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Expressões faciais não revelam emoções, mas intenções

Publicado por TV Minas em 17/04/2018

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É comum as pessoas pensarem que o rosto revela aquilo que estamos sentindo no momento – se você está bravo ou feliz, isso ficaria claro para quem olha.

 

Mas, de acordo com um estudo recente da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, e da Universidade de Monfort, em Leicester (Inglaterra), nossas expressões faciais teriam um papel bem mais útil: elas podem revelar o que nós queremos de uma interação social.

 

“A cara de choro, por exemplo, é geralmente considerada uma expressão de tristeza, mas nós a usamos para pedir socorro, quer esse socorro signifique segurança, palavras de conforto ou só um abraço”, explica um dos autores, o professor Alan J. Fridlund.

 

Segundo ele, isso nos deixa mais próximos dos animais – que, como a ciência tem percebido cada vez mais, também são comunicadores e negociadores sofisticados. Sabe quando seu cachorro faz aquela cara de dó enquanto você está comendo algo que ele deseja muito, só para te convencer a dividir o lanche? Então.

 

“Desde a pré-escola, vemos rostos sorridentes com a palavra ‘feliz’ e rostos tristes com a palavra ‘triste’. Essa pode não ser a melhor maneira de entender expressões faciais. Um macaco no zoológico que sorri para você não é necessariamente feliz – ele está fazendo uma careta de ameaça submissa”, explica Fridlund.

 

Nossas expressões faciais, embora obviamente sejam diferentes e mais complexas, são também bem semelhantes às dos animais em vários aspectos – incluindo em sua função como ferramentas sociais em relações envolvendo negociações com outros indivíduos.

 

 

Expressões não universais

 

Publicado no periódico Trends in Cognitive Sciences em março, o estudo apresenta evidências de que as expressões faciais não são universais: aquilo que se pensava anteriormente ser uma expressão universal do medo, por exemplo, tem um significado distinto para os indígenas Trobriand Islanders, de Papua Nova Guiné. Esse povo, que se mantém até hoje distante das tradições ocidentais, usa a expressão como uma exibição de ameaça para assustar os outros até a submissão.

 

 

Não é o que parece

 

Além disso, segundo os autores, estudos recentes encontraram pouca evidência de relações entre as expressões faciais e as emoções das pessoas.

 

Uma mesma expressão pode significar várias coisas diferentes – uma “cara fechada”, por exemplo, pode indicar que estamos bravos, mas também podem acompanhar sentimentos de frustração ou até uma prisão de ventre.

É comum as pessoas pensarem que o rosto revela aquilo que estamos sentindo no momento – se você está bravo ou feliz, isso ficaria claro para quem olha.


 


Mas, de acordo com um estudo recente da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, e da Universidade de Monfort, em Leicester (Inglaterra), nossas expressões faciais teriam um papel bem mais útil: elas podem revelar o que nós queremos de uma interação social.


 


“A cara de choro, por exemplo, é geralmente considerada uma expressão de tristeza, mas nós a usamos para pedir socorro, quer esse socorro signifique segurança, palavras de conforto ou só um abraço”, explica um dos autores, o professor Alan J. Fridlund.


 


Segundo ele, isso nos deixa mais próximos dos animais – que, como a ciência tem percebido cada vez mais, também são comunicadores e negociadores sofisticados. Sabe quando seu cachorro faz aquela cara de dó enquanto você está comendo algo que ele deseja muito, só para te convencer a dividir o lanche? Então.


 


“Desde a pré-escola, vemos rostos sorridentes com a palavra ‘feliz’ e rostos tristes com a palavra ‘triste’. Essa pode não ser a melhor maneira de entender expressões faciais. Um macaco no zoológico que sorri para você não é necessariamente feliz – ele está fazendo uma careta de ameaça submissa”, explica Fridlund.


 


Nossas expressões faciais, embora obviamente sejam diferentes e mais complexas, são também bem semelhantes às dos animais em vários aspectos – incluindo em sua função como ferramentas sociais em relações envolvendo negociações com outros indivíduos.


PATROCINADORES

 


 


Expressões não universais


 


Publicado no periódico Trends in Cognitive Sciences em março, o estudo apresenta evidências de que as expressões faciais não são universais: aquilo que se pensava anteriormente ser uma expressão universal do medo, por exemplo, tem um significado distinto para os indígenas Trobriand Islanders, de Papua Nova Guiné. Esse povo, que se mantém até hoje distante das tradições ocidentais, usa a expressão como uma exibição de ameaça para assustar os outros até a submissão.


 


 


Não é o que parece


 


Além disso, segundo os autores, estudos recentes encontraram pouca evidência de relações entre as expressões faciais e as emoções das pessoas.


 


Uma mesma expressão pode significar várias coisas diferentes – uma “cara fechada”, por exemplo, pode indicar que estamos bravos, mas também podem acompanhar sentimentos de frustração ou até uma prisão de ventre.


É comum as pessoas pensarem que o rosto revela aquilo que estamos sentindo no momento – se você está bravo ou feliz, isso ficaria claro para quem olha.



Mas, de acordo com um estudo recente da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, e da Universidade de Monfort, em Leicester (Inglaterra), nossas expressões faciais teriam um papel bem mais útil: elas podem revelar o que nós queremos de uma interação social.



“A cara de choro, por exemplo, é geralmente considerada uma expressão de tristeza, mas nós a usamos para pedir socorro, quer esse socorro signifique segurança, palavras de conforto ou só um abraço”, explica um dos autores, o professor Alan J. Fridlund.



Segundo ele, isso nos deixa mais próximos dos animais – que, como a ciência tem percebido cada vez mais, também são comunicadores e negociadores sofisticados. Sabe quando seu cachorro faz aquela cara de dó enquanto você está comendo algo que ele deseja muito, só para te convencer a dividir o lanche? Então.



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“Desde a pré-escola, vemos rostos sorridentes com a palavra ‘feliz’ e rostos tristes com a palavra ‘triste’. Essa pode não ser a melhor maneira de entender expressões faciais. Um macaco no zoológico que sorri para você não é necessariamente feliz – ele está fazendo uma careta de ameaça submissa”, explica Fridlund.



Nossas expressões faciais, embora obviamente sejam diferentes e mais complexas, são também bem semelhantes às dos animais em vários aspectos – incluindo em sua função como ferramentas sociais em relações envolvendo negociações com outros indivíduos.



Expressões não universais



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Publicado no periódico Trends in Cognitive Sciences em março, o estudo apresenta evidências de que as expressões faciais não são universais: aquilo que se pensava anteriormente ser uma expressão universal do medo, por exemplo, tem um significado distinto para os indígenas Trobriand Islanders, de Papua Nova Guiné. Esse povo, que se mantém até hoje distante das tradições ocidentais, usa a expressão como uma exibição de ameaça para assustar os outros até a submissão.



Não é o que parece



Além disso, segundo os autores, estudos recentes encontraram pouca evidência de relações entre as expressões faciais e as emoções das pessoas.



Uma mesma expressão pode significar várias coisas diferentes – uma “cara fechada”, por exemplo, pode indicar que estamos bravos, mas também podem acompanhar sentimentos de frustração ou até uma prisão de ventre.



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