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Protestos contra política de imigração de Trump mobilizam os EUA

Publicado por TV Minas em 01/07/2018

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País tem centenas de marchas contra linha-dura que separou crianças e pais na fronteira.

 

Mais de 750 manifestações contra a política linha-dura de imigração do presidente Donald Trump foram programadas para este sábado nos Estados Unidos. Protestos, que incluíram uma marcha de dezenas de milhares de pessoas da Casa Branca ao Capitólio, ocorrem à medida que aumentam os pedidos de ativistas pelo fim da corporação de controle migratório do governo, a Agência de Imigração e Alfândega (ICE, Immigration and Customs Enforcement), além da reunião das famílias separadas na fronteira sul.

 

"Estamos protestando em Washington DC e em todo o país", afirmaram os organizadores da manifestação Families Belong Together (”famílias devem ficar juntas”) em seu site.


O protesto em Washington começou na Lafayette Square, bem em frente à Casa Branca, antes de seguir até o Capitólio, sede do Congresso americano. Milhares de pessoas — organizadores estimaram 30 mil — lotaram o centro de Washington gritando "vergonha".

 

"Isso vai contra tudo o que representamos como país", disse à Reuters a manifestante Paula Flores-Marques.

 

Quem chamou a atenção foi uma brasileira. Identificada apenas como Jocelyn, ela tomou o microfone para falar de sua experiência, em espanhol. Segundo Jocelyn, ela veio com seu filho desde o Brasil em agosto passado. Acabaram separados, com ela detida por dois meses no Texas. Só se reuniram nove meses depois.

 

"Passei muitos dias doente e sem esperança. Queria me juntar a esta briga para recuperar meu filho e por todas as mães que estão sofrendo longe de seus filhos".

 

Em Nova York, a marcha pró-imigrantes lotou a Brooklyn Bridge, símbolo de uma das cidades mais cosmopolitas do mundo. Estavam presentes adultos, idosos e crianças.

 

"Digam alto, digam claramente. Os refugiados são bem-vindos!", cantavam, em coro.

 

Já na californiana São Francisco, tida como a cidade mais progressista do país, o lema repetido foi "famílias pertencem a elas mesmas, unidas".

 

"Falam em tolerância zero, mas na realidade é uma completa falta de empatia", afirmou ao "San Francisco Chronicle" Steve Rapport, voluntário de um grupo anti-Trump.

 

Dias antes, mais de 500 mulheres, incluindo a atriz Susan Sarandon e uma congressista, foram detidas no complexo do Capitólio durante um protesto contra a política migratória de Trump.

 

"Estamos aqui porque as crianças que estão sendo detidas não têm voz", afirmou Helen LaCroix, 40 anos, mãe de duas crianças.

 

Em uma tentativa de deter o fluxo de dezenas de milhares de migrantes na fronteira Sul dos Estados Unidos, Trump ordenou em maio a prisão dos adultos que entram no país de modo ilegal, incluindo aqueles que solicitam asilo. Muitos dos que tentam atravessar a fronteira entre EUA e México são pessoas pobres que fogem das violência das gangues e de outros problemas na América Central.

 

Como resultado da repressão ordenada por Trump, centenas de crianças foram separadas de suas famílias e mantidas em jaulas, uma prática que provocou indignação nacional e mundial. Entre elas, o Itamaraty contabiliza 58 brasileiras.

 

Na semana passada, Trump assinou uma ordem para acabar com a separação das famílias, mas advogados especializados em imigração dizem que o processo de reunião será longo e caótico. Quase 2 mil crianças foram separadas de seus pais, segundo números oficiais divulgados no fim de semana passado.

 

Neste sábado, Trump tuitou várias mensagens em apoio à agência migratória.

 

"Os democratas estão fazendo um grande esforço para suprimir a ICE, um dos grupos de homens e mulheres mais inteligentes, mais duros e com mais espírito da lei que eu já vi. Vi a ICE liberar cidades da tomada de (gangue) MS-13 e resolver as situações mais difíceis. São geniais!", escreveu.

 

Em uma segunda mensagem, pediu aos "corajosos homens e mulheres" da ICE que "não percam seu espírito".

 

"Estão fazendo um trabalho fantástico para nos manterem seguros, erradicando os piores elementos criminosos. Muito corajosos! Os democratas esquerdistas radicais querem vocês fora. Depois será toda polícia. Zero chance, isso nunca acontecerá!", acrescentou.

 

 

Linha-dura na fronteira e nos aeroportos  

 

Também nesta semana, Trump ganhou através da Suprema Corte uma das maiores vitórias de seu governo até agora. O tribunal aprovou seu veto migratório que previne a entrada de pessoas de cinco países de maioria muçulmana. Com um júri dividido entre cinco votos favoráveis e quatro contrários, a determinação encerra uma longa disputa judicial em tribunais em torno da legalidade da política do governo.

