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Sul de Minas

Trabalhadores começam ano em busca de novo emprego na região

Publicado por TV Minas em 11/01/2016

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Para consultor de RH, mercado deve reaquecer depois do carnaval. Especialista em finanças aconselha olhar a crise como uma oportunidade.

 

Os primeiros dias de janeiro têm sido de grande movimento nas agências de recrutamento de trabalhadores no Sul de Minas. Embora números oficiais não tenham sido divulgados até esta publicação, apenas na unidade do Sistema Nacional de Emprego de Pouso Alegre (MG), o G1 apurou cerca de 100 pessoas passam por dia pelo local. Otimista em voltar ao mercado de trabalho, Eduardo Oliveira Silva, de 36 anos, deixou a cidade onde mora, em Três Pontas (MG), para tentar a sorte em Pouso Alegre (MG).

 

"Eu ouço falar que a cidade tem dado oportunidades. Eu já trabalhei em fábricas daqui. Vamos ver se eu consigo algo de novo. O que aparecer eu estou aceitando, porque é difícil ficar parado", diz Silva, que há dois meses perdeu o emprego de ajudante de produção no corte feito pela fábrica onde atuava há dois anos.

 

 

'Caçando' oportunidades

 

Áureo Machado, de 57 anos, também tenta uma recolocação. Depois de quatro anos trabalhando como gráfico em Três Corações (MG), ele soube em dezembro que teria que deixar a empresa. "O motivo é que meu salário foi considerado um pouco alto e a empresa optou por manter o contrato de quem ganha menos", conta ele, que também resolveu procurar vagas em Pouso Alegre.

 

Para Fabiano Moreira de Moura, de 34 anos, a situação não é diferente. Durante quase quatro anos, ele foi vendedor de uma concessionária da cidade. Em outubro de 2015, entrou para a lista de 18 funcionários demitidos, dos quais dois estavam em seu setor.

 

"Alegaram crise e colocaram uma pessoa para trabalhar pela metade do salário que eu recebia. Acho que não souberam valorizar. Agora acredito em uma nova chance. A minha meta de venda na empresa era de 90 mil e eu sempre vendia em torno de 120 mil", conta Moura.

 

 

Retomada de contratações

 

Segundo o consultor de recursos humanos (RH) Wagner Silva Costa, o setor de serviços é o de maior procura nesse início de ano. "Temos atendido de 50 a 60 pessoas por dia apenas no escritório de Pouso Alegre, mas vemos esse mesmo cenário em outras cidades que atendemos, como Poços de Caldas (MG) e Varginha (MG). A oferta de trabalho ainda é baixa, mas acreditamos que o cenário melhore depois do carnaval", explica.

 

Apesar do período de retração do mercado de trabalho em todo o país, o consultor acredita na retomada das contratações em um dos setores que mais atraem trabalhadores, o industrial. "A partir da segunda quinzena de janeiro é que o setor de RH retoma as atividades e aí o mercado reaquece", garante.

 

 

Oportunidade na crise

 

Na avaliação do diretor executivo da empresa de educação financeira e consultoria Dinheirama, Conrado Navarro, a crise econômica vivida pelo Brasil é inegável e afeta o Sul de Minas, mas não a ponto de cortar todas as oportunidades.

 

"A gente tem alguns desafios neste ano. O governo [federal] reconheceu que erros foram cometidos. Os empresários estão com a expectativa de ver melhorias antes de investir. O compasso é de espera para ver retorno. O desemprego ainda deve assustar. Mas o aspecto legal é que se pode encontrar uma saída em alguns segmentos, especialmente na nossa região", diz Navarro.

 

Navarro vê com reservas a retomada da atividade industrial sulmineira. No último levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em novembro de 2015, a indústria de transformação foi a que mais demitiu em Varginha e Itajubá no primeiro semestre daquele ano (redução de 659 e 592 postos, respectivamente).

 

"A indústria é mais afetada em momentos de crise, mas o setor de tecnologia, as empresas pequenas tendem ser menos afetadas, porque conseguem encontrar saídas mais simples", avalia. "Tudo o que está voltado para inovação é boa oportunidade nesse momento."

 

Aposta em 'talentos' e atenção com propostas mirabolantes

 

Outra dica do especialista é ficar atento aos "talentos escondidos". "Às vezes a pessoa sabe fazer alguma coisa da qual sempre tem alguém precisando, mesmo com a falta de dinheiro. Costurar, fazer salgadinhos, oferecer o que você faz de melhor", aponta.

 

Além disso, manter a calma para não cair em propostas de trabalho mirabolantes, que oferecem um retorno financeiro fácil. "Quando se está no meio de uma crise, aparecem pessoas oferecendo algo infalível. Nem tudo é picaretagem, mas desconfie. Se não entender sobre o que é o trabalho, não acredite. Não dá para ganhar dinheiro do dia para a noite, mas dá para olhar a crise como uma oportunidade", aconselha.

