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Tráfico do Rio recoloca barricadas horas após a saída das Forças Armadas

Publicado por TV Minas em 04/03/2018

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Operação removeu 16 barreiras na comunidade, mas novos obstáculos foram instalados.

 

Horas após a saída das Forças Armadas, que realizaram uma operação no sábado para remover barreiras da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, os traficantes da favela colocaram novas barricadas nas ruas da comunidade. Segundo moradores, o trabalho foi refeito logo após os militares deixarem o local. As barreiras são instaladas nas vias para atrapalhar a entrada da polícia e de bandos de criminosos rivais.

 

A operação realizada pelos militares no último sábado retirou 16 barricadas da comunidade. Segundo o Comando Militar do Leste, um dos principais objetivos era justamente a remoção das barreiras. Para isso, os militares usaram até mesmo tratores. Os obstáculos são feitos com tonéis cheios de concreto, com pedaços de trilhos de trem cravados no chão ou com vigas também presas no asfalto. No entanto, uma barreira na Avenida Marrocos já estava sendo recolocada ainda na tarde de sábado, poucas horas depois de as Forças Armadas saírem da favela.

 

"Não passa meia hora e tudo já volta para o lugar", conta uma moradora, na condição de anonimato.

 

Na Rua Oscar Ferreira, em frente à Rua Cupertino Marques, há uma outra barreira, diante do portão principal da Escola Municipal Orestes Barbosa. Há outra barreira está numa esquina próxima, da Rua Eduardo Souto com a Oscar Ferreira, na frente do Ciep Oscar Filho.

 

A seção de comunicação social do Comando Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública informou que foram retiradas barricadas de "algumas centenas de pontos, alguns deles com redundância e linhas sucessivas, e mapeados por coordenadas utilizadas nas cartas topográficas militares". O órgão, no entanto, não precisou os locais retirados: "A localização precisa dos obstáculos é, portanto, um dado operacional classificado, cuja publicidade implicaria também indicar os pontos onde os criminosos, em geral, posicionam-se para vigia-los".

 

Entre os dias 16 de fevereiro e 1º de março, foram removidos cerca de 80 obstáculos, entre fixos e móveis, ao longo da Vila Aliança e Vila Kennedy. O Comando Militar do Leste, no entanto, não comentou sobre a recolocação das barreira horas após a saída dos militares.

 

 

Operação revista 700 pessoas

 

Além de 16 barricadas retiradas pelos militares, a operação das Forças Armadas na Vila Kennedy realizada no último sábado teve cinco pessoas presas, dez carros e seis motos apreendidos. Segundo balanço divulgado pelo Comando Militar do Leste (CML), mais de 700 pessoas e 300 veículos foram revistados. Cerca de 1400 militares participaram da operação.

 

Houve um momento de tensão quando, segundo relato de um morador, traficantes da Vila Aliança atiraram do alto do morro que faz divisa com a Vila Kennedy contra os militares. Mas ninguém ficou ferido.


No perfil “A Voz da Vila Kennedy” no Facebook, moradores da comunidade ressaltaram que, desta vez, a quantidade de soldados, carros e tanques de guerra era “visivelmente bem menor” que nas últimas operações. “Notamos que desta vez os soldados não usaram seus celulares particulares para fichar os moradores. Podemos observar três militares com câmeras profissionais fazendo esse trabalho. E também registrando a retirada das barricadas”, informa um morador.

Operação removeu 16 barreiras na comunidade, mas novos obstáculos foram instalados.


 


Horas após a saída das Forças Armadas, que realizaram uma operação no sábado para remover barreiras da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, os traficantes da favela colocaram novas barricadas nas ruas da comunidade. Segundo moradores, o trabalho foi refeito logo após os militares deixarem o local. As barreiras são instaladas nas vias para atrapalhar a entrada da polícia e de bandos de criminosos rivais.


 


A operação realizada pelos militares no último sábado retirou 16 barricadas da comunidade. Segundo o Comando Militar do Leste, um dos principais objetivos era justamente a remoção das barreiras. Para isso, os militares usaram até mesmo tratores. Os obstáculos são feitos com tonéis cheios de concreto, com pedaços de trilhos de trem cravados no chão ou com vigas também presas no asfalto. No entanto, uma barreira na Avenida Marrocos já estava sendo recolocada ainda na tarde de sábado, poucas horas depois de as Forças Armadas saírem da favela.


 


"Não passa meia hora e tudo já volta para o lugar", conta uma moradora, na condição de anonimato.


 


Na Rua Oscar Ferreira, em frente à Rua Cupertino Marques, há uma outra barreira, diante do portão principal da Escola Municipal Orestes Barbosa. Há outra barreira está numa esquina próxima, da Rua Eduardo Souto com a Oscar Ferreira, na frente do Ciep Oscar Filho.


