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Bem Estar

Vício em jogos eletrônicos será considerado problema de saúde


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05/01/2018

"Incongruência de gênero", relacionada à sexualidade, também deve entrar em revisão da Organização Mundial da Saúde para atualizar classificação de doenças.

 

Depois de 28 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) vai atualizar a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID, sigla em inglês). A previsão é que a definição de vários transtornos mentais seja reformulada e inclua novos conceitos, como o transtorno por jogos eletrônicos e o transtorno de incongruência de gênero.

 

Segundo a OMS, o uso abusivo de internet, computadores, smartphones e outros aparelhos eletrônicos, além do descontrole no uso de videogames, aumentou drasticamente nas últimas décadas. Essa mudança veio associada a casos documentados de consequências negativas para a saúde. Mas o assunto ainda está sendo discutido pelos especialistas que participam do processo de definição das novas diretrizes.

 

A CID-11 também deve apresentar uma mudança significativa, dessa vez especificamente com relação ao tema da transexualidade, que será deslocada do rol das doenças mentais (onde figura como Transtorno de Identidade de Gênero) para outra categoria. Na nova CID, a condição da transexualidade poderá ser definida como “incongruência de gênero”.

 

O psiquiatra Jair Mari explica que a mudança na definição não impedirá o acesso a possíveis tratamentos, como terapias hormonais ou cirurgias de readequação sexual. Também está sendo proposta uma categoria específica para as crianças com incongruência de gênero. O especialista é coordenador de estudos no Brasil para a classificação de transtornos mentais e do comportamento do catálogo.

 

 

Mudança ampla

 

Segundo Mari, a 11ª revisão da CID é muito mais ampla. Ela reformula, por exemplo, a apresentação de vários transtornos, como o obsessivo compulsivo, que deixa a categoria de transtornos neuróticos e passa integrar o conjunto de distúrbios caracterizados por pensamentos e comportamentos repetitivos.

 

Há também a eliminação dos subtipos da esquizofrenia, além de mudanças na classificação dos transtornos do humor, ansiedade, stress, alimentares e os relacionados ao uso de substâncias, entre outros.

 

Os transtornos de sono-vigília e de disfunções sexuais manterão a nomenclatura, porém não mais na seção de transtornos mentais — como é hoje. Também devem ser removidas as categorias “aversão sexual” e “falta de prazer sexual”, que geralmente são associadas a ideia de frigidez feminina.Os transtornos de preferência sexual passarão a ser chamados de transtornos parafílicos, “os quais envolvem interesses sexuais atípicos sem consentimento da outra parte e/ou que haja ameaça ou intimidação”. A nova classificação deve excluir ainda as categorias “fetichismo” e “travestismo fetichista” e manter apenas a pedofilia e o sadismo — que afetam a saúde pública.

 

Mari alerta que a classificação pode limitar, no campo da psiquiatria, as possibilidades de definição de problemas complexos ocasionados por diferentes causas, muitas vezes imprecisas, como a esquizofrenia.

 

Segundo a OMS, no Brasil é possível ainda que a epidemia do vírus zika, que atingiu o país no fim de 2015, possa motivar a inclusão da síndrome congênita do zika no novo catálogo. A síndrome afetou a formação milhares de recém-nascidos e apresenta uma série de sintomas clínicos e malformações neurológicas que ainda estão sob investigação.

"Incongruência de gênero", relacionada à sexualidade, também deve entrar em revisão da Organização Mundial da Saúde para atualizar classificação de doenças.


 


Depois de 28 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) vai atualizar a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID, sigla em inglês). A previsão é que a definição de vários transtornos mentais seja reformulada e inclua novos conceitos, como o transtorno por jogos eletrônicos e o transtorno de incongruência de gênero.


 


Segundo a OMS, o uso abusivo de internet, computadores, smartphones e outros aparelhos eletrônicos, além do descontrole no uso de videogames, aumentou drasticamente nas últimas décadas. Essa mudança veio associada a casos documentados de consequências negativas para a saúde. Mas o assunto ainda está sendo discutido pelos especialistas que participam do processo de definição das novas diretrizes.


 


A CID-11 também deve apresentar uma mudança significativa, dessa vez especificamente com relação ao tema da transexualidade, que será deslocada do rol das doenças mentais (onde figura como Transtorno de Identidade de Gênero) para outra categoria. Na nova CID, a condição da transexualidade poderá ser definida como “incongruência de gênero”.


 


O psiquiatra Jair Mari explica que a mudança na definição não impedirá o acesso a possíveis tratamentos, como terapias hormonais ou cirurgias de readequação sexual. Também está sendo proposta uma categoria específica para as crianças com incongruência de gênero. O especialista é coordenador de estudos no Brasil para a classificação de transtornos mentais e do comportamento do catálogo.


