news:

Notícias

PDT faz convenção nacional para lançar Ciro Gomes

Publicado por TV Minas em 20/07/2018

foto_principal.jpg

Apesar de já ter dito que está mais controlado, os rompantes do candidato têm se repetido na pré-campanha

 

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, tem entre seus desafios conquistar o eleitorado jovem e o feminino, vencer resistências no mercado financeiro e no setor produtivo, além de controlar seus arroubos verbais. A intempestividade do presidenciável pedetista foi um dos argumentos do "blocão" para desistir de apoiá-lo e migrar para o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Na manhã desta sexta-feira, em Brasília, Ciro será o personagem principal da convenção nacional de seu partido.

 

Na última pesquisa Datafolha, divulgada no início de junho, Ciro aparece com 10% nos cenários em que o candidato do PT é o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ou o ex-governador da Bahia Jaques Wagner. Mas na faixa do eleitorado entre 16 e 24 anos, o presidenciável do PDT varia entre 5% e 7%. No recorte por idade, esse é seu pior desempenho.

 

Presidente do PDT, Carlos Lupi afirmou que a estratégia é investir nas redes sociais para tentar aumentar o desempenho de Ciro entre a juventude. Ele citou o perfil "Ciro Molotov", do Facebook, como uma das mais de vinte páginas tocadas por jovens para turbinar a campanha nessa faixa etária.

 

Já entre o eleitorado feminino, Ciro aparece com 8%, enquanto é o preferido de 12% dos homens. Ele ficou marcado nas eleições de 2002 ao dizer que o papel na campanha da atriz Patrícia Pillar, sua então mulher, era dormir com ele. Ciro já pediu desculpa pela declaração, que classificou como "uma piada de extremo mau gosto". Em março, em entrevista ao GLOBO, Patrícia disse que conviveu 17 anos com Ciro e afirmou que ele "nunca foi machista".

 

Para o líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE) essa é uma questão superada:


"Não é possível que a gente polemize em pontos já superados e explicados pela própria Patrícia Pillar".

 

Apesar de já ter dito que está mais controlado, os rompantes de Ciro têm se repetido na pré-campanha. Um dos últimos foi ter chamado de "filho da puta" um integrante do Ministério Público de São Paulo - sem saber que era uma mulher - que solicitou a abertura de inquérito policial contra ele, para apurar o crime de injúria racial, após o presidenciável chamar o vereador paulista Fernando Holiday (DEM-SP) de “capitãozinho do mato”.

 

Apesar da repercussão negativa e das arestas políticas criadas por declarações de Ciro, a campanha pedetista tenta construir a imagem de que ele é um político sincero e que os arroubos verbais seriam um ponto positivo:

 

"Ele tem que explicitar o que pensa. Não precisa ficar escamoteando pontos de vista. A meta dele é conquistar a confiança do eleitorado", afirmou André Figueiredo.

 

 

Fator mercado  

 

Outro obstáculo de Ciro em sua campanha rumo ao Palácio do Planalto é o mercado financeiro. Causa preocupação nesse setor propostas como o cancelamento dos leilões do pré-sal feitos pelo governo Michel Temer e a criação de um teto para o pagamento da dívida pela União.

 

"O capital financeiro tem que ter consciência que o Brasil virou o sistema financeiro mais selvagem do planeta e não dá para continuar assim. Vamos trabalhar taxação de grandes fortunas, imposto sobre lucro líquido. Tem que dar para quem tem menos", diz Carlos Lupi.

 

Ciro chegou a ser vaiado, no início deste mês, por empresários em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao afirmar que iria rediscutir pontos da reforma trabalhista, aprovada pela gestão Temer, com as centrais sindicais.

 

Nos últimos dias, em busca do apoio de partidos de centro-direita, como o DEM e o PP, o pré-candidato do PDT chegou a moderar o tom em relação à reforma trabalhista e também colocou em discussão sua proposta de reforma da Previdência. Como esse "blocão" resolveu fechar com Alckmin, a tendência é que Ciro vá para a esquerda.

 

Ontem, logo depois de o centrão anunciar apoio a Alckmin, Ciro fez um breve discurso, de menos de oito minutos a representantes das centrais sindicais, no qual afirmou que o Brasil nunca terá paz enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estiver preso. Ele voltou a criticar promotores e “juízes que fazem política”.

