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Começam a valer sanções unilaterais dos EUA contra o Irã

Publicado por TV Minas em 07/08/2018

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Medidas, que atingem de setor de aviação a petróleo e gás, devem ter graves consequências para a economia iraniana.

 

Os Estados Unidos começaram a aplicar nesta terça-feira (7) uma série de sanções contra o Irã para impor pressão econômica e financeira sobre o regime, meses depois da retirada unilateral de Washington do acordo histórico sobre o programa nuclear iraniano assinado em 2015.

 

O presidente iraniano, Hassan Rohani, acusou Washington de “querer lançar uma guerra psicológica contra a nação iraniana e provocar divergências” entre os cidadãos do país.

 

O presidente americano Donald Trump voltou a usar palavras duras a respeito do Irã, país que não tem relações diplomáticas desde 1980 com os Estados Unidos, ao mesmo tempo que fez um apelo à negociação. “O regime iraniano tem uma opção, afirmou o presidente americano. “Pode mudar sua atitude ameaçadora e desestabilizadora e se reintegrar à economia mundial ou pode continuar na rota do isolamento econômico”.

 

“Continuo aberto a alcançar um acordo mais amplo que aborde toda a gama de atividades malignas do regime, incluindo seu programa de mísseis balísticos e seu apoio ao terrorismo”, completou.

 

 

Ameaças

 

Trump também ameaçou, nesta terça-feira (7), outras nações que decidam descumprir as sanções. Segundo ele, nenhum país que estiver mantendo negócios com o país persa poderá fazer o mesmo com os americanos. Além disso, o presidente disse que as sanções contra Teerã devem ser endurecidas em novembro.

 

“As sanções contra o Irã foram oficialmente lançadas. Elas são as mais duras sanções já impostas e em novembro serão levadas a outro nível”, afirmou Trump em mensagem no Twitter. “Qualquer um que manter negócios com o Irã NÃO fará negócios com os Estados Unidos. Eu estou pedindo a PAZ MUNDIAL, nada menos!”, escreveu.

 

 

As sanções

 

A primeira rodada de sanções americana, que entrou em vigor nesta terça-feira às 00h01 de Washington (01h01 de Brasília), inclui bloqueios às transações financeiras e às importações de matérias-primas, além de medidas para impedir as compras no setor automotivo e de aviação comercial.

 

Em novembro, uma segunda fase de sanções se concentrará no setor de petróleo e gás, assim como no Banco Central. As medidas provavelmente terão graves consequências para a economia iraniana, já castigada por uma elevada taxa de desemprego e pela inflação. A moeda do país, o rial, perdeu quase metade de seu valor desde que Trump anunciou sua decisão.

 

Trump, que adotou uma atitude muito hostil a respeito do Irã desde que chegou ao poder, quer intensificar a pressão sobre Teerã para que mude de comportamento. Ele critica, entre outras coisas, o apoio do país ao presidente sírio Bashar Assad, aos rebeldes houthis no Iêmen e ao movimento palestino Hamas em Gaza.

 

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, disse que o bloco, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, lamentam profundamente a decisão de Washington.

 

“Estamos determinados a proteger os operadores econômicos europeus que estão envolvidos em negócios legítimos com o Irã”, disse.

 

 

Novo acordo?

 

Depois de meses de retórica violenta, na semana passada Trump surpreendeu, ao afirmar que estava disposto a se reunir com os dirigentes iranianos, sem condições prévias.

 

Mas o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, afirmou ser difícil imaginar uma renegociação do programa nuclear iraniano alcançado em 2015, após anos de negociações entre o Irã e as potências ocidentais (EUA, Reino Unido, França e Alemanha, além de Rússia e China).

 

O acordo tem como objetivo garantir o caráter estritamente pacífico das atividades nucleares da República Islâmica em troca do fim progressivo das sanções econômicas.

 

Ao falar sobre a ideia de Trump de negociar, Rohani insistiu que não faz sentido propor novas conversações ao mesmo tempo que restabelece as sanções contra seu país.

 

“Se você é um inimigo e enfia uma faca em alguém e em seguida diz que quer negociar, a primeira coisa a fazer é tirar a faca”, disse Rohani em entrevista, na qual afirmou ainda que seu pais “sempre esteve aberto às negociações.

 

“Como eles podem mostrar que são dignos de confiança? Voltando ao JCPOA”, afirmou, referindo-se ao acordo nuclear concluído de 2015.

 

 

Desvalorização e protestos

 

O Irã registrou greves e protestos em várias cidades nos últimos dias pela falta de água e preços elevados, ao mesmo tempo em que aumenta a insatisfação com o sistema político entre a população. Além disso, muitas grandes empresas europeias estão deixando o Irã por medo de sanções.

 

Rohani abrandou as regras cambiais no domingo (5), permitindo a importação ilimitada de moeda estrangeira e ouro livres de impostos, assim como a reabertura de casas de câmbio após uma tentativa fracassada de fixar o valor do rial em abril, o que provocou uma grande movimentação no mercado negro.

