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Bem Estar

Autismo é um transtorno que ainda precisa ser muito investigado


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13/12/2017

Transtorno do Espectro Autista ainda é um desafio para a Medicina.

 

Sabia que ainda não existe exame capaz de diagnosticar o chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA)? As causas deste problema também são vagas para a ciência. Nos últimos anos, pesquisas vêm sendo realizadas para elucidar alguns fatores de risco, como alterações cromossômicas, doenças genéticas, exposição a produtos químicos durante a gravidez, parto prematuro e idade avançada do pai.

 

Segundo a neuropediatra Andrea Weinmann, do Centro Neurológico Weinmann, de Campo Grande (MS), o maior conhecimento das pessoas obre os sinais e os sintomas do TEA tem ajudado a aumentar os diagnósticos nas crianças. Hoje, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, uma em cada 68 crianças é identificada com o transtorno – isto mostra que a condição não é tão rara quanto se pensava.

 

A médica explica que o TEA é um distúrbio do neurodesenvolvimento que pode levar a significantes prejuízos nas áreas da sociabilidade, da comunicação e do comportamento. No autismo, cada criança é afetada de uma maneira diferente, com sinais e sintomas variados, em vários níveis de gravidade. "Entretanto, em todos os casos de TEA, há o que chamamos de 'díade do autismo'. Ou seja, são perceptíveis os sintomas que afetam a comunicação social e os relacionados aos comportamentos repetitivos ou restritos, que precisam estar presentes para confirmar o diagnóstico", afirma a neuropediatra.

 

Um dos principais sinais do autismo é o atraso na fala. "Normalmente, o atraso [ou a regressão] na aquisição da fala é o que faz os pais procurarem um especialista. Entretanto, é só um indício e pode estar relacionado a outras condições. O autismo também afeta a interação social, portanto, são crianças com dificuldade em fazer amizades e interagir com outras pessoas", esclarece Andrea Weinmann.

 

Apesar da fala ser importante, é possível perceber os sinais do Transtorno do Espectro Autista precocemente. "Os pais precisam prestar atenção também na linguagem não verbal, sendo o choro um ótimo exemplo. Bebês muito silenciosos, que ficam quietos no berço, no carrinho, sem necessitarem do colo, por exemplo, precisam ser avaliados. Outro exemplo é a habilidade de abanar a mão, que surge entre os oito ou nove meses, como se fosse um tchau. Bebês com o autismo podem não desenvolver esta habilidade", comenta a especialista.

 

Segundo a médica, quando há três déficits de comunicação social e pelo menos dois de comportamento repetitivos e restritos é confirmado o diagnóstico, em crianças a partir dos três anos de idade. "Embora haja uma idade para o diagnóstico, vale lembrar que os sinais do TEA estão presentes desde o nascimento e, quanto antes os pais procurarem ajuda, melhor será o desenvolvimento da criança", alerta a neuropediatra.

Transtorno do Espectro Autista ainda é um desafio para a Medicina.


 


Sabia que ainda não existe exame capaz de diagnosticar o chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA)? As causas deste problema também são vagas para a ciência. Nos últimos anos, pesquisas vêm sendo realizadas para elucidar alguns fatores de risco, como alterações cromossômicas, doenças genéticas, exposição a produtos químicos durante a gravidez, parto prematuro e idade avançada do pai.


 


Segundo a neuropediatra Andrea Weinmann, do Centro Neurológico Weinmann, de Campo Grande (MS), o maior conhecimento das pessoas obre os sinais e os sintomas do TEA tem ajudado a aumentar os diagnósticos nas crianças. Hoje, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, uma em cada 68 crianças é identificada com o transtorno – isto mostra que a condição não é tão rara quanto se pensava.


 


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A médica explica que o TEA é um distúrbio do neurodesenvolvimento que pode levar a significantes prejuízos nas áreas da sociabilidade, da comunicação e do comportamento. No autismo, cada criança é afetada de uma maneira diferente, com sinais e sintomas variados, em vários níveis de gravidade. "Entretanto, em todos os casos de TEA, há o que chamamos de 'díade do autismo'. Ou seja, são perceptíveis os sintomas que afetam a comunicação social e os relacionados aos comportamentos repetitivos ou restritos, que precisam estar presentes para confirmar o diagnóstico", afirma a neuropediatra.


