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Análise: o que pesa para Barbosa decidir ser ou não candidato

Publicado por TV Minas em 20/04/2018

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Saúde e privacidade são temas caros ao ex-ministro do STF, que está a um passo de se lançar à disputa presidencial pelo PSB.

 

Caso decida encarar uma candidatura à presidência da República, Joaquim Barbosa abdicaria de aspectos da vida que lhe são caros atualmente: a privacidade e a saúde. No auge da notoriedade, quando era ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do maior processo já aberto na corte, o mensalão, Barbosa não tinha sossego. Era assediado pela mídia e vivia sob os olhos da opinião pública. Quando se aposentou precocemente, em 2014, ele conquistou uma rotina mais próxima à de um cidadão comum – embora ainda seja reconhecido nas ruas com frequência e abordado por admiradores.

 

Quando estava sob a tensão do julgamento do mensalão, o então ministro sofria de dores fortes nos quadris, que muitas vezes o impediam de sentar-se durante as sessões em plenário. Agora, com mais tempo para se cuidar e menos estresse na rotina, praticamente livrou-se do mal. Outra questão que poderia impedir Barbosa de voltar à vida pública é a falta de unidade do PSB em torno de seu nome. O ex-ministro estaria menos relutante em assumir a candidatura se, internamente, a legenda não levantasse tantas objeções a ele.

 

A família de Barbosa não costuma dar opinião sobre o assunto. Mas ele ouve de alguns amigos que não seria interessante se candidatar. Eles conhecem o perfil do ex-ministro, inclinado a dizer o que pensa sem cerimônias. Esse estilo, muitas vezes, causou desavenças e inimizades no STF.

 

Ao mesmo tempo que essas questões o afastam do palanque, Barbosa se sente compelido a assumir o papel. Preocupado com o nível de corrupção do país, ele acredita que pode ser uma alternativa de renovação na política. Nos últimos dois anos, foi procurado pela Rede de Marina Silva e até sondado por um cacique do PT – o partido que saiu mais prejudicado no julgamento do mensalão. Mas acabou fisgado pelo PSB.

 

Barbosa mora no Rio de Janeiro, em um apartamento no Leblon, perto da praia, comprado em 1998, quando ainda era integrante do Ministério Público. Em São Paulo, mantém um apartamento nos Jardins e um escritório no Itaim. Quando vai a Brasília, fica hospedado na Asa Sul, no apartamento da mãe, e mantém um escritório no Lago Sul. Um parecer de Barbosa não vale menos que R$ 250 mil. E a agenda está cheia de clientes.

 

Quando se aposentou do STF, Barbosa vendeu o apartamento que tinha em Miami, mas não abandonou o hábito de ir com frequência aos Estados Unidos. No ano passado, por exemplo, passou dois meses na Califórnia a passeio.

 

No Rio, o ex-ministro faz exercícios físicos e gosta de caminhar pelo calçadão. Às vezes, toma chope com os amigos perto da praia. Nos momentos de lazer, também gosta de cinema, bares, restaurantes, concertos, óperas e exposições. Lê livros literários, ouve música em casa e assiste a seriados na Netflix. O meio de transporte é o metrô. Parte desses hábitos seriam incompatíveis com a Presidência da República.

Saúde e privacidade são temas caros ao ex-ministro do STF, que está a um passo de se lançar à disputa presidencial pelo PSB.


 


Caso decida encarar uma candidatura à presidência da República, Joaquim Barbosa abdicaria de aspectos da vida que lhe são caros atualmente: a privacidade e a saúde. No auge da notoriedade, quando era ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do maior processo já aberto na corte, o mensalão, Barbosa não tinha sossego. Era assediado pela mídia e vivia sob os olhos da opinião pública. Quando se aposentou precocemente, em 2014, ele conquistou uma rotina mais próxima à de um cidadão comum – embora ainda seja reconhecido nas ruas com frequência e abordado por admiradores.


 


Quando estava sob a tensão do julgamento do mensalão, o então ministro sofria de dores fortes nos quadris, que muitas vezes o impediam de sentar-se durante as sessões em plenário. Agora, com mais tempo para se cuidar e menos estresse na rotina, praticamente livrou-se do mal. Outra questão que poderia impedir Barbosa de voltar à vida pública é a falta de unidade do PSB em torno de seu nome. O ex-ministro estaria menos relutante em assumir a candidatura se, internamente, a legenda não levantasse tantas objeções a ele.


 


A família de Barbosa não costuma dar opinião sobre o assunto. Mas ele ouve de alguns amigos que não seria interessante se candidatar. Eles conhecem o perfil do ex-ministro, inclinado a dizer o que pensa sem cerimônias. Esse estilo, muitas vezes, causou desavenças e inimizades no STF.


