Cruzeiro contabiliza prejuízo de R$68,4 milhões no 1° semestre de 2021

Publicado por Tv Minas em 20/10/2021 às 11h23

Clube divulga dados e aponta redução de despesas em relação ao mesmo período do ano passado

O Cruzeiro divulgou nesta terça-feira (19/10) o resultado do balanço financeiro da gestão do presidente Sérgio Santos Rodrigues no  primeiro semestre de 2021 . Os números apontam um prejuízo de R$68,4 milhões , inferior aos R$226,5 milhões apurados no mesmo período em 2020. Já o déficit acumulado fechou em R$988,9 milhões  - uma alta de 7,3% em comparação aos R$921,1 milhões de dezembro de 2020.

No mesmo documento, o clube apresentou o ajuste contábil das movimentações de janeiro a junho de 2021 - isto é, o que de fato entrou e saiu do caixa no período. No cálculo foi registrado um saldo negativo de R$12,4 milhões , ante R$53 milhões nos seis meses iniciais de 2020.

A redução de valores no resultado ajustado impactou principalmente as despesas do futebol profissional - de R$92,8 milhões para R$65,7 milhões - e da área administrativa - R$54,2 milhões para R$9,1 milhões.

Em compensação, houve aumento nas obrigações trabalhistas e sociais, de R$163,5 milhões para R$222,4 milhões; em contas a pagar, de R$198,8 milhões para R$203,5 milhões; e em provisão para contingências, de R$158,2 milhões para R$171 milhões.

Quanto às receitas, o Cruzeiro faturou R$74,1 milhões, sendo R$69,3 milhões com futebol profissional, R$978 mil nas categorias de base, R$2,975 milhões nos clubes sociais e R$791 mil sem especificação. Da arrecadação total, R$19 milhões foram provenientes de vendas de jogadores e R$17 milhões em patrocínios.

Em relação aos gastos, o Cruzeiro desembolsou R$49 milhões no primeiro semestre de 2021, além de R$3,7 milhões com empréstimos e contratações de atletas; R$3 milhões com pessoal; e R$4,5 milhões com as categorias de base.

Já a dívida de R$897 milhões em 2020 subiu para R$962,5 milhões em 2021, sendo R$390,1 milhões em curto prazo (inferior a um ano) e R$573 milhões em longo prazo (superior a um ano). O número foi obtido após o abatimento de R$143,5 milhões de "receitas a apropriar" do passivo de R$1,106 bilhão.

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