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Israel aprova lei que define país como "exclusivamente judeu"

Publicado por TV Minas em 19/07/2018

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Texto diz que Estado é 'terra natal do povo judeu', que 'tem direito exclusivo à autodeterminação' no país; deputados árabes denunciam 'apartheid'.

 

Israel aprovou na madrugada desta quinta-feira uma lei controvertida que define o país como um Estado exclusivamente judeu. A nova lei também estabelece que a "totalidade unificada de Jerusalém" é a capital de Israel, e diminui a importância da língua árabe, que deixa de ser uma das línguas oficiais do país e passa a ser uma língua com "status especial".

 

Os parlamentares árabes do país condenaram a lei, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a elogiou, descrevendo sua aprovação como "um momento definidor". Segundo o jornal israelense "Haaretz", Netanyahu prosseguiu desejando "vida longa ao Estado de Israel" e afirmando que "122 anos depois que Herlz (Theodore Herzl, fundador do movimento sionista moderno) tornou pública sua visão, com esta lei nós determinamos o princípio fundador de nossa existência. Israel é o Estado nacional do povo judeu, e respeita os direitos de todos os seus cidadãos".

 

"No Oriente Médio, só Israel respeita direitos", declarou o premier. "Este é nosso país, o Estado judeu. Nos últimos anos, houve aqueles que tentaram minar esse conceito e questionar os princípios de nossa existência. Hoje, os transformamos em lei. Este é o país, o idioma, o hino e a bandeira".

 

A legislação, apoiada pelo governo de direita, diz que Israel "é a terra natal histórica do povo judeu", que "tem direito exclusivo a sua autodeterminação" no país.

 

A aprovação se deu após uma tumultuada sessão no Knesset (o Parlamento israelense) que durou mais de oito horas. Sessenta e dois deputados votaram a favor e 55 contra. Alguns trechos, no entanto, foram retirados do texto pelo presidente de Israel, Reuven Rivlin, e seu procurador-geral, Avichai Mandelblit, como uma cláusula que tornaria lei a criação de comunidades judaicas separadas.


Mesmo assim, o texto final do trecho foi o seguinte: "O Estado considera o desenvolvimento da instalação dos judeus como um valor nacional e atuará para encorajar e promover sua consolidação".

 

 

Gritos de "Apartheid"  

 

Os deputados árabes (da coalizão Lista Conjunta Árabe) abandonaram o plenário aos gritos de "apartheid".

 

"Você aprovou uma lei racista!", gritaram alguns para Netanyahu.

 

Os árabes compõem 20% da população do país, que tem um total de 9 milhões de pessoas. Têm direitos iguais ao da população judaica, mas há muito tempo se queixam de serem tratados como cidadãos de segunda classe. Dizem sofrer discriminação e precariedade na oferta de serviços como educação, saúde e moradia.

 

Para o deputado árabe Ahmed Tibi, a aprovação da lei representa "a morte da democracia". A ONG Adallah, que defende os direitos dos árabes em Israel, afirmou que a lei é uma tentativa de impingir "superioridade étnica ao promover políticas racistas".

 

"Este é um crime de ódio contra as minorias e contra a democracia", disse Tibi. "Considerar um valor nacional o fato de que os judeus se estabeleceram nesta terra significa que continuarão a demolir lares árabes e que não desenvolverão nosssas infraestruturas.

 

O projeto de lei foi alvo de intensas negociações nos últimos dias. Fontes do Knesset dizem que o premier Netanyahu abriu mão de um projeto de lei sobre reprodução assistida com sub-rogação (que permitiria aos homens israelenses ter filhos por esse método) pra aprovar o novo texto, conhecido entre os partidos religiosos judeus como "lei de nacionalidade".

 

Na semana passada, Netanyahu afirmou que o governo continuará a garantir os direitos civis no país, "mas a maioria também tem direitos, e a maioria decide".

 

Após a primeira leitura da lei no Parlamento, milhares de cidadãos (entre 3 mil e 5 mil) se manifestaram em Tel Aviv contra o texto, que foi originalmente proposto há sete anos pelo deputado Avi Dichter.

