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É verdade que cerveja feita de milho é pior?

Publicado por TV Minas em 28/07/2018

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A desinformação ficou tão grande no meio cervejeiro que ganhou um apelido: "mimimilho".

 

Não necessariamente. A cerveja é feita a partir da fermentação alcoólica do malte de cereais, principalmente a cevada. O malte, por sua vez, é obtido por meio da germinação artificial e da secagem do cereal.

 

Mas nem sempre a cerveja é 100% de cereais maltados. É aí que entra o milho. Por lei, a bebida tem que ter no mínimo 55% de malte. Então até 45% podem ser os chamados cereais não maltados, que variam de acordo com a disponibilidade de matéria-prima e as características que se quer dar à cerveja – como a leveza, já que os não maltados geram álcool sem deixar a bebida mais encorpada. O milho é mais comum na América do Sul, assim como o arroz nos EUA, a aveia na Europa e o sorgo na África.

 

Como os cereais não maltados barateiam a produção de grandes fabricantes, eles passaram a ser vistos como vilões nos últimos anos. Mas isso não faz sentido. Assim como “puro malte” nem sempre é sinônimo de qualidade, cervejas de milho podem ser muito boas. Entre as micro e pequenas cervejarias, cereais não maltados servem, muitas vezes, como estímulo à criatividade. A Flying Dog, uma das mais celebradas dos EUA, lançou a Agave Cerveza (de milho e agave, a matéria-prima da tequila), enquanto a dinamarquesa Amager, em parceria com a carioca 2cabeças, fez a Marry Me in Rio, que tem milho, arroz e uma respeitável nota 87 no site de avaliações RateBeer. Os exemplos se acumulam e mostram que o milho pode ser mais um aliado do que um vilão.

 

 

Espiga de história

 

Apesar da birra recente, o milho está há tempos na vida da cerveja:

 

  • Incas - Bem antes da invasão dos europeus, povos andinos faziam chicha, bebida fermentada de milho. Ela existe até hoje em países como o Peru.

 

  • Bélgica Medieval - A abadia Leffe produz cerveja desde o século 13. Hoje ela faz alguns dos rótulos mais tradicionais e bem avaliados da Bélgica. Com milho.

 

  • Treze Colônias - Os primeiros colonizadores dos EUA faziam cerveja de milho – e os imigrantes alemães no país, no século 19, vendiam a versão com milho a um valor mais alto que a de puro malte

A desinformação ficou tão grande no meio cervejeiro que ganhou um apelido: "mimimilho".


 


Não necessariamente. A cerveja é feita a partir da fermentação alcoólica do malte de cereais, principalmente a cevada. O malte, por sua vez, é obtido por meio da germinação artificial e da secagem do cereal.


 


Mas nem sempre a cerveja é 100% de cereais maltados. É aí que entra o milho. Por lei, a bebida tem que ter no mínimo 55% de malte. Então até 45% podem ser os chamados cereais não maltados, que variam de acordo com a disponibilidade de matéria-prima e as características que se quer dar à cerveja – como a leveza, já que os não maltados geram álcool sem deixar a bebida mais encorpada. O milho é mais comum na América do Sul, assim como o arroz nos EUA, a aveia na Europa e o sorgo na África.


 


Como os cereais não maltados barateiam a produção de grandes fabricantes, eles passaram a ser vistos como vilões nos últimos anos. Mas isso não faz sentido. Assim como “puro malte” nem sempre é sinônimo de qualidade, cervejas de milho podem ser muito boas. Entre as micro e pequenas cervejarias, cereais não maltados servem, muitas vezes, como estímulo à criatividade. A Flying Dog, uma das mais celebradas dos EUA, lançou a Agave Cerveza (de milho e agave, a matéria-prima da tequila), enquanto a dinamarquesa Amager, em parceria com a carioca 2cabeças, fez a Marry Me in Rio, que tem milho, arroz e uma respeitável nota 87 no site de avaliações RateBeer. Os exemplos se acumulam e mostram que o milho pode ser mais um aliado do que um vilão.


PATROCINADORES

 


 


Espiga de história


 


Apesar da birra recente, o milho está há tempos na vida da cerveja:


 

  • Incas - Bem antes da invasão dos europeus, povos andinos faziam chicha, bebida fermentada de milho. Ela existe até hoje em países como o Peru.

 

  • Bélgica Medieval - A abadia Leffe produz cerveja desde o século 13. Hoje ela faz alguns dos rótulos mais tradicionais e bem avaliados da Bélgica. Com milho.

 

  • Treze Colônias - Os primeiros colonizadores dos EUA faziam cerveja de milho – e os imigrantes alemães no país, no século 19, vendiam a versão com milho a um valor mais alto que a de puro malte

A desinformação ficou tão grande no meio cervejeiro que ganhou um apelido: "mimimilho".



Não necessariamente. A cerveja é feita a partir da fermentação alcoólica do malte de cereais, principalmente a cevada. O malte, por sua vez, é obtido por meio da germinação artificial e da secagem do cereal.



Mas nem sempre a cerveja é 100% de cereais maltados. É aí que entra o milho. Por lei, a bebida tem que ter no mínimo 55% de malte. Então até 45% podem ser os chamados cereais não maltados, que variam de acordo com a disponibilidade de matéria-prima e as características que se quer dar à cerveja – como a leveza, já que os não maltados geram álcool sem deixar a bebida mais encorpada. O milho é mais comum na América do Sul, assim como o arroz nos EUA, a aveia na Europa e o sorgo na África.



PATROCINADORES

Como os cereais não maltados barateiam a produção de grandes fabricantes, eles passaram a ser vistos como vilões nos últimos anos. Mas isso não faz sentido. Assim como “puro malte” nem sempre é sinônimo de qualidade, cervejas de milho podem ser muito boas. Entre as micro e pequenas cervejarias, cereais não maltados servem, muitas vezes, como estímulo à criatividade. A Flying Dog, uma das mais celebradas dos EUA, lançou a Agave Cerveza (de milho e agave, a matéria-prima da tequila), enquanto a dinamarquesa Amager, em parceria com a carioca 2cabeças, fez a Marry Me in Rio, que tem milho, arroz e uma respeitável nota 87 no site de avaliações RateBeer. Os exemplos se acumulam e mostram que o milho pode ser mais um aliado do que um vilão.



Espiga de história



PATROCINADORES

Apesar da birra recente, o milho está há tempos na vida da cerveja:



 

  • Incas - Bem antes da invasão dos europeus, povos andinos faziam chicha, bebida fermentada de milho. Ela existe até hoje em países como o Peru.


 

  • Bélgica Medieval - A abadia Leffe produz cerveja desde o século 13. Hoje ela faz alguns dos rótulos mais tradicionais e bem avaliados da Bélgica. Com milho.


 

  • Treze Colônias - Os primeiros colonizadores dos EUA faziam cerveja de milho – e os imigrantes alemães no país, no século 19, vendiam a versão com milho a um valor mais alto que a de puro malte


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