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PT muda estratégia para candidatura de Lula

Publicado por TV Minas em 23/03/2018

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Após liminar no STF, petistas apostam em manobras jurídicas para atrasar decisão final, mesmo que seja para cacifar sucessor.

 

A sobrevida dada a Luiz Inácio Lula da Silva pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderá ser de seis meses e não apenas de duas semanas, na visão de petistas e aliados que acompanham o processo do ex-presidente. Embora a concessão da liminar para evitar a prisão valha apenas até a retomada do julgamento, em 4 de abril, interlocutores do petista acham que ele conseguirá arrastar a situação até o registro da candidatura, em 15 de agosto, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Acabará, contudo, caindo na inelegibilidade provocada pela Lei da Ficha Limpa. Mas, até lá, manterá o discurso político, passando o bastão para outro petista, como o ex-prefeito Fernando Haddad. “É este discurso que precisamos manter. Ele não aconteceu nem na primeira instância, nem na segunda. Vai acontecer agora no STF, obviamente amparada em questões jurídicas para justificar posições”, apostou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

 

O governo não fugiu do debate sobre a saga de Lula para evitar a prisão. O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, evitou entrar no mérito se um condenado em segunda instância pode ou não ser preso, mas sustentou que o petista é inelegível. Sendo assim, ele avalia que a inelegibilidade fará com que o PT inicie a corrida eleitoral com uma força menor. “Pelo menos inicialmente, a força da candidatura do Partido dos Trabalhadores será menor do que seria no caso de o representante do partido ser o ex-presidente Lula”, disse.

 

Sem Lula nas eleições, ele avalia que alguns votos que poderiam ir para o petista serão distribuídos entre candidatos da esquerda e da direita. “É possível que alguns desses votos que, hoje, sinalizam e se dirigem ao ex-presidente, sejam distribuídos para outros candidatos. Alguns, até de forma surpreendente, migrando até para a direita”, ponderou ele.

 

O PSDB também se apressou em deixar claro que o resultado de ontem não é um atestado de inocência do ex-presidente. “O STF apenas adiou o prazo para que ele comece a cumprir a sua pena. O que é de se lamentar é que alguém que já ocupou a Presidência da República por duas vezes cause, por sua própria culpa, constrangimentos para o país e para as instituições”, criticou o líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MT). “Ter um ex-presidente condenado à prisão envergonha o Brasil. Os melhores ex-chefes de Estado são aqueles que não aparecem no noticiário todos os dias, principalmente no policial”, atacou o tucano.

 

Lula está em caravana no Sul do país. Ontem, esteve em São Borja (RS) à tarde, e, à noite, em Palmeira das Missões, onde não comentou a liminar concedida pelo STF que impede sua prisão pelo menos até o dia 4. Já a defesa dele comemorou. O ex-ministro Sepúlveda Pertence, advogado de Lula, avaliou como inegável a concessão da liminar pelo tribunal. Questionado sobre suas expectativas, disse ser preciso esperar até 4 de abril. Sepúlveda lembrou ainda que se algum ministro fizer pedido de vista na sessão, a liminar continuará valendo.

 

 

Análise da notícia

 

Bem que seria apropriado lavar as mãos diante da decisão que não houve no Supremo Tribunal Federal (STF). Se teve admissibilidade, palavrão que a imensa maioria dos brasileiros desconhece, o julgamento em si ficou para depois. Salomônica foi a opção de adiar. Melhor assim. A nova data é 4 de abril. Percebeu o detalhe? Será na primeira quarta-feira do mês que vem. 

 

Antes, a quaresma chega ao fim e tem a Semana Santa para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rezar. Se será crucificado, melhor dizer, condenado, é preciso esperar o resultado no plenário da mais alta corte da Justiça do país. Que assim seja o significado de amém. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu o primeiro round, mas não foi à lona. 

 

A admissibilidade de seu processo por corrupção foi aprovada. O placar de 7 a 4, no entanto, não representa o que virá no julgamento propriamente dito. Será mais apertado. É a probabilidade mais sensata a ser feita, embora exista o velho ditado que de cabeça de juiz ninguém sabe o que vem. O complemento, deixe para lá. Para Lula, um justo refresco com a proibição de sua prisão até lá. Pode ser alívio temporário ou permanente. Quando chegar o 4 de abril, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) dará o veredicto.

