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Maduro: liberar dinheiro para Odebrecht era "muy urgente"

Publicado por TV Minas em 25/03/2018

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O presidente venezuelano teria repassado 4 bilhões de dólares à construtora enrolada na Lava Jato, em parte obtidos junto ao BNDES no governo Dilma Rousseff.

 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, liberou mais de US$ 4 bilhões para obras da Odebrecht em projetos financiados em parte com dinheiro do BNDES durante o primeiro governo de Dilma Rousseff. A revelação consta de documentos em poder de promotores do Brasil e da Venezuela divulgados em reportagem da edição deste domingo do jornal O Estado de S.Paulo. O pagamento teria sido ordenado dias após a eleição de Maduro em 2013 – em campanha que a empreiteira admitiu ter financiado com dinheiro de caixa 2. Realizar os pagamentos à Odebrecht, frisa o próprio Maduro nos documentos apreendidos, era “muy urgente”.

 

Os recursos, que continuaram sendo repassados à construtora até 2015, não estavam no orçamento aprovado pelo Legislativo. Em parte, vinham de linhas de crédito do BNDES. A liberação do dinheiro estava prevista num acerto entre Maduro e a Odebrecht. Em troca de US$ 35 milhões para sua campanha em 2013, o presidente venezuelano daria “prioridade” para que recursos extraorçamentários bancassem obras da Odebrecht.

 

Segundo a reportagem do jornal, parte das informações está na delação de Euzenando Azevedo, ex-diretor da Odebrecht que prestou depoimento em 15 de dezembro de 2016, no Ministério Público Federal. Na declaração, ele afirma que o venezuelano Américo Mata pediu contribuições em nome da campanha de Maduro. Azevedo condicionou a ajuda a garantias de que o regime chavista liberaria recursos para manter as obras. Para reforçar a relação entre os US$ 35 milhões para a campanha e a liberação dos recursos, ele apresentou ao MP sete documentos do governo venezuelano – todos assinados e comentados por Maduro em pessoa.

 

De acordo com o jornal, o elo que expõe a relação entre o governo petista e o chavismo é a construção do metrô de Caracas. Maduro liberou US$ 311 milhões, com recursos obtidos no BNDES, para as obras da Linha 5 do metrô da capital venezuelana. “As obras do projeto da Linha 5 contam com financiamento do BNDES, do Brasil”, indica o documento assinado por Maduro. Na mesma comunicação, eram solicitados mais US$ 32 milhões para a Linha 6, também financiada pelo BNDES. A liberação de recursos continuaria: em maio de 2013, mais US$ 12,2 milhões para obras da Odebrecht na Linha 2.

 

As delações do publicitário João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, complementam o quebra-cabeças da relação entre o governo petista e o chavismo. Em agosto de 2017, em depoimento à Procuradoria da República em Salvador, Santana disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe pediu por telefone que colaborasse com Hugo Chávez na campanha de 2012. O marqueteiro afirmou que existia uma espécie de financiamento cruzado entre campanhas do PT e o pagamento das contas dessas operações pela Odebrecht. Segundo os publicitários, eles tomaram um calote do chavismo: dos US$ 35 milhões negociados com Maduro em 2013, US$ 15 milhões não foram pagos.

O presidente venezuelano teria repassado 4 bilhões de dólares à construtora enrolada na Lava Jato, em parte obtidos junto ao BNDES no governo Dilma Rousseff.


 


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, liberou mais de US$ 4 bilhões para obras da Odebrecht em projetos financiados em parte com dinheiro do BNDES durante o primeiro governo de Dilma Rousseff. A revelação consta de documentos em poder de promotores do Brasil e da Venezuela divulgados em reportagem da edição deste domingo do jornal O Estado de S.Paulo. O pagamento teria sido ordenado dias após a eleição de Maduro em 2013 – em campanha que a empreiteira admitiu ter financiado com dinheiro de caixa 2. Realizar os pagamentos à Odebrecht, frisa o próprio Maduro nos documentos apreendidos, era “muy urgente”.


 


Os recursos, que continuaram sendo repassados à construtora até 2015, não estavam no orçamento aprovado pelo Legislativo. Em parte, vinham de linhas de crédito do BNDES. A liberação do dinheiro estava prevista num acerto entre Maduro e a Odebrecht. Em troca de US$ 35 milhões para sua campanha em 2013, o presidente venezuelano daria “prioridade” para que recursos extraorçamentários bancassem obras da Odebrecht.


