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Moradores da Zona Sul do Rio vão às ruas contra a violência

Publicado por TV Minas em 25/02/2018

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A manifestação reuniu centenas de pessoas vestidas de branco e caminhou do Largo do Machado até o Palácio Laranjeiras, sede do governo estadual.

 

Moradores de bairros da Zona Sul do Rio fizeram neste domingo (25) um protesto pedindo mais políticas públicas de segurança para a região. A manifestação reuniu centenas de pessoas vestidas de branco e caminhou do Largo do Machado até o Palácio Laranjeiras, sede do governo estadual.

 

À frente, jovens em motocicletas exibiam cartazes com fotos de suspeitos de terem cometidos crimes, divulgadas pelo Disque Denúncia ou obtidas na internet.

 

Houve reclamações sobre a falta de patrulhamento e cobranças pelo uso da inteligência policial nos bairros de Laranjeiras, Catete, Flamengo e Botafogo. “Há uma sensação de insegurança amparada nos relatos que recebemos. São bandidos de fuzil assaltando pedestres em plena luz do dia, na porta de casa”, disse uma das organizadoras do protesto, a fisioterapeuta Bebel Costa. Ela montou páginas na internet que recebem relatos e até vídeos de crimes nos bairros.

 

Segundo Bebel, os dados oficiais não indicam aumento da violência, porque muitos casos não são registrados na delegacia. Incentivar a notificação de ocorrências é um dos objetivos da fisioterapeuta. “Levamos esses dados para reuniões do Conselho de Segurança Comunitária uma vez por mês, para ajudar a planejar o policiamento. É como eu digo: se o crime é organizado, a sociedade também precisa ser”, afirmou.

 

Os manifestantes criticaram a gestão do governador Luiz Fernando Pezão e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, cobrando melhorias na cidade, como na iluminação pública, além da destinação de impostos para ações de segurança, como a inteligência policial, a valorização dos agentes e reparos nas viaturas paradas.

 

Quando o grupo chegou ao Palácio Laranjeiras foi feito um minuto de silêncio em memória de policiais mortos.

 

“A violência não vem de outro planeta”, declarou a professora Silvana Leone. “A violência é produzida, é consequência, e os responsáveis são as pessoas que estão no poder e que desviaram dinheiro, inclusive da educação, que enfrenta redução de investimento. Educação não é gasto. Um país que não cuida de suas crianças não tem futuro. Uma criança que vive na rua, sem alimentação, sem cuidado, o que sobra? Nada, a não ser reproduzir a violência que ela experimentou.”

 

A professora perdeu dois parentes mortos em assaltos na Zona Sul do Rio, nas décadas de 1980 e 1990. Segundo ela, o problema, passando pela desigualdade social, vem sendo empurrado há anos. “A paz é construída diariamente com pequenas atitudes que precisam ser corroboradas por políticas públicas”, desabafou.

 

Consultor de tecnologia, Luiz Fernando Bonfim, morador de Botafogo, apoiou a análise da professora. “O que estamos vivendo é reflexo dos desgoverno de anos no Rio de Janeiro, corrupção e falta de estratégia para a segurança pública. A intervenção militar, não sei se é o remédio, mas é o que tem para agora. Para resolver, precisamos de ações de longo prazo”, afirmou.

 

Um outro morador, que não quis se identificar, chamou atenção para o despreparo das políciais. “Muitas mortes, inclusive, dos próprios policiais, é por reação aos bandidos. Os policiais reagem no meio da população, que fica entre fogo cruzado e toma bala”.

 

Ele lembrou do garçom morto durante uma perseguição policial que cruzou um bloco de carnaval, na Tijuca, e da ação desastrosa da PM na última semana, resultando, por engano, na morte de um vigia dentro de um banco em de Laranjeiras. A vítima foi confundida.

 

Durante a passagem dos manifestantes pelo viaduto de Laranjeiras, jovens em motocicletas à frente aceleraram em homenagem a Miguel Ayoub Zahour, de 19 anos, morto há um ano durante um assalto no local. Ele morava próximo ao viaduto, onde familiares e amigos grafitaram a imagem dele em uma das pilastras. O rapaz tentou arrancar com a moto durante a abordagem, tentou evitar o roubo da moto e acabou atingido.

 

Laranjeiras, Cosme Velho, Largo do Machado, Praça São Salvador e a Praia do Flamengo são regiões patrulhadas pelo 2º Batalhão de Polícia Militar, com apoio da Polícia Civil. Recentemente, agentes desarticularam uma quadrilha que roubava casas e prendeu pessoas suspeitas de repassar drogas a usuários.

 

A PM informou que 514 casos de roubos de ruas foram registrados na região nos três últimos meses de 2017, número menor que no mesmo período de 2016, quando foram 545 casos. A corporação pede que a população faça denúncias por meio do WhatsApp do 2ºBPM (21) 96579-3663 ou do Disque Denúncia, por meio do telefone 2253-1177.

