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Brasil protesta contra sobretaxas dos EUA e sinaliza que vai à OMC

Publicado por TV Minas em 09/03/2018

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Ministros afirmam que decisão causará graves prejuízos às exportações.

 

O governo brasileiro divulgou um comunicado alertando que as sobretaxas de 25% às importações de aço e de 10% para alumínio, anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira, causarão graves prejuízos às exportações brasileiras.

 

A nota, assinada pelos ministros das Relações Exteriores, Aloyzio Nunes, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, deixa claro que o Brasil vai recorrer em todos os níveis para preservar seus interesses, incluindo, nesse caso, a Organização Mundial do Comércio (OMC).

 

"Os obstáculos às importações de aço e alumínio são incompatíveis com as obrigações dos EUA ao amparo da Organização Mundial de Comércio, e não se justificam, tampouco, pelas exceções de segurança do GATT 1994", diz um trecho do comunicado.

 

"Ao mesmo tempo em que manifesta preferência pela via do diálogo e da parceria, o Brasil reafirma que recorrerá a todas as ações necessárias, nos âmbitos bilateral e multilateral, para preservar seus direitos e interesses".

 

A nota indica que, com as sobretaxas, as relações bilaterais com os Estados Unidos, com destaque para comércio e investimentos, serão afetadas. O governo brasileiro destaca que, nos últimos dez anos, a balança comercial Brasil-EUA tem sido amplamente favorável ao lado americano.

 

Segundo os ministros, desde o início das investigações do Departamento de Comércio dos EUA, no primeiro semestre de 2017, o governo brasileiro, em coordenação com o setor siderúrgico nacional, buscou, em sucessivas gestões, evitar a aplicação das medidas às exportações brasileiras. Tentava esclarecer ao governo americano e a outros atores relevantes naquele país que os produtos do Brasil não causam ameaça aos interesses comerciais ou de segurança dos EUA.

 

"Ao contrário, as indústrias de ambos os países são integradas e se complementam. Cerca de 80% das exportações brasileiras de aço são de produtos semiacabados, utilizados como insumo pela indústria siderúrgica norte-americana. Ao mesmo tempo, o Brasil é o maior importador de carvão siderúrgico dos Estados Unidos (cerca de US$ 1 bilhão, em 2017), principalmente destinado à produção brasileira de aço exportado àquele país".

 

De acordo como governo brasileiro, as medidas americanas minarão os esforços em curso no Foro Global do Aço, do qual os EUA fazem parte, com vistas a uma solução para a questão do excesso de capacidade no setor siderúrgico, "verdadeira raiz dos problemas enfrentados pelo setor".

Ministros afirmam que decisão causará graves prejuízos às exportações.


 


O governo brasileiro divulgou um comunicado alertando que as sobretaxas de 25% às importações de aço e de 10% para alumínio, anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira, causarão graves prejuízos às exportações brasileiras.


 


A nota, assinada pelos ministros das Relações Exteriores, Aloyzio Nunes, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, deixa claro que o Brasil vai recorrer em todos os níveis para preservar seus interesses, incluindo, nesse caso, a Organização Mundial do Comércio (OMC).


 


"Os obstáculos às importações de aço e alumínio são incompatíveis com as obrigações dos EUA ao amparo da Organização Mundial de Comércio, e não se justificam, tampouco, pelas exceções de segurança do GATT 1994", diz um trecho do comunicado.


 


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"Ao mesmo tempo em que manifesta preferência pela via do diálogo e da parceria, o Brasil reafirma que recorrerá a todas as ações necessárias, nos âmbitos bilateral e multilateral, para preservar seus direitos e interesses".


 


A nota indica que, com as sobretaxas, as relações bilaterais com os Estados Unidos, com destaque para comércio e investimentos, serão afetadas. O governo brasileiro destaca que, nos últimos dez anos, a balança comercial Brasil-EUA tem sido amplamente favorável ao lado americano.


 


Segundo os ministros, desde o início das investigações do Departamento de Comércio dos EUA, no primeiro semestre de 2017, o governo brasileiro, em coordenação com o setor siderúrgico nacional, buscou, em sucessivas gestões, evitar a aplicação das medidas às exportações brasileiras. Tentava esclarecer ao governo americano e a outros atores relevantes naquele país que os produtos do Brasil não causam ameaça aos interesses comerciais ou de segurança dos EUA.


 


"Ao contrário, as indústrias de ambos os países são integradas e se complementam. Cerca de 80% das exportações brasileiras de aço são de produtos semiacabados, utilizados como insumo pela indústria siderúrgica norte-americana. Ao mesmo tempo, o Brasil é o maior importador de carvão siderúrgico dos Estados Unidos (cerca de US$ 1 bilhão, em 2017), principalmente destinado à produção brasileira de aço exportado àquele país".


 


De acordo como governo brasileiro, as medidas americanas minarão os esforços em curso no Foro Global do Aço, do qual os EUA fazem parte, com vistas a uma solução para a questão do excesso de capacidade no setor siderúrgico, "verdadeira raiz dos problemas enfrentados pelo setor".


Ministros afirmam que decisão causará graves prejuízos às exportações.



O governo brasileiro divulgou um comunicado alertando que as sobretaxas de 25% às importações de aço e de 10% para alumínio, anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira, causarão graves prejuízos às exportações brasileiras.



A nota, assinada pelos ministros das Relações Exteriores, Aloyzio Nunes, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, deixa claro que o Brasil vai recorrer em todos os níveis para preservar seus interesses, incluindo, nesse caso, a Organização Mundial do Comércio (OMC).



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"Os obstáculos às importações de aço e alumínio são incompatíveis com as obrigações dos EUA ao amparo da Organização Mundial de Comércio, e não se justificam, tampouco, pelas exceções de segurança do GATT 1994", diz um trecho do comunicado.



"Ao mesmo tempo em que manifesta preferência pela via do diálogo e da parceria, o Brasil reafirma que recorrerá a todas as ações necessárias, nos âmbitos bilateral e multilateral, para preservar seus direitos e interesses".



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A nota indica que, com as sobretaxas, as relações bilaterais com os Estados Unidos, com destaque para comércio e investimentos, serão afetadas. O governo brasileiro destaca que, nos últimos dez anos, a balança comercial Brasil-EUA tem sido amplamente favorável ao lado americano.



Segundo os ministros, desde o início das investigações do Departamento de Comércio dos EUA, no primeiro semestre de 2017, o governo brasileiro, em coordenação com o setor siderúrgico nacional, buscou, em sucessivas gestões, evitar a aplicação das medidas às exportações brasileiras. Tentava esclarecer ao governo americano e a outros atores relevantes naquele país que os produtos do Brasil não causam ameaça aos interesses comerciais ou de segurança dos EUA.



"Ao contrário, as indústrias de ambos os países são integradas e se complementam. Cerca de 80% das exportações brasileiras de aço são de produtos semiacabados, utilizados como insumo pela indústria siderúrgica norte-americana. Ao mesmo tempo, o Brasil é o maior importador de carvão siderúrgico dos Estados Unidos (cerca de US$ 1 bilhão, em 2017), principalmente destinado à produção brasileira de aço exportado àquele país".



De acordo como governo brasileiro, as medidas americanas minarão os esforços em curso no Foro Global do Aço, do qual os EUA fazem parte, com vistas a uma solução para a questão do excesso de capacidade no setor siderúrgico, "verdadeira raiz dos problemas enfrentados pelo setor".



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