez mais conhecidas no país. Mas, junto com a maior procura, começam a surgir problemas – e as reclamações se espalham na internet.



Além de atrasos para retirada, depósito, cadastro e transferência do dinheiro aplicado em grandes empresas intermediadoras da compra e venda de moedas virtuais, não param de pipocar pela rede sites suspeitos, que podem estar utilizando criptomoedas como fachadas para esquemas de pirâmide financeira.



Nos últimos vinte dias, aumentaram as reclamações contra as duas maiores empresas desse segmento no Brasil: Mundo Bitcoin e Foxbit, segundo levantamento feito pelo site Reclame Aqui.



Ambas as plataformas tinham, desde o início de novembro, até 15 reclamações por dia registradas no site de queixas dos consumidores. Mas esse número disparou desde o final do mês passado.



O recorde de reclamações por dia contra a Mercado Bitcoin foi de 192 registros, em 13 de dezembro. Já contra a Foxbit, o pico de queixas foi em 8 de dezembro, com 50 reclamações em 24 horas.



PATROCINADORES

A negociação de moedas virtuais funciona assim como o investimento em ações. O cliente cria uma conta em uma empresa de intermediação, transfere o dinheiro para ela e, a partir do momento que o valor estiver disponível, pode fazer operações de compra e venda online.



É no meio desse processo que as pessoas estão enfrentando dificuldade. Segundo o Reclame Aqui, a maior parte das queixas registradas envolve a demora na transferência e depósito de dinheiro para as empresas intermediadoras e também limitações de saques.



Pessoas chegaram a relatar que o dinheiro transferido para algumas dessas companhias estava “congelado” por mais de uma semana – ou seja, o valor demora para entrar na conta e, enquanto isso, os clientes ficam impedidos de negociar as moedas virtuais.



Segundo informações disponibilizadas pelas próprias empresas, a Mercado Bitcoin reúne quase 700 mil usuários em sua plataforma, enquanto a Foxbit anuncia ter 200 mil.



Em nota, a Mercado Bitcoin afirmou que nas últimas semanas houve um aumento “exponencial” dos valores das moedas Bitcoin, Litecoin e Bitcoin Cash, o que gerou um crescimento “vertiginoso” nas solicitações de clientes.



Enquanto em 2016 foram negociados 105 milhões de reais na plataforma, neste mês a média diária negociada na plataforma atingiu 120 milhões de reais, segundo a empresa.



PATROCINADORES

“Esse aumento extremo do volume de negociação das moedas no site (mais de 600%) nos levou a realizar uma atualização para otimizar o desempenho das operações, realizada no dia 14, o que manteve o bom funcionamento da plataforma”, disse.



A Mercado Bitcoin aponta que empresas intermediadoras estrangeiras também saíram do ar por conta do aumento da busca pela moeda e que continua investindo em infraestrutura e equipe. “Nosso time já cresceu 6 vezes esse ano.”



O site EXAME também procurou a empresa Foxbit, mas ela não havia se posicionado até a publicação da reportagem.



Alerta contra golpes



O site Guia Bitcoin publicou uma lista com sites suspeitos de estarem usando a popularidade do bitcoin para atrair pessoas para negócios fraudulentos.



A lista vem se provando verdadeira: dos cerca de 100 sites listados, sete já saíram do ar após a verificação de irregularidades. A página no Facebook “Desvendando Pirâmides Financeiras” também vem monitorando sites que transacionam a moeda.



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