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O drama das pessoas que não conseguem evitar os palavrões

Publicado por TV Minas em 18/06/2018

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O drama das pessoas que não conseguem evitar os palavrões.

 

Durante uma blitz, o comerciante Bruno Spadafora, 22, quase foi preso por desacato à autoridade depois de, involuntariamente, fazer caretas e falar palavrões durante a abordagem. Os gestos e palavras repetitivos acontecem desde os seus 13 anos e, geralmente, são incontroláveis. “Hoje, quando sou abordado por um policial, apresento um documento explicando para desconsiderar a minha postura, porque estou em acompanhamento médico para tratar tiques vocais e motores”, diz. 

 

Spadafora é portador da síndrome de Tourette, um transtorno neuropsiquiátrico ainda sem causa conhecida, que associa diversos tiques físicos e, ao menos, um tique vocal de forma simultânea ou não. 

 

Apesar de não haver dados oficiais no país, especialistas acreditam que, a cada ano, 150 mil novos casos apareçam. A incidência do distúrbio é quatro vezes maior entre os homens, e fatores como estresse e ansiedade contribuem para o surgimento de outros sintomas. 

 

“A síndrome surge por volta dos 7 anos, mas seu pico acontece entre os 13 e 18. Inicialmente, são tiques motores simples, em especial as piscadas de olhos. Há outros sinais, como pigarro, tosse e exclamações coloquiais como palavrões”, explica o neurocirurgião Kléber Duarte, da divisão de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). 

 

Foi nessa fase que a tatuadora Paola Valente, 19, descobriu o problema. “Só recebi o diagnóstico ano passado, depois de passar por um psiquiatra. Meus tiques acontecem desde os 7 anos e variam entre gritinhos agudos, piscada de olhos e repetição de palavras que as pessoas falam por último”, relata. 

 

De acordo com o neurologista Phillipe Marques da Cunha, do setor de neurologia do Hospital Vera Cruz, o diagnóstico é totalmente clínico. “Um neurologista ou psiquiatra analisa a frequência dos tiques, sem precisar de nenhum exame complementar. Os graus do transtorno podem ser moderados (poucas vezes ao dia), médio (mais constantes) ou graves (quando influenciam na qualidade de vida do paciente)”, explica. 

 

Segundo os especialistas, há cura na maioria dos casos, com os sintomas desaparecendo no início da fase adulta. No entanto, para que isso aconteça, é necessário que o tratamento seja feito desde o começo. “Vai depender do nível diagnosticado. O mais comum e principal é a psicoterapia, mas pode haver a necessidade de medicamento (para reduzir crises de ansiedade e impulsividade)”, diz Cunha.

 

 

Redes sociais no combate a preconceito

 

Os portadores da síndrome de Tourette costumam sofrer preconceito durante as crises. Bruno Spadafora evita locais cheios por causa dos tiques. Já Paola Valente enfrentou o término do namoro. Para quebrar paradigmas, aproximarem-se das pessoas e conscientizá-las, eles usam as redes sociais. Por meio de vídeos e fotos postados em seus perfis no YouTube, Facebook e Instagram, ambos relatam o dia a dia no convívio com o transtorno.

 

 

Flash

 

Origem. O primeiro caso da síndrome de Tourette foi registrado em 1825, por Jean Itard, médico francês que descreveu os sintomas de uma aristocrata. Ela ficou conhecida por proferir palavras obscenas e fazer gestos e caretas publicamente no meio das conversas.

O drama das pessoas que não conseguem evitar os palavrões.


 


Durante uma blitz, o comerciante Bruno Spadafora, 22, quase foi preso por desacato à autoridade depois de, involuntariamente, fazer caretas e falar palavrões durante a abordagem. Os gestos e palavras repetitivos acontecem desde os seus 13 anos e, geralmente, são incontroláveis. “Hoje, quando sou abordado por um policial, apresento um documento explicando para desconsiderar a minha postura, porque estou em acompanhamento médico para tratar tiques vocais e motores”, diz. 


 


Spadafora é portador da síndrome de Tourette, um transtorno neuropsiquiátrico ainda sem causa conhecida, que associa diversos tiques físicos e, ao menos, um tique vocal de forma simultânea ou não. 


 


Apesar de não haver dados oficiais no país, especialistas acreditam que, a cada ano, 150 mil novos casos apareçam. A incidência do distúrbio é quatro vezes maior entre os homens, e fatores como estresse e ansiedade contribuem para o surgimento de outros sintomas. 


 


“A síndrome surge por volta dos 7 anos, mas seu pico acontece entre os 13 e 18. Inicialmente, são tiques motores simples, em especial as piscadas de olhos. Há outros sinais, como pigarro, tosse e exclamações coloquiais como palavrões”, explica o neurocirurgião Kléber Duarte, da divisão de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). 


 


Foi nessa fase que a tatuadora Paola Valente, 19, descobriu o problema. “Só recebi o diagnóstico ano passado, depois de passar por um psiquiatra. Meus tiques acontecem desde os 7 anos e variam entre gritinhos agudos, piscada de olhos e repetição de palavras que as pessoas falam por último”, relata. 


 


PATROCINADORES

De acordo com o neurologista Phillipe Marques da Cunha, do setor de neurologia do Hospital Vera Cruz, o diagnóstico é totalmente clínico. “Um neurologista ou psiquiatra analisa a frequência dos tiques, sem precisar de nenhum exame complementar. Os graus do transtorno podem ser moderados (poucas vezes ao dia), médio (mais constantes) ou graves (quando influenciam na qualidade de vida do paciente)”, explica. 


 


Segundo os especialistas, há cura na maioria dos casos, com os sintomas desaparecendo no início da fase adulta. No entanto, para que isso aconteça, é necessário que o tratamento seja feito desde o começo. “Vai depender do nível diagnosticado. O mais comum e principal é a psicoterapia, mas pode haver a necessidade de medicamento (para reduzir crises de ansiedade e impulsividade)”, diz Cunha.


 


 


Redes sociais no combate a preconceito


 


Os portadores da síndrome de Tourette costumam sofrer preconceito durante as crises. Bruno Spadafora evita locais cheios por causa dos tiques. Já Paola Valente enfrentou o término do namoro. Para quebrar paradigmas, aproximarem-se das pessoas e conscientizá-las, eles usam as redes sociais. Por meio de vídeos e fotos postados em seus perfis no YouTube, Facebook e Instagram, ambos relatam o dia a dia no convívio com o transtorno.


 


 


Flash


 


Origem. O primeiro caso da síndrome de Tourette foi registrado em 1825, por Jean Itard, médico francês que descreveu os sintomas de uma aristocrata. Ela ficou conhecida por proferir palavras obscenas e fazer gestos e caretas publicamente no meio das conversas.


O drama das pessoas que não conseguem evitar os palavrões.



Durante uma blitz, o comerciante Bruno Spadafora, 22, quase foi preso por desacato à autoridade depois de, involuntariamente, fazer caretas e falar palavrões durante a abordagem. Os gestos e palavras repetitivos acontecem desde os seus 13 anos e, geralmente, são incontroláveis. “Hoje, quando sou abordado por um policial, apresento um documento explicando para desconsiderar a minha postura, porque estou em acompanhamento médico para tratar tiques vocais e motores”, diz. 



Spadafora é portador da síndrome de Tourette, um transtorno neuropsiquiátrico ainda sem causa conhecida, que associa diversos tiques físicos e, ao menos, um tique vocal de forma simultânea ou não. 



Apesar de não haver dados oficiais no país, especialistas acreditam que, a cada ano, 150 mil novos casos apareçam. A incidência do distúrbio é quatro vezes maior entre os homens, e fatores como estresse e ansiedade contribuem para o surgimento de outros sintomas. 



PATROCINADORES

“A síndrome surge por volta dos 7 anos, mas seu pico acontece entre os 13 e 18. Inicialmente, são tiques motores simples, em especial as piscadas de olhos. Há outros sinais, como pigarro, tosse e exclamações coloquiais como palavrões”, explica o neurocirurgião Kléber Duarte, da divisão de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). 



Foi nessa fase que a tatuadora Paola Valente, 19, descobriu o problema. “Só recebi o diagnóstico ano passado, depois de passar por um psiquiatra. Meus tiques acontecem desde os 7 anos e variam entre gritinhos agudos, piscada de olhos e repetição de palavras que as pessoas falam por último”, relata. 



De acordo com o neurologista Phillipe Marques da Cunha, do setor de neurologia do Hospital Vera Cruz, o diagnóstico é totalmente clínico. “Um neurologista ou psiquiatra analisa a frequência dos tiques, sem precisar de nenhum exame complementar. Os graus do transtorno podem ser moderados (poucas vezes ao dia), médio (mais constantes) ou graves (quando influenciam na qualidade de vida do paciente)”, explica. 



Segundo os especialistas, há cura na maioria dos casos, com os sintomas desaparecendo no início da fase adulta. No entanto, para que isso aconteça, é necessário que o tratamento seja feito desde o começo. “Vai depender do nível diagnosticado. O mais comum e principal é a psicoterapia, mas pode haver a necessidade de medicamento (para reduzir crises de ansiedade e impulsividade)”, diz Cunha.



PATROCINADORES

Redes sociais no combate a preconceito



Os portadores da síndrome de Tourette costumam sofrer preconceito durante as crises. Bruno Spadafora evita locais cheios por causa dos tiques. Já Paola Valente enfrentou o término do namoro. Para quebrar paradigmas, aproximarem-se das pessoas e conscientizá-las, eles usam as redes sociais. Por meio de vídeos e fotos postados em seus perfis no YouTube, Facebook e Instagram, ambos relatam o dia a dia no convívio com o transtorno.



Flash



Origem. O primeiro caso da síndrome de Tourette foi registrado em 1825, por Jean Itard, médico francês que descreveu os sintomas de uma aristocrata. Ela ficou conhecida por proferir palavras obscenas e fazer gestos e caretas publicamente no meio das conversas.



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