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Pedido de prisão domiciliar provoca crise na defesa de Lula

Publicado por TV Minas em 26/06/2018

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Estratégia dividiu Sepúlveda Pertence e Cristiano Zanin.

 

O pedido feito à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar a possibilidade de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Lula causou um racha na equipe de advogados que defendem o petista. O ex-presidente do STF Sepúlveda Pertence quase deixou a banca por causa do episódio na semana passada.

 

De acordo com pessoas próximas, Lula nunca manifestou o desejo de ser transferido da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, onde cumpre pena desde o dia 7 de abril, para o seu apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

 

Em memorial entregue na quinta-feira a ministros do Supremo, a defesa do petista pede que seja concedida prisão domiciliar, caso não seja autorizado que ele recorra em liberdade aos tribunais superiores da pena de 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

 

Na noite do mesmo dia, em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula desde o início das investigações contra o ex-presidente na Lava-Jato, divulgou nota afirmando que a “defesa não apresentou ao STF ou a qualquer outro Tribunal pedido de prisão domiciliar”.

 

A avaliação seria que a transferência para casa daria um caráter de normalidade para a prisão de Lula, o que o líder petista tenta evitar. Também poderia enfraquecer o discurso de perseguição por parte do Judiciário que o ex-presidente e o PT adotaram.

 

De acordo com petistas favoráveis à prisão domiciliar, Sepúlveda, que tem bom trânsito do Supremo, tomou a iniciativa de fazer esse pedido no memorial mesmo sem consultar Zanin porque recebeu sinalização dos ministros de que o pleito poderia ser uma saída intermediária diante do pedido de liberdade.

 

O assunto foi tratado na segunda-feira em reunião do conselho político informal criado pelo PT para debater a conjuntura política diante da prisão do ex-presidente. Em participação por videoconferência, Cristiano Zanin disse que o interesse da defesa ao apresentar recursos é “provar a inocência" de Lula.

 

"Queremos demonstrar a inocência plena dele", afirmou o defensor.

 

Na sexta-feira, o ministro Edson Fachin arquivou o pedido de liberdade do petista, que seria julgado hoje. Fachin entendeu que, como o TRF-4 analisou na própria sexta-feira a admissibilidade ou não do chamado recurso especial do petista ao STF e entendeu que ele não era cabível, o pleito da defesa para que a prisão de Lula fosse suspensa até o TRF-4 decidir sobre o tema ficou prejudicado. Os petistas vinham alimentando a expectativa de que a Segunda Turma do Supremo desse uma decisão favorável ao ex-presidente.

 


Petista recorre novamente

 

A defesa do petista recorreu ontem das decisões e disse estranhar que o TRF-4 tenha analisado a admissibilidade do recurso extraordinário às vésperas do julgamento do STF.

 

Na reunião de ontem, o PT decidiu que fará uma marcha a Brasília no dia 15 de agosto, com caravanas de várias partes do país, para registrar a candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Como foi condenado em segunda instância no caso do tríplex, Lula preenche os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Mesmo assim, o partido planeja manter a candidatura até a data-limite para trocar de candidatos, 20 dias antes da eleição de 7 de outubro. Só aí seria indicado um substituto. Os mais cotados são o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-ministro Jaques Wagner.

Estratégia dividiu Sepúlveda Pertence e Cristiano Zanin.


 


O pedido feito à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar a possibilidade de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Lula causou um racha na equipe de advogados que defendem o petista. O ex-presidente do STF Sepúlveda Pertence quase deixou a banca por causa do episódio na semana passada.


 


De acordo com pessoas próximas, Lula nunca manifestou o desejo de ser transferido da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, onde cumpre pena desde o dia 7 de abril, para o seu apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.


 


Em memorial entregue na quinta-feira a ministros do Supremo, a defesa do petista pede que seja concedida prisão domiciliar, caso não seja autorizado que ele recorra em liberdade aos tribunais superiores da pena de 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.


 


Na noite do mesmo dia, em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula desde o início das investigações contra o ex-presidente na Lava-Jato, divulgou nota afirmando que a “defesa não apresentou ao STF ou a qualquer outro Tribunal pedido de prisão domiciliar”.


 


A avaliação seria que a transferência para casa daria um caráter de normalidade para a prisão de Lula, o que o líder petista tenta evitar. Também poderia enfraquecer o discurso de perseguição por parte do Judiciário que o ex-presidente e o PT adotaram.


 


De acordo com petistas favoráveis à prisão domiciliar, Sepúlveda, que tem bom trânsito do Supremo, tomou a iniciativa de fazer esse pedido no memorial mesmo sem consultar Zanin porque recebeu sinalização dos ministros de que o pleito poderia ser uma saída intermediária diante do pedido de liberdade.


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O assunto foi tratado na segunda-feira em reunião do conselho político informal criado pelo PT para debater a conjuntura política diante da prisão do ex-presidente. Em participação por videoconferência, Cristiano Zanin disse que o interesse da defesa ao apresentar recursos é “provar a inocência" de Lula.


 


"Queremos demonstrar a inocência plena dele", afirmou o defensor.


 


Na sexta-feira, o ministro Edson Fachin arquivou o pedido de liberdade do petista, que seria julgado hoje. Fachin entendeu que, como o TRF-4 analisou na própria sexta-feira a admissibilidade ou não do chamado recurso especial do petista ao STF e entendeu que ele não era cabível, o pleito da defesa para que a prisão de Lula fosse suspensa até o TRF-4 decidir sobre o tema ficou prejudicado. Os petistas vinham alimentando a expectativa de que a Segunda Turma do Supremo desse uma decisão favorável ao ex-presidente.


 



Petista recorre novamente


 


A defesa do petista recorreu ontem das decisões e disse estranhar que o TRF-4 tenha analisado a admissibilidade do recurso extraordinário às vésperas do julgamento do STF.


 


Na reunião de ontem, o PT decidiu que fará uma marcha a Brasília no dia 15 de agosto, com caravanas de várias partes do país, para registrar a candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


 


Como foi condenado em segunda instância no caso do tríplex, Lula preenche os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Mesmo assim, o partido planeja manter a candidatura até a data-limite para trocar de candidatos, 20 dias antes da eleição de 7 de outubro. Só aí seria indicado um substituto. Os mais cotados são o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-ministro Jaques Wagner.


Estratégia dividiu Sepúlveda Pertence e Cristiano Zanin.



O pedido feito à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar a possibilidade de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Lula causou um racha na equipe de advogados que defendem o petista. O ex-presidente do STF Sepúlveda Pertence quase deixou a banca por causa do episódio na semana passada.



De acordo com pessoas próximas, Lula nunca manifestou o desejo de ser transferido da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, onde cumpre pena desde o dia 7 de abril, para o seu apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.



Em memorial entregue na quinta-feira a ministros do Supremo, a defesa do petista pede que seja concedida prisão domiciliar, caso não seja autorizado que ele recorra em liberdade aos tribunais superiores da pena de 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.



Na noite do mesmo dia, em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula desde o início das investigações contra o ex-presidente na Lava-Jato, divulgou nota afirmando que a “defesa não apresentou ao STF ou a qualquer outro Tribunal pedido de prisão domiciliar”.



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De acordo com petistas favoráveis à prisão domiciliar, Sepúlveda, que tem bom trânsito do Supremo, tomou a iniciativa de fazer esse pedido no memorial mesmo sem consultar Zanin porque recebeu sinalização dos ministros de que o pleito poderia ser uma saída intermediária diante do pedido de liberdade.



O assunto foi tratado na segunda-feira em reunião do conselho político informal criado pelo PT para debater a conjuntura política diante da prisão do ex-presidente. Em participação por videoconferência, Cristiano Zanin disse que o interesse da defesa ao apresentar recursos é “provar a inocência" de Lula.



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Petista recorre novamente



A defesa do petista recorreu ontem das decisões e disse estranhar que o TRF-4 tenha analisado a admissibilidade do recurso extraordinário às vésperas do julgamento do STF.



Na reunião de ontem, o PT decidiu que fará uma marcha a Brasília no dia 15 de agosto, com caravanas de várias partes do país, para registrar a candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).



Como foi condenado em segunda instância no caso do tríplex, Lula preenche os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Mesmo assim, o partido planeja manter a candidatura até a data-limite para trocar de candidatos, 20 dias antes da eleição de 7 de outubro. Só aí seria indicado um substituto. Os mais cotados são o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-ministro Jaques Wagner.



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