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PSDB de MG faz convenção e reconduz aliado de Aécio à presidência estadual

12/11/2017

Domingos Sávio disse que o senador é "grande líder" que "não pode ficar fora da política".

 

O PSDB de Minas Gerais, em convenção estadual realizada neste sábado, reconduziu o deputado federal Domingos Sávio à presidência da sigla no estado. Como havia uma única chapa, a manutenção do parlamentar no comando dos tucanos mineiros é fruto de consenso. Aliado de Aécio, Sávio elogiou o senador, que apareceu em Minas pela primeira vez para um compromisso político após os áudios da JBS virem à tona.

 

"Aécio continua a ter nosso respeito em uma trajetória de mais de 30 anos de serviços prestados. É um grande líder e não pode ficar fora da política", afirmou o presidente do PSDB mineiro, que também alfinetou PT por diversas vezes.

 

Sávio chegou à sede estadual do partido, no Barro Preto, Zona Sul de Belo Horizonte, às 10h40. Ele afirmou que a posição dos tucanos, em relação ao governo federal, é de apoio para que houvesse uma transição responsável para o país pós-impeachment. No entanto, criticou a condução atual que o Planalto dá a temas como a Reforma da Previdência.

 

"No meu entendimento, o atual projeto deveria ser até retirado. Como está colocada hoje, a Reforma da Previdência é autoritária. Defendemos uma auditoria para dar à população mais transparência nas informações, para que o debate não se faça em torno de meias verdades. De um lado o cidadão ouve o governo federal dizer que há um déficit na Previdência. Mas de outros há os que defendem que não há déficit", afirmou.

 

Apesar de Sávio ter afirmado que o PSDB apoia o governo federal, defendeu que até o primeiro trimestre de 2018 o partido se retire da base de apoio ao governo para apresentar as próprias propostas para as disputas de 2018.

 

 

Destituição de Tasso

 

Por volta de 13h o senador Aécio Neves chegou à sede do PSDB e, assim como Sávio, o senador tucano minimizou o racha interno do partido em torno da destituição do também senador Tasso Jereissati da presidência interina da sigla. Mineiro e ex-governador do estado, Aécio está no centro das polêmicas do PSDB.

 

"Ao indicar Tasso à presidência interina do partido o fiz porque ele não era candidato à reeleição. A partir do momento em que ele mudou de opinião, e é legítimo que o faça, o que me parecia natural, ético e correto era que se afastasse para que houvesse isonomia para a disputa. Ele não o tendo feito, assumi esta responsabilidade. E no momento em que o senador Tasso assume sua candidatura, tomei a decisão de indicar alguém acima de qualquer suspeita, cuja imparcialidade é reconhecida por todos", afirmou Aécio, referindo-se à indicação do paulista Alberto Goldman, vice-presidente nacional do PSDB, para assumir interinamente a presidência do PSDB até dezembro, quando será realizada a Convenção Nacional.

 

A decisão foi tomada um dia após Tasso oficializar sua candidatura à presidência do partido, na convenção que será realizada em dezembro. Aécio já havia alegado que a decisão foi tomada para que Tasso fique nas mesmas condições que o outro candidato do partido, o governador de Goiás, Marconi Perillo.

 

Em carta endereçada a Tasso, o senador diz que o objetivo da medida foi "garantir a desejável isonomia entre os postulantes" e "conduzir com imparcialidade a eleição" do partido. No texto, Aécio também agradece o senador por ter aceito ser presidente interino e deseja "sorte em seus futuros projetos".

 

 

"Cabeças pretas"    

 

Já deputados federais do PSDB que fazem parte do grupo conhecido como "cabeças pretas" criticaram a destituição de Tasso. O deputado Daniel Coelho (PE) afirmou que a medida foi uma “intervenção de Temer”. Os aliados de Tasso se reuniram com ele em seu gabinete.

 

“Aécio acaba de destituir Tasso da presidência do PSDB. Vergonha!!!!! Intervenção de Temer e aliados”, publicou o parlamentar em sua conta no Twitter. “Tasso não se curvou a Temer, Aécio, Bruno Araújo e outros, foi chutado. Vergonha!!!!! Nojo!!!!!”, acrescentou.

Fonte: O GLOBO
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