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Sul de Minas

Apenas 1 cidade sul-mineira cumpriu meta de vacinação contra Febre Amarela

Publicado por TV Minas em 07/03/2018

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Matéria extraída do G1

 

Aguanil foi a única cidade da região, entre os municípios com casos confirmados, a bater a meta do Ministério da Saúde de vacinar 95% da população.​

 

Onze cidades do Sul de Minas têm mortes e casos confirmados de febre amarela. No boletim epidemiológico divulgado semanalmente pela Secretaria de Estado de Saúde, aparecem 10 mortes e nove outros casos entre julho de 2017 e fevereiro de 2018 na região. Entre os municípios com confirmação apenas Aguanil, conseguir bater a meta - a cidade vacinou 100% da população.

 

A meta recomendada pelo Ministério da Saúde é de 95% dos moradores. Todas as outras 10 cidades estão abaixo deste índice. No último dado divulgado pelo setor de saúde no estado sobre a cobertura vacinal, são considerados os números coletados até o dia 5 de março, última segunda-feira.

 

 

Confira o índice de vacinação das cidades com casos confirmados:

 

Poço Fundo  -  75,51%

 

São Tomé das Letras  -  86,06%

 

Aguanil  -  100%*

 

Paraisópolis  -  63,35%

 

Conceição dos Ouros  -  68,59%

 

Brazópolis  -  67,38%

 

Carmo da Cachoeira  -  78,27%

 

Poços de Caldas  -  78,22%

 

São Sebastião da Bela Vista  -  72,09%

 

Consolação  -  67,73%

 

São Gonçalo do Sapucaí  -  67,08%

 

Com as confirmações, o setor de saúde de cada município tenta aumentar a cobertura vacinal para evitar novos casos. O principal obstáculo enfrentado pelos setores de imunização dos municípios é a resistência de moradores à vacina.

 

Boatos sobre a real eficácia da vacina se espalharam nas redes sociais. Isso aconteceu após a Secretaria de Estado de Saúde divulgar a informação de que 11 pessoas em Minas Gerais que tiveram a doença tinham se vacinado.

 

As informações foram esclarecidas pelo subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said. “Em torno de 18 milhões de pessoas já foram vacinadas no Estado. Logo, esses 11 casos confirmados, até o momento, em pessoas imunizadas, representam estatisticamente um valor muito abaixo dos 2 a 5% que não respondem à vacina. Pode-se então afirmar que a vacina tem a sua eficácia e que, em Minas Gerais, ela está acima da média geral”.

 

A coordenadora da imunização Fabiana Cristina da Silva afirma que em Paraísopolis, cidade com uma morte confirmada, os moradores têm mostrado resistência.

 

“A principal resistência das pessoas é por medo da vacina. E têm pessoas que acreditam em mitos que a vacina mata, que é jogada do Ministério da Saúde, que quer dar vacina que está vencendo”. Fabiana é a responsável pelas vacinas em Paraisópolis.

 

A cidade teve a morte registrada pela doença no dia 30 de janeiro, confirmada com exames poucos dias antes do carnaval. No último levantamento, o índice de cobertura vacinal no município era de 63,35%, número considerado muito abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde.

 

“Agora já aumentou um pouquinho, mas ainda está baixo. A gente não digitalizou todas as informações, então este dado pode estar mudando. A nossa expectativa é que a gente tenha passado dos 70%, considerando de janeiro a março”, explica Fabiana.

 

Assim que a morte foi considerada suspeita na cidade, o setor de epidemiologia registrou um aumento na procura pela vacina. O reforço veio com a visita de agentes de saúde de casa em casa, ação tomada por várias cidades da região.

 

 

Resistência e recusa à vacina

 

O morador que se recusa a vacinar, mesmo com a visita das equipes de saúde nas casas, deve assinar um termo de responsabilidade. O termo garante que ele está ciente da decisão. “Apesar de não ter valor legal, o termo é usada pelas secretarias como justificativa, pra mostrar que fomos até a pessoa e ela não quis se vacinar”, afirma Fabiana.

 

A recusa já registrou problemas em Paraisópolis nas últimas semanas. “Nós tivemos um caso suspeito de uma vítima que assinou o termo de recusa, que ela não queria a vacina, e agora ela está internada com sintomas, é considerada como caso suspeito”.

 

A cidade de Carmo da Cachoeira teve um caso de morte confirmada pela doença no boletim do estado divulgado nesta terça-feira (6). A informação da Secretaria Municipal de Saúde é que o homem de 57 anos, morador da zona rural, não tinha tomado a vacina.

 

Na cidade, o setor de saúde também tem dificuldades para aumentar o índice de vacinação, que é de 76,08% da população. “Eles recusam por talvez até má informação, que a vacina pode dar alguma reação, alguma coisa. Mas nós também fizemos um termo de recusa”, explica o secretário municipal de saúde, Francisco Cláudio Chagas.

 

Segundo o médico infectologista Luiz Carlos Coelho, todas as pessoas fora de grupos com restrição devem tomar a vacina. “População geral que estejam fora daquelas restrições, que não esteja gestante, não seja idoso, não tenha imunossupressão têm que se vacinar. 97,5% das pessoas que tomam a vacina produzem anticorpo e se protegem contra a febre amarela”.

