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Como são escolhidos os números das casas de uma rua?

Publicado por TV Minas em 24/07/2018

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Desde que a numeração das casas apareceu nas metrópoles européias, no século 18, cada cidade tem um jeito diferente de colocar algarismos nas suas construções. Mas todas elas partem de um princípio comum: escolher um lugar que sirva de base para iniciar a contagem. Seguindo essa regra, surgem muitas possibilidades. Na histórica Veneza, na Itália, as casas ganham número de acordo com os metros que as separam de um edifício importante em cada bairro.

 

Na maioria das cidades brasileiras, o que geralmente acontece é que a numeração cresce de acordo com a distância em relação ao chamado marco zero, que quase sempre fica no centro da cidade. Esse ponto é a principal referência para determinar onde fica o começo da via e indicar qual lado recebe casas com números pares ou ímpares.

 

Alguns casos são mais complicados. Quando a rua é paralela ao marco zero, o início da rua é a ponta que fica mais próxima em linha reta a essa referência. Outro lembrete importante é que nem sempre duas ruas que correm lado a lado têm numeração parecida. Isso só ocorre quando elas nascem em um mesmo ponto (duas travessas que começam em uma avenida maior, por exemplo), o que nem sempre acontece.

 

 

Dança dos algarismos

 

Em São Paulo, quanto mais longe da praça da Sé, maior a numeração.

 

1. O passo inicial para numerar casas é determinar onde fica o começo da rua. Em São Paulo, o início da via é definido como a ponta mais próxima da praça da Sé, que fica bem no centro da cidade. Essa definição também serve para indicar qual lado da via terá números pares ou ímpares. Caminhando do início para o fim, os técnicos colocam números pares nas casas do lado direito e ímpares nos imóveis do lado esquerdo

 

2. A etapa seguinte é a numeração propriamente dita. Para isso, os técnicos medem quantos metros separam o começo da via da entrada de pedestres da casa (ou do meio do terreno, no caso das áreas vazias). Geralmente, é essa distância que define o número do imóvel, mas dá para arredondar. Por exemplo, se a medida deu 36 metros, mas a casa fica no lado ímpar, vale o bom senso: o número final será o ímpar seguinte mais próximo — no caso, o 37

 

3. Como o mapa da cidade não é estático, a rua pode crescer e os números mudam. A situação mais simples ocorre quando a via é espichada a partir do trecho final. Nesse caso, como o início permanece o mesmo, a numeração das casas antigas não muda, e as novas construções vão seguir a seqüência já estabelecida

 

4. O caso mais complicado é quando a rua aumenta no trecho inicial. Como o começo da via muda, a numeração tem que ser alterada. Segundo a lei paulistana, os habitantes podem usar os números antigos por um período máximo de um ano após as modificações. Mas, como não há multa para quem desrespeita a regra, os algarismos velhos perduram em várias vias esticadas. Na avenida Brigadeiro Faria Lima, prolongada em 1996, muitos prédios mantêm até hoje a numeração antiga ao lado da nova

Desde que a numeração das casas apareceu nas metrópoles européias, no século 18, cada cidade tem um jeito diferente de colocar algarismos nas suas construções. Mas todas elas partem de um princípio comum: escolher um lugar que sirva de base para iniciar a contagem. Seguindo essa regra, surgem muitas possibilidades. Na histórica Veneza, na Itália, as casas ganham número de acordo com os metros que as separam de um edifício importante em cada bairro.


 


Na maioria das cidades brasileiras, o que geralmente acontece é que a numeração cresce de acordo com a distância em relação ao chamado marco zero, que quase sempre fica no centro da cidade. Esse ponto é a principal referência para determinar onde fica o começo da via e indicar qual lado recebe casas com números pares ou ímpares.


 


Alguns casos são mais complicados. Quando a rua é paralela ao marco zero, o início da rua é a ponta que fica mais próxima em linha reta a essa referência. Outro lembrete importante é que nem sempre duas ruas que correm lado a lado têm numeração parecida. Isso só ocorre quando elas nascem em um mesmo ponto (duas travessas que começam em uma avenida maior, por exemplo), o que nem sempre acontece.


 


 


Dança dos algarismos


 


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Em São Paulo, quanto mais longe da praça da Sé, maior a numeração.


