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Oposição quer que Cúpula das Américas aperte cerco a Maduro

Publicado por TV Minas em 13/04/2018

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Antichavistas acorrem a Lima para pressionar governos regionais a ação mais dura.

 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi proibido pelas autoridades do Peru de participar da Cúpula das Américas, que começa nesta sexta-feira em Lima. Numa situação inédita, a crise de um país será discutida no encontro presidencial sem a presença do governo que está no poder. Os que, sim, estarão nos corredores do centro de convenções onde será realizado o evento são importantes líderes da oposição venezuelana, que nos últimos meses rumaram para o exílio e lideram uma intensa ofensiva contra Maduro no exterior.

 

Depois de terem sido recebidos pelos presidentes da França, Emmanuel Macron, e do governo da Espanha, Mariano Rajoy, dirigentes de peso da oposição como o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma e o deputado e ex-presidente do Parlamento Julio Borges pretendem roubar a cena em Lima e redobrar as pressões para que os países da região apertem ainda mais o cerco a Maduro. A lista de demandas inclui sanções a funcionários chavistas em todo o continente.

 

Além de Borges e Ledezma, que conversaram com O GLOBO, estão na capital peruana integrantes do Supremo Tribunal de Justiça não reconhecido pelo Palácio de Miraflores, outros deputados e membros de partidos importantes da oposição. Eles se reunirão com vários chefes de Estado e governo, organizaram marchas e conversaram com refugiados. A agenda de todos é frenética e incluirá uma conversa com o vice-presidente americano, Mike Pence.

 

"Queremos sair de Lima com promessas de mais sanções à Venezuela, o não reconhecimento das eleições presidenciais, respaldo a uma intervenção humanitária no país, e também queremos que a Organização dos Estados Americanos (OEA) se reúna para tratar o dramático êxodo venezuelano", disse Ledezma, que em novembro passado percorreu mais de mil quilômetros para fugir do governo de Maduro, depois de ter estado quase três anos preso (uma parte do tempo em sua residência em Caracas).

 

Em Lima, o líder opositor pretende conversar “com a maior quantidade de presidentes possível”.

 

"Agradecemos o tratamento a nossos compatriotas em países como o Brasil. Já se fala em mais de 12% da população no exílio. Estimamos que 30 mil pessoas saem do país todos os dias", lamentou.

 

Após decidirem não participar nas próximas eleições presidenciais, os principais partidos da oposição concentraram esforços numa cruzada internacional para fechar ainda mais o cerco a Maduro.

 

"Todas as ações da comunidade internacional produzem efeitos, mas não são imediatos. Estamos lutando contra uma máfia", disse o ex-prefeito.

 

 

Comparação com Saddam Hussein

 

Para ele, a situação de Maduro pode ser comparada à de líderes como Saddam Hussein, do Iraque, e Muamar Kadafi, da Líbia, antes de serem derrubados.

 

"Em ambos os casos, a pressão e a intervenção internacional foram essenciais", lembrou Ledezma.

 

Na capital peruana, a oposição venezuelana espera que seja anunciada uma coordenação de ações entre o chamado Grupo de Lima, integrado por 14 países da região, e a União Europeia (UE), que também tem fechado o cerco a Maduro. Cientes de que será inviável uma declaração de consenso entre todos os países do continente, os dirigentes opositores esperam um documento forte do Grupo de Lima e o compromisso de vários países de intensificar as sanções a funcionários chavistas.

 

"Chegou a hora de passar da poesia para a matemática. Queremos que violadores dos direitos humanos, corruptos e mafiosos sejam punidos por todos os países da região", disse Borges.

 

Para ele, que pediu mais ação por parte de países como o Brasil, “todos os países estão cientes de que este é o momento de avançar”.

 

"Na Venezuela existe grande expectativa sobre esta cúpula. Espera-se o não reconhecimento da fraude eleitoral que serão as próximas eleições presidenciais e que Maduro seja obrigado a aceitar alimentos e remédios para os venezuelanos", apontou o deputado.

 

Nesta quinta-feira, venezuelanos e cubanos vinculados a seus respectivos governos tentaram atrapalhar com protestos o encontro de ministros da cúpula. Foi um incidente barulhento, mas que não impediu a reunião de ministros das Relações Exteriores, um dia antes da reunião presidencial. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, lamentou a atitude dos envolvidos no protesto.


"O único caminho para a Venezuela passa pela pressão internacional", pregou Almagro.

 

A oposição venezuelana espera que no próximo encontro do Grupo de Lima, em maio, países como o Brasil adotem posições mais firmes em relação a Maduro.

