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Bem Estar

Será que todo AVC deixa sequelas no paciente?

Publicado por TV Minas em 14/02/2018

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Especialista esclarece alguns mitos e verdades sobre o Acidente Vascular Cerebral.

 

Um problema sério de saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) afeta cerca de 400 mil brasileiros todos os anos, e está na lista das principais causas de morte no país. Mesmo com números tão alarmantes, muitos mitos cercam a doença: é possível preveni-la? Há tratamento? Todo paciente sofrerá com sequelas?

 

Para esclarecer alguns mitos e verdades sobre essa doença grave, conversamos com o neurologista João José Carvalho, do Hospital Geral de Fortaleza (CE):

 

 

Existe mais de um tipo de AVC

 

Verdade. O médico alerta que o AVC pode ser isquêmico ou hemorrágico. "Responsável por cerca de 80% dos casos, a forma isquêmica se caracteriza pela obstrução de um vaso sanguíneo no cérebro, bloqueando a passagem de sangue para os neurônios", esclarece o neurologista. Nesse tipo de AVC, a estimativa é que um paciente não tratado perde, aproximadamente, 1,9 milhão de neurônios a cada minuto. "Já os outros 20% são referentes à forma hemorrágica, em que um vaso sanguíneo se rompe no cérebro, ocasionando sangramento e aumento da pressão dentro do crânio".

 

 

AVC acomete apenas pessoas idosas

 

Mito. João Carvalho afirma que, apesar do envelhecimento ser um fator de risco para o AVC, já que, após os 50 anos, o percentual de casos dobra a cada década de vida, o "problema pode acontecer em qualquer pessoa e em qualquer idade". Segundo dados do Ministério da Saúde, por exemplo, entre 2014 e abril de 2017, foram registradas cerca de 27 mil internações no SUS em decorrência da doença em jovens de 15 a 39 anos. "Estima-se que 90% dos casos de AVC possam ser evitados. Por isso, é importante prestar atenção aos outros fatores de risco, como hipertensão arterial, colesterol elevado, uso abusivo de bebidas alcoólicas, diabetes, estresse crônico e arritmias cardíacas, tal como a fibrilação atrial", afirma o neurologista.

 

 

Na maioria dos casos, os sintomas do AVC são os mesmos

 

Verdade. O médico explica que o AVC se manifesta por um ou mais dos seguintes sintomas: perda de força ou sensibilidade de um dos lados do corpo; dificuldade para compreender o que se fala ou falar; perda visual súbita (sobretudo de um dos olhos); tontura ou vertigem súbitas; ou uma dor de cabeça súbita, intensa e sem causa conhecida. "Diante de alguém que apresenta um ou mais desses sintomas, é fundamental agir rápido, ligar para o Samu [192], que irá encaminhar o paciente para o hospital capacitado para o tratamento de AVC mais próximo", orienta o especialista.

 

 

Todo AVC deixará sequelas no paciente

 

Mito. O Acidente Vascular Cerebral figura como a principal causa de incapacidade global, entretanto, nem todos os casos deixam sequelas no paciente. "O AVC é uma doença tempo-dependente, por isso, o atendimento rápido ao paciente é fundamental para evitar danos permanentes ao tecido cerebral e, consequentemente, as sequelas", salienta João Carvalho. Isso porque há tratamento para o AVC. De acordo com o especialista, para o tipo isquêmico, o mais comum, existe a medicação trombolítica, que atua desobstruindo o vaso sanguíneo entupido e restaurando o fluxo de sangue com oxigênio e nutrientes para os neurônios, podendo ser aplicada em ambiente hospitalar por equipe multidisciplinar treinada em até 4h30 após o início dos sintomas. Já para o AVC hemorrágico, o tratamento inclui medicamentos e até procedimentos cirúrgicos, a depender do tamanho e localização da lesão.

 

 

Nem todo hospital está capacitado para tratar pacientes que sofreram um AVC

 

Verdade. "Infelizmente, nem todos os hospitais estão preparados para receber e tratar pacientes com a doença. A falta de equipe multidisciplinar treinada, composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos etc., de exames de imagem, como a tomografia computadorizada, além da falta de medicação trombolítica, são obstáculos para o tratamento apropriado dos casos isquêmicos", comenta o neurologista.

Especialista esclarece alguns mitos e verdades sobre o Acidente Vascular Cerebral.


 


Um problema sério de saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) afeta cerca de 400 mil brasileiros todos os anos, e está na lista das principais causas de morte no país. Mesmo com números tão alarmantes, muitos mitos cercam a doença: é possível preveni-la? Há tratamento? Todo paciente sofrerá com sequelas?


 


Para esclarecer alguns mitos e verdades sobre essa doença grave, conversamos com o neurologista João José Carvalho, do Hospital Geral de Fortaleza (CE):


 


 


Existe mais de um tipo de AVC


 


Verdade. O médico alerta que o AVC pode ser isquêmico ou hemorrágico. "Responsável por cerca de 80% dos casos, a forma isquêmica se caracteriza pela obstrução de um vaso sanguíneo no cérebro, bloqueando a passagem de sangue para os neurônios", esclarece o neurologista. Nesse tipo de AVC, a estimativa é que um paciente não tratado perde, aproximadamente, 1,9 milhão de neurônios a cada minuto. "Já os outros 20% são referentes à forma hemorrágica, em que um vaso sanguíneo se rompe no cérebro, ocasionando sangramento e aumento da pressão dentro do crânio".


