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Papa Francisco apela por fim da violência em Goutha Oriental: "É desumano"

Publicado por TV Minas em 25/02/2018

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Ofensiva de regime sírio deixou mais de 500 mortos em uma semana.

 

O Papa Francisco denunciou a violência "desumana" na Síria e destacou, neste domingo, que o país "está sendo martirizado" pelos ataques contínuos contra civis, em Ghouta Oriental, que deixaram mais de 500 mortos em uma semana. O Pontífice pediu o imediato fim dos bombardeios e o acesso da ajuda humanitária para atender a população cercada pelo regime de Bashar al-Assad. Apesar da aprovação de uma resolução de cessar-fogo neste sábado, a região voltou a ser bombardeada neste domingo por forças do governo e aliados.

 

"O mês de fevereiro foi um dos mais violentos em sete anos de conflito: centenas, milhares de vítimas civis, mulheres e idosos, hospitais atingidos, pessoas sem comida. Tudo isso é desumano. Você não pode combater o mal com o mal", frisou Francisco, diante das milhares de pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano, que acompanhavam a sua benção semanal.

 

O apelo do Papa chega horas depois de as Nações Unidas aprovarem uma resolução que demanda um cessar-fogo de 30 dias pela Síria para permitir a entrada da ajuda humanitária e o atendimento de feridos na região. Segundo o mais recente balanço do Observatório Sírio de Direito Humanos, os últimos dias de bombardeios e disparos de artilharia em Ghouta Oriental deixaram 519 civis mortos. Entre eles, 127 crianças e 75 mulheres. O número de feridos subiu para 2514 civis.

 

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade a trégua humanitária por 30 dias. A decisão deste sábado vem em meio a novos bombardeios do regime de Bashar al-Assad — apoiados pelos russos — contra Ghouta Oriental, reduto rebelde perto de Damasco.

 

Os cerca de 400 mil habitantes do reduto rebelde (o último perto da capital) estão submetidos a um sítio do regime desde 2013 e viram a situação se agravar com a ofensiva aérea, que tem apoio da Rússia, grande aliado do regime de Assad que fornece suporte militar fundamental na guerra.

 

Com o acordo, cabe à Rússia usar a influência com o regime para garantir a aplicação do acordo e evitar novos bombardeios em Ghouta. Um dos termos do pacto prevê excluir da trégua grupos terroristas como o Estado Islâmico e al-Qaeda. Diplomatas ressaltaram o temor de que a Síria poderia continuar a atacar em Ghouta sob o pretexto de mirar em rebeldes radicais islâmicos

 

A guerra na Síria, que começou em março de 2011 com a repressão brutal das manifestações que pediam reformas democráticas, viu um xadrez de conflito se formar com o envolvimento de grupos jihadistas e potências regionais e internacionais. Mais de 13,1 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária, incluindo os 6,1 milhões de deslocados dentro do país.

Ofensiva de regime sírio deixou mais de 500 mortos em uma semana.


 


O Papa Francisco denunciou a violência "desumana" na Síria e destacou, neste domingo, que o país "está sendo martirizado" pelos ataques contínuos contra civis, em Ghouta Oriental, que deixaram mais de 500 mortos em uma semana. O Pontífice pediu o imediato fim dos bombardeios e o acesso da ajuda humanitária para atender a população cercada pelo regime de Bashar al-Assad. Apesar da aprovação de uma resolução de cessar-fogo neste sábado, a região voltou a ser bombardeada neste domingo por forças do governo e aliados.


 


"O mês de fevereiro foi um dos mais violentos em sete anos de conflito: centenas, milhares de vítimas civis, mulheres e idosos, hospitais atingidos, pessoas sem comida. Tudo isso é desumano. Você não pode combater o mal com o mal", frisou Francisco, diante das milhares de pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano, que acompanhavam a sua benção semanal.


 


O apelo do Papa chega horas depois de as Nações Unidas aprovarem uma resolução que demanda um cessar-fogo de 30 dias pela Síria para permitir a entrada da ajuda humanitária e o atendimento de feridos na região. Segundo o mais recente balanço do Observatório Sírio de Direito Humanos, os últimos dias de bombardeios e disparos de artilharia em Ghouta Oriental deixaram 519 civis mortos. Entre eles, 127 crianças e 75 mulheres. O número de feridos subiu para 2514 civis.


