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Esporte

Alemanha consegue virada heroica nos acréscimos e segue viva no grupo F

Publicado por TV Minas em 23/06/2018

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Meia do Real Madrid cometeu raríssimo erro, mas fez o gol da vitória nos acréscimos.

 

Desde que chegou ao Real Madrid, há quatro temporadas, Toni Kroos sempre foi o líder de aproveitamento de passes da liga espanhola. Acertou 92,7% dos 8.387 passes que deu nesse período. Por isso foi tão espantoso vê-lo falhando e provocando a jogada do gol sueco, que por boa parte do jogo ameaçou a sobrevivência da Alemanha na Copa do Mundo da Rússia.

 

Com sua enorme habilidade, entretanto, redimiu-se de forma apoteótica. Aos cinquenta minutos do segundo tempo, a precisão de seu pé direito definiu a vitória por 2 a 1 sobre a Suécia. Os atuais campeões do mundo se mantêm postulantes a avançar, basta um triunfo com bom saldo de gols contra a eliminada Coreia do Sul.

 

O primeiro tempo foi de tensão para os alemães, que viram a Suécia cumprir muito bem seu propósito. “Não teremos muita posse e jogaremos no contra-ataque. O importante é aproveitarmos nossas poucas chances”, avisou na véspera o meia Fosberg, em entrevista ao jornal alemão ‘Bild’. De fato, os suecos tiveram apenas 27% da posse de bola e foram precisos quando avançaram.

 

Quando Berg arrancou, aos treze, foi derrubado, mas o árbitro polonês Szymon Marciniak não marcou pênalti. Aos 32, o raríssimo passe errado de Kroos permitiu a construção da jogada do gol sueco, marcado por Toivonen. E a Suécia só não foi para o vestiário com dois gols de vantagem porque Manuel Neuer mostrou estar realmente em forma ao se esticar no cabeceio de Berg.

 

Momentaneamente desclassificada, só restava à Alemanha finalmente incomodar a defesa sueca. Logo aos três minutos do segundo tempo, o centroavante Timo Werner passou para Marco Reus fazer. Desespero germânico traduzido no sofrido e desajeitado gol, de joelho. A ‘maldição dos campeões’ (três dos quatro últimos ganhadores de Copa caíram na primeira fase da edição seguinte) pairou mais forte quando Boateng foi expulso, aos 37. Mas já não havia o que temer. Apenas pressionar. Com Mario Gómez, que teve cabeceio salvo por Olsen, e com Brandt, que acertou a trave.

 

Quando parecia que os alemães teriam que torcer contra uma ‘marmelada’ entre suecos e mexicanos na última rodada — e vale lembrar que eles próprios protagonizaram a ‘vergonha de Gijón’, em 1982 —, veio a redenção de Kroos. E a certeza de que ainda é cedo para tirar a Alemanha do páreo.

 

 

Ponto alto

 

Marco Reus fez gol em seu primeiro jogo como titular em uma Copa do Mundo. Grande feito para o meia-atacante do Borussia Dortmund, tão atrapalhado por contusões, como as que o deixaram fora do Mundial de 2014 e da Eurocopa de 2016.

 

 

Ponto baixo

 

No mesmo dia em que ignorou uma falta em lance que originou o segundo gol do México (na vitória sobre a Coreia do Sul), o árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) falhou pela segunda vez. Da cabine em Moscou, o francês Clement Turpin não interpretou como pênalti a carga de Boateng em Berg, quando o placar ainda estava zerado.

 

 

Próximos jogos

 

O Grupo F da Copa se define na quarta-feira, 27 de junho, às 11h: a Suécia enfrenta o México, enquanto a Alemanha encara a Coreia do Sul.

Meia do Real Madrid cometeu raríssimo erro, mas fez o gol da vitória nos acréscimos.


 


Desde que chegou ao Real Madrid, há quatro temporadas, Toni Kroos sempre foi o líder de aproveitamento de passes da liga espanhola. Acertou 92,7% dos 8.387 passes que deu nesse período. Por isso foi tão espantoso vê-lo falhando e provocando a jogada do gol sueco, que por boa parte do jogo ameaçou a sobrevivência da Alemanha na Copa do Mundo da Rússia.


 


Com sua enorme habilidade, entretanto, redimiu-se de forma apoteótica. Aos cinquenta minutos do segundo tempo, a precisão de seu pé direito definiu a vitória por 2 a 1 sobre a Suécia. Os atuais campeões do mundo se mantêm postulantes a avançar, basta um triunfo com bom saldo de gols contra a eliminada Coreia do Sul.


 


O primeiro tempo foi de tensão para os alemães, que viram a Suécia cumprir muito bem seu propósito. “Não teremos muita posse e jogaremos no contra-ataque. O importante é aproveitarmos nossas poucas chances”, avisou na véspera o meia Fosberg, em entrevista ao jornal alemão ‘Bild’. De fato, os suecos tiveram apenas 27% da posse de bola e foram precisos quando avançaram.


 


Quando Berg arrancou, aos treze, foi derrubado, mas o árbitro polonês Szymon Marciniak não marcou pênalti. Aos 32, o raríssimo passe errado de Kroos permitiu a construção da jogada do gol sueco, marcado por Toivonen. E a Suécia só não foi para o vestiário com dois gols de vantagem porque Manuel Neuer mostrou estar realmente em forma ao se esticar no cabeceio de Berg.


 


Momentaneamente desclassificada, só restava à Alemanha finalmente incomodar a defesa sueca. Logo aos três minutos do segundo tempo, o centroavante Timo Werner passou para Marco Reus fazer. Desespero germânico traduzido no sofrido e desajeitado gol, de joelho. A ‘maldição dos campeões’ (três dos quatro últimos ganhadores de Copa caíram na primeira fase da edição seguinte) pairou mais forte quando Boateng foi expulso, aos 37. Mas já não havia o que temer. Apenas pressionar. Com Mario Gómez, que teve cabeceio salvo por Olsen, e com Brandt, que acertou a trave.


 


Quando parecia que os alemães teriam que torcer contra uma ‘marmelada’ entre suecos e mexicanos na última rodada — e vale lembrar que eles próprios protagonizaram a ‘vergonha de Gijón’, em 1982 —, veio a redenção de Kroos. E a certeza de que ainda é cedo para tirar a Alemanha do páreo.


 


PATROCINADORES

 


Ponto alto


 


Marco Reus fez gol em seu primeiro jogo como titular em uma Copa do Mundo. Grande feito para o meia-atacante do Borussia Dortmund, tão atrapalhado por contusões, como as que o deixaram fora do Mundial de 2014 e da Eurocopa de 2016.


 


 


Ponto baixo


 


No mesmo dia em que ignorou uma falta em lance que originou o segundo gol do México (na vitória sobre a Coreia do Sul), o árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) falhou pela segunda vez. Da cabine em Moscou, o francês Clement Turpin não interpretou como pênalti a carga de Boateng em Berg, quando o placar ainda estava zerado.


 


 


Próximos jogos


 


O Grupo F da Copa se define na quarta-feira, 27 de junho, às 11h: a Suécia enfrenta o México, enquanto a Alemanha encara a Coreia do Sul.


Meia do Real Madrid cometeu raríssimo erro, mas fez o gol da vitória nos acréscimos.



Desde que chegou ao Real Madrid, há quatro temporadas, Toni Kroos sempre foi o líder de aproveitamento de passes da liga espanhola. Acertou 92,7% dos 8.387 passes que deu nesse período. Por isso foi tão espantoso vê-lo falhando e provocando a jogada do gol sueco, que por boa parte do jogo ameaçou a sobrevivência da Alemanha na Copa do Mundo da Rússia.



Com sua enorme habilidade, entretanto, redimiu-se de forma apoteótica. Aos cinquenta minutos do segundo tempo, a precisão de seu pé direito definiu a vitória por 2 a 1 sobre a Suécia. Os atuais campeões do mundo se mantêm postulantes a avançar, basta um triunfo com bom saldo de gols contra a eliminada Coreia do Sul.



O primeiro tempo foi de tensão para os alemães, que viram a Suécia cumprir muito bem seu propósito. “Não teremos muita posse e jogaremos no contra-ataque. O importante é aproveitarmos nossas poucas chances”, avisou na véspera o meia Fosberg, em entrevista ao jornal alemão ‘Bild’. De fato, os suecos tiveram apenas 27% da posse de bola e foram precisos quando avançaram.



Quando Berg arrancou, aos treze, foi derrubado, mas o árbitro polonês Szymon Marciniak não marcou pênalti. Aos 32, o raríssimo passe errado de Kroos permitiu a construção da jogada do gol sueco, marcado por Toivonen. E a Suécia só não foi para o vestiário com dois gols de vantagem porque Manuel Neuer mostrou estar realmente em forma ao se esticar no cabeceio de Berg.



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Momentaneamente desclassificada, só restava à Alemanha finalmente incomodar a defesa sueca. Logo aos três minutos do segundo tempo, o centroavante Timo Werner passou para Marco Reus fazer. Desespero germânico traduzido no sofrido e desajeitado gol, de joelho. A ‘maldição dos campeões’ (três dos quatro últimos ganhadores de Copa caíram na primeira fase da edição seguinte) pairou mais forte quando Boateng foi expulso, aos 37. Mas já não havia o que temer. Apenas pressionar. Com Mario Gómez, que teve cabeceio salvo por Olsen, e com Brandt, que acertou a trave.



Quando parecia que os alemães teriam que torcer contra uma ‘marmelada’ entre suecos e mexicanos na última rodada — e vale lembrar que eles próprios protagonizaram a ‘vergonha de Gijón’, em 1982 —, veio a redenção de Kroos. E a certeza de que ainda é cedo para tirar a Alemanha do páreo.



Ponto alto



Marco Reus fez gol em seu primeiro jogo como titular em uma Copa do Mundo. Grande feito para o meia-atacante do Borussia Dortmund, tão atrapalhado por contusões, como as que o deixaram fora do Mundial de 2014 e da Eurocopa de 2016.



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Ponto baixo



No mesmo dia em que ignorou uma falta em lance que originou o segundo gol do México (na vitória sobre a Coreia do Sul), o árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) falhou pela segunda vez. Da cabine em Moscou, o francês Clement Turpin não interpretou como pênalti a carga de Boateng em Berg, quando o placar ainda estava zerado.



Próximos jogos



O Grupo F da Copa se define na quarta-feira, 27 de junho, às 11h: a Suécia enfrenta o México, enquanto a Alemanha encara a Coreia do Sul.



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