Após liminar no STF, petistas apostam em manobras jurídicas para atrasar decisão final, mesmo que seja para cacifar sucessor.


 


A sobrevida dada a Luiz Inácio Lula da Silva pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderá ser de seis meses e não apenas de duas semanas, na visão de petistas e aliados que acompanham o processo do ex-presidente. Embora a concessão da liminar para evitar a prisão valha apenas até a retomada do julgamento, em 4 de abril, interlocutores do petista acham que ele conseguirá arrastar a situação até o registro da candidatura, em 15 de agosto, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


 


Acabará, contudo, caindo na inelegibilidade provocada pela Lei da Ficha Limpa. Mas, até lá, manterá o discurso político, passando o bastão para outro petista, como o ex-prefeito Fernando Haddad. “É este discurso que precisamos manter. Ele não aconteceu nem na primeira instância, nem na segunda. Vai acontecer agora no STF, obviamente amparada em questões jurídicas para justificar posições”, apostou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).


 


O governo não fugiu do debate sobre a saga de Lula para evitar a prisão. O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, evitou entrar no mérito se um condenado em segunda instância pode ou não ser preso, mas sustentou que o petista é inelegível. Sendo assim, ele avalia que a inelegibilidade fará com que o PT inicie a corrida eleitoral com uma força menor. “Pelo menos inicialmente, a força da candidatura do Partido dos Trabalhadores será menor do que seria no caso de o representante do partido ser o ex-presidente Lula”, disse.


 


Sem Lula nas eleições, ele avalia que alguns votos que poderiam ir para o petista serão distribuídos entre candidatos da esquerda e da direita. “É possível que alguns desses votos que, hoje, sinalizam e se dirigem ao ex-presidente, sejam distribuídos para outros candidatos. Alguns, até de forma surpreendente, migrando até para a direita”, ponderou ele.


 


O PSDB também se apressou em deixar claro que o resultado de ontem não é um atestado de inocência do ex-presidente. “O STF apenas adiou o prazo para que ele comece a cumprir a sua pena. O que é de se lamentar é que alguém que já ocupou a Presidência da República por duas vezes cause, por sua própria culpa, constrangimentos para o país e para as instituições”, criticou o líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MT). “Ter um ex-presidente condenado à prisão envergonha o Brasil. Os melhores ex-chefes de Estado são aqueles que não aparecem no noticiário todos os dias, principalmente no policial”, atacou o tucano.


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Lula está em caravana no Sul do país. Ontem, esteve em São Borja (RS) à tarde, e, à noite, em Palmeira das Missões, onde não comentou a liminar concedida pelo STF que impede sua prisão pelo menos até o dia 4. Já a defesa dele comemorou. O ex-ministro Sepúlveda Pertence, advogado de Lula, avaliou como inegável a concessão da liminar pelo tribunal. Questionado sobre suas expectativas, disse ser preciso esperar até 4 de abril. Sepúlveda lembrou ainda que se algum ministro fizer pedido de vista na sessão, a liminar continuará valendo.


 


 


Análise da notícia


 


Bem que seria apropriado lavar as mãos diante da decisão que não houve no Supremo Tribunal Federal (STF). Se teve admissibilidade, palavrão que a imensa maioria dos brasileiros desconhece, o julgamento em si ficou para depois. Salomônica foi a opção de adiar. Melhor assim. A nova data é 4 de abril. Percebeu o detalhe? Será na primeira quarta-feira do mês que vem. 


 


Antes, a quaresma chega ao fim e tem a Semana Santa para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rezar. Se será crucificado, melhor dizer, condenado, é preciso esperar o resultado no plenário da mais alta corte da Justiça do país. Que assim seja o significado de amém. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu o primeiro round, mas não foi à lona. 