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O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade a trégua humanitária por 30 dias. A decisão deste sábado vem em meio a novos bombardeios do regime de Bashar al-Assad — apoiados pelos russos — contra Ghouta Oriental, reduto rebelde perto de Damasco.


 


Os cerca de 400 mil habitantes do reduto rebelde (o último perto da capital) estão submetidos a um sítio do regime desde 2013 e viram a situação se agravar com a ofensiva aérea, que tem apoio da Rússia, grande aliado do regime de Assad que fornece suporte militar fundamental na guerra.


 


Com o acordo, cabe à Rússia usar a influência com o regime para garantir a aplicação do acordo e evitar novos bombardeios em Ghouta. Um dos termos do pacto prevê excluir da trégua grupos terroristas como o Estado Islâmico e al-Qaeda. Diplomatas ressaltaram o temor de que a Síria poderia continuar a atacar em Ghouta sob o pretexto de mirar em rebeldes radicais islâmicos


 


A guerra na Síria, que começou em março de 2011 com a repressão brutal das manifestações que pediam reformas democráticas, viu um xadrez de conflito se formar com o envolvimento de grupos jihadistas e potências regionais e internacionais. Mais de 13,1 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária, incluindo os 6,1 milhões de deslocados dentro do país.


Ofensiva de regime sírio deixou mais de 500 mortos em uma semana.



O Papa Francisco denunciou a violência "desumana" na Síria e destacou, neste domingo, que o país "está sendo martirizado" pelos ataques contínuos contra civis, em Ghouta Oriental, que deixaram mais de 500 mortos em uma semana. O Pontífice pediu o imediato fim dos bombardeios e o acesso da ajuda humanitária para atender a população cercada pelo regime de Bashar al-Assad. Apesar da aprovação de uma resolução de cessar-fogo neste sábado, a região voltou a ser bombardeada neste domingo por forças do governo e aliados.



"O mês de fevereiro foi um dos mais violentos em sete anos de conflito: centenas, milhares de vítimas civis, mulheres e idosos, hospitais atingidos, pessoas sem comida. Tudo isso é desumano. Você não pode combater o mal com o mal", frisou Francisco, diante das milhares de pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano, que acompanhavam a sua benção semanal.



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O apelo do Papa chega horas depois de as Nações Unidas aprovarem uma resolução que demanda um cessar-fogo de 30 dias pela Síria para permitir a entrada da ajuda humanitária e o atendimento de feridos na região. Segundo o mais recente balanço do Observatório Sírio de Direito Humanos, os últimos dias de bombardeios e disparos de artilharia em Ghouta Oriental deixaram 519 civis mortos. Entre eles, 127 crianças e 75 mulheres. O número de feridos subiu para 2514 civis.



O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade a trégua humanitária por 30 dias. A decisão deste sábado vem em meio a novos bombardeios do regime de Bashar al-Assad — apoiados pelos russos — contra Ghouta Oriental, reduto rebelde perto de Damasco.



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Os cerca de 400 mil habitantes do reduto rebelde (o último perto da capital) estão submetidos a um sítio do regime desde 2013 e viram a situação se agravar com a ofensiva aérea, que tem apoio da Rússia, grande aliado do regime de Assad que fornece suporte militar fundamental na guerra.



Com o acordo, cabe à Rússia usar a influência com o regime para garantir a aplicação do acordo e evitar novos bombardeios em Ghouta. Um dos termos do pacto prevê excluir da trégua grupos terroristas como o Estado Islâmico e al-Qaeda. Diplomatas ressaltaram o temor de que a Síria poderia continuar a atacar em Ghouta sob o pretexto de mirar em rebeldes radicais islâmicos



A guerra na Síria, que começou em março de 2011 com a repressão brutal das manifestações que pediam reformas democráticas, viu um xadrez de conflito se formar com o envolvimento de grupos jihadistas e potências regionais e internacionais. Mais de 13,1 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária, incluindo os 6,1 milhões de deslocados dentro do país.



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