Bem Estar
23 mil microrganismos vivem no seu celular (e podem te deixar doente)

11/11/2017

Infecção respiratória, intoxicação alimentar e conjuntivite são apenas alguns dos riscos da má higienização dos aparelhos.

 

Uma pesquisa publicada pela Devry Metrocamp, em Campinas (SP) apontou que mais de 23 mil fungos e bactérias vivem nos celulares, dentre eles os responsáveis por doenças como conjuntivite, intoxicações alimentares, otites e até infecções urinárias e respiratórias.

 

De acordo com Rosana Soares, orientadora da pesquisa realizada pela aluna Claudia Tonetti, a intenção da pesquisa não é assustar as pessoas, mas alertá-las sobre os perigos da falta de higienização dos aparelhos, até porque “nunca vamos ficar livres de microrganismos, mas grandes quantidades podem dificultar que nossos anticorpos os combatam”, afirmou à GALILEU.

 

Além disso, Soares ressalta a importância de evitar que crianças pequenas mexam nos aparelhos telefônicos: como seu sistema imunológico não está completamente desenvolvido,  as chances de contraírem doenças é maior. “Oriento minha filha a sempre lavar as mãos após mexer no celular, mesmo ela sendo um pouco mais velha”, relata.

 

 

Cultura de bactérias.

 

 

Higienização

 

De acordo com a especialista, a forma ideal de higienizar os smartphones é com álcool isopropílico (que não contém água). O álcool 70%, mais fácil de ser encontrado, também é eficaz. Mas, cuidado, o uso exagerado pode danificar o aparelho! Soares orienta o dono do smartphone a umedecer levemente uma gaze ou algodão e passá-lo pela superfície do aparelho, finalizando o processo com uma toalha ou papel secos para retirada dos excessos.

 

Outra dica é evitar levar o celular para todos os lugares, como o banheiro ou a cozinha: “O contato com os alimentos pode incentivar ainda mais a proliferação desses seres vivos”, alerta Soares. Em relação à frequência da limpeza, a especialista recomenda que seja feita diariamente ou, no mínimo, uma vez por semana.

 

“O mais importante é lavar as mãos. Não apenas antes ou depois de mexermos nos aparelhos telefônicos, mas sempre que possível”, completa a pesquisadora.

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