Para consultor de RH, mercado deve reaquecer depois do carnaval. Especialista em finanças aconselha olhar a crise como uma oportunidade.


 


Os primeiros dias de janeiro têm sido de grande movimento nas agências de recrutamento de trabalhadores no Sul de Minas. Embora números oficiais não tenham sido divulgados até esta publicação, apenas na unidade do Sistema Nacional de Emprego de Pouso Alegre (MG), o G1 apurou cerca de 100 pessoas passam por dia pelo local. Otimista em voltar ao mercado de trabalho, Eduardo Oliveira Silva, de 36 anos, deixou a cidade onde mora, em Três Pontas (MG), para tentar a sorte em Pouso Alegre (MG).


 


"Eu ouço falar que a cidade tem dado oportunidades. Eu já trabalhei em fábricas daqui. Vamos ver se eu consigo algo de novo. O que aparecer eu estou aceitando, porque é difícil ficar parado", diz Silva, que há dois meses perdeu o emprego de ajudante de produção no corte feito pela fábrica onde atuava há dois anos.


 


 


'Caçando' oportunidades


 


Áureo Machado, de 57 anos, também tenta uma recolocação. Depois de quatro anos trabalhando como gráfico em Três Corações (MG), ele soube em dezembro que teria que deixar a empresa. "O motivo é que meu salário foi considerado um pouco alto e a empresa optou por manter o contrato de quem ganha menos", conta ele, que também resolveu procurar vagas em Pouso Alegre.


 


Para Fabiano Moreira de Moura, de 34 anos, a situação não é diferente. Durante quase quatro anos, ele foi vendedor de uma concessionária da cidade. Em outubro de 2015, entrou para a lista de 18 funcionários demitidos, dos quais dois estavam em seu setor.


 


"Alegaram crise e colocaram uma pessoa para trabalhar pela metade do salário que eu recebia. Acho que não souberam valorizar. Agora acredito em uma nova chance. A minha meta de venda na empresa era de 90 mil e eu sempre vendia em torno de 120 mil", conta Moura.


 


 


Retomada de contratações


 


Segundo o consultor de recursos humanos (RH) Wagner Silva Costa, o setor de serviços é o de maior procura nesse início de ano. "Temos atendido de 50 a 60 pessoas por dia apenas no escritório de Pouso Alegre, mas vemos esse mesmo cenário em outras cidades que atendemos, como Poços de Caldas (MG) e Varginha (MG). A oferta de trabalho ainda é baixa, mas acreditamos que o cenário melhore depois do carnaval", explica.


PATROCINADORES

 


Apesar do período de retração do mercado de trabalho em todo o país, o consultor acredita na retomada das contratações em um dos setores que mais atraem trabalhadores, o industrial. "A partir da segunda quinzena de janeiro é que o setor de RH retoma as atividades e aí o mercado reaquece", garante.


 


 


Oportunidade na crise


 


Na avaliação do diretor executivo da empresa de educação financeira e consultoria Dinheirama, Conrado Navarro, a crise econômica vivida pelo Brasil é inegável e afeta o Sul de Minas, mas não a ponto de cortar todas as oportunidades.


 


"A gente tem alguns desafios neste ano. O governo [federal] reconheceu que erros foram cometidos. Os empresários estão com a expectativa de ver melhorias antes de investir. O compasso é de espera para ver retorno. O desemprego ainda deve assustar. Mas o aspecto legal é que se pode encontrar uma saída em alguns segmentos, especialmente na nossa região", diz Navarro.


 


Navarro vê com reservas a retomada da atividade industrial sulmineira. No último levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em novembro de 2015, a indústria de transformação foi a que mais demitiu em Varginha e Itajubá no primeiro semestre daquele ano (redução de 659 e 592 postos, respectivamente).


 


"A indústria é mais afetada em momentos de crise, mas o setor de tecnologia, as empresas pequenas tendem ser menos afetadas, porque conseguem encontrar saídas mais simples", avalia. "Tudo o que está voltado para inovação é boa oportunidade nesse momento."


 


Aposta em 'talentos' e atenção com propostas mirabolantes


 


Outra dica do especialista é ficar atento aos "talentos escondidos". "Às vezes a pessoa sabe fazer alguma coisa da qual sempre tem alguém precisando, mesmo com a falta de dinheiro. Costurar, fazer salgadinhos, oferecer o que você faz de melhor", aponta.


 


Além disso, manter a calma para não cair em propostas de trabalho mirabolantes, que oferecem um retorno financeiro fácil. "Quando se está no meio de uma crise, aparecem pessoas oferecendo algo infalível. Nem tudo é picaretagem, mas desconfie. Se não entender sobre o que é o trabalho, não acredite. Não dá para ganhar dinheiro do dia para a noite, mas dá para olhar a crise como uma oportunidade", aconselha.


