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Para Meirelles, resgate da nota de crédito é "questão de tempo"


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13/01/2018

Em entrevista coletiva, ministro afirma que decisão da S&P de rebaixar rating é técnica e não deve ser politizada.

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira em entrevista coletiva que o Brasil tem um histórico positivo de aprovações de medidas de ajustes e que a mudança para melhor no rating da Standard & Poor’s (S&P) é uma “questão de tempo”. Segundo ele, a discussão sobre mudanças na regra de ouro – a determinação de que o governo não pode emitir dívida para pagar despesas correntes – não foi um fator relevante para o rebaixamento da nota de risco do Brasil pela agência.

 

“Deixamos claro que não há nenhuma intenção de relaxamento em relação ao controle fiscal”, afirmou o ministro. “O que discutimos é uma atualização da regra de ouro, nos termos que já seguimos no teto de gastos, com adoção de medidas de autocorreção.”

 

Meirelles também afirmou que as demais agências de rating aguardarão a aprovação das medidas fiscais para decidir sobre mudanças na nota de crédito brasileira. E afirmou que não discute as avaliações feitas: “Eles fazem o trabalho deles, nós fazemos nosso trabalho”. Meirelles disse que não solicitou à S&P nenhum tipo de ação – seja para não promover o corte, seja para efetuar o downgrade quanto antes, para evitar interferências na campanha eleitoral.

 

“Não, eu não solicito nada. Eles fazem a avaliação deles, eles são independentes. Eles não podem atender ninguém”, disse o ministro. “É um movimento técnico importante, que levamos a sério. Há décadas lido com agências e tenho relação boa com elas. Temos relações excelentes com diretores e analistas da agência.”

 

Durante a coletiva, Meirelles afirmou ainda que não se deve transformar o movimento técnico da S&P em evento político. E que as medidas fiscais fundamentais para o país serão aprovadas. Meirelles ainda disse que é “razoável” que as agências olhem para o que o próximo presidente fará em 2019 em termos de política fiscal.

 

Questionado sobre comentários, feitos por parlamentares, de que o risco que importa é o político – e não o das agências de rating -, Meirelles disse que a preocupação eleitoral dos parlamentares “é absolutamente legítima”. “Eles representam seus estados, sua região. Seria extravagante não estarem preocupados com a opinião de seus eleitores”, afirmou. “É importante que todos considerem quem importa em última análise, o cidadão brasileiro.”

 

Em sua fala, Meirelles também ressaltou a reação contida dos ativos nesta sexta, após o rebaixamento do país pela S&P. “Os preços hoje (sexta) se mantiveram estáveis e há confiança na aprovação das reformas”, disse. “Estamos na direção certa. E vamos aguardar. Mas tenho certeza de que o país vai ver o próximo ano-novo numa condição muito melhor.”

Em entrevista coletiva, ministro afirma que decisão da S&P de rebaixar rating é técnica e não deve ser politizada.


 


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira em entrevista coletiva que o Brasil tem um histórico positivo de aprovações de medidas de ajustes e que a mudança para melhor no rating da Standard & Poor’s (S&P) é uma “questão de tempo”. Segundo ele, a discussão sobre mudanças na regra de ouro – a determinação de que o governo não pode emitir dívida para pagar despesas correntes – não foi um fator relevante para o rebaixamento da nota de risco do Brasil pela agência.


 


“Deixamos claro que não há nenhuma intenção de relaxamento em relação ao controle fiscal”, afirmou o ministro. “O que discutimos é uma atualização da regra de ouro, nos termos que já seguimos no teto de gastos, com adoção de medidas de autocorreção.”


 


Meirelles também afirmou que as demais agências de rating aguardarão a aprovação das medidas fiscais para decidir sobre mudanças na nota de crédito brasileira. E afirmou que não discute as avaliações feitas: “Eles fazem o trabalho deles, nós fazemos nosso trabalho”. Meirelles disse que não solicitou à S&P nenhum tipo de ação – seja para não promover o corte, seja para efetuar o downgrade quanto antes, para evitar interferências na campanha eleitoral.