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Ao mesmo tempo que essas questões o afastam do palanque, Barbosa se sente compelido a assumir o papel. Preocupado com o nível de corrupção do país, ele acredita que pode ser uma alternativa de renovação na política. Nos últimos dois anos, foi procurado pela Rede de Marina Silva e até sondado por um cacique do PT – o partido que saiu mais prejudicado no julgamento do mensalão. Mas acabou fisgado pelo PSB.


 


Barbosa mora no Rio de Janeiro, em um apartamento no Leblon, perto da praia, comprado em 1998, quando ainda era integrante do Ministério Público. Em São Paulo, mantém um apartamento nos Jardins e um escritório no Itaim. Quando vai a Brasília, fica hospedado na Asa Sul, no apartamento da mãe, e mantém um escritório no Lago Sul. Um parecer de Barbosa não vale menos que R$ 250 mil. E a agenda está cheia de clientes.


 


Quando se aposentou do STF, Barbosa vendeu o apartamento que tinha em Miami, mas não abandonou o hábito de ir com frequência aos Estados Unidos. No ano passado, por exemplo, passou dois meses na Califórnia a passeio.


 


No Rio, o ex-ministro faz exercícios físicos e gosta de caminhar pelo calçadão. Às vezes, toma chope com os amigos perto da praia. Nos momentos de lazer, também gosta de cinema, bares, restaurantes, concertos, óperas e exposições. Lê livros literários, ouve música em casa e assiste a seriados na Netflix. O meio de transporte é o metrô. Parte desses hábitos seriam incompatíveis com a Presidência da República.


Saúde e privacidade são temas caros ao ex-ministro do STF, que está a um passo de se lançar à disputa presidencial pelo PSB.



Caso decida encarar uma candidatura à presidência da República, Joaquim Barbosa abdicaria de aspectos da vida que lhe são caros atualmente: a privacidade e a saúde. No auge da notoriedade, quando era ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do maior processo já aberto na corte, o mensalão, Barbosa não tinha sossego. Era assediado pela mídia e vivia sob os olhos da opinião pública. Quando se aposentou precocemente, em 2014, ele conquistou uma rotina mais próxima à de um cidadão comum – embora ainda seja reconhecido nas ruas com frequência e abordado por admiradores.



Quando estava sob a tensão do julgamento do mensalão, o então ministro sofria de dores fortes nos quadris, que muitas vezes o impediam de sentar-se durante as sessões em plenário. Agora, com mais tempo para se cuidar e menos estresse na rotina, praticamente livrou-se do mal. Outra questão que poderia impedir Barbosa de voltar à vida pública é a falta de unidade do PSB em torno de seu nome. O ex-ministro estaria menos relutante em assumir a candidatura se, internamente, a legenda não levantasse tantas objeções a ele.



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A família de Barbosa não costuma dar opinião sobre o assunto. Mas ele ouve de alguns amigos que não seria interessante se candidatar. Eles conhecem o perfil do ex-ministro, inclinado a dizer o que pensa sem cerimônias. Esse estilo, muitas vezes, causou desavenças e inimizades no STF.



Ao mesmo tempo que essas questões o afastam do palanque, Barbosa se sente compelido a assumir o papel. Preocupado com o nível de corrupção do país, ele acredita que pode ser uma alternativa de renovação na política. Nos últimos dois anos, foi procurado pela Rede de Marina Silva e até sondado por um cacique do PT – o partido que saiu mais prejudicado no julgamento do mensalão. Mas acabou fisgado pelo PSB.



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Barbosa mora no Rio de Janeiro, em um apartamento no Leblon, perto da praia, comprado em 1998, quando ainda era integrante do Ministério Público. Em São Paulo, mantém um apartamento nos Jardins e um escritório no Itaim. Quando vai a Brasília, fica hospedado na Asa Sul, no apartamento da mãe, e mantém um escritório no Lago Sul. Um parecer de Barbosa não vale menos que R$ 250 mil. E a agenda está cheia de clientes.



Quando se aposentou do STF, Barbosa vendeu o apartamento que tinha em Miami, mas não abandonou o hábito de ir com frequência aos Estados Unidos. No ano passado, por exemplo, passou dois meses na Califórnia a passeio.



No Rio, o ex-ministro faz exercícios físicos e gosta de caminhar pelo calçadão. Às vezes, toma chope com os amigos perto da praia. Nos momentos de lazer, também gosta de cinema, bares, restaurantes, concertos, óperas e exposições. Lê livros literários, ouve música em casa e assiste a seriados na Netflix. O meio de transporte é o metrô. Parte desses hábitos seriam incompatíveis com a Presidência da República.



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