news:

Bem Estar

Último surto de febre amarela no Brasil se originou em macacos, diz estudo

Publicado por TV Minas em 27/08/2018

foto_principal.jpg

Pesquisadores também sequenciaram 62 genomas de febre amarela em humanos infectados e primatas dos estados brasileiros mais afetados.

 

O maior surto de febre amarela no Brasil nas últimas décadas, com mais de 2 mil casos confirmados e 676 mortes entre dezembro de 2016 e março de 2018, se originou em primatas não humanos em áreas de floresta e depois foi transmitido às pessoas, segundo um estudo publicado na última quinta-feira (23) na revista científica “Science”.

 

Para compreender como o surto começou, a equipe liderada por Nuno Faria, da Universidade de Oxford, analisou dados epidemiológicos, espaciais e genômicos da região, e os comparou com uma série de casos confirmados em pessoas e primatas não humanos em um período específico de tempo.

 

Os pesquisadores descobriram que havia uma diferença de quatro dias nos casos de infecção em humanos em comparação com os primatas e que o risco de febre amarela era maior para as pessoas que residiam ou trabalhavam em áreas de floresta, onde os mosquitos que geralmente picam os macacos podem morder e transmitir o vírus para os humanos.

 

Os resultados foram “surpreendentes”, apontou Faria, que explicou que, em áreas próximas à origem do surto, 85% dos casos foram em homens, que estão mais suscetíveis a entrar em áreas remotas de floresta que as mulheