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Sul de Minas

OAB denuncia policiais ao MP após bordagem que terminou em morte

Publicado por TV Minas em 04/05/2018

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Matéria extraída do G1

 

OAB diz que testemunha teve medo de entregar vídeo com abordagem de PMs que terminou em morte em Minas Gerais.

 

O presidente da OAB de Boa Esperança, Rodrigo Martins Ribeiro, disse que a testemunha que entregou o vídeo que mostra a abordagem da Polícia Militar a um comerciante morto em agosto do ano passado, teve medo de represálias. Após obter as imagens, a OAB denunciou os policiais ao Ministério Público.

 

"Como a situação foi empreendida por policiais militares, são agentes do Estado, que andam armados, é natural para qualquer cidadão que tenha algum receio de represálias. Foi o que sentiu a pessoa que promoveu a filmagem", disse o presidente da OAB.

 

Nas imagens, cedidas dá para ver que a princípio há quatro militares imobilizando o comerciante. Um dos policiais torce a perna do comerciante, enquanto o outro aplica um golpe conhecido como mata leão. O comerciante perde a força e é deixado no chão. Depois, um policial ainda confere se ele está acordado.

 

"E tanto quanto se observa a filmagem, percebe-se que a pessoa que aplicou o mata leão foi em direção à pessoa que estava filmando e mostrou, assim, praticamente um contentamento com o resultado do golpe. Então aconteceu de uma forma pela qual trouxe à pessoa que estava filmando uma insegurança, um receio elevado de sofrer uma represália", disse o presidente da OAB.

 

A ação da PM foi em agosto do ano passado. Era uma abordagem no bar que pertencia ao comerciante. Os policiais disseram que ele já tinha passagens por tráfico, ameaça e disparo de arma de fogo. No prontuário de atendimento, o médico de plantão disse que chegou a realizar exames, mas que o comerciante já tinha chegado sem sinais vitais.

 

A OAB também teve acesso ao inquérito da Polícia Civil. Na certidão de óbito, o motivo da morte está como indeterminado, aguardando exames complementares. Mas segundo um ofício da Polícia Civil, até novembro do ano passado o laudo de necropsia ainda não tinha sido concluído porque faltavam exames toxicológicos.

 

 

Policiais militares envolvidos na ocorrência continuam trabalhando em Boa Esperança.

 

 

"Cremos que a promotora, que é a competente para o controle externo da atividade policial, vai instaurar um PIC, que é um Procedimento de Investigação Criminal, ou vai solicitar diligências diretamente à autoridade policial para que, neste inquérito que já está instaurado, promova algumas diligências que sejam do entendimento dela para melhor apuração dos fatos. Ou pode simplesmente requisitar as peças e já oferecer as denúncias. Com certeza a autoridade policial, o delegado Dr. Alexandre, vai intimar os policiais a prestar esclarecimentos sobre os fatos que puderam ser apreciados aí dentro do vídeo que chegou oportunamente", concluiu o representante da OAB.

 

A Polícia Militar informou, através do subcomandante Carlos José Tavares Freire, que os militares envolvidos na ocorrência continuam trabalhando enquanto o processo de investigação não é concluído na Justiça Militar.

Matéria extraída do G1


 


OAB diz que testemunha teve medo de entregar vídeo com abordagem de PMs que terminou em morte em Minas Gerais.


 


O presidente da OAB de Boa Esperança, Rodrigo Martins Ribeiro, disse que a testemunha que entregou o vídeo que mostra a abordagem da Polícia Militar a um comerciante morto em agosto do ano passado, teve medo de represálias. Após obter as imagens, a OAB denunciou os policiais ao Ministério Público.


 


"Como a situação foi empreendida por policiais militares, são agentes do Estado, que andam armados, é natural para qualquer cidadão que tenha algum receio de represálias. Foi o que sentiu a pessoa que promoveu a filmagem", disse o presidente da OAB.


 


Nas imagens, cedidas dá para ver que a princípio há quatro militares imobilizando o comerciante. Um dos policiais torce a perna do comerciante, enquanto o outro aplica um golpe conhecido como mata leão. O comerciante perde a força e é deixado no chão. Depois, um policial ainda confere se ele está acordado.


 


"E tanto quanto se observa a filmagem, percebe-se que a pessoa que aplicou o mata leão foi em direção à pessoa que estava filmando e mostrou, assim, praticamente um contentamento com o resultado do golpe. Então aconteceu de uma forma pela qual trouxe à pessoa que estava filmando uma insegurança, um receio elevado de sofrer uma represália", disse o presidente da OAB.