A manifestação reuniu centenas de pessoas vestidas de branco e caminhou do Largo do Machado até o Palácio Laranjeiras, sede do governo estadual.


 


Moradores de bairros da Zona Sul do Rio fizeram neste domingo (25) um protesto pedindo mais políticas públicas de segurança para a região. A manifestação reuniu centenas de pessoas vestidas de branco e caminhou do Largo do Machado até o Palácio Laranjeiras, sede do governo estadual.


 


À frente, jovens em motocicletas exibiam cartazes com fotos de suspeitos de terem cometidos crimes, divulgadas pelo Disque Denúncia ou obtidas na internet.


 


Houve reclamações sobre a falta de patrulhamento e cobranças pelo uso da inteligência policial nos bairros de Laranjeiras, Catete, Flamengo e Botafogo. “Há uma sensação de insegurança amparada nos relatos que recebemos. São bandidos de fuzil assaltando pedestres em plena luz do dia, na porta de casa”, disse uma das organizadoras do protesto, a fisioterapeuta Bebel Costa. Ela montou páginas na internet que recebem relatos e até vídeos de crimes nos bairros.


 


Segundo Bebel, os dados oficiais não indicam aumento da violência, porque muitos casos não são registrados na delegacia. Incentivar a notificação de ocorrências é um dos objetivos da fisioterapeuta. “Levamos esses dados para reuniões do Conselho de Segurança Comunitária uma vez por mês, para ajudar a planejar o policiamento. É como eu digo: se o crime é organizado, a sociedade também precisa ser”, afirmou.


 


Os manifestantes criticaram a gestão do governador Luiz Fernando Pezão e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, cobrando melhorias na cidade, como na iluminação pública, além da destinação de impostos para ações de segurança, como a inteligência policial, a valorização dos agentes e reparos nas viaturas paradas.


 


Quando o grupo chegou ao Palácio Laranjeiras foi feito um minuto de silêncio em memória de policiais mortos.


 


PATROCINADORES

“A violência não vem de outro planeta”, declarou a professora Silvana Leone. “A violência é produzida, é consequência, e os responsáveis são as pessoas que estão no poder e que desviaram dinheiro, inclusive da educação, que enfrenta redução de investimento. Educação não é gasto. Um país que não cuida de suas crianças não tem futuro. Uma criança que vive na rua, sem alimentação, sem cuidado, o que sobra? Nada, a não ser reproduzir a violência que ela experimentou.”


 


A professora perdeu dois parentes mortos em assaltos na Zona Sul do Rio, nas décadas de 1980 e 1990. Segundo ela, o problema, passando pela desigualdade social, vem sendo empurrado há anos. “A paz é construída diariamente com pequenas atitudes que precisam ser corroboradas por políticas públicas”, desabafou.


 


Consultor de tecnologia, Luiz Fernando Bonfim, morador de Botafogo, apoiou a análise da professora. “O que estamos vivendo é reflexo dos desgoverno de anos no Rio de Janeiro, corrupção e falta de estratégia para a segurança pública. A intervenção militar, não sei se é o remédio, mas é o que tem para agora. Para resolver, precisamos de ações de longo prazo”, afirmou.


 


Um outro morador, que não quis se identificar, chamou atenção para o despreparo das políciais. “Muitas mortes, inclusive, dos próprios policiais, é por reação aos bandidos. Os policiais reagem no meio da população, que fica entre fogo cruzado e toma bala”.


 


Ele lembrou do garçom morto durante uma perseguição policial que cruzou um bloco de carnaval, na Tijuca, e da ação desastrosa da PM na última semana, resultando, por engano, na morte de um vigia dentro de um banco em de Laranjeiras. A vítima foi confundida.


 


Durante a passagem dos manifestantes pelo viaduto de Laranjeiras, jovens em motocicletas à frente aceleraram em homenagem a Miguel Ayoub Zahour, de 19 anos, morto há um ano durante um assalto no local. Ele morava próximo ao viaduto, onde familiares e amigos grafitaram a imagem dele em uma das pilastras. O rapaz tentou arrancar com a moto durante a abordagem, tentou evitar o roubo da moto e acabou atingido.


 


Laranjeiras, Cosme Velho, Largo do Machado, Praça São Salvador e a Praia do Flamengo são regiões patrulhadas pelo 2º Batalhão de Polícia Militar, com apoio da Polícia Civil. Recentemente, agentes desarticularam uma quadrilha que roubava casas e prendeu pessoas suspeitas de repassar drogas a usuários.


 


A PM informou que 514 casos de roubos de ruas foram registrados na região nos três últimos meses de 2017, número menor que no mesmo período de 2016, quando foram 545 casos. A corporação pede que a população faça denúncias por meio do WhatsApp do 2ºBPM (21) 96579-3663 ou do Disque Denúncia, por meio do telefone 2253-1177.


