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Sul de Minas

Sem repasses do Estado, Santa Casa se mantém com doações no Sul de Minas

Publicado por TV Minas em 02/02/2018

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Matéria extraída do G1

 

Segundo instituição, atraso nos repasses do Governo de Minas Gerais já chega a quase R$ 2,7 milhões.

 

Com atrasos em repasse de verbas, a situação é crítica na Santa Casa de Três Pontas. O único hospital público da cidade atende também outros cinco municípios do Sul de Minas, mas diz não receber o montante que deveria vir do Governo do Estado há meses, totalizando quase R$ 2,7 milhões, segundo a instituição. Com isso, a saída para continuar funcionando tem sido doações feitas por moradores e empresas da região.

 

Além de Três Pontas, os pacientes vêm de Boa Esperança, Santana da Vargem, Coqueiral, Ilicínea e Guapé. O hospital é referência no atendimento a quase 140 mil pessoas. São em média 200 pacientes do Sistema Único de Saúde (MG) que utilizam serviços de urgência e emergência, cirurgias de média complexidade e consultas médicas por dia. Mas com a crise, os médicos estão sem receber há quatro meses.

 

“Se esse dinheiro estivesse hoje na Santa Casa, a situação seria muito diferente. E nós poderíamos, às vezes, estar revertendo maiores atendimentos e partindo, às vezes, para fazer outro tipo de atendimento, mais específico”, diz Michel Renan Simão Castro, que é provedor da Santa Casa.

 

Sem crédito na praça, o hospital percebeu que a única saída seria contar com a ajuda da população. As doações de moradores e empresas têm representado um grande alívio nas finanças, principalmente na parte de alimentação. Quase tudo que está na dispensa foi doado. E isso está garantindo a refeição dos pacientes há sete meses.

 

“Eles não tinham dinheiro e nada para colocar no prato do paciente, então eu entrei em desespero e disse: ‘Temos que ter doação’. E resolvi sair pedindo, porque não tinha outra maneira”, conta Clotilde Ferreira, voluntária na instituição.

 

Enquanto os repasses não saem, o hospital vai sobrevivendo de doações. Mas sempre com a preocupação com o dia de amanhã.

 

“Já aconteceu essa semana de não vir nada, e a gente tem que fazer praticamente um milagre para conseguir atender o nosso público aqui”, lamenta a nutricionista Luciana Mendonça.

 

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, o Governo aguarda disponibilidade financeira para realizar o pagamento das parcelas pendentes, sendo que o último repasse foi realizado em 26 de junho de 2017.

 

Além disso, a Secretaria diz que o Estado “enfrenta um crescente déficit financeiro refletindo em todos os seus órgãos” e, por isso, decretou situação de calamidade financeira. Por fim, o comunicado ressalta que a secreta está se esforçando “para honrar os compromissos pactuados” e “dar os melhores encaminhamentos possíveis, ante o contexto supracitado”.

Matéria extraída do G1


 


Segundo instituição, atraso nos repasses do Governo de Minas Gerais já chega a quase R$ 2,7 milhões.


 


Com atrasos em repasse de verbas, a situação é crítica na Santa Casa de Três Pontas. O único hospital público da cidade atende também outros cinco municípios do Sul de Minas, mas diz não receber o montante que deveria vir do Governo do Estado há meses, totalizando quase R$ 2,7 milhões, segundo a instituição. Com isso, a saída para continuar funcionando tem sido doações feitas por moradores e empresas da região.


 


Além de Três Pontas, os pacientes vêm de Boa Esperança, Santana da Vargem, Coqueiral, Ilicínea e Guapé. O hospital é referência no atendimento a quase 140 mil pessoas. São em média 200 pacientes do Sistema Único de Saúde (MG) que utilizam serviços de urgência e emergência, cirurgias de média complexidade e consultas médicas por dia. Mas com a crise, os médicos estão sem receber há quatro meses.


 


“Se esse dinheiro estivesse hoje na Santa Casa, a situação seria muito diferente. E nós poderíamos, às vezes, estar revertendo maiores atendimentos e partindo, às vezes, para fazer outro tipo de atendimento, mais específico”, diz Michel Renan Simão Castro, que é provedor da Santa Casa.


