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Petrobras vai ao TCU para vender Liquigás

Publicado por TV Minas em 03/03/2018

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Estatal estuda alternativas, como busca de sócio e oferta de ações.

 

A Petrobras vai consultar o Tribunal de Contas da União (TCU) para decidir sobre o futuro da Liquigás, uma das principais empresas que vendem gás de botijão no país. Na última quarta-feira, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável pela concorrência no Brasil, reprovou a compra da subsidiária da estatal pela Ultragaz, que ofereceu R$ 2,8 bilhões.

 

De acordo com uma fonte a par das discussões, como a Petrobras não quer continuar atuando no segmento, a companhia está analisando todas as alternativas para se desfazer da subsidiária. As opções incluem a busca de um sócio estratégico, o relançamento de nova oferta de venda ao mercado, e até mesmo oferta de ações na Bolsa.

 

"A Petrobras vai ao TCU para ver como é que se refaz o processo de venda da Liquigás. O que está certo é que a companhia não vai ficar com essa subsidiária. Por isso, hoje qualquer iniciativa de venda está sendo considerada. As equipes vão começar a trabalhar para traçar alternativas", disse essa fonte.

 

A equipe da Petrobras também vai costurar um novo modelo tendo como base a orientação do Cade de que o comprador não pode ter mais de 10% de participação no mercado brasileiro. Abaixo desse percentual há apenas, de acordo com dados do Sindigás, a Copagaz (com atuação em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), com 8,36%, Fogás (1,70% e com presença em Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima, Pará e Amapá) e Amazongás (0,79%). A líder do mercado hoje é Ultragaz (com 23,58%), seguida de Liquigás (21,66%). Em terceiro está a Supergasbras (20,15%).

 

Para especialistas, a decisão do Cade criou um ambiente ruim para a estatal. Para eles, a Petrobras pode ter problemas em alcançar sua meta de desinvestimento prevista para 2017-2018, de US$ 21 bilhões. Uma outra fonte do mercado lembra que, quando a Petrobras iniciou o processo de venda da Liquigás no fim de 2016, empresas estrangeiras do setor de GLP do Chile, Turquia e Inglaterra mostraram interesse, mas as propostas ficaram pouco acima de R$ 1 bilhão.

 

"Os preços oferecidos pelas empresas brasileiras foram superiores, pois essas companhias colocam no negócio os ganhos que terão com as sinergias. Na ocasião do processo de venda, o consórcio formado pela SupergasBras e a Fogás também ficou perto de R$ 2,5 bilhões. Por isso, as estrangeiras saíram do negócio. A decisão do Cade é um mau sinal para a venda dos próximos ativos da Petrobras, como as refinarias", disse essa fonte.

 

Segundo uma outra fonte ligada às empresas estrangeiras, a expectativa é que essas companhias do exterior façam uma nova proposta, assim que a Petrobras lançar um novo comunicado de venda. Segundo ele, a tendência é oferecer um preço em torno de seis vezes a geração de caixa operacional, medida pelo Ebitda. Como comparação, a Ultragaz ofertou 12 vezes o Ebitda. Com isso, o valor da compra, com base nas propostas, seria de R$ 1,2 bilhão:

 

"As estrangeiras passam a ser o principal alvo da Liguigás agora. As empresas brasileiras, com menos de 10% de participação de mercado, não teriam hoje recursos em caixa para fazer uma aquisição desse porte. A recusa do Cade cria, de certa forma, uma insegurança para os investidores".

Estatal estuda alternativas, como busca de sócio e oferta de ações.


 


A Petrobras vai consultar o Tribunal de Contas da União (TCU) para decidir sobre o futuro da Liquigás, uma das principais empresas que vendem gás de botijão no país. Na última quarta-feira, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável pela concorrência no Brasil, reprovou a compra da subsidiária da estatal pela Ultragaz, que ofereceu R$ 2,8 bilhões.


 


De acordo com uma fonte a par das discussões, como a Petrobras não quer continuar atuando no segmento, a companhia está analisando todas as alternativas para se desfazer da subsidiária. As opções incluem a busca de um sócio estratégico, o relançamento de nova oferta de venda ao mercado, e até mesmo oferta de ações na Bolsa.


 


"A Petrobras vai ao TCU para ver como é que se refaz o processo de venda da Liquigás. O que está certo é que a companhia não vai ficar com essa subsidiária. Por isso, hoje qualquer iniciativa de venda está sendo considerada. As equipes vão começar a trabalhar para traçar alternativas", disse essa fonte.


 


PATROCINADORES

A equipe da Petrobras também vai costurar um novo modelo tendo como base a orientação do Cade de que o comprador não pode ter mais de 10% de participação no mercado brasileiro. Abaixo desse percentual há apenas, de acordo com dados do Sindigás, a Copagaz (com atuação em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), com 8,36%, Fogás (1,70% e com presença em Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima, Pará e Amapá) e Amazongás (0,79%). A líder do mercado hoje é Ultragaz (com 23,58%), seguida de Liquigás (21,66%). Em terceiro está a Supergasbras (20,15%).