Para consultor de RH, mercado deve reaquecer depois do carnaval. Especialista em finanças aconselha olhar a crise como uma oportunidade.



Os primeiros dias de janeiro têm sido de grande movimento nas agências de recrutamento de trabalhadores no Sul de Minas. Embora números oficiais não tenham sido divulgados até esta publicação, apenas na unidade do Sistema Nacional de Emprego de Pouso Alegre (MG), o G1 apurou cerca de 100 pessoas passam por dia pelo local. Otimista em voltar ao mercado de trabalho, Eduardo Oliveira Silva, de 36 anos, deixou a cidade onde mora, em Três Pontas (MG), para tentar a sorte em Pouso Alegre (MG).



"Eu ouço falar que a cidade tem dado oportunidades. Eu já trabalhei em fábricas daqui. Vamos ver se eu consigo algo de novo. O que aparecer eu estou aceitando, porque é difícil ficar parado", diz Silva, que há dois meses perdeu o emprego de ajudante de produção no corte feito pela fábrica onde atuava há dois anos.



'Caçando' oportunidades



Áureo Machado, de 57 anos, também tenta uma recolocação. Depois de quatro anos trabalhando como gráfico em Três Corações (MG), ele soube em dezembro que teria que deixar a empresa. "O motivo é que meu salário foi considerado um pouco alto e a empresa optou por manter o contrato de quem ganha menos", conta ele, que também resolveu procurar vagas em Pouso Alegre.



Para Fabiano Moreira de Moura, de 34 anos, a situação não é diferente. Durante quase quatro anos, ele foi vendedor de uma concessionária da cidade. Em outubro de 2015, entrou para a lista de 18 funcionários demitidos, dos quais dois estavam em seu setor.



PATROCINADORES

"Alegaram crise e colocaram uma pessoa para trabalhar pela metade do salário que eu recebia. Acho que não souberam valorizar. Agora acredito em uma nova chance. A minha meta de venda na empresa era de 90 mil e eu sempre vendia em torno de 120 mil", conta Moura.



Retomada de contratações



Segundo o consultor de recursos humanos (RH) Wagner Silva Costa, o setor de serviços é o de maior procura nesse início de ano. "Temos atendido de 50 a 60 pessoas por dia apenas no escritório de Pouso Alegre, mas vemos esse mesmo cenário em outras cidades que atendemos, como Poços de Caldas (MG) e Varginha (MG). A oferta de trabalho ainda é baixa, mas acreditamos que o cenário melhore depois do carnaval", explica.



Apesar do período de retração do mercado de trabalho em todo o país, o consultor acredita na retomada das contratações em um dos setores que mais atraem trabalhadores, o industrial. "A partir da segunda quinzena de janeiro é que o setor de RH retoma as atividades e aí o mercado reaquece", garante.



Oportunidade na crise



PATROCINADORES

Na avaliação do diretor executivo da empresa de educação financeira e consultoria Dinheirama, Conrado Navarro, a crise econômica vivida pelo Brasil é inegável e afeta o Sul de Minas, mas não a ponto de cortar todas as oportunidades.



"A gente tem alguns desafios neste ano. O governo [federal] reconheceu que erros foram cometidos. Os empresários estão com a expectativa de ver melhorias antes de investir. O compasso é de espera para ver retorno. O desemprego ainda deve assustar. Mas o aspecto legal é que se pode encontrar uma saída em alguns segmentos, especialmente na nossa região", diz Navarro.



Navarro vê com reservas a retomada da atividade industrial sulmineira. No último levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em novembro de 2015, a indústria de transformação foi a que mais demitiu em Varginha e Itajubá no primeiro semestre daquele ano (redução de 659 e 592 postos, respectivamente).



"A indústria é mais afetada em momentos de crise, mas o setor de tecnologia, as empresas pequenas tendem ser menos afetadas, porque conseguem encontrar saídas mais simples", avalia. "Tudo o que está voltado para inovação é boa oportunidade nesse momento."



Aposta em 'talentos' e atenção com propostas mirabolantes



Outra dica do especialista é ficar atento aos "talentos escondidos". "Às vezes a pessoa sabe fazer alguma coisa da qual sempre tem alguém precisando, mesmo com a falta de dinheiro. Costurar, fazer salgadinhos, oferecer o que você faz de melhor", aponta.



Além disso, manter a calma para não cair em propostas de trabalho mirabolantes, que oferecem um retorno financeiro fácil. "Quando se está no meio de uma crise, aparecem pessoas oferecendo algo infalível. Nem tudo é picaretagem, mas desconfie. Se não entender sobre o que é o trabalho, não acredite. Não dá para ganhar dinheiro do dia para a noite, mas dá para olhar a crise como uma oportunidade", aconselha.



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