 

"Faltam ações mais ousadas contra venezuelanos que violaram direitos humanos, lavaram dinheiro e cometeram atos de corrupção", cobrou Borges.

Antichavistas acorrem a Lima para pressionar governos regionais a ação mais dura.


 


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi proibido pelas autoridades do Peru de participar da Cúpula das Américas, que começa nesta sexta-feira em Lima. Numa situação inédita, a crise de um país será discutida no encontro presidencial sem a presença do governo que está no poder. Os que, sim, estarão nos corredores do centro de convenções onde será realizado o evento são importantes líderes da oposição venezuelana, que nos últimos meses rumaram para o exílio e lideram uma intensa ofensiva contra Maduro no exterior.


 


Depois de terem sido recebidos pelos presidentes da França, Emmanuel Macron, e do governo da Espanha, Mariano Rajoy, dirigentes de peso da oposição como o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma e o deputado e ex-presidente do Parlamento Julio Borges pretendem roubar a cena em Lima e redobrar as pressões para que os países da região apertem ainda mais o cerco a Maduro. A lista de demandas inclui sanções a funcionários chavistas em todo o continente.


 


Além de Borges e Ledezma, que conversaram com O GLOBO, estão na capital peruana integrantes do Supremo Tribunal de Justiça não reconhecido pelo Palácio de Miraflores, outros deputados e membros de partidos importantes da oposição. Eles se reunirão com vários chefes de Estado e governo, organizaram marchas e conversaram com refugiados. A agenda de todos é frenética e incluirá uma conversa com o vice-presidente americano, Mike Pence.


 


"Queremos sair de Lima com promessas de mais sanções à Venezuela, o não reconhecimento das eleições presidenciais, respaldo a uma intervenção humanitária no país, e também queremos que a Organização dos Estados Americanos (OEA) se reúna para tratar o dramático êxodo venezuelano", disse Ledezma, que em novembro passado percorreu mais de mil quilômetros para fugir do governo de Maduro, depois de ter estado quase três anos preso (uma parte do tempo em sua residência em Caracas).


 


Em Lima, o líder opositor pretende conversar “com a maior quantidade de presidentes possível”.


 


"Agradecemos o tratamento a nossos compatriotas em países como o Brasil. Já se fala em mais de 12% da população no exílio. Estimamos que 30 mil pessoas saem do país todos os dias", lamentou.


 


Após decidirem não participar nas próximas eleições presidenciais, os principais partidos da oposição concentraram esforços numa cruzada internacional para fechar ainda mais o cerco a Maduro.


 


"Todas as ações da comunidade internacional produzem efeitos, mas não são imediatos. Estamos lutando contra uma máfia", disse o ex-prefeito.


 


 


PATROCINADORES

Comparação com Saddam Hussein


 


Para ele, a situação de Maduro pode ser comparada à de líderes como Saddam Hussein, do Iraque, e Muamar Kadafi, da Líbia, antes de serem derrubados.


 


"Em ambos os casos, a pressão e a intervenção internacional foram essenciais", lembrou Ledezma.


 


Na capital peruana, a oposição venezuelana espera que seja anunciada uma coordenação de ações entre o chamado Grupo de Lima, integrado por 14 países da região, e a União Europeia (UE), que também tem fechado o cerco a Maduro. Cientes de que será inviável uma declaração de consenso entre todos os países do continente, os dirigentes opositores esperam um documento forte do Grupo de Lima e o compromisso de vários países de intensificar as sanções a funcionários chavistas.


 


"Chegou a hora de passar da poesia para a matemática. Queremos que violadores dos direitos humanos, corruptos e mafiosos sejam punidos por todos os países da região", disse Borges.


 


Para ele, que pediu mais ação por parte de países como o Brasil, “todos os países estão cientes de que este é o momento de avançar”.


 


"Na Venezuela existe grande expectativa sobre esta cúpula. Espera-se o não reconhecimento da fraude eleitoral que serão as próximas eleições presidenciais e que Maduro seja obrigado a aceitar alimentos e remédios para os venezuelanos", apontou o deputado.


 


Nesta quinta-feira, venezuelanos e cubanos vinculados a seus respectivos governos tentaram atrapalhar com protestos o encontro de ministros da cúpula. Foi um incidente barulhento, mas que não impediu a reunião de ministros das Relações Exteriores, um dia antes da reunião presidencial. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, lamentou a atitude dos envolvidos no protesto.



"O único caminho para a Venezuela passa pela pressão internacional", pregou Almagro.


 


A oposição venezuelana espera que no próximo encontro do Grupo de Lima, em maio, países como o Brasil adotem posições mais firmes em relação a Maduro.


 


"Faltam ações mais ousadas contra venezuelanos que violaram direitos humanos, lavaram dinheiro e cometeram atos de corrupção", cobrou Borges.