 


Para especialistas, a decisão do Cade criou um ambiente ruim para a estatal. Para eles, a Petrobras pode ter problemas em alcançar sua meta de desinvestimento prevista para 2017-2018, de US$ 21 bilhões. Uma outra fonte do mercado lembra que, quando a Petrobras iniciou o processo de venda da Liquigás no fim de 2016, empresas estrangeiras do setor de GLP do Chile, Turquia e Inglaterra mostraram interesse, mas as propostas ficaram pouco acima de R$ 1 bilhão.


 


"Os preços oferecidos pelas empresas brasileiras foram superiores, pois essas companhias colocam no negócio os ganhos que terão com as sinergias. Na ocasião do processo de venda, o consórcio formado pela SupergasBras e a Fogás também ficou perto de R$ 2,5 bilhões. Por isso, as estrangeiras saíram do negócio. A decisão do Cade é um mau sinal para a venda dos próximos ativos da Petrobras, como as refinarias", disse essa fonte.


 


Segundo uma outra fonte ligada às empresas estrangeiras, a expectativa é que essas companhias do exterior façam uma nova proposta, assim que a Petrobras lançar um novo comunicado de venda. Segundo ele, a tendência é oferecer um preço em torno de seis vezes a geração de caixa operacional, medida pelo Ebitda. Como comparação, a Ultragaz ofertou 12 vezes o Ebitda. Com isso, o valor da compra, com base nas propostas, seria de R$ 1,2 bilhão:


 


"As estrangeiras passam a ser o principal alvo da Liguigás agora. As empresas brasileiras, com menos de 10% de participação de mercado, não teriam hoje recursos em caixa para fazer uma aquisição desse porte. A recusa do Cade cria, de certa forma, uma insegurança para os investidores".


Estatal estuda alternativas, como busca de sócio e oferta de ações.



A Petrobras vai consultar o Tribunal de Contas da União (TCU) para decidir sobre o futuro da Liquigás, uma das principais empresas que vendem gás de botijão no país. Na última quarta-feira, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável pela concorrência no Brasil, reprovou a compra da subsidiária da estatal pela Ultragaz, que ofereceu R$ 2,8 bilhões.



De acordo com uma fonte a par das discussões, como a Petrobras não quer continuar atuando no segmento, a companhia está analisando todas as alternativas para se desfazer da subsidiária. As opções incluem a busca de um sócio estratégico, o relançamento de nova oferta de venda ao mercado, e até mesmo oferta de ações na Bolsa.



PATROCINADORES

"A Petrobras vai ao TCU para ver como é que se refaz o processo de venda da Liquigás. O que está certo é que a companhia não vai ficar com essa subsidiária. Por isso, hoje qualquer iniciativa de venda está sendo considerada. As equipes vão começar a trabalhar para traçar alternativas", disse essa fonte.



A equipe da Petrobras também vai costurar um novo modelo tendo como base a orientação do Cade de que o comprador não pode ter mais de 10% de participação no mercado brasileiro. Abaixo desse percentual há apenas, de acordo com dados do Sindigás, a Copagaz (com atuação em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), com 8,36%, Fogás (1,70% e com presença em Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima, Pará e Amapá) e Amazongás (0,79%). A líder do mercado hoje é Ultragaz (com 23,58%), seguida de Liquigás (21,66%). Em terceiro está a Supergasbras (20,15%).



PATROCINADORES

Para especialistas, a decisão do Cade criou um ambiente ruim para a estatal. Para eles, a Petrobras pode ter problemas em alcançar sua meta de desinvestimento prevista para 2017-2018, de US$ 21 bilhões. Uma outra fonte do mercado lembra que, quando a Petrobras iniciou o processo de venda da Liquigás no fim de 2016, empresas estrangeiras do setor de GLP do Chile, Turquia e Inglaterra mostraram interesse, mas as propostas ficaram pouco acima de R$ 1 bilhão.



"Os preços oferecidos pelas empresas brasileiras foram superiores, pois essas companhias colocam no negócio os ganhos que terão com as sinergias. Na ocasião do processo de venda, o consórcio formado pela SupergasBras e a Fogás também ficou perto de R$ 2,5 bilhões. Por isso, as estrangeiras saíram do negócio. A decisão do Cade é um mau sinal para a venda dos próximos ativos da Petrobras, como as refinarias", disse essa fonte.



Segundo uma outra fonte ligada às empresas estrangeiras, a expectativa é que essas companhias do exterior façam uma nova proposta, assim que a Petrobras lançar um novo comunicado de venda. Segundo ele, a tendência é oferecer um preço em torno de seis vezes a geração de caixa operacional, medida pelo Ebitda. Como comparação, a Ultragaz ofertou 12 vezes o Ebitda. Com isso, o valor da compra, com base nas propostas, seria de R$ 1,2 bilhão:



"As estrangeiras passam a ser o principal alvo da Liguigás agora. As empresas brasileiras, com menos de 10% de participação de mercado, não teriam hoje recursos em caixa para fazer uma aquisição desse porte. A recusa do Cade cria, de certa forma, uma insegurança para os investidores".



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