Alessandro Vieira sobre Prevent Senior: 'Crimes cometidos são gravíssimos'

Publicado por Tv Minas em 16/09/2021 às 12h23

Senador solicitou que fosse feito o pedido de condução coercitiva de Pedro Batista, diretor da empresa; ele não compareceu para prestar depoimento nesta quinta

Após o diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, não comparecer ao depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID nesta quinta-feira (16/9), o senador Alessandro Vieira (Cidadania-ES) pediu que o médico seja conduzido coercitivamente ao Senado para ser ouvido. O parlamentar ainda ressalta que os supostos crimes cometidos pela empresa durante a pandemia ‘são gravíssimos’.

"Nós temos uma situação gravíssima. Os dados, prints de conversas, áudios e relatos de médicos são aterradores. Uma coisa fora do normal, desrespeito à vida, descumprimento da obrigação ética, e, novamente, uma clara conexão numa estratégia de contaminação de rebanho da população", disse Alessandro na sessão de hoje.

A Prevent Senior virou alvo dos senadores após denúncias sobre uma possível pressão para que os médicos conveniados prescrevessem aos seus pacientes medicamentos para tratamento precoce contra COVID-19, sem eficácia comprovada cientificamente. 

Ainda de acordo com uma reportagem da GloboNews, a empresa teria ocultado mortes de pacientes que participaram de um estudo que testou a eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina, para tratar a COVID-19. O estudo foi apoiado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). 

"Utilizar de um hospital e um plano de saúde como campo de teste e estratégias estapafúrdias, enlouquecidas, que não tinham nenhum respaldo científico e conexão direta com o gabinete da presidência da República, sob ponto de vista de divulgação desses dados falsos. Para validar teorias, insistir na cabeça das pessoas que era possível fazer um tratamento preventivo precoce, que, segundo relatos, até hoje essa instituição promove", ressalta Vieira. 

O senador também pede que o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), avalie um pedido para condução coercitiva do diretor ao Plenário. "Ninguém pode estar acima da lei. Ele tem que sentar naquela cadeira que hoje está vazia e prestar esclarecimentos à sociedade”, disse.

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