 


 


PATROCINADORES

Mudança ampla


 


Segundo Mari, a 11ª revisão da CID é muito mais ampla. Ela reformula, por exemplo, a apresentação de vários transtornos, como o obsessivo compulsivo, que deixa a categoria de transtornos neuróticos e passa integrar o conjunto de distúrbios caracterizados por pensamentos e comportamentos repetitivos.


 


Há também a eliminação dos subtipos da esquizofrenia, além de mudanças na classificação dos transtornos do humor, ansiedade, stress, alimentares e os relacionados ao uso de substâncias, entre outros.


 


Os transtornos de sono-vigília e de disfunções sexuais manterão a nomenclatura, porém não mais na seção de transtornos mentais — como é hoje. Também devem ser removidas as categorias “aversão sexual” e “falta de prazer sexual”, que geralmente são associadas a ideia de frigidez feminina.Os transtornos de preferência sexual passarão a ser chamados de transtornos parafílicos, “os quais envolvem interesses sexuais atípicos sem consentimento da outra parte e/ou que haja ameaça ou intimidação”. A nova classificação deve excluir ainda as categorias “fetichismo” e “travestismo fetichista” e manter apenas a pedofilia e o sadismo — que afetam a saúde pública.


 


Mari alerta que a classificação pode limitar, no campo da psiquiatria, as possibilidades de definição de problemas complexos ocasionados por diferentes causas, muitas vezes imprecisas, como a esquizofrenia.


 


Segundo a OMS, no Brasil é possível ainda que a epidemia do vírus zika, que atingiu o país no fim de 2015, possa motivar a inclusão da síndrome congênita do zika no novo catálogo. A síndrome afetou a formação milhares de recém-nascidos e apresenta uma série de sintomas clínicos e malformações neurológicas que ainda estão sob investigação.


"Incongruência de gênero", relacionada à sexualidade, também deve entrar em revisão da Organização Mundial da Saúde para atualizar classificação de doenças.



Depois de 28 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) vai atualizar a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID, sigla em inglês). A previsão é que a definição de vários transtornos mentais seja reformulada e inclua novos conceitos, como o transtorno por jogos eletrônicos e o transtorno de incongruência de gênero.



Segundo a OMS, o uso abusivo de internet, computadores, smartphones e outros aparelhos eletrônicos, além do descontrole no uso de videogames, aumentou drasticamente nas últimas décadas. Essa mudança veio associada a casos documentados de consequências negativas para a saúde. Mas o assunto ainda está sendo discutido pelos especialistas que participam do processo de definição das novas diretrizes.



A CID-11 também deve apresentar uma mudança significativa, dessa vez especificamente com relação ao tema da transexualidade, que será deslocada do rol das doenças mentais (onde figura como Transtorno de Identidade de Gênero) para outra categoria. Na nova CID, a condição da transexualidade poderá ser definida como “incongruência de gênero”.



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O psiquiatra Jair Mari explica que a mudança na definição não impedirá o acesso a possíveis tratamentos, como terapias hormonais ou cirurgias de readequação sexual. Também está sendo proposta uma categoria específica para as crianças com incongruência de gênero. O especialista é coordenador de estudos no Brasil para a classificação de transtornos mentais e do comportamento do catálogo.



Mudança ampla



Segundo Mari, a 11ª revisão da CID é muito mais ampla. Ela reformula, por exemplo, a apresentação de vários transtornos, como o obsessivo compulsivo, que deixa a categoria de transtornos neuróticos e passa integrar o conjunto de distúrbios caracterizados por pensamentos e comportamentos repetitivos.



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Há também a eliminação dos subtipos da esquizofrenia, além de mudanças na classificação dos transtornos do humor, ansiedade, stress, alimentares e os relacionados ao uso de substâncias, entre outros.



Os transtornos de sono-vigília e de disfunções sexuais manterão a nomenclatura, porém não mais na seção de transtornos mentais — como é hoje. Também devem ser removidas as categorias “aversão sexual” e “falta de prazer sexual”, que geralmente são associadas a ideia de frigidez feminina.Os transtornos de preferência sexual passarão a ser chamados de transtornos parafílicos, “os quais envolvem interesses sexuais atípicos sem consentimento da outra parte e/ou que haja ameaça ou intimidação”. A nova classificação deve excluir ainda as categorias “fetichismo” e “travestismo fetichista” e manter apenas a pedofilia e o sadismo — que afetam a saúde pública.



Mari alerta que a classificação pode limitar, no campo da psiquiatria, as possibilidades de definição de problemas complexos ocasionados por diferentes causas, muitas vezes imprecisas, como a esquizofrenia.



Segundo a OMS, no Brasil é possível ainda que a epidemia do vírus zika, que atingiu o país no fim de 2015, possa motivar a inclusão da síndrome congênita do zika no novo catálogo. A síndrome afetou a formação milhares de recém-nascidos e apresenta uma série de sintomas clínicos e malformações neurológicas que ainda estão sob investigação.



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