PATROCINADORES

 


Segundo a reportagem do jornal, parte das informações está na delação de Euzenando Azevedo, ex-diretor da Odebrecht que prestou depoimento em 15 de dezembro de 2016, no Ministério Público Federal. Na declaração, ele afirma que o venezuelano Américo Mata pediu contribuições em nome da campanha de Maduro. Azevedo condicionou a ajuda a garantias de que o regime chavista liberaria recursos para manter as obras. Para reforçar a relação entre os US$ 35 milhões para a campanha e a liberação dos recursos, ele apresentou ao MP sete documentos do governo venezuelano – todos assinados e comentados por Maduro em pessoa.


 


De acordo com o jornal, o elo que expõe a relação entre o governo petista e o chavismo é a construção do metrô de Caracas. Maduro liberou US$ 311 milhões, com recursos obtidos no BNDES, para as obras da Linha 5 do metrô da capital venezuelana. “As obras do projeto da Linha 5 contam com financiamento do BNDES, do Brasil”, indica o documento assinado por Maduro. Na mesma comunicação, eram solicitados mais US$ 32 milhões para a Linha 6, também financiada pelo BNDES. A liberação de recursos continuaria: em maio de 2013, mais US$ 12,2 milhões para obras da Odebrecht na Linha 2.


 


As delações do publicitário João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, complementam o quebra-cabeças da relação entre o governo petista e o chavismo. Em agosto de 2017, em depoimento à Procuradoria da República em Salvador, Santana disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe pediu por telefone que colaborasse com Hugo Chávez na campanha de 2012. O marqueteiro afirmou que existia uma espécie de financiamento cruzado entre campanhas do PT e o pagamento das contas dessas operações pela Odebrecht. Segundo os publicitários, eles tomaram um calote do chavismo: dos US$ 35 milhões negociados com Maduro em 2013, US$ 15 milhões não foram pagos.


O presidente venezuelano teria repassado 4 bilhões de dólares à construtora enrolada na Lava Jato, em parte obtidos junto ao BNDES no governo Dilma Rousseff.



O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, liberou mais de US$ 4 bilhões para obras da Odebrecht em projetos financiados em parte com dinheiro do BNDES durante o primeiro governo de Dilma Rousseff. A revelação consta de documentos em poder de promotores do Brasil e da Venezuela divulgados em reportagem da edição deste domingo do jornal O Estado de S.Paulo. O pagamento teria sido ordenado dias após a eleição de Maduro em 2013 – em campanha que a empreiteira admitiu ter financiado com dinheiro de caixa 2. Realizar os pagamentos à Odebrecht, frisa o próprio Maduro nos documentos apreendidos, era “muy urgente”.



Os recursos, que continuaram sendo repassados à construtora até 2015, não estavam no orçamento aprovado pelo Legislativo. Em parte, vinham de linhas de crédito do BNDES. A liberação do dinheiro estava prevista num acerto entre Maduro e a Odebrecht. Em troca de US$ 35 milhões para sua campanha em 2013, o presidente venezuelano daria “prioridade” para que recursos extraorçamentários bancassem obras da Odebrecht.



PATROCINADORES

Segundo a reportagem do jornal, parte das informações está na delação de Euzenando Azevedo, ex-diretor da Odebrecht que prestou depoimento em 15 de dezembro de 2016, no Ministério Público Federal. Na declaração, ele afirma que o venezuelano Américo Mata pediu contribuições em nome da campanha de Maduro. Azevedo condicionou a ajuda a garantias de que o regime chavista liberaria recursos para manter as obras. Para reforçar a relação entre os US$ 35 milhões para a campanha e a liberação dos recursos, ele apresentou ao MP sete documentos do governo venezuelano – todos assinados e comentados por Maduro em pessoa.



De acordo com o jornal, o elo que expõe a relação entre o governo petista e o chavismo é a construção do metrô de Caracas. Maduro liberou US$ 311 milhões, com recursos obtidos no BNDES, para as obras da Linha 5 do metrô da capital venezuelana. “As obras do projeto da Linha 5 contam com financiamento do BNDES, do Brasil”, indica o documento assinado por Maduro. Na mesma comunicação, eram solicitados mais US$ 32 milhões para a Linha 6, também financiada pelo BNDES. A liberação de recursos continuaria: em maio de 2013, mais US$ 12,2 milhões para obras da Odebrecht na Linha 2.



As delações do publicitário João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, complementam o quebra-cabeças da relação entre o governo petista e o chavismo. Em agosto de 2017, em depoimento à Procuradoria da República em Salvador, Santana disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe pediu por telefone que colaborasse com Hugo Chávez na campanha de 2012. O marqueteiro afirmou que existia uma espécie de financiamento cruzado entre campanhas do PT e o pagamento das contas dessas operações pela Odebrecht. Segundo os publicitários, eles tomaram um calote do chavismo: dos US$ 35 milhões negociados com Maduro em 2013, US$ 15 milhões não foram pagos.



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