Medidas, que atingem de setor de aviação a petróleo e gás, devem ter graves consequências para a economia iraniana.


 


Os Estados Unidos começaram a aplicar nesta terça-feira (7) uma série de sanções contra o Irã para impor pressão econômica e financeira sobre o regime, meses depois da retirada unilateral de Washington do acordo histórico sobre o programa nuclear iraniano assinado em 2015.


 


O presidente iraniano, Hassan Rohani, acusou Washington de “querer lançar uma guerra psicológica contra a nação iraniana e provocar divergências” entre os cidadãos do país.


 


O presidente americano Donald Trump voltou a usar palavras duras a respeito do Irã, país que não tem relações diplomáticas desde 1980 com os Estados Unidos, ao mesmo tempo que fez um apelo à negociação. “O regime iraniano tem uma opção, afirmou o presidente americano. “Pode mudar sua atitude ameaçadora e desestabilizadora e se reintegrar à economia mundial ou pode continuar na rota do isolamento econômico”.


 


“Continuo aberto a alcançar um acordo mais amplo que aborde toda a gama de atividades malignas do regime, incluindo seu programa de mísseis balísticos e seu apoio ao terrorismo”, completou.


 


 


Ameaças


 


Trump também ameaçou, nesta terça-feira (7), outras nações que decidam descumprir as sanções. Segundo ele, nenhum país que estiver mantendo negócios com o país persa poderá fazer o mesmo com os americanos. Além disso, o presidente disse que as sanções contra Teerã devem ser endurecidas em novembro.


 


“As sanções contra o Irã foram oficialmente lançadas. Elas são as mais duras sanções já impostas e em novembro serão levadas a outro nível”, afirmou Trump em mensagem no Twitter. “Qualquer um que manter negócios com o Irã NÃO fará negócios com os Estados Unidos. Eu estou pedindo a PAZ MUNDIAL, nada menos!”, escreveu.


 


 


As sanções


 


A primeira rodada de sanções americana, que entrou em vigor nesta terça-feira às 00h01 de Washington (01h01 de Brasília), inclui bloqueios às transações financeiras e às importações de matérias-primas, além de medidas para impedir as compras no setor automotivo e de aviação comercial.


 


Em novembro, uma segunda fase de sanções se concentrará no setor de petróleo e gás, assim como no Banco Central. As medidas provavelmente terão graves consequências para a economia iraniana, já castigada por uma elevada taxa de desemprego e pela inflação. A moeda do país, o rial, perdeu quase metade de seu valor desde que Trump anunciou sua decisão.


 


Trump, que adotou uma atitude muito hostil a respeito do Irã desde que chegou ao poder, quer intensificar a pressão sobre Teerã para que mude de comportamento. Ele critica, entre outras coisas, o apoio do país ao presidente sírio Bashar Assad, aos rebeldes houthis no Iêmen e ao movimento palestino Hamas em Gaza.


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A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, disse que o bloco, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, lamentam profundamente a decisão de Washington.


 


“Estamos determinados a proteger os operadores econômicos europeus que estão envolvidos em negócios legítimos com o Irã”, disse.


 


 


Novo acordo?


 


Depois de meses de retórica violenta, na semana passada Trump surpreendeu, ao afirmar que estava disposto a se reunir com os dirigentes iranianos, sem condições prévias.


 


Mas o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, afirmou ser difícil imaginar uma renegociação do programa nuclear iraniano alcançado em 2015, após anos de negociações entre o Irã e as potências ocidentais (EUA, Reino Unido, França e Alemanha, além de Rússia e China).


 


O acordo tem como objetivo garantir o caráter estritamente pacífico das atividades nucleares da República Islâmica em troca do fim progressivo das sanções econômicas.


 


Ao falar sobre a ideia de Trump de negociar, Rohani insistiu que não faz sentido propor novas conversações ao mesmo tempo que restabelece as sanções contra seu país.


 


“Se você é um inimigo e enfia uma faca em alguém e em seguida diz que quer negociar, a primeira coisa a fazer é tirar a faca”, disse Rohani em entrevista, na qual afirmou ainda que seu pais “sempre esteve aberto às negociações.


 


“Como eles podem mostrar que são dignos de confiança? Voltando ao JCPOA”, afirmou, referindo-se ao acordo nuclear concluído de 2015.


 


 


Desvalorização e protestos


 


O Irã registrou greves e protestos em várias cidades nos últimos dias pela falta de água e preços elevados, ao mesmo tempo em que aumenta a insatisfação com o sistema político entre a população. Além disso, muitas grandes empresas europeias estão deixando o Irã por medo de sanções.


 


Rohani abrandou as regras cambiais no domingo (5), permitindo a importação ilimitada de moeda estrangeira e ouro livres de impostos, assim como a reabertura de casas de câmbio após uma tentativa fracassada de fixar o valor do rial em abril, o que provocou uma grande movimentação no mercado negro.


