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Embraer e Boeing correm para aprovar negócio antes da eleição

Publicado por TV Minas em 05/07/2018

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Se não der tempo, será preciso reiniciar conversas com o próximo governo.

 

Após anunciarem acordo para a compra de 80% do segmento de aviação comercial da Embraer pela Boeing, as empresas correm para apresentar ao governo federal o contrato da joint venture — empreendimento conjunto — que será formada pelas duas companhias.

 

Em conferência transmitida a investidores da empresa, o CEO da Embraer disse que o objetivo é apresentar a documentação para o governo no fim de outubro ou começo de novembro. Depois, as tratativas devem seguir para os acionistas da Embraer em dezembro. “Tudo seria ainda com essa administração (federal)”, afirmou o executivo.

 

Como o governo é detentor de uma golden share, ação preferencial que dá poder de veto em determinadas negociações, além da aprovação de acionistas e agências reguladoras no Brasil e em todos os países em que as empresas operam, é preciso que a presidência dê seu aval.

 

Se não der tempo de o presidente Michel Temer aprovar a transação, será preciso reiniciar conversas com o próximo governo, o que confere um grau de incerteza sobre o futuro do acordo.

 

 

Concorrência

 

As conversas entre as duas empresas são intensas desde outubro, quando a europeia Airbus anunciou a compra de 50,1% da divisão de aviação comercial da canadense Bombardier.

 

Em reação, a Boeing passou a visar a Embraer, que é líder no setor de aviões menores de até 150 passageiros. Hoje, a empresa brasileira tem 30% desse mercado. “A Boeing é uma empresa que detém muito mercado americano e quer fazer frente à união da Airbus e Bombardier anunciada no ano passado. Com a joint venture, a Embraer vai entrar na briga”, explica Rina Pereira, coordenadora do Ibmec. 

 

Embraer e Bombardier são fabricantes de aviões de médio porte, com capacidade entre 100 e 150 passageiros. As duas atuam, sobretudo, em um segmento em que Boeing e Airbus não tem expertise. As gigantes são especializadas em aeronaves de grande porte.

 

A Embraer é uma empresa privada desde 1994. Negociada nas bolsas de valores B3, de São Paulo, e Nyse, de Nova York, tem mais investidores estrangeiros que brasileiros. Seus maiores acionistas são as americanas Brandes Investment Partners e BlackRock, que detém 14,9% e 5,50% da empresa, respectivamente, a inglesa Mondrian Investment Parners, com participação de 9,9%, e o BNDES, por meio da BNDESpar, com 5,4%. A Previ, fundo de previdência dos funcionários Banco do Brasil, tem pouco menos de 5%.

 

Sediada em São José dos Campos (SP), a Embraer emprega 18.443 pessoas no mundo todo. A área de aviação comercial, envolvida na transação com a Boeing, corresponde a cerca de 60% da receita líquida da empresa, que em 2017 foi de R$ 18,713 bilhões. 

Se não der tempo, será preciso reiniciar conversas com o próximo governo.


 


Após anunciarem acordo para a compra de 80% do segmento de aviação comercial da Embraer pela Boeing, as empresas correm para apresentar ao governo federal o contrato da joint venture — empreendimento conjunto — que será formada pelas duas companhias.


 


Em conferência transmitida a investidores da empresa, o CEO da Embraer disse que o objetivo é apresentar a documentação para o governo no fim de outubro ou começo de novembro. Depois, as tratativas devem seguir para os acionistas da Embraer em dezembro. “Tudo seria ainda com essa administração (federal)”, afirmou o executivo.


 


Como o governo é detentor de uma golden share, ação preferencial que dá poder de veto em determinadas negociações, além da aprovação de acionistas e agências reguladoras no Brasil e em todos os países em que as empresas operam, é preciso que a presidência dê seu aval.


 


Se não der tempo de o presidente Michel Temer aprovar a transação, será preciso reiniciar conversas com o próximo governo, o que confere um grau de incerteza sobre o futuro do acordo.


 


 


PATROCINADORES

Concorrência


 


As conversas entre as duas empresas são intensas desde outubro, quando a europeia Airbus anunciou a compra de 50,1% da divisão de aviação comercial da canadense Bombardier.


 


Em reação, a Boeing passou a visar a Embraer, que é líder no setor de aviões menores de até 150 passageiros. Hoje, a empresa brasileira tem 30% desse mercado. “A Boeing é uma empresa que detém muito mercado americano e quer fazer frente à união da Airbus e Bombardier anunciada no ano passado. Com a joint venture, a Embraer vai entrar na briga”, explica Rina Pereira, coordenadora do Ibmec. 


 


Embraer e Bombardier são fabricantes de aviões de médio porte, com capacidade entre 100 e 150 passageiros. As duas atuam, sobretudo, em um segmento em que Boeing e Airbus não tem expertise. As gigantes são especializadas em aeronaves de grande porte.


 


A Embraer é uma empresa privada desde 1994. Negociada nas bolsas de valores B3, de São Paulo, e Nyse, de Nova York, tem mais investidores estrangeiros que brasileiros. Seus maiores acionistas são as americanas Brandes Investment Partners e BlackRock, que detém 14,9% e 5,50% da empresa, respectivamente, a inglesa Mondrian Investment Parners, com participação de 9,9%, e o BNDES, por meio da BNDESpar, com 5,4%. A Previ, fundo de previdência dos funcionários Banco do Brasil, tem pouco menos de 5%.


 


Sediada em São José dos Campos (SP), a Embraer emprega 18.443 pessoas no mundo todo. A área de aviação comercial, envolvida na transação com a Boeing, corresponde a cerca de 60% da receita líquida da empresa, que em 2017 foi de R$ 18,713 bilhões. 


Se não der tempo, será preciso reiniciar conversas com o próximo governo.



Após anunciarem acordo para a compra de 80% do segmento de aviação comercial da Embraer pela Boeing, as empresas correm para apresentar ao governo federal o contrato da joint venture — empreendimento conjunto — que será formada pelas duas companhias.



Em conferência transmitida a investidores da empresa, o CEO da Embraer disse que o objetivo é apresentar a documentação para o governo no fim de outubro ou começo de novembro. Depois, as tratativas devem seguir para os acionistas da Embraer em dezembro. “Tudo seria ainda com essa administração (federal)”, afirmou o executivo.



Como o governo é detentor de uma golden share, ação preferencial que dá poder de veto em determinadas negociações, além da aprovação de acionistas e agências reguladoras no Brasil e em todos os países em que as empresas operam, é preciso que a presidência dê seu aval.



PATROCINADORES

Se não der tempo de o presidente Michel Temer aprovar a transação, será preciso reiniciar conversas com o próximo governo, o que confere um grau de incerteza sobre o futuro do acordo.



Concorrência



As conversas entre as duas empresas são intensas desde outubro, quando a europeia Airbus anunciou a compra de 50,1% da divisão de aviação comercial da canadense Bombardier.



PATROCINADORES

Em reação, a Boeing passou a visar a Embraer, que é líder no setor de aviões menores de até 150 passageiros. Hoje, a empresa brasileira tem 30% desse mercado. “A Boeing é uma empresa que detém muito mercado americano e quer fazer frente à união da Airbus e Bombardier anunciada no ano passado. Com a joint venture, a Embraer vai entrar na briga”, explica Rina Pereira, coordenadora do Ibmec. 



Embraer e Bombardier são fabricantes de aviões de médio porte, com capacidade entre 100 e 150 passageiros. As duas atuam, sobretudo, em um segmento em que Boeing e Airbus não tem expertise. As gigantes são especializadas em aeronaves de grande porte.



A Embraer é uma empresa privada desde 1994. Negociada nas bolsas de valores B3, de São Paulo, e Nyse, de Nova York, tem mais investidores estrangeiros que brasileiros. Seus maiores acionistas são as americanas Brandes Investment Partners e BlackRock, que detém 14,9% e 5,50% da empresa, respectivamente, a inglesa Mondrian Investment Parners, com participação de 9,9%, e o BNDES, por meio da BNDESpar, com 5,4%. A Previ, fundo de previdência dos funcionários Banco do Brasil, tem pouco menos de 5%.



Sediada em São José dos Campos (SP), a Embraer emprega 18.443 pessoas no mundo todo. A área de aviação comercial, envolvida na transação com a Boeing, corresponde a cerca de 60% da receita líquida da empresa, que em 2017 foi de R$ 18,713 bilhões. 



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