 


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A ação da PM foi em agosto do ano passado. Era uma abordagem no bar que pertencia ao comerciante. Os policiais disseram que ele já tinha passagens por tráfico, ameaça e disparo de arma de fogo. No prontuário de atendimento, o médico de plantão disse que chegou a realizar exames, mas que o comerciante já tinha chegado sem sinais vitais.


 


A OAB também teve acesso ao inquérito da Polícia Civil. Na certidão de óbito, o motivo da morte está como indeterminado, aguardando exames complementares. Mas segundo um ofício da Polícia Civil, até novembro do ano passado o laudo de necropsia ainda não tinha sido concluído porque faltavam exames toxicológicos.


 


 



Policiais militares envolvidos na ocorrência continuam trabalhando em Boa Esperança.


 


 


"Cremos que a promotora, que é a competente para o controle externo da atividade policial, vai instaurar um PIC, que é um Procedimento de Investigação Criminal, ou vai solicitar diligências diretamente à autoridade policial para que, neste inquérito que já está instaurado, promova algumas diligências que sejam do entendimento dela para melhor apuração dos fatos. Ou pode simplesmente requisitar as peças e já oferecer as denúncias. Com certeza a autoridade policial, o delegado Dr. Alexandre, vai intimar os policiais a prestar esclarecimentos sobre os fatos que puderam ser apreciados aí dentro do vídeo que chegou oportunamente", concluiu o representante da OAB.


 


A Polícia Militar informou, através do subcomandante Carlos José Tavares Freire, que os militares envolvidos na ocorrência continuam trabalhando enquanto o processo de investigação não é concluído na Justiça Militar.


Matéria extraída do G1



OAB diz que testemunha teve medo de entregar vídeo com abordagem de PMs que terminou em morte em Minas Gerais.



O presidente da OAB de Boa Esperança, Rodrigo Martins Ribeiro, disse que a testemunha que entregou o vídeo que mostra a abordagem da Polícia Militar a um comerciante morto em agosto do ano passado, teve medo de represálias. Após obter as imagens, a OAB denunciou os policiais ao Ministério Público.



"Como a situação foi empreendida por policiais militares, são agentes do Estado, que andam armados, é natural para qualquer cidadão que tenha algum receio de represálias. Foi o que sentiu a pessoa que promoveu a filmagem", disse o presidente da OAB.



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"E tanto quanto se observa a filmagem, percebe-se que a pessoa que aplicou o mata leão foi em direção à pessoa que estava filmando e mostrou, assim, praticamente um contentamento com o resultado do golpe. Então aconteceu de uma forma pela qual trouxe à pessoa que estava filmando uma insegurança, um receio elevado de sofrer uma represália", disse o presidente da OAB.



A ação da PM foi em agosto do ano passado. Era uma abordagem no bar que pertencia ao comerciante. Os policiais disseram que ele já tinha passagens por tráfico, ameaça e disparo de arma de fogo. No prontuário de atendimento, o médico de plantão disse que chegou a realizar exames, mas que o comerciante já tinha chegado sem sinais vitais.



A OAB também teve acesso ao inquérito da Polícia Civil. Na certidão de óbito, o motivo da morte está como indeterminado, aguardando exames complementares. Mas segundo um ofício da Polícia Civil, até novembro do ano passado o laudo de necropsia ainda não tinha sido concluído porque faltavam exames toxicológicos.



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Policiais militares envolvidos na ocorrência continuam trabalhando em Boa Esperança.



"Cremos que a promotora, que é a competente para o controle externo da atividade policial, vai instaurar um PIC, que é um Procedimento de Investigação Criminal, ou vai solicitar diligências diretamente à autoridade policial para que, neste inquérito que já está instaurado, promova algumas diligências que sejam do entendimento dela para melhor apuração dos fatos. Ou pode simplesmente requisitar as peças e já oferecer as denúncias. Com certeza a autoridade policial, o delegado Dr. Alexandre, vai intimar os policiais a prestar esclarecimentos sobre os fatos que puderam ser apreciados aí dentro do vídeo que chegou oportunamente", concluiu o representante da OAB.



A Polícia Militar informou, através do subcomandante Carlos José Tavares Freire, que os militares envolvidos na ocorrência continuam trabalhando enquanto o processo de investigação não é concluído na Justiça Militar.



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