 


 


AVC acomete apenas pessoas idosas


 


Mito. João Carvalho afirma que, apesar do envelhecimento ser um fator de risco para o AVC, já que, após os 50 anos, o percentual de casos dobra a cada década de vida, o "problema pode acontecer em qualquer pessoa e em qualquer idade". Segundo dados do Ministério da Saúde, por exemplo, entre 2014 e abril de 2017, foram registradas cerca de 27 mil internações no SUS em decorrência da doença em jovens de 15 a 39 anos. "Estima-se que 90% dos casos de AVC possam ser evitados. Por isso, é importante prestar atenção aos outros fatores de risco, como hipertensão arterial, colesterol elevado, uso abusivo de bebidas alcoólicas, diabetes, estresse crônico e arritmias cardíacas, tal como a fibrilação atrial", afirma o neurologista.


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Na maioria dos casos, os sintomas do AVC são os mesmos


 


Verdade. O médico explica que o AVC se manifesta por um ou mais dos seguintes sintomas: perda de força ou sensibilidade de um dos lados do corpo; dificuldade para compreender o que se fala ou falar; perda visual súbita (sobretudo de um dos olhos); tontura ou vertigem súbitas; ou uma dor de cabeça súbita, intensa e sem causa conhecida. "Diante de alguém que apresenta um ou mais desses sintomas, é fundamental agir rápido, ligar para o Samu [192], que irá encaminhar o paciente para o hospital capacitado para o tratamento de AVC mais próximo", orienta o especialista.


 


 


Todo AVC deixará sequelas no paciente


 


Mito. O Acidente Vascular Cerebral figura como a principal causa de incapacidade global, entretanto, nem todos os casos deixam sequelas no paciente. "O AVC é uma doença tempo-dependente, por isso, o atendimento rápido ao paciente é fundamental para evitar danos permanentes ao tecido cerebral e, consequentemente, as sequelas", salienta João Carvalho. Isso porque há tratamento para o AVC. De acordo com o especialista, para o tipo isquêmico, o mais comum, existe a medicação trombolítica, que atua desobstruindo o vaso sanguíneo entupido e restaurando o fluxo de sangue com oxigênio e nutrientes para os neurônios, podendo ser aplicada em ambiente hospitalar por equipe multidisciplinar treinada em até 4h30 após o início dos sintomas. Já para o AVC hemorrágico, o tratamento inclui medicamentos e até procedimentos cirúrgicos, a depender do tamanho e localização da lesão.


 


 


Nem todo hospital está capacitado para tratar pacientes que sofreram um AVC


 


Verdade. "Infelizmente, nem todos os hospitais estão preparados para receber e tratar pacientes com a doença. A falta de equipe multidisciplinar treinada, composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos etc., de exames de imagem, como a tomografia computadorizada, além da falta de medicação trombolítica, são obstáculos para o tratamento apropriado dos casos isquêmicos", comenta o neurologista.


Especialista esclarece alguns mitos e verdades sobre o Acidente Vascular Cerebral.



Um problema sério de saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) afeta cerca de 400 mil brasileiros todos os anos, e está na lista das principais causas de morte no país. Mesmo com números tão alarmantes, muitos mitos cercam a doença: é possível preveni-la? Há tratamento? Todo paciente sofrerá com sequelas?



Para esclarecer alguns mitos e verdades sobre essa doença grave, conversamos com o neurologista João José Carvalho, do Hospital Geral de Fortaleza (CE):



Existe mais de um tipo de AVC



Verdade. O médico alerta que o AVC pode ser isquêmico ou hemorrágico. "Responsável por cerca de 80% dos casos, a forma isquêmica se caracteriza pela obstrução de um vaso sanguíneo no cérebro, bloqueando a passagem de sangue para os neurônios", esclarece o neurologista. Nesse tipo de AVC, a estimativa é que um paciente não tratado perde, aproximadamente, 1,9 milhão de neurônios a cada minuto. "Já os outros 20% são referentes à forma hemorrágica, em que um vaso sanguíneo se rompe no cérebro, ocasionando sangramento e aumento da pressão dentro do crânio".



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Na maioria dos casos, os sintomas do AVC são os mesmos



Verdade. O médico explica que o AVC se manifesta por um ou mais dos seguintes sintomas: perda de força ou sensibilidade de um dos lados do corpo; dificuldade para compreender o que se fala ou falar; perda visual súbita (sobretudo de um dos olhos); tontura ou vertigem súbitas; ou uma dor de cabeça súbita, intensa e sem causa conhecida. "Diante de alguém que apresenta um ou mais desses sintomas, é fundamental agir rápido, ligar para o Samu [192], que irá encaminhar o paciente para o hospital capacitado para o tratamento de AVC mais próximo", orienta o especialista.



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Nem todo hospital está capacitado para tratar pacientes que sofreram um AVC



Verdade. "Infelizmente, nem todos os hospitais estão preparados para receber e tratar pacientes com a doença. A falta de equipe multidisciplinar treinada, composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos etc., de exames de imagem, como a tomografia computadorizada, além da falta de medicação trombolítica, são obstáculos para o tratamento apropriado dos casos isquêmicos", comenta o neurologista.



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