 


1. O passo inicial para numerar casas é determinar onde fica o começo da rua. Em São Paulo, o início da via é definido como a ponta mais próxima da praça da Sé, que fica bem no centro da cidade. Essa definição também serve para indicar qual lado da via terá números pares ou ímpares. Caminhando do início para o fim, os técnicos colocam números pares nas casas do lado direito e ímpares nos imóveis do lado esquerdo


 


2. A etapa seguinte é a numeração propriamente dita. Para isso, os técnicos medem quantos metros separam o começo da via da entrada de pedestres da casa (ou do meio do terreno, no caso das áreas vazias). Geralmente, é essa distância que define o número do imóvel, mas dá para arredondar. Por exemplo, se a medida deu 36 metros, mas a casa fica no lado ímpar, vale o bom senso: o número final será o ímpar seguinte mais próximo — no caso, o 37


 


3. Como o mapa da cidade não é estático, a rua pode crescer e os números mudam. A situação mais simples ocorre quando a via é espichada a partir do trecho final. Nesse caso, como o início permanece o mesmo, a numeração das casas antigas não muda, e as novas construções vão seguir a seqüência já estabelecida


 


4. O caso mais complicado é quando a rua aumenta no trecho inicial. Como o começo da via muda, a numeração tem que ser alterada. Segundo a lei paulistana, os habitantes podem usar os números antigos por um período máximo de um ano após as modificações. Mas, como não há multa para quem desrespeita a regra, os algarismos velhos perduram em várias vias esticadas. Na avenida Brigadeiro Faria Lima, prolongada em 1996, muitos prédios mantêm até hoje a numeração antiga ao lado da nova


Desde que a numeração das casas apareceu nas metrópoles européias, no século 18, cada cidade tem um jeito diferente de colocar algarismos nas suas construções. Mas todas elas partem de um princípio comum: escolher um lugar que sirva de base para iniciar a contagem. Seguindo essa regra, surgem muitas possibilidades. Na histórica Veneza, na Itália, as casas ganham número de acordo com os metros que as separam de um edifício importante em cada bairro.



Na maioria das cidades brasileiras, o que geralmente acontece é que a numeração cresce de acordo com a distância em relação ao chamado marco zero, que quase sempre fica no centro da cidade. Esse ponto é a principal referência para determinar onde fica o começo da via e indicar qual lado recebe casas com números pares ou ímpares.



Alguns casos são mais complicados. Quando a rua é paralela ao marco zero, o início da rua é a ponta que fica mais próxima em linha reta a essa referência. Outro lembrete importante é que nem sempre duas ruas que correm lado a lado têm numeração parecida. Isso só ocorre quando elas nascem em um mesmo ponto (duas travessas que começam em uma avenida maior, por exemplo), o que nem sempre acontece.



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Em São Paulo, quanto mais longe da praça da Sé, maior a numeração.



1. O passo inicial para numerar casas é determinar onde fica o começo da rua. Em São Paulo, o início da via é definido como a ponta mais próxima da praça da Sé, que fica bem no centro da cidade. Essa definição também serve para indicar qual lado da via terá números pares ou ímpares. Caminhando do início para o fim, os técnicos colocam números pares nas casas do lado direito e ímpares nos imóveis do lado esquerdo



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2. A etapa seguinte é a numeração propriamente dita. Para isso, os técnicos medem quantos metros separam o começo da via da entrada de pedestres da casa (ou do meio do terreno, no caso das áreas vazias). Geralmente, é essa distância que define o número do imóvel, mas dá para arredondar. Por exemplo, se a medida deu 36 metros, mas a casa fica no lado ímpar, vale o bom senso: o número final será o ímpar seguinte mais próximo — no caso, o 37



3. Como o mapa da cidade não é estático, a rua pode crescer e os números mudam. A situação mais simples ocorre quando a via é espichada a partir do trecho final. Nesse caso, como o início permanece o mesmo, a numeração das casas antigas não muda, e as novas construções vão seguir a seqüência já estabelecida



4. O caso mais complicado é quando a rua aumenta no trecho inicial. Como o começo da via muda, a numeração tem que ser alterada. Segundo a lei paulistana, os habitantes podem usar os números antigos por um período máximo de um ano após as modificações. Mas, como não há multa para quem desrespeita a regra, os algarismos velhos perduram em várias vias esticadas. Na avenida Brigadeiro Faria Lima, prolongada em 1996, muitos prédios mantêm até hoje a numeração antiga ao lado da nova



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