Apesar de já ter dito que está mais controlado, os rompantes do candidato têm se repetido na pré-campanha


 


Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, tem entre seus desafios conquistar o eleitorado jovem e o feminino, vencer resistências no mercado financeiro e no setor produtivo, além de controlar seus arroubos verbais. A intempestividade do presidenciável pedetista foi um dos argumentos do "blocão" para desistir de apoiá-lo e migrar para o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Na manhã desta sexta-feira, em Brasília, Ciro será o personagem principal da convenção nacional de seu partido.


 


Na última pesquisa Datafolha, divulgada no início de junho, Ciro aparece com 10% nos cenários em que o candidato do PT é o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ou o ex-governador da Bahia Jaques Wagner. Mas na faixa do eleitorado entre 16 e 24 anos, o presidenciável do PDT varia entre 5% e 7%. No recorte por idade, esse é seu pior desempenho.


 


Presidente do PDT, Carlos Lupi afirmou que a estratégia é investir nas redes sociais para tentar aumentar o desempenho de Ciro entre a juventude. Ele citou o perfil "Ciro Molotov", do Facebook, como uma das mais de vinte páginas tocadas por jovens para turbinar a campanha nessa faixa etária.


 


Já entre o eleitorado feminino, Ciro aparece com 8%, enquanto é o preferido de 12% dos homens. Ele ficou marcado nas eleições de 2002 ao dizer que o papel na campanha da atriz Patrícia Pillar, sua então mulher, era dormir com ele. Ciro já pediu desculpa pela declaração, que classificou como "uma piada de extremo mau gosto". Em março, em entrevista ao GLOBO, Patrícia disse que conviveu 17 anos com Ciro e afirmou que ele "nunca foi machista".


 


Para o líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE) essa é uma questão superada:



"Não é possível que a gente polemize em pontos já superados e explicados pela própria Patrícia Pillar".


 


Apesar de já ter dito que está mais controlado, os rompantes de Ciro têm se repetido na pré-campanha. Um dos últimos foi ter chamado de "filho da puta" um integrante do Ministério Público de São Paulo - sem saber que era uma mulher - que solicitou a abertura de inquérito policial contra ele, para apurar o crime de injúria racial, após o presidenciável chamar o vereador paulista Fernando Holiday (DEM-SP) de “capitãozinho do mato”.


 


PATROCINADORES

Apesar da repercussão negativa e das arestas políticas criadas por declarações de Ciro, a campanha pedetista tenta construir a imagem de que ele é um político sincero e que os arroubos verbais seriam um ponto positivo:


 


"Ele tem que explicitar o que pensa. Não precisa ficar escamoteando pontos de vista. A meta dele é conquistar a confiança do eleitorado", afirmou André Figueiredo.


 


 


Fator mercado  


 


Outro obstáculo de Ciro em sua campanha rumo ao Palácio do Planalto é o mercado financeiro. Causa preocupação nesse setor propostas como o cancelamento dos leilões do pré-sal feitos pelo governo Michel Temer e a criação de um teto para o pagamento da dívida pela União.


 


"O capital financeiro tem que ter consciência que o Brasil virou o sistema financeiro mais selvagem do planeta e não dá para continuar assim. Vamos trabalhar taxação de grandes fortunas, imposto sobre lucro líquido. Tem que dar para quem tem menos", diz Carlos Lupi.


 


Ciro chegou a ser vaiado, no início deste mês, por empresários em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao afirmar que iria rediscutir pontos da reforma trabalhista, aprovada pela gestão Temer, com as centrais sindicais.


 


Nos últimos dias, em busca do apoio de partidos de centro-direita, como o DEM e o PP, o pré-candidato do PDT chegou a moderar o tom em relação à reforma trabalhista e também colocou em discussão sua proposta de reforma da Previdência. Como esse "blocão" resolveu fechar com Alckmin, a tendência é que Ciro vá para a esquerda.


 


Ontem, logo depois de o centrão anunciar apoio a Alckmin, Ciro fez um breve discurso, de menos de oito minutos a representantes das centrais sindicais, no qual afirmou que o Brasil nunca terá paz enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estiver preso. Ele voltou a criticar promotores e “juízes que fazem política”.