Texto diz que Estado é 'terra natal do povo judeu', que 'tem direito exclusivo à autodeterminação' no país; deputados árabes denunciam 'apartheid'.


 


Israel aprovou na madrugada desta quinta-feira uma lei controvertida que define o país como um Estado exclusivamente judeu. A nova lei também estabelece que a "totalidade unificada de Jerusalém" é a capital de Israel, e diminui a importância da língua árabe, que deixa de ser uma das línguas oficiais do país e passa a ser uma língua com "status especial".


 


Os parlamentares árabes do país condenaram a lei, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a elogiou, descrevendo sua aprovação como "um momento definidor". Segundo o jornal israelense "Haaretz", Netanyahu prosseguiu desejando "vida longa ao Estado de Israel" e afirmando que "122 anos depois que Herlz (Theodore Herzl, fundador do movimento sionista moderno) tornou pública sua visão, com esta lei nós determinamos o princípio fundador de nossa existência. Israel é o Estado nacional do povo judeu, e respeita os direitos de todos os seus cidadãos".


 


"No Oriente Médio, só Israel respeita direitos", declarou o premier. "Este é nosso país, o Estado judeu. Nos últimos anos, houve aqueles que tentaram minar esse conceito e questionar os princípios de nossa existência. Hoje, os transformamos em lei. Este é o país, o idioma, o hino e a bandeira".


 


A legislação, apoiada pelo governo de direita, diz que Israel "é a terra natal histórica do povo judeu", que "tem direito exclusivo a sua autodeterminação" no país.


 


A aprovação se deu após uma tumultuada sessão no Knesset (o Parlamento israelense) que durou mais de oito horas. Sessenta e dois deputados votaram a favor e 55 contra. Alguns trechos, no entanto, foram retirados do texto pelo presidente de Israel, Reuven Rivlin, e seu procurador-geral, Avichai Mandelblit, como uma cláusula que tornaria lei a criação de comunidades judaicas separadas.



Mesmo assim, o texto final do trecho foi o seguinte: "O Estado considera o desenvolvimento da instalação dos judeus como um valor nacional e atuará para encorajar e promover sua consolidação".


 


 


Gritos de "Apartheid"  


PATROCINADORES

 


Os deputados árabes (da coalizão Lista Conjunta Árabe) abandonaram o plenário aos gritos de "apartheid".


 


"Você aprovou uma lei racista!", gritaram alguns para Netanyahu.


 


Os árabes compõem 20% da população do país, que tem um total de 9 milhões de pessoas. Têm direitos iguais ao da população judaica, mas há muito tempo se queixam de serem tratados como cidadãos de segunda classe. Dizem sofrer discriminação e precariedade na oferta de serviços como educação, saúde e moradia.


 


Para o deputado árabe Ahmed Tibi, a aprovação da lei representa "a morte da democracia". A ONG Adallah, que defende os direitos dos árabes em Israel, afirmou que a lei é uma tentativa de impingir "superioridade étnica ao promover políticas racistas".


 


"Este é um crime de ódio contra as minorias e contra a democracia", disse Tibi. "Considerar um valor nacional o fato de que os judeus se estabeleceram nesta terra significa que continuarão a demolir lares árabes e que não desenvolverão nosssas infraestruturas.


 


O projeto de lei foi alvo de intensas negociações nos últimos dias. Fontes do Knesset dizem que o premier Netanyahu abriu mão de um projeto de lei sobre reprodução assistida com sub-rogação (que permitiria aos homens israelenses ter filhos por esse método) pra aprovar o novo texto, conhecido entre os partidos religiosos judeus como "lei de nacionalidade".


 


Na semana passada, Netanyahu afirmou que o governo continuará a garantir os direitos civis no país, "mas a maioria também tem direitos, e a maioria decide".


 


Após a primeira leitura da lei no Parlamento, milhares de cidadãos (entre 3 mil e 5 mil) se manifestaram em Tel Aviv contra o texto, que foi originalmente proposto há sete anos pelo deputado Avi Dichter.