Matéria extraída do G1


 


Aguanil foi a única cidade da região, entre os municípios com casos confirmados, a bater a meta do Ministério da Saúde de vacinar 95% da população.​


 


Onze cidades do Sul de Minas têm mortes e casos confirmados de febre amarela. No boletim epidemiológico divulgado semanalmente pela Secretaria de Estado de Saúde, aparecem 10 mortes e nove outros casos entre julho de 2017 e fevereiro de 2018 na região. Entre os municípios com confirmação apenas Aguanil, conseguir bater a meta - a cidade vacinou 100% da população.


 


A meta recomendada pelo Ministério da Saúde é de 95% dos moradores. Todas as outras 10 cidades estão abaixo deste índice. No último dado divulgado pelo setor de saúde no estado sobre a cobertura vacinal, são considerados os números coletados até o dia 5 de março, última segunda-feira.


 


 


Confira o índice de vacinação das cidades com casos confirmados:


 


Poço Fundo  -  75,51%


 


São Tomé das Letras  -  86,06%


 


Aguanil  -  100%*


 


Paraisópolis  -  63,35%


 


Conceição dos Ouros  -  68,59%


 


Brazópolis  -  67,38%


 


Carmo da Cachoeira  -  78,27%


 


Poços de Caldas  -  78,22%


 


São Sebastião da Bela Vista  -  72,09%


 


Consolação  -  67,73%


PATROCINADORES

 


São Gonçalo do Sapucaí  -  67,08%


 


Com as confirmações, o setor de saúde de cada município tenta aumentar a cobertura vacinal para evitar novos casos. O principal obstáculo enfrentado pelos setores de imunização dos municípios é a resistência de moradores à vacina.


 


Boatos sobre a real eficácia da vacina se espalharam nas redes sociais. Isso aconteceu após a Secretaria de Estado de Saúde divulgar a informação de que 11 pessoas em Minas Gerais que tiveram a doença tinham se vacinado.


 


As informações foram esclarecidas pelo subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said. “Em torno de 18 milhões de pessoas já foram vacinadas no Estado. Logo, esses 11 casos confirmados, até o momento, em pessoas imunizadas, representam estatisticamente um valor muito abaixo dos 2 a 5% que não respondem à vacina. Pode-se então afirmar que a vacina tem a sua eficácia e que, em Minas Gerais, ela está acima da média geral”.


 


A coordenadora da imunização Fabiana Cristina da Silva afirma que em Paraísopolis, cidade com uma morte confirmada, os moradores têm mostrado resistência.


 


“A principal resistência das pessoas é por medo da vacina. E têm pessoas que acreditam em mitos que a vacina mata, que é jogada do Ministério da Saúde, que quer dar vacina que está vencendo”. Fabiana é a responsável pelas vacinas em Paraisópolis.


 


A cidade teve a morte registrada pela doença no dia 30 de janeiro, confirmada com exames poucos dias antes do carnaval. No último levantamento, o índice de cobertura vacinal no município era de 63,35%, número considerado muito abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde.


 


“Agora já aumentou um pouquinho, mas ainda está baixo. A gente não digitalizou todas as informações, então este dado pode estar mudando. A nossa expectativa é que a gente tenha passado dos 70%, considerando de janeiro a março”, explica Fabiana.


 


Assim que a morte foi considerada suspeita na cidade, o setor de epidemiologia registrou um aumento na procura pela vacina. O reforço veio com a visita de agentes de saúde de casa em casa, ação tomada por várias cidades da região.


 


 


Resistência e recusa à vacina


 


O morador que se recusa a vacinar, mesmo com a visita das equipes de saúde nas casas, deve assinar um termo de responsabilidade. O termo garante que ele está ciente da decisão. “Apesar de não ter valor legal, o termo é usada pelas secretarias como justificativa, pra mostrar que fomos até a pessoa e ela não quis se vacinar”, afirma Fabiana.


 


A recusa já registrou problemas em Paraisópolis nas últimas semanas. “Nós tivemos um caso suspeito de uma vítima que assinou o termo de recusa, que ela não queria a vacina, e agora ela está internada com sintomas, é considerada como caso suspeito”.


 


A cidade de Carmo da Cachoeira teve um caso de morte confirmada pela doença no boletim do estado divulgado nesta terça-feira (6). A informação da Secretaria Municipal de Saúde é que o homem de 57 anos, morador da zona rural, não tinha tomado a vacina.


 


Na cidade, o setor de saúde também tem dificuldades para aumentar o índice de vacinação, que é de 76,08% da população. “Eles recusam por talvez até má informação, que a vacina pode dar alguma reação, alguma coisa. Mas nós também fizemos um termo de recusa”, explica o secretário municipal de saúde, Francisco Cláudio Chagas.


 


Segundo o médico infectologista Luiz Carlos Coelho, todas as pessoas fora de grupos com restrição devem tomar a vacina. “População geral que estejam fora daquelas restrições, que não esteja gestante, não seja idoso, não tenha imunossupressão têm que se vacinar. 97,5% das pessoas que tomam a vacina produzem anticorpo e se protegem contra a febre amarela”.