 

A Corte, hoje com maioria conservadora, determinou que os procuradores não conseguiram mostrar que a política viola a lei federal de imigração ou a Constituição do país sobre a discriminação religiosa. O decreto de Trump, anunciado em setembro passado, bloqueia a entrada nos Estados Unidos da maioria das pessoas do Irã, Líbia, Somália, Síria e Iêmen (além de proibir que cheguem altos funcionários de Venezuela e Coreia do Norte).

 

Grupos pró-direitos civis e políticos democratas atacaram a decisão da Corte. Para Omar Jadwat, representante da União Americana para as Liberdades Civis (ACLU), o Supremo realizou "um de seus grandes fracassos".

 

"A decisão engole a frágil desculpa de segurança nacional dos advogados do governo para apoiar a proibição, em vez de levar a sério a própria explicação do presidente para suas ações", protestou Jadwat, citando a sucessiva repetição de pedidos do presidente para barrar a entrada de muçulmanos nos EUA.

 

Para Farhana Khera, presidente e diretora executiva do grupo Muslim Advocates, não era vista uma decisão "que fracassa tão claramente em proteger os mais vulneráveis ao preconceito do governo" desde momentos históricos nos quais o Judiciário deu aval a ações pró-escravidão, segregação de negros e ao encarceramento de japoneses.

 

"Apesar da decisão de hoje, afastar aqueles que fogem da violência e da perseguição ou discriminar as pessoas com base em nacionalidade e religião continua sendo tão antiamericano quanto antes", afirmou o senador Bob Menendez, principal democrata na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

País tem centenas de marchas contra linha-dura que separou crianças e pais na fronteira.


 


Mais de 750 manifestações contra a política linha-dura de imigração do presidente Donald Trump foram programadas para este sábado nos Estados Unidos. Protestos, que incluíram uma marcha de dezenas de milhares de pessoas da Casa Branca ao Capitólio, ocorrem à medida que aumentam os pedidos de ativistas pelo fim da corporação de controle migratório do governo, a Agência de Imigração e Alfândega (ICE, Immigration and Customs Enforcement), além da reunião das famílias separadas na fronteira sul.


 


"Estamos protestando em Washington DC e em todo o país", afirmaram os organizadores da manifestação Families Belong Together (”famílias devem ficar juntas”) em seu site.



O protesto em Washington começou na Lafayette Square, bem em frente à Casa Branca, antes de seguir até o Capitólio, sede do Congresso americano. Milhares de pessoas — organizadores estimaram 30 mil — lotaram o centro de Washington gritando "vergonha".


 


"Isso vai contra tudo o que representamos como país", disse à Reuters a manifestante Paula Flores-Marques.


 


Quem chamou a atenção foi uma brasileira. Identificada apenas como Jocelyn, ela tomou o microfone para falar de sua experiência, em espanhol. Segundo Jocelyn, ela veio com seu filho desde o Brasil em agosto passado. Acabaram separados, com ela detida por dois meses no Texas. Só se reuniram nove meses depois.


 


"Passei muitos dias doente e sem esperança. Queria me juntar a esta briga para recuperar meu filho e por todas as mães que estão sofrendo longe de seus filhos".


 


Em Nova York, a marcha pró-imigrantes lotou a Brooklyn Bridge, símbolo de uma das cidades mais cosmopolitas do mundo. Estavam presentes adultos, idosos e crianças.


 


"Digam alto, digam claramente. Os refugiados são bem-vindos!", cantavam, em coro.


 


Já na californiana São Francisco, tida como a cidade mais progressista do país, o lema repetido foi "famílias pertencem a elas mesmas, unidas".


 


"Falam em tolerância zero, mas na realidade é uma completa falta de empatia", afirmou ao "San Francisco Chronicle" Steve Rapport, voluntário de um grupo anti-Trump.


 


Dias antes, mais de 500 mulheres, incluindo a atriz Susan Sarandon e uma congressista, foram detidas no complexo do Capitólio durante um protesto contra a política migratória de Trump.


 


"Estamos aqui porque as crianças que estão sendo detidas não têm voz", afirmou Helen LaCroix, 40 anos, mãe de duas crianças.


 


Em uma tentativa de deter o fluxo de dezenas de milhares de migrantes na fronteira Sul dos Estados Unidos, Trump ordenou em maio a prisão dos adultos que entram no país de modo ilegal, incluindo aqueles que solicitam asilo. Muitos dos que tentam atravessar a fronteira entre EUA e México são pessoas pobres que fogem das violência das gangues e de outros problemas na América Central.


PATROCINADORES

 


Como resultado da repressão ordenada por Trump, centenas de crianças foram separadas de suas famílias e mantidas em jaulas, uma prática que provocou indignação nacional e mundial. Entre elas, o Itamaraty contabiliza 58 brasileiras.


 


Na semana passada, Trump assinou uma ordem para acabar com a separação das famílias, mas advogados especializados em imigração dizem que o processo de reunião será longo e caótico. Quase 2 mil crianças foram separadas de seus pais, segundo números oficiais divulgados no fim de semana passado.


 


Neste sábado, Trump tuitou várias mensagens em apoio à agência migratória.


 


"Os democratas estão fazendo um grande esforço para suprimir a ICE, um dos grupos de homens e mulheres mais inteligentes, mais duros e com mais espírito da lei que eu já vi. Vi a ICE liberar cidades da tomada de (gangue) MS-13 e resolver as situações mais difíceis. São geniais!", escreveu.


 


Em uma segunda mensagem, pediu aos "corajosos homens e mulheres" da ICE que "não percam seu espírito".


 


"Estão fazendo um trabalho fantástico para nos manterem seguros, erradicando os piores elementos criminosos. Muito corajosos! Os democratas esquerdistas radicais querem vocês fora. Depois será toda polícia. Zero chance, isso nunca acontecerá!", acrescentou.


 


 


Linha-dura na fronteira e nos aeroportos  


 


Também nesta semana, Trump ganhou através da Suprema Corte uma das maiores vitórias de seu governo até agora. O tribunal aprovou seu veto migratório que previne a entrada de pessoas de cinco países de maioria muçulmana. Com um júri dividido entre cinco votos favoráveis e quatro contrários, a determinação encerra uma longa disputa judicial em tribunais em torno da legalidade da política do governo.


 


A Corte, hoje com maioria conservadora, determinou que os procuradores não conseguiram mostrar que a política viola a lei federal de imigração ou a Constituição do país sobre a discriminação religiosa. O decreto de Trump, anunciado em setembro passado, bloqueia a entrada nos Estados Unidos da maioria das pessoas do Irã, Líbia, Somália, Síria e Iêmen (além de proibir que cheguem altos funcionários de Venezuela e Coreia do Norte).


 


Grupos pró-direitos civis e políticos democratas atacaram a decisão da Corte. Para Omar Jadwat, representante da União Americana para as Liberdades Civis (ACLU), o Supremo realizou "um de seus grandes fracassos".


 


"A decisão engole a frágil desculpa de segurança nacional dos advogados do governo para apoiar a proibição, em vez de levar a sério a própria explicação do presidente para suas ações", protestou Jadwat, citando a sucessiva repetição de pedidos do presidente para barrar a entrada de muçulmanos nos EUA.


 


Para Farhana Khera, presidente e diretora executiva do grupo Muslim Advocates, não era vista uma decisão "que fracassa tão claramente em proteger os mais vulneráveis ao preconceito do governo" desde momentos históricos nos quais o Judiciário deu aval a ações pró-escravidão, segregação de negros e ao encarceramento de japoneses.


 


"Apesar da decisão de hoje, afastar aqueles que fogem da violência e da perseguição ou discriminar as pessoas com base em nacionalidade e religião continua sendo tão antiamericano quanto antes", afirmou o senador Bob Menendez, principal democrata na Comissão de Relações Exteriores do Senado.


País tem centenas de marchas contra linha-dura que separou crianças e pais na fronteira.



Mais de 750 manifestações contra a política linha-dura de imigração do presidente Donald Trump foram programadas para este sábado nos Estados Unidos. Protestos, que incluíram uma marcha de dezenas de milhares de pessoas da Casa Branca ao Capitólio, ocorrem à medida que aumentam os pedidos de ativistas pelo fim da corporação de controle migratório do governo, a Agência de Imigração e Alfândega (ICE, Immigration and Customs Enforcement), além da reunião das famílias separadas na fronteira sul.



"Estamos protestando em Washington DC e em todo o país", afirmaram os organizadores da manifestação Families Belong Together (”famílias devem ficar juntas”) em seu site.




O protesto em Washington começou na Lafayette Square, bem em frente à Casa Branca, antes de seguir até o Capitólio, sede do Congresso americano. Milhares de pessoas — organizadores estimaram 30 mil — lotaram o centro de Washington gritando "vergonha".



"Isso vai contra tudo o que representamos como país", disse à Reuters a manifestante Paula Flores-Marques.



Quem chamou a atenção foi uma brasileira. Identificada apenas como Jocelyn, ela tomou o microfone para falar de sua experiência, em espanhol. Segundo Jocelyn, ela veio com seu filho desde o Brasil em agosto passado. Acabaram separados, com ela detida por dois meses no Texas. Só se reuniram nove meses depois.



"Passei muitos dias doente e sem esperança. Queria me juntar a esta briga para recuperar meu filho e por todas as mães que estão sofrendo longe de seus filhos".



Em Nova York, a marcha pró-imigrantes lotou a Brooklyn Bridge, símbolo de uma das cidades mais cosmopolitas do mundo. Estavam presentes adultos, idosos e crianças.



"Digam alto, digam claramente. Os refugiados são bem-vindos!", cantavam, em coro.



PATROCINADORES

Já na californiana São Francisco, tida como a cidade mais progressista do país, o lema repetido foi "famílias pertencem a elas mesmas, unidas".



"Falam em tolerância zero, mas na realidade é uma completa falta de empatia", afirmou ao "San Francisco Chronicle" Steve Rapport, voluntário de um grupo anti-Trump.



Dias antes, mais de 500 mulheres, incluindo a atriz Susan Sarandon e uma congressista, foram detidas no complexo do Capitólio durante um protesto contra a política migratória de Trump.



"Estamos aqui porque as crianças que estão sendo detidas não têm voz", afirmou Helen LaCroix, 40 anos, mãe de duas crianças.



Em uma tentativa de deter o fluxo de dezenas de milhares de migrantes na fronteira Sul dos Estados Unidos, Trump ordenou em maio a prisão dos adultos que entram no país de modo ilegal, incluindo aqueles que solicitam asilo. Muitos dos que tentam atravessar a fronteira entre EUA e México são pessoas pobres que fogem das violência das gangues e de outros problemas na América Central.



Como resultado da repressão ordenada por Trump, centenas de crianças foram separadas de suas famílias e mantidas em jaulas, uma prática que provocou indignação nacional e mundial. Entre elas, o Itamaraty contabiliza 58 brasileiras.



Na semana passada, Trump assinou uma ordem para acabar com a separação das famílias, mas advogados especializados em imigração dizem que o processo de reunião será longo e caótico. Quase 2 mil crianças foram separadas de seus pais, segundo números oficiais divulgados no fim de semana passado.



Neste sábado, Trump tuitou várias mensagens em apoio à agência migratória.



"Os democratas estão fazendo um grande esforço para suprimir a ICE, um dos grupos de homens e mulheres mais inteligentes, mais duros e com mais espírito da lei que eu já vi. Vi a ICE liberar cidades da tomada de (gangue) MS-13 e resolver as situações mais difíceis. São geniais!", escreveu.



PATROCINADORES

Em uma segunda mensagem, pediu aos "corajosos homens e mulheres" da ICE que "não percam seu espírito".



"Estão fazendo um trabalho fantástico para nos manterem seguros, erradicando os piores elementos criminosos. Muito corajosos! Os democratas esquerdistas radicais querem vocês fora. Depois será toda polícia. Zero chance, isso nunca acontecerá!", acrescentou.



Linha-dura na fronteira e nos aeroportos  



Também nesta semana, Trump ganhou através da Suprema Corte uma das maiores vitórias de seu governo até agora. O tribunal aprovou seu veto migratório que previne a entrada de pessoas de cinco países de maioria muçulmana. Com um júri dividido entre cinco votos favoráveis e quatro contrários, a determinação encerra uma longa disputa judicial em tribunais em torno da legalidade da política do governo.



A Corte, hoje com maioria conservadora, determinou que os procuradores não conseguiram mostrar que a política viola a lei federal de imigração ou a Constituição do país sobre a discriminação religiosa. O decreto de Trump, anunciado em setembro passado, bloqueia a entrada nos Estados Unidos da maioria das pessoas do Irã, Líbia, Somália, Síria e Iêmen (além de proibir que cheguem altos funcionários de Venezuela e Coreia do Norte).



Grupos pró-direitos civis e políticos democratas atacaram a decisão da Corte. Para Omar Jadwat, representante da União Americana para as Liberdades Civis (ACLU), o Supremo realizou "um de seus grandes fracassos".



"A decisão engole a frágil desculpa de segurança nacional dos advogados do governo para apoiar a proibição, em vez de levar a sério a própria explicação do presidente para suas ações", protestou Jadwat, citando a sucessiva repetição de pedidos do presidente para barrar a entrada de muçulmanos nos EUA.



Para Farhana Khera, presidente e diretora executiva do grupo Muslim Advocates, não era vista uma decisão "que fracassa tão claramente em proteger os mais vulneráveis ao preconceito do governo" desde momentos históricos nos quais o Judiciário deu aval a ações pró-escravidão, segregação de negros e ao encarceramento de japoneses.



"Apesar da decisão de hoje, afastar aqueles que fogem da violência e da perseguição ou discriminar as pessoas com base em nacionalidade e religião continua sendo tão antiamericano quanto antes", afirmou o senador Bob Menendez, principal democrata na Comissão de Relações Exteriores do Senado.



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