Texto diz que Estado é 'terra natal do povo judeu', que 'tem direito exclusivo à autodeterminação' no país; deputados árabes denunciam 'apartheid'.



Israel aprovou na madrugada desta quinta-feira uma lei controvertida que define o país como um Estado exclusivamente judeu. A nova lei também estabelece que a "totalidade unificada de Jerusalém" é a capital de Israel, e diminui a importância da língua árabe, que deixa de ser uma das línguas oficiais do país e passa a ser uma língua com "status especial".



Os parlamentares árabes do país condenaram a lei, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a elogiou, descrevendo sua aprovação como "um momento definidor". Segundo o jornal israelense "Haaretz", Netanyahu prosseguiu desejando "vida longa ao Estado de Israel" e afirmando que "122 anos depois que Herlz (Theodore Herzl, fundador do movimento sionista moderno) tornou pública sua visão, com esta lei nós determinamos o princípio fundador de nossa existência. Israel é o Estado nacional do povo judeu, e respeita os direitos de todos os seus cidadãos".



"No Oriente Médio, só Israel respeita direitos", declarou o premier. "Este é nosso país, o Estado judeu. Nos últimos anos, houve aqueles que tentaram minar esse conceito e questionar os princípios de nossa existência. Hoje, os transformamos em lei. Este é o país, o idioma, o hino e a bandeira".



A legislação, apoiada pelo governo de direita, diz que Israel "é a terra natal histórica do povo judeu", que "tem direito exclusivo a sua autodeterminação" no país.



PATROCINADORES

A aprovação se deu após uma tumultuada sessão no Knesset (o Parlamento israelense) que durou mais de oito horas. Sessenta e dois deputados votaram a favor e 55 contra. Alguns trechos, no entanto, foram retirados do texto pelo presidente de Israel, Reuven Rivlin, e seu procurador-geral, Avichai Mandelblit, como uma cláusula que tornaria lei a criação de comunidades judaicas separadas.




Mesmo assim, o texto final do trecho foi o seguinte: "O Estado considera o desenvolvimento da instalação dos judeus como um valor nacional e atuará para encorajar e promover sua consolidação".



Gritos de "Apartheid"  



Os deputados árabes (da coalizão Lista Conjunta Árabe) abandonaram o plenário aos gritos de "apartheid".



"Você aprovou uma lei racista!", gritaram alguns para Netanyahu.



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Os árabes compõem 20% da população do país, que tem um total de 9 milhões de pessoas. Têm direitos iguais ao da população judaica, mas há muito tempo se queixam de serem tratados como cidadãos de segunda classe. Dizem sofrer discriminação e precariedade na oferta de serviços como educação, saúde e moradia.



Para o deputado árabe Ahmed Tibi, a aprovação da lei representa "a morte da democracia". A ONG Adallah, que defende os direitos dos árabes em Israel, afirmou que a lei é uma tentativa de impingir "superioridade étnica ao promover políticas racistas".



"Este é um crime de ódio contra as minorias e contra a democracia", disse Tibi. "Considerar um valor nacional o fato de que os judeus se estabeleceram nesta terra significa que continuarão a demolir lares árabes e que não desenvolverão nosssas infraestruturas.



O projeto de lei foi alvo de intensas negociações nos últimos dias. Fontes do Knesset dizem que o premier Netanyahu abriu mão de um projeto de lei sobre reprodução assistida com sub-rogação (que permitiria aos homens israelenses ter filhos por esse método) pra aprovar o novo texto, conhecido entre os partidos religiosos judeus como "lei de nacionalidade".



Na semana passada, Netanyahu afirmou que o governo continuará a garantir os direitos civis no país, "mas a maioria também tem direitos, e a maioria decide".



Após a primeira leitura da lei no Parlamento, milhares de cidadãos (entre 3 mil e 5 mil) se manifestaram em Tel Aviv contra o texto, que foi originalmente proposto há sete anos pelo deputado Avi Dichter.



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