 


A admissibilidade de seu processo por corrupção foi aprovada. O placar de 7 a 4, no entanto, não representa o que virá no julgamento propriamente dito. Será mais apertado. É a probabilidade mais sensata a ser feita, embora exista o velho ditado que de cabeça de juiz ninguém sabe o que vem. O complemento, deixe para lá. Para Lula, um justo refresco com a proibição de sua prisão até lá. Pode ser alívio temporário ou permanente. Quando chegar o 4 de abril, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) dará o veredicto.


Após liminar no STF, petistas apostam em manobras jurídicas para atrasar decisão final, mesmo que seja para cacifar sucessor.



A sobrevida dada a Luiz Inácio Lula da Silva pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderá ser de seis meses e não apenas de duas semanas, na visão de petistas e aliados que acompanham o processo do ex-presidente. Embora a concessão da liminar para evitar a prisão valha apenas até a retomada do julgamento, em 4 de abril, interlocutores do petista acham que ele conseguirá arrastar a situação até o registro da candidatura, em 15 de agosto, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).



Acabará, contudo, caindo na inelegibilidade provocada pela Lei da Ficha Limpa. Mas, até lá, manterá o discurso político, passando o bastão para outro petista, como o ex-prefeito Fernando Haddad. “É este discurso que precisamos manter. Ele não aconteceu nem na primeira instância, nem na segunda. Vai acontecer agora no STF, obviamente amparada em questões jurídicas para justificar posições”, apostou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).



O governo não fugiu do debate sobre a saga de Lula para evitar a prisão. O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, evitou entrar no mérito se um condenado em segunda instância pode ou não ser preso, mas sustentou que o petista é inelegível. Sendo assim, ele avalia que a inelegibilidade fará com que o PT inicie a corrida eleitoral com uma força menor. “Pelo menos inicialmente, a força da candidatura do Partido dos Trabalhadores será menor do que seria no caso de o representante do partido ser o ex-presidente Lula”, disse.



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O PSDB também se apressou em deixar claro que o resultado de ontem não é um atestado de inocência do ex-presidente. “O STF apenas adiou o prazo para que ele comece a cumprir a sua pena. O que é de se lamentar é que alguém que já ocupou a Presidência da República por duas vezes cause, por sua própria culpa, constrangimentos para o país e para as instituições”, criticou o líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MT). “Ter um ex-presidente condenado à prisão envergonha o Brasil. Os melhores ex-chefes de Estado são aqueles que não aparecem no noticiário todos os dias, principalmente no policial”, atacou o tucano.



Lula está em caravana no Sul do país. Ontem, esteve em São Borja (RS) à tarde, e, à noite, em Palmeira das Missões, onde não comentou a liminar concedida pelo STF que impede sua prisão pelo menos até o dia 4. Já a defesa dele comemorou. O ex-ministro Sepúlveda Pertence, advogado de Lula, avaliou como inegável a concessão da liminar pelo tribunal. Questionado sobre suas expectativas, disse ser preciso esperar até 4 de abril. Sepúlveda lembrou ainda que se algum ministro fizer pedido de vista na sessão, a liminar continuará valendo.



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Bem que seria apropriado lavar as mãos diante da decisão que não houve no Supremo Tribunal Federal (STF). Se teve admissibilidade, palavrão que a imensa maioria dos brasileiros desconhece, o julgamento em si ficou para depois. Salomônica foi a opção de adiar. Melhor assim. A nova data é 4 de abril. Percebeu o detalhe? Será na primeira quarta-feira do mês que vem. 



Antes, a quaresma chega ao fim e tem a Semana Santa para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rezar. Se será crucificado, melhor dizer, condenado, é preciso esperar o resultado no plenário da mais alta corte da Justiça do país. Que assim seja o significado de amém. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu o primeiro round, mas não foi à lona. 



A admissibilidade de seu processo por corrupção foi aprovada. O placar de 7 a 4, no entanto, não representa o que virá no julgamento propriamente dito. Será mais apertado. É a probabilidade mais sensata a ser feita, embora exista o velho ditado que de cabeça de juiz ninguém sabe o que vem. O complemento, deixe para lá. Para Lula, um justo refresco com a proibição de sua prisão até lá. Pode ser alívio temporário ou permanente. Quando chegar o 4 de abril, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) dará o veredicto.



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