Sul de Minas
Crise financeira provoca redução de 2/3 de número de confecções em Passos

07/11/2017

Lojas de roupas com confecções próprias, já chegaram a 120 e hoje são apenas 40 na cidade.

Matéria extraída do G1

 

A crise financeira fez com que o número de confecções que funcionavam na Avenida da Moda, em Passos, diminuíssem de 120 para 40 nos últimos anos. Muitas lojas com confecções próprias fecharam as portas. Para não perder o movimento, os comerciantes têm apostado em outros segmentos.

 

Se antes as vagas de costureiras estavam em alta na cidade, agora a situação mudou. Quem conquistou uma vaga no mercado de trabalho, agora faz de tudo para manter.

 

"Nós temos notícias de colegas nossas que estão há mais de seis meses procurando trabalho, são pessoas que a gente tem consciência de que são profissionais, têm muita experiência no ramo, mas estão encontrando essa dificuldade", disse a gerente de produção Raquel Martineli.

 

O presidente da Associação Comercial atribui a queda a empresas que trabalham de maneira informal e também à concorrência com os produtos chineses.

 

"As nossas empresas sempre trabalharam de uma forma legal, formal e não ter tido essa fiscalização em outros centros vem prejudicando as empresas do interior. E existe também a concorrência que vem da China, desses países asiáticos, que tem trago essas roupas para o país de uma forma bem desleal com o empresário brasileiro", disse o presidente da Associação Comercial de Passos, Marco Túlio de Souza Silveira.

 

Nos últimos 3 anos, o empresário Rodrigo Henrique Rodrigues perdeu cerca de 30% da produção de roupas.

 

"Acredito que até este ano a gente consiga até recuperar um pouco desses 30%. Mas infelizmente, nesses últimos 3 anos, o cenário foi de queda", disse o empresário Rodrigo Rodrigues.

 

Para contornar o cenário, o comerciante Leonardo Esteves de Souza preferiu investir na terceirização. De 40 funcionários registrados, hoje ele tem apenas sete. A oscilação do mercado mexeu com a forma de trabalhar desses comerciantes.

 

"O custo talvez seja até o mesmo que se eu tivesse todos contratados, porém eu não preciso ter aquela despesa mensal fixa, eu posso variar ela, depende da demanda do mercado", disse o comerciante Leonardo Esteves.

 

Aos poucos, a Avenida da Moda tem mudado a sua cara. Tanto que outros segmentos tem apostado no movimento da avenida. É o caso da comerciante Lília Renata Araújo, que abriu uma gelateria na avenida.

 

"Apesar do clima da cidade ser quente, a gente apostou nesse produto refrescante e também a gente acreditou que aqui na avenida é o maior movimento, o maior fluxo de turistas e clientes que vêm visitar as cidades", disse a comerciante.

 

Independente do ramo, o que todos comerciantes esperam é que as vendas voltem a crescer.

 

"A expectativa é legal, porém a gente está com um pouco de medo, mas acredito que esse final de ano vai ser um pouco melhor do que os anteriores", completou Leonardo Esteves.

Fonte: G1
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