 


PATROCINADORES

Sem crédito na praça, o hospital percebeu que a única saída seria contar com a ajuda da população. As doações de moradores e empresas têm representado um grande alívio nas finanças, principalmente na parte de alimentação. Quase tudo que está na dispensa foi doado. E isso está garantindo a refeição dos pacientes há sete meses.


 


“Eles não tinham dinheiro e nada para colocar no prato do paciente, então eu entrei em desespero e disse: ‘Temos que ter doação’. E resolvi sair pedindo, porque não tinha outra maneira”, conta Clotilde Ferreira, voluntária na instituição.


 


Enquanto os repasses não saem, o hospital vai sobrevivendo de doações. Mas sempre com a preocupação com o dia de amanhã.


 


“Já aconteceu essa semana de não vir nada, e a gente tem que fazer praticamente um milagre para conseguir atender o nosso público aqui”, lamenta a nutricionista Luciana Mendonça.


 


Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, o Governo aguarda disponibilidade financeira para realizar o pagamento das parcelas pendentes, sendo que o último repasse foi realizado em 26 de junho de 2017.


 


Além disso, a Secretaria diz que o Estado “enfrenta um crescente déficit financeiro refletindo em todos os seus órgãos” e, por isso, decretou situação de calamidade financeira. Por fim, o comunicado ressalta que a secreta está se esforçando “para honrar os compromissos pactuados” e “dar os melhores encaminhamentos possíveis, ante o contexto supracitado”.


Matéria extraída do G1



Segundo instituição, atraso nos repasses do Governo de Minas Gerais já chega a quase R$ 2,7 milhões.



Com atrasos em repasse de verbas, a situação é crítica na Santa Casa de Três Pontas. O único hospital público da cidade atende também outros cinco municípios do Sul de Minas, mas diz não receber o montante que deveria vir do Governo do Estado há meses, totalizando quase R$ 2,7 milhões, segundo a instituição. Com isso, a saída para continuar funcionando tem sido doações feitas por moradores e empresas da região.



Além de Três Pontas, os pacientes vêm de Boa Esperança, Santana da Vargem, Coqueiral, Ilicínea e Guapé. O hospital é referência no atendimento a quase 140 mil pessoas. São em média 200 pacientes do Sistema Único de Saúde (MG) que utilizam serviços de urgência e emergência, cirurgias de média complexidade e consultas médicas por dia. Mas com a crise, os médicos estão sem receber há quatro meses.



PATROCINADORES

“Se esse dinheiro estivesse hoje na Santa Casa, a situação seria muito diferente. E nós poderíamos, às vezes, estar revertendo maiores atendimentos e partindo, às vezes, para fazer outro tipo de atendimento, mais específico”, diz Michel Renan Simão Castro, que é provedor da Santa Casa.



Sem crédito na praça, o hospital percebeu que a única saída seria contar com a ajuda da população. As doações de moradores e empresas têm representado um grande alívio nas finanças, principalmente na parte de alimentação. Quase tudo que está na dispensa foi doado. E isso está garantindo a refeição dos pacientes há sete meses.



“Eles não tinham dinheiro e nada para colocar no prato do paciente, então eu entrei em desespero e disse: ‘Temos que ter doação’. E resolvi sair pedindo, porque não tinha outra maneira”, conta Clotilde Ferreira, voluntária na instituição.



PATROCINADORES

Enquanto os repasses não saem, o hospital vai sobrevivendo de doações. Mas sempre com a preocupação com o dia de amanhã.



“Já aconteceu essa semana de não vir nada, e a gente tem que fazer praticamente um milagre para conseguir atender o nosso público aqui”, lamenta a nutricionista Luciana Mendonça.



Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, o Governo aguarda disponibilidade financeira para realizar o pagamento das parcelas pendentes, sendo que o último repasse foi realizado em 26 de junho de 2017.



Além disso, a Secretaria diz que o Estado “enfrenta um crescente déficit financeiro refletindo em todos os seus órgãos” e, por isso, decretou situação de calamidade financeira. Por fim, o comunicado ressalta que a secreta está se esforçando “para honrar os compromissos pactuados” e “dar os melhores encaminhamentos possíveis, ante o contexto supracitado”.



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