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Febre amarela: morre motorista internado em São Paulo


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09/01/2018

Internado na UTI do Hospital Leforte, em São Paulo, Adilson Esteves Cypriano teve falência múltipla dos órgãos e faleceu na tarde desta terça-feira 9.

 

O motorista Adilson Tadeu Esteves Cypriano, 48 anos,  quarto  caso registrado de contaminação por febre amarela na Grande SP, faleceu na tarde desta terça-feira 9, no Hospital Leforte, no bairro da Liberdade, em São Paulo. 

 

Às 14h45, o motorista, residente desde a infância na Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo, teve falência múltipla dos órgãos, confirmou a família.

 

Na manhã de hoje, suas duas filhas, Clara de 8 anos, e Lívia de 6, enviaram áudio a grupos de WhatsApp pedindo orações ao pai — que havia apresentado uma leve melhora na segunda 8, e escapado da fila do transplante de fígado, ainda que seu estado fosse considerado grave.

 

“Era um cara muito amigo e brincalhão, fazendo piada até no momento em que foi internado. Foi um grande guerreiro”, disse a VEJA Irineu Esteves Cypriano, irmão da vítima.

 

Velório e enterro acontecerão na quarta-feira 10, no Cemitério Chora Menino, no bairro do Imirim, Zona Norte de São Paulo.

 

 

Internação e diagnóstico

 

Adilson estava internado havia quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Leforte, no bairro da Liberdade, centro de São Paulo. Após sentir fortes dores de cabeça e musculares no dia 1º de janeiro, buscou o Pronto Socorro do Hospital São Camilo, no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo.

 

Devido aos sintomas relatados, a suspeita inicial foi de forte gripe ou possível virose. Ele, que estava acompanhado do irmão Irineu Esteves, voltou para casa, mas, dois dias depois, teve o quadro agravado. Foi quando retornou à mesma unidade e, com fortes dores, rapidamente encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no local.

 

Após sorologia, teve a confirmação: era mais uma vítima de febre amarela. “Nos disseram que ele estava caminhando para um quadro de hepatite fulminante, com mais de 50% do figado comprometido pela doença e precisaria se transferido de hospital”, explicou o irmão.  Às 9h30 da sexta-feira 5, Adilson foi encaminhado para a UTI do Hospital LeForte, onde permaneceu sedado, em estado crítico.

 

 

Natal em Mairiporã

 

Divorciado e pai das duas meninas, Adilson passou as festas de fim de ano na casa da uma das duas irmãs na Serra da Cantareira, município de Mairiporã, a cerca de 40 quilômetros de São Paulo. É na região onde há uma das maiores florestas urbanas do estado e muitos macacos (vale lembrar: macacos não transmitem a doença, mas hospedam o vírus da febre amarela).

 

Desde agosto do último ano, a cidade já estava em alerta para a doença, quando foram confirmadas as mortes de 22 macacos por febre amarela. Na ocasião, porém, não havia caso suspeito em humanos. Desde outubro, parques municipais e estaduais da capital onde foram achados macacos mortos, como o Parque Estadual da Cantareira e o Horto Florestal, foram e permanecem fechados como medida preventiva.

Internado na UTI do Hospital Leforte, em São Paulo, Adilson Esteves Cypriano teve falência múltipla dos órgãos e faleceu na tarde desta terça-feira 9.


 


O motorista Adilson Tadeu Esteves Cypriano, 48 anos,  quarto  caso registrado de contaminação por febre amarela na Grande SP, faleceu na tarde desta terça-feira 9, no Hospital Leforte, no bairro da Liberdade, em São Paulo. 


 


Às 14h45, o motorista, residente desde a infância na Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo, teve falência múltipla dos órgãos, confirmou a família.


 


Na manhã de hoje, suas duas filhas, Clara de 8 anos, e Lívia de 6, enviaram áudio a grupos de WhatsApp pedindo orações ao pai — que havia apresentado uma leve melhora na segunda 8, e escapado da fila do transplante de fígado, ainda que seu estado fosse considerado grave.


 


“Era um cara muito amigo e brincalhão, fazendo piada até no momento em que foi internado. Foi um grande guerreiro”, disse a VEJA Irineu Esteves Cypriano, irmão da vítima.


 


Velório e enterro acontecerão na quarta-feira 10, no Cemitério Chora Menino, no bairro do Imirim, Zona Norte de São Paulo.


 


 


PATROCINADORES

Internação e diagnóstico


 


Adilson estava internado havia quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Leforte, no bairro da Liberdade, centro de São Paulo. Após sentir fortes dores de cabeça e musculares no dia 1º de janeiro, buscou o Pronto Socorro do Hospital São Camilo, no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo.


 


Devido aos sintomas relatados, a suspeita inicial foi de forte gripe ou possível virose. Ele, que estava acompanhado do irmão Irineu Esteves, voltou para casa, mas, dois dias depois, teve o quadro agravado. Foi quando retornou à mesma unidade e, com fortes dores, rapidamente encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no local.


 


Após sorologia, teve a confirmação: era mais uma vítima de febre amarela. “Nos disseram que ele estava caminhando para um quadro de hepatite fulminante, com mais de 50% do figado comprometido pela doença e precisaria se transferido de hospital”, explicou o irmão.  Às 9h30 da sexta-feira 5, Adilson foi encaminhado para a UTI do Hospital LeForte, onde permaneceu sedado, em estado crítico.


 


 


Natal em Mairiporã


 


Divorciado e pai das duas meninas, Adilson passou as festas de fim de ano na casa da uma das duas irmãs na Serra da Cantareira, município de Mairiporã, a cerca de 40 quilômetros de São Paulo. É na região onde há uma das maiores florestas urbanas do estado e muitos macacos (vale lembrar: macacos não transmitem a doença, mas hospedam o vírus da febre amarela).


 


Desde agosto do último ano, a cidade já estava em alerta para a doença, quando foram confirmadas as mortes de 22 macacos por febre amarela. Na ocasião, porém, não havia caso suspeito em humanos. Desde outubro, parques municipais e estaduais da capital onde foram achados macacos mortos, como o Parque Estadual da Cantareira e o Horto Florestal, foram e permanecem fechados como medida preventiva.


Internado na UTI do Hospital Leforte, em São Paulo, Adilson Esteves Cypriano teve falência múltipla dos órgãos e faleceu na tarde desta terça-feira 9.



O motorista Adilson Tadeu Esteves Cypriano, 48 anos,  quarto  caso registrado de contaminação por febre amarela na Grande SP, faleceu na tarde desta terça-feira 9, no Hospital Leforte, no bairro da Liberdade, em São Paulo. 



Às 14h45, o motorista, residente desde a infância na Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo, teve falência múltipla dos órgãos, confirmou a família.



Na manhã de hoje, suas duas filhas, Clara de 8 anos, e Lívia de 6, enviaram áudio a grupos de WhatsApp pedindo orações ao pai — que havia apresentado uma leve melhora na segunda 8, e escapado da fila do transplante de fígado, ainda que seu estado fosse considerado grave.



“Era um cara muito amigo e brincalhão, fazendo piada até no momento em que foi internado. Foi um grande guerreiro”, disse a VEJA Irineu Esteves Cypriano, irmão da vítima.



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Velório e enterro acontecerão na quarta-feira 10, no Cemitério Chora Menino, no bairro do Imirim, Zona Norte de São Paulo.



Internação e diagnóstico



Adilson estava internado havia quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Leforte, no bairro da Liberdade, centro de São Paulo. Após sentir fortes dores de cabeça e musculares no dia 1º de janeiro, buscou o Pronto Socorro do Hospital São Camilo, no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo.



Devido aos sintomas relatados, a suspeita inicial foi de forte gripe ou possível virose. Ele, que estava acompanhado do irmão Irineu Esteves, voltou para casa, mas, dois dias depois, teve o quadro agravado. Foi quando retornou à mesma unidade e, com fortes dores, rapidamente encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no local.



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Após sorologia, teve a confirmação: era mais uma vítima de febre amarela. “Nos disseram que ele estava caminhando para um quadro de hepatite fulminante, com mais de 50% do figado comprometido pela doença e precisaria se transferido de hospital”, explicou o irmão.  Às 9h30 da sexta-feira 5, Adilson foi encaminhado para a UTI do Hospital LeForte, onde permaneceu sedado, em estado crítico.



Natal em Mairiporã



Divorciado e pai das duas meninas, Adilson passou as festas de fim de ano na casa da uma das duas irmãs na Serra da Cantareira, município de Mairiporã, a cerca de 40 quilômetros de São Paulo. É na região onde há uma das maiores florestas urbanas do estado e muitos macacos (vale lembrar: macacos não transmitem a doença, mas hospedam o vírus da febre amarela).



Desde agosto do último ano, a cidade já estava em alerta para a doença, quando foram confirmadas as mortes de 22 macacos por febre amarela. Na ocasião, porém, não havia caso suspeito em humanos. Desde outubro, parques municipais e estaduais da capital onde foram achados macacos mortos, como o Parque Estadual da Cantareira e o Horto Florestal, foram e permanecem fechados como medida preventiva.



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