Apesar de já ter dito que está mais controlado, os rompantes do candidato têm se repetido na pré-campanha



Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, tem entre seus desafios conquistar o eleitorado jovem e o feminino, vencer resistências no mercado financeiro e no setor produtivo, além de controlar seus arroubos verbais. A intempestividade do presidenciável pedetista foi um dos argumentos do "blocão" para desistir de apoiá-lo e migrar para o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Na manhã desta sexta-feira, em Brasília, Ciro será o personagem principal da convenção nacional de seu partido.



Na última pesquisa Datafolha, divulgada no início de junho, Ciro aparece com 10% nos cenários em que o candidato do PT é o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ou o ex-governador da Bahia Jaques Wagner. Mas na faixa do eleitorado entre 16 e 24 anos, o presidenciável do PDT varia entre 5% e 7%. No recorte por idade, esse é seu pior desempenho.



Presidente do PDT, Carlos Lupi afirmou que a estratégia é investir nas redes sociais para tentar aumentar o desempenho de Ciro entre a juventude. Ele citou o perfil "Ciro Molotov", do Facebook, como uma das mais de vinte páginas tocadas por jovens para turbinar a campanha nessa faixa etária.



Já entre o eleitorado feminino, Ciro aparece com 8%, enquanto é o preferido de 12% dos homens. Ele ficou marcado nas eleições de 2002 ao dizer que o papel na campanha da atriz Patrícia Pillar, sua então mulher, era dormir com ele. Ciro já pediu desculpa pela declaração, que classificou como "uma piada de extremo mau gosto". Em março, em entrevista ao GLOBO, Patrícia disse que conviveu 17 anos com Ciro e afirmou que ele "nunca foi machista".



PATROCINADORES

Para o líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE) essa é uma questão superada:




"Não é possível que a gente polemize em pontos já superados e explicados pela própria Patrícia Pillar".



Apesar de já ter dito que está mais controlado, os rompantes de Ciro têm se repetido na pré-campanha. Um dos últimos foi ter chamado de "filho da puta" um integrante do Ministério Público de São Paulo - sem saber que era uma mulher - que solicitou a abertura de inquérito policial contra ele, para apurar o crime de injúria racial, após o presidenciável chamar o vereador paulista Fernando Holiday (DEM-SP) de “capitãozinho do mato”.



Apesar da repercussão negativa e das arestas políticas criadas por declarações de Ciro, a campanha pedetista tenta construir a imagem de que ele é um político sincero e que os arroubos verbais seriam um ponto positivo:



"Ele tem que explicitar o que pensa. Não precisa ficar escamoteando pontos de vista. A meta dele é conquistar a confiança do eleitorado", afirmou André Figueiredo.



PATROCINADORES

Fator mercado  



Outro obstáculo de Ciro em sua campanha rumo ao Palácio do Planalto é o mercado financeiro. Causa preocupação nesse setor propostas como o cancelamento dos leilões do pré-sal feitos pelo governo Michel Temer e a criação de um teto para o pagamento da dívida pela União.



"O capital financeiro tem que ter consciência que o Brasil virou o sistema financeiro mais selvagem do planeta e não dá para continuar assim. Vamos trabalhar taxação de grandes fortunas, imposto sobre lucro líquido. Tem que dar para quem tem menos", diz Carlos Lupi.



Ciro chegou a ser vaiado, no início deste mês, por empresários em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao afirmar que iria rediscutir pontos da reforma trabalhista, aprovada pela gestão Temer, com as centrais sindicais.



Nos últimos dias, em busca do apoio de partidos de centro-direita, como o DEM e o PP, o pré-candidato do PDT chegou a moderar o tom em relação à reforma trabalhista e também colocou em discussão sua proposta de reforma da Previdência. Como esse "blocão" resolveu fechar com Alckmin, a tendência é que Ciro vá para a esquerda.



Ontem, logo depois de o centrão anunciar apoio a Alckmin, Ciro fez um breve discurso, de menos de oito minutos a representantes das centrais sindicais, no qual afirmou que o Brasil nunca terá paz enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estiver preso. Ele voltou a criticar promotores e “juízes que fazem política”.



Veja Também