Sul de Minas
Inquérito da PM investiga policiais que portavam drogas no Sul de Minas

08/11/2017

No Boletim de Ocorrência, militares negam que a droga seria para consumo próprio.

Matéria extraída do G1

 

A Polícia Militar instaurou um inquérito para investigar a conduta de dois sargentos que foram presos suspeitos de estarem com drogas dentro da sede da 18ª Companhia Independente de Policiamento Especializado em Poços de Caldas na última sexta-feira (3).

 

A polícia teria tomado conhecimento de uma sacola com cinco papelotes de cocaína e duas buchas de maconha, escondidas dentro da companhia. A câmera de segurança teria flagrado o momento em que um dos militares pegava essa sacola do telhado, onde estaria guardada a droga.

 

No boletim de ocorrência, um dos suspeitos disse que apreendeu a droga em uma abordagem na quinta-feira (2) e que resolveu guardá-la no telhado para usá-la no treinamento de cães da polícia. Porém, ele afirmou que acabou se esquecendo de retirar os papelotes do local, e um dia depois decidiu jogar a droga fora. A versão também foi confirmada pelo colega.

 

Mas José Carlos Nobre, o advogado do policial, nega a versão dita por ele no boletim: "Os fatos contidos no REDs o militar desconhece, ele falou que em nenhum momento deu esse depoimento, ele não está sabendo de onde tiraram essa conversa que está no REDs, não foi com ele", disse o advogado do Policial Militar, José Carlos Nobre.

 

Os dois sargentos foram liberados no mesmo dia, porque não foi encontrada. "Não foi ratificada a prisão deles em flagrante, porque não tinha prova. Tentaram colher, acharam uma sacolinha vazia que eles falam, mas não continha nada, foi um engano praticamente. Agora vai ter o procedimento da polícia, um inquérito militar, e vamos ver o que vai apurar", disse o policial.

 

Por telefone, o comandante da 18ª Região da Polícia Militar, Coronel Frederico Antônio de Lima, disse que não vai se manifestar enquanto os fatos estão sendo apurados. Os dois sargentos seguem trabalhando, mas devem responder pelo caso na Justiça comum e na Justiça criminal.

Fonte: G1
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