Medidas, que atingem de setor de aviação a petróleo e gás, devem ter graves consequências para a economia iraniana.



Os Estados Unidos começaram a aplicar nesta terça-feira (7) uma série de sanções contra o Irã para impor pressão econômica e financeira sobre o regime, meses depois da retirada unilateral de Washington do acordo histórico sobre o programa nuclear iraniano assinado em 2015.



O presidente iraniano, Hassan Rohani, acusou Washington de “querer lançar uma guerra psicológica contra a nação iraniana e provocar divergências” entre os cidadãos do país.



O presidente americano Donald Trump voltou a usar palavras duras a respeito do Irã, país que não tem relações diplomáticas desde 1980 com os Estados Unidos, ao mesmo tempo que fez um apelo à negociação. “O regime iraniano tem uma opção, afirmou o presidente americano. “Pode mudar sua atitude ameaçadora e desestabilizadora e se reintegrar à economia mundial ou pode continuar na rota do isolamento econômico”.



“Continuo aberto a alcançar um acordo mais amplo que aborde toda a gama de atividades malignas do regime, incluindo seu programa de mísseis balísticos e seu apoio ao terrorismo”, completou.



Ameaças



Trump também ameaçou, nesta terça-feira (7), outras nações que decidam descumprir as sanções. Segundo ele, nenhum país que estiver mantendo negócios com o país persa poderá fazer o mesmo com os americanos. Além disso, o presidente disse que as sanções contra Teerã devem ser endurecidas em novembro.



“As sanções contra o Irã foram oficialmente lançadas. Elas são as mais duras sanções já impostas e em novembro serão levadas a outro nível”, afirmou Trump em mensagem no Twitter. “Qualquer um que manter negócios com o Irã NÃO fará negócios com os Estados Unidos. Eu estou pedindo a PAZ MUNDIAL, nada menos!”, escreveu.



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As sanções



A primeira rodada de sanções americana, que entrou em vigor nesta terça-feira às 00h01 de Washington (01h01 de Brasília), inclui bloqueios às transações financeiras e às importações de matérias-primas, além de medidas para impedir as compras no setor automotivo e de aviação comercial.



Em novembro, uma segunda fase de sanções se concentrará no setor de petróleo e gás, assim como no Banco Central. As medidas provavelmente terão graves consequências para a economia iraniana, já castigada por uma elevada taxa de desemprego e pela inflação. A moeda do país, o rial, perdeu quase metade de seu valor desde que Trump anunciou sua decisão.



Trump, que adotou uma atitude muito hostil a respeito do Irã desde que chegou ao poder, quer intensificar a pressão sobre Teerã para que mude de comportamento. Ele critica, entre outras coisas, o apoio do país ao presidente sírio Bashar Assad, aos rebeldes houthis no Iêmen e ao movimento palestino Hamas em Gaza.



A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, disse que o bloco, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, lamentam profundamente a decisão de Washington.



“Estamos determinados a proteger os operadores econômicos europeus que estão envolvidos em negócios legítimos com o Irã”, disse.



Novo acordo?



Depois de meses de retórica violenta, na semana passada Trump surpreendeu, ao afirmar que estava disposto a se reunir com os dirigentes iranianos, sem condições prévias.



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Mas o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, afirmou ser difícil imaginar uma renegociação do programa nuclear iraniano alcançado em 2015, após anos de negociações entre o Irã e as potências ocidentais (EUA, Reino Unido, França e Alemanha, além de Rússia e China).



O acordo tem como objetivo garantir o caráter estritamente pacífico das atividades nucleares da República Islâmica em troca do fim progressivo das sanções econômicas.



Ao falar sobre a ideia de Trump de negociar, Rohani insistiu que não faz sentido propor novas conversações ao mesmo tempo que restabelece as sanções contra seu país.



“Se você é um inimigo e enfia uma faca em alguém e em seguida diz que quer negociar, a primeira coisa a fazer é tirar a faca”, disse Rohani em entrevista, na qual afirmou ainda que seu pais “sempre esteve aberto às negociações.



“Como eles podem mostrar que são dignos de confiança? Voltando ao JCPOA”, afirmou, referindo-se ao acordo nuclear concluído de 2015.



Desvalorização e protestos



O Irã registrou greves e protestos em várias cidades nos últimos dias pela falta de água e preços elevados, ao mesmo tempo em que aumenta a insatisfação com o sistema político entre a população. Além disso, muitas grandes empresas europeias estão deixando o Irã por medo de sanções.



Rohani abrandou as regras cambiais no domingo (5), permitindo a importação ilimitada de moeda estrangeira e ouro livres de impostos, assim como a reabertura de casas de câmbio após uma tentativa fracassada de fixar o valor do rial em abril, o que provocou uma grande movimentação no mercado negro.



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