A manifestação reuniu centenas de pessoas vestidas de branco e caminhou do Largo do Machado até o Palácio Laranjeiras, sede do governo estadual.



Moradores de bairros da Zona Sul do Rio fizeram neste domingo (25) um protesto pedindo mais políticas públicas de segurança para a região. A manifestação reuniu centenas de pessoas vestidas de branco e caminhou do Largo do Machado até o Palácio Laranjeiras, sede do governo estadual.



À frente, jovens em motocicletas exibiam cartazes com fotos de suspeitos de terem cometidos crimes, divulgadas pelo Disque Denúncia ou obtidas na internet.



Houve reclamações sobre a falta de patrulhamento e cobranças pelo uso da inteligência policial nos bairros de Laranjeiras, Catete, Flamengo e Botafogo. “Há uma sensação de insegurança amparada nos relatos que recebemos. São bandidos de fuzil assaltando pedestres em plena luz do dia, na porta de casa”, disse uma das organizadoras do protesto, a fisioterapeuta Bebel Costa. Ela montou páginas na internet que recebem relatos e até vídeos de crimes nos bairros.



Segundo Bebel, os dados oficiais não indicam aumento da violência, porque muitos casos não são registrados na delegacia. Incentivar a notificação de ocorrências é um dos objetivos da fisioterapeuta. “Levamos esses dados para reuniões do Conselho de Segurança Comunitária uma vez por mês, para ajudar a planejar o policiamento. É como eu digo: se o crime é organizado, a sociedade também precisa ser”, afirmou.



PATROCINADORES

Os manifestantes criticaram a gestão do governador Luiz Fernando Pezão e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, cobrando melhorias na cidade, como na iluminação pública, além da destinação de impostos para ações de segurança, como a inteligência policial, a valorização dos agentes e reparos nas viaturas paradas.



Quando o grupo chegou ao Palácio Laranjeiras foi feito um minuto de silêncio em memória de policiais mortos.



“A violência não vem de outro planeta”, declarou a professora Silvana Leone. “A violência é produzida, é consequência, e os responsáveis são as pessoas que estão no poder e que desviaram dinheiro, inclusive da educação, que enfrenta redução de investimento. Educação não é gasto. Um país que não cuida de suas crianças não tem futuro. Uma criança que vive na rua, sem alimentação, sem cuidado, o que sobra? Nada, a não ser reproduzir a violência que ela experimentou.”



A professora perdeu dois parentes mortos em assaltos na Zona Sul do Rio, nas décadas de 1980 e 1990. Segundo ela, o problema, passando pela desigualdade social, vem sendo empurrado há anos. “A paz é construída diariamente com pequenas atitudes que precisam ser corroboradas por políticas públicas”, desabafou.



PATROCINADORES

Consultor de tecnologia, Luiz Fernando Bonfim, morador de Botafogo, apoiou a análise da professora. “O que estamos vivendo é reflexo dos desgoverno de anos no Rio de Janeiro, corrupção e falta de estratégia para a segurança pública. A intervenção militar, não sei se é o remédio, mas é o que tem para agora. Para resolver, precisamos de ações de longo prazo”, afirmou.



Um outro morador, que não quis se identificar, chamou atenção para o despreparo das políciais. “Muitas mortes, inclusive, dos próprios policiais, é por reação aos bandidos. Os policiais reagem no meio da população, que fica entre fogo cruzado e toma bala”.



Ele lembrou do garçom morto durante uma perseguição policial que cruzou um bloco de carnaval, na Tijuca, e da ação desastrosa da PM na última semana, resultando, por engano, na morte de um vigia dentro de um banco em de Laranjeiras. A vítima foi confundida.



Durante a passagem dos manifestantes pelo viaduto de Laranjeiras, jovens em motocicletas à frente aceleraram em homenagem a Miguel Ayoub Zahour, de 19 anos, morto há um ano durante um assalto no local. Ele morava próximo ao viaduto, onde familiares e amigos grafitaram a imagem dele em uma das pilastras. O rapaz tentou arrancar com a moto durante a abordagem, tentou evitar o roubo da moto e acabou atingido.



Laranjeiras, Cosme Velho, Largo do Machado, Praça São Salvador e a Praia do Flamengo são regiões patrulhadas pelo 2º Batalhão de Polícia Militar, com apoio da Polícia Civil. Recentemente, agentes desarticularam uma quadrilha que roubava casas e prendeu pessoas suspeitas de repassar drogas a usuários.



A PM informou que 514 casos de roubos de ruas foram registrados na região nos três últimos meses de 2017, número menor que no mesmo período de 2016, quando foram 545 casos. A corporação pede que a população faça denúncias por meio do WhatsApp do 2ºBPM (21) 96579-3663 ou do Disque Denúncia, por meio do telefone 2253-1177.



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