 


Um dos principais sinais do autismo é o atraso na fala. "Normalmente, o atraso [ou a regressão] na aquisição da fala é o que faz os pais procurarem um especialista. Entretanto, é só um indício e pode estar relacionado a outras condições. O autismo também afeta a interação social, portanto, são crianças com dificuldade em fazer amizades e interagir com outras pessoas", esclarece Andrea Weinmann.


 


Apesar da fala ser importante, é possível perceber os sinais do Transtorno do Espectro Autista precocemente. "Os pais precisam prestar atenção também na linguagem não verbal, sendo o choro um ótimo exemplo. Bebês muito silenciosos, que ficam quietos no berço, no carrinho, sem necessitarem do colo, por exemplo, precisam ser avaliados. Outro exemplo é a habilidade de abanar a mão, que surge entre os oito ou nove meses, como se fosse um tchau. Bebês com o autismo podem não desenvolver esta habilidade", comenta a especialista.


 


Segundo a médica, quando há três déficits de comunicação social e pelo menos dois de comportamento repetitivos e restritos é confirmado o diagnóstico, em crianças a partir dos três anos de idade. "Embora haja uma idade para o diagnóstico, vale lembrar que os sinais do TEA estão presentes desde o nascimento e, quanto antes os pais procurarem ajuda, melhor será o desenvolvimento da criança", alerta a neuropediatra.


Transtorno do Espectro Autista ainda é um desafio para a Medicina.



Sabia que ainda não existe exame capaz de diagnosticar o chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA)? As causas deste problema também são vagas para a ciência. Nos últimos anos, pesquisas vêm sendo realizadas para elucidar alguns fatores de risco, como alterações cromossômicas, doenças genéticas, exposição a produtos químicos durante a gravidez, parto prematuro e idade avançada do pai.



Segundo a neuropediatra Andrea Weinmann, do Centro Neurológico Weinmann, de Campo Grande (MS), o maior conhecimento das pessoas obre os sinais e os sintomas do TEA tem ajudado a aumentar os diagnósticos nas crianças. Hoje, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, uma em cada 68 crianças é identificada com o transtorno – isto mostra que a condição não é tão rara quanto se pensava.



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A médica explica que o TEA é um distúrbio do neurodesenvolvimento que pode levar a significantes prejuízos nas áreas da sociabilidade, da comunicação e do comportamento. No autismo, cada criança é afetada de uma maneira diferente, com sinais e sintomas variados, em vários níveis de gravidade. "Entretanto, em todos os casos de TEA, há o que chamamos de 'díade do autismo'. Ou seja, são perceptíveis os sintomas que afetam a comunicação social e os relacionados aos comportamentos repetitivos ou restritos, que precisam estar presentes para confirmar o diagnóstico", afirma a neuropediatra.



Um dos principais sinais do autismo é o atraso na fala. "Normalmente, o atraso [ou a regressão] na aquisição da fala é o que faz os pais procurarem um especialista. Entretanto, é só um indício e pode estar relacionado a outras condições. O autismo também afeta a interação social, portanto, são crianças com dificuldade em fazer amizades e interagir com outras pessoas", esclarece Andrea Weinmann.



Apesar da fala ser importante, é possível perceber os sinais do Transtorno do Espectro Autista precocemente. "Os pais precisam prestar atenção também na linguagem não verbal, sendo o choro um ótimo exemplo. Bebês muito silenciosos, que ficam quietos no berço, no carrinho, sem necessitarem do colo, por exemplo, precisam ser avaliados. Outro exemplo é a habilidade de abanar a mão, que surge entre os oito ou nove meses, como se fosse um tchau. Bebês com o autismo podem não desenvolver esta habilidade", comenta a especialista.



Segundo a médica, quando há três déficits de comunicação social e pelo menos dois de comportamento repetitivos e restritos é confirmado o diagnóstico, em crianças a partir dos três anos de idade. "Embora haja uma idade para o diagnóstico, vale lembrar que os sinais do TEA estão presentes desde o nascimento e, quanto antes os pais procurarem ajuda, melhor será o desenvolvimento da criança", alerta a neuropediatra.



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