Antichavistas acorrem a Lima para pressionar governos regionais a ação mais dura.



O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi proibido pelas autoridades do Peru de participar da Cúpula das Américas, que começa nesta sexta-feira em Lima. Numa situação inédita, a crise de um país será discutida no encontro presidencial sem a presença do governo que está no poder. Os que, sim, estarão nos corredores do centro de convenções onde será realizado o evento são importantes líderes da oposição venezuelana, que nos últimos meses rumaram para o exílio e lideram uma intensa ofensiva contra Maduro no exterior.



Depois de terem sido recebidos pelos presidentes da França, Emmanuel Macron, e do governo da Espanha, Mariano Rajoy, dirigentes de peso da oposição como o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma e o deputado e ex-presidente do Parlamento Julio Borges pretendem roubar a cena em Lima e redobrar as pressões para que os países da região apertem ainda mais o cerco a Maduro. A lista de demandas inclui sanções a funcionários chavistas em todo o continente.



Além de Borges e Ledezma, que conversaram com O GLOBO, estão na capital peruana integrantes do Supremo Tribunal de Justiça não reconhecido pelo Palácio de Miraflores, outros deputados e membros de partidos importantes da oposição. Eles se reunirão com vários chefes de Estado e governo, organizaram marchas e conversaram com refugiados. A agenda de todos é frenética e incluirá uma conversa com o vice-presidente americano, Mike Pence.



"Queremos sair de Lima com promessas de mais sanções à Venezuela, o não reconhecimento das eleições presidenciais, respaldo a uma intervenção humanitária no país, e também queremos que a Organização dos Estados Americanos (OEA) se reúna para tratar o dramático êxodo venezuelano", disse Ledezma, que em novembro passado percorreu mais de mil quilômetros para fugir do governo de Maduro, depois de ter estado quase três anos preso (uma parte do tempo em sua residência em Caracas).



Em Lima, o líder opositor pretende conversar “com a maior quantidade de presidentes possível”.



"Agradecemos o tratamento a nossos compatriotas em países como o Brasil. Já se fala em mais de 12% da população no exílio. Estimamos que 30 mil pessoas saem do país todos os dias", lamentou.



PATROCINADORES

Após decidirem não participar nas próximas eleições presidenciais, os principais partidos da oposição concentraram esforços numa cruzada internacional para fechar ainda mais o cerco a Maduro.



"Todas as ações da comunidade internacional produzem efeitos, mas não são imediatos. Estamos lutando contra uma máfia", disse o ex-prefeito.



Comparação com Saddam Hussein



Para ele, a situação de Maduro pode ser comparada à de líderes como Saddam Hussein, do Iraque, e Muamar Kadafi, da Líbia, antes de serem derrubados.



"Em ambos os casos, a pressão e a intervenção internacional foram essenciais", lembrou Ledezma.



Na capital peruana, a oposição venezuelana espera que seja anunciada uma coordenação de ações entre o chamado Grupo de Lima, integrado por 14 países da região, e a União Europeia (UE), que também tem fechado o cerco a Maduro. Cientes de que será inviável uma declaração de consenso entre todos os países do continente, os dirigentes opositores esperam um documento forte do Grupo de Lima e o compromisso de vários países de intensificar as sanções a funcionários chavistas.



PATROCINADORES

"Chegou a hora de passar da poesia para a matemática. Queremos que violadores dos direitos humanos, corruptos e mafiosos sejam punidos por todos os países da região", disse Borges.



Para ele, que pediu mais ação por parte de países como o Brasil, “todos os países estão cientes de que este é o momento de avançar”.



"Na Venezuela existe grande expectativa sobre esta cúpula. Espera-se o não reconhecimento da fraude eleitoral que serão as próximas eleições presidenciais e que Maduro seja obrigado a aceitar alimentos e remédios para os venezuelanos", apontou o deputado.



Nesta quinta-feira, venezuelanos e cubanos vinculados a seus respectivos governos tentaram atrapalhar com protestos o encontro de ministros da cúpula. Foi um incidente barulhento, mas que não impediu a reunião de ministros das Relações Exteriores, um dia antes da reunião presidencial. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, lamentou a atitude dos envolvidos no protesto.




"O único caminho para a Venezuela passa pela pressão internacional", pregou Almagro.



A oposição venezuelana espera que no próximo encontro do Grupo de Lima, em maio, países como o Brasil adotem posições mais firmes em relação a Maduro.



"Faltam ações mais ousadas contra venezuelanos que violaram direitos humanos, lavaram dinheiro e cometeram atos de corrupção", cobrou Borges.



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