Matéria extraída do G1



Aguanil foi a única cidade da região, entre os municípios com casos confirmados, a bater a meta do Ministério da Saúde de vacinar 95% da população.​



Onze cidades do Sul de Minas têm mortes e casos confirmados de febre amarela. No boletim epidemiológico divulgado semanalmente pela Secretaria de Estado de Saúde, aparecem 10 mortes e nove outros casos entre julho de 2017 e fevereiro de 2018 na região. Entre os municípios com confirmação apenas Aguanil, conseguir bater a meta - a cidade vacinou 100% da população.



A meta recomendada pelo Ministério da Saúde é de 95% dos moradores. Todas as outras 10 cidades estão abaixo deste índice. No último dado divulgado pelo setor de saúde no estado sobre a cobertura vacinal, são considerados os números coletados até o dia 5 de março, última segunda-feira.



Confira o índice de vacinação das cidades com casos confirmados:



Poço Fundo  -  75,51%



São Tomé das Letras  -  86,06%



Aguanil  -  100%*



Paraisópolis  -  63,35%



Conceição dos Ouros  -  68,59%



PATROCINADORES

Brazópolis  -  67,38%



Carmo da Cachoeira  -  78,27%



Poços de Caldas  -  78,22%



São Sebastião da Bela Vista  -  72,09%



Consolação  -  67,73%



São Gonçalo do Sapucaí  -  67,08%



Com as confirmações, o setor de saúde de cada município tenta aumentar a cobertura vacinal para evitar novos casos. O principal obstáculo enfrentado pelos setores de imunização dos municípios é a resistência de moradores à vacina.



Boatos sobre a real eficácia da vacina se espalharam nas redes sociais. Isso aconteceu após a Secretaria de Estado de Saúde divulgar a informação de que 11 pessoas em Minas Gerais que tiveram a doença tinham se vacinado.



As informações foram esclarecidas pelo subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said. “Em torno de 18 milhões de pessoas já foram vacinadas no Estado. Logo, esses 11 casos confirmados, até o momento, em pessoas imunizadas, representam estatisticamente um valor muito abaixo dos 2 a 5% que não respondem à vacina. Pode-se então afirmar que a vacina tem a sua eficácia e que, em Minas Gerais, ela está acima da média geral”.



A coordenadora da imunização Fabiana Cristina da Silva afirma que em Paraísopolis, cidade com uma morte confirmada, os moradores têm mostrado resistência.



PATROCINADORES

“A principal resistência das pessoas é por medo da vacina. E têm pessoas que acreditam em mitos que a vacina mata, que é jogada do Ministério da Saúde, que quer dar vacina que está vencendo”. Fabiana é a responsável pelas vacinas em Paraisópolis.



A cidade teve a morte registrada pela doença no dia 30 de janeiro, confirmada com exames poucos dias antes do carnaval. No último levantamento, o índice de cobertura vacinal no município era de 63,35%, número considerado muito abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde.



“Agora já aumentou um pouquinho, mas ainda está baixo. A gente não digitalizou todas as informações, então este dado pode estar mudando. A nossa expectativa é que a gente tenha passado dos 70%, considerando de janeiro a março”, explica Fabiana.



Assim que a morte foi considerada suspeita na cidade, o setor de epidemiologia registrou um aumento na procura pela vacina. O reforço veio com a visita de agentes de saúde de casa em casa, ação tomada por várias cidades da região.



Resistência e recusa à vacina



O morador que se recusa a vacinar, mesmo com a visita das equipes de saúde nas casas, deve assinar um termo de responsabilidade. O termo garante que ele está ciente da decisão. “Apesar de não ter valor legal, o termo é usada pelas secretarias como justificativa, pra mostrar que fomos até a pessoa e ela não quis se vacinar”, afirma Fabiana.



A recusa já registrou problemas em Paraisópolis nas últimas semanas. “Nós tivemos um caso suspeito de uma vítima que assinou o termo de recusa, que ela não queria a vacina, e agora ela está internada com sintomas, é considerada como caso suspeito”.



A cidade de Carmo da Cachoeira teve um caso de morte confirmada pela doença no boletim do estado divulgado nesta terça-feira (6). A informação da Secretaria Municipal de Saúde é que o homem de 57 anos, morador da zona rural, não tinha tomado a vacina.



Na cidade, o setor de saúde também tem dificuldades para aumentar o índice de vacinação, que é de 76,08% da população. “Eles recusam por talvez até má informação, que a vacina pode dar alguma reação, alguma coisa. Mas nós também fizemos um termo de recusa”, explica o secretário municipal de saúde, Francisco Cláudio Chagas.



Segundo o médico infectologista Luiz Carlos Coelho, todas as pessoas fora de grupos com restrição devem tomar a vacina. “População geral que estejam fora daquelas restrições, que não esteja gestante, não seja idoso, não tenha imunossupressão têm que se vacinar. 97,5% das pessoas que tomam a vacina produzem anticorpo e se protegem contra a febre amarela”.



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