 


PATROCINADORES

A seção de comunicação social do Comando Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública informou que foram retiradas barricadas de "algumas centenas de pontos, alguns deles com redundância e linhas sucessivas, e mapeados por coordenadas utilizadas nas cartas topográficas militares". O órgão, no entanto, não precisou os locais retirados: "A localização precisa dos obstáculos é, portanto, um dado operacional classificado, cuja publicidade implicaria também indicar os pontos onde os criminosos, em geral, posicionam-se para vigia-los".


 


Entre os dias 16 de fevereiro e 1º de março, foram removidos cerca de 80 obstáculos, entre fixos e móveis, ao longo da Vila Aliança e Vila Kennedy. O Comando Militar do Leste, no entanto, não comentou sobre a recolocação das barreira horas após a saída dos militares.


 


 


Operação revista 700 pessoas


 


Além de 16 barricadas retiradas pelos militares, a operação das Forças Armadas na Vila Kennedy realizada no último sábado teve cinco pessoas presas, dez carros e seis motos apreendidos. Segundo balanço divulgado pelo Comando Militar do Leste (CML), mais de 700 pessoas e 300 veículos foram revistados. Cerca de 1400 militares participaram da operação.


 


Houve um momento de tensão quando, segundo relato de um morador, traficantes da Vila Aliança atiraram do alto do morro que faz divisa com a Vila Kennedy contra os militares. Mas ninguém ficou ferido.



No perfil “A Voz da Vila Kennedy” no Facebook, moradores da comunidade ressaltaram que, desta vez, a quantidade de soldados, carros e tanques de guerra era “visivelmente bem menor” que nas últimas operações. “Notamos que desta vez os soldados não usaram seus celulares particulares para fichar os moradores. Podemos observar três militares com câmeras profissionais fazendo esse trabalho. E também registrando a retirada das barricadas”, informa um morador.


Operação removeu 16 barreiras na comunidade, mas novos obstáculos foram instalados.



Horas após a saída das Forças Armadas, que realizaram uma operação no sábado para remover barreiras da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, os traficantes da favela colocaram novas barricadas nas ruas da comunidade. Segundo moradores, o trabalho foi refeito logo após os militares deixarem o local. As barreiras são instaladas nas vias para atrapalhar a entrada da polícia e de bandos de criminosos rivais.



A operação realizada pelos militares no último sábado retirou 16 barricadas da comunidade. Segundo o Comando Militar do Leste, um dos principais objetivos era justamente a remoção das barreiras. Para isso, os militares usaram até mesmo tratores. Os obstáculos são feitos com tonéis cheios de concreto, com pedaços de trilhos de trem cravados no chão ou com vigas também presas no asfalto. No entanto, uma barreira na Avenida Marrocos já estava sendo recolocada ainda na tarde de sábado, poucas horas depois de as Forças Armadas saírem da favela.



"Não passa meia hora e tudo já volta para o lugar", conta uma moradora, na condição de anonimato.



PATROCINADORES

Na Rua Oscar Ferreira, em frente à Rua Cupertino Marques, há uma outra barreira, diante do portão principal da Escola Municipal Orestes Barbosa. Há outra barreira está numa esquina próxima, da Rua Eduardo Souto com a Oscar Ferreira, na frente do Ciep Oscar Filho.



A seção de comunicação social do Comando Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública informou que foram retiradas barricadas de "algumas centenas de pontos, alguns deles com redundância e linhas sucessivas, e mapeados por coordenadas utilizadas nas cartas topográficas militares". O órgão, no entanto, não precisou os locais retirados: "A localização precisa dos obstáculos é, portanto, um dado operacional classificado, cuja publicidade implicaria também indicar os pontos onde os criminosos, em geral, posicionam-se para vigia-los".



Entre os dias 16 de fevereiro e 1º de março, foram removidos cerca de 80 obstáculos, entre fixos e móveis, ao longo da Vila Aliança e Vila Kennedy. O Comando Militar do Leste, no entanto, não comentou sobre a recolocação das barreira horas após a saída dos militares.



PATROCINADORES

Operação revista 700 pessoas



Além de 16 barricadas retiradas pelos militares, a operação das Forças Armadas na Vila Kennedy realizada no último sábado teve cinco pessoas presas, dez carros e seis motos apreendidos. Segundo balanço divulgado pelo Comando Militar do Leste (CML), mais de 700 pessoas e 300 veículos foram revistados. Cerca de 1400 militares participaram da operação.



Houve um momento de tensão quando, segundo relato de um morador, traficantes da Vila Aliança atiraram do alto do morro que faz divisa com a Vila Kennedy contra os militares. Mas ninguém ficou ferido.




No perfil “A Voz da Vila Kennedy” no Facebook, moradores da comunidade ressaltaram que, desta vez, a quantidade de soldados, carros e tanques de guerra era “visivelmente bem menor” que nas últimas operações. “Notamos que desta vez os soldados não usaram seus celulares particulares para fichar os moradores. Podemos observar três militares com câmeras profissionais fazendo esse trabalho. E também registrando a retirada das barricadas”, informa um morador.



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