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“Não, eu não solicito nada. Eles fazem a avaliação deles, eles são independentes. Eles não podem atender ninguém”, disse o ministro. “É um movimento técnico importante, que levamos a sério. Há décadas lido com agências e tenho relação boa com elas. Temos relações excelentes com diretores e analistas da agência.”


 


Durante a coletiva, Meirelles afirmou ainda que não se deve transformar o movimento técnico da S&P em evento político. E que as medidas fiscais fundamentais para o país serão aprovadas. Meirelles ainda disse que é “razoável” que as agências olhem para o que o próximo presidente fará em 2019 em termos de política fiscal.


 


Questionado sobre comentários, feitos por parlamentares, de que o risco que importa é o político – e não o das agências de rating -, Meirelles disse que a preocupação eleitoral dos parlamentares “é absolutamente legítima”. “Eles representam seus estados, sua região. Seria extravagante não estarem preocupados com a opinião de seus eleitores”, afirmou. “É importante que todos considerem quem importa em última análise, o cidadão brasileiro.”


 


Em sua fala, Meirelles também ressaltou a reação contida dos ativos nesta sexta, após o rebaixamento do país pela S&P. “Os preços hoje (sexta) se mantiveram estáveis e há confiança na aprovação das reformas”, disse. “Estamos na direção certa. E vamos aguardar. Mas tenho certeza de que o país vai ver o próximo ano-novo numa condição muito melhor.”


Em entrevista coletiva, ministro afirma que decisão da S&P de rebaixar rating é técnica e não deve ser politizada.


 


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira em entrevista coletiva que o Brasil tem um histórico positivo de aprovações de medidas de ajustes e que a mudança para melhor no rating da Standard & Poor’s (S&P) é uma “questão de tempo”. Segundo ele, a discussão sobre mudanças na regra de ouro – a determinação de que o governo não pode emitir dívida para pagar despesas correntes – não foi um fator relevante para o rebaixamento da nota de risco do Brasil pela agência.


 


“Deixamos claro que não há nenhuma intenção de relaxamento em relação ao controle fiscal”, afirmou o ministro. “O que discutimos é uma atualização da regra de ouro, nos termos que já seguimos no teto de gastos, com adoção de medidas de autocorreção.”


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Meirelles também afirmou que as demais agências de rating aguardarão a aprovação das medidas fiscais para decidir sobre mudanças na nota de crédito brasileira. E afirmou que não discute as avaliações feitas: “Eles fazem o trabalho deles, nós fazemos nosso trabalho”. Meirelles disse que não solicitou à S&P nenhum tipo de ação – seja para não promover o corte, seja para efetuar o downgrade quanto antes, para evitar interferências na campanha eleitoral.


 


“Não, eu não solicito nada. Eles fazem a avaliação deles, eles são independentes. Eles não podem atender ninguém”, disse o ministro. “É um movimento técnico importante, que levamos a sério. Há décadas lido com agências e tenho relação boa com elas. Temos relações excelentes com diretores e analistas da agência.”


 


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Durante a coletiva, Meirelles afirmou ainda que não se deve transformar o movimento técnico da S&P em evento político. E que as medidas fiscais fundamentais para o país serão aprovadas. Meirelles ainda disse que é “razoável” que as agências olhem para o que o próximo presidente fará em 2019 em termos de política fiscal.


 


Questionado sobre comentários, feitos por parlamentares, de que o risco que importa é o político – e não o das agências de rating -, Meirelles disse que a preocupação eleitoral dos parlamentares “é absolutamente legítima”. “Eles representam seus estados, sua região. Seria extravagante não estarem preocupados com a opinião de seus eleitores”, afirmou. “É importante que todos considerem quem importa em última análise, o cidadão brasileiro.”


 


Em sua fala, Meirelles também ressaltou a reação contida dos ativos nesta sexta, após o rebaixamento do país pela S&P. “Os preços hoje (sexta) se mantiveram estáveis e há confiança na aprovação das reformas”, disse. “Estamos na direção certa. E vamos aguardar. Mas tenho certeza de que o país vai ver o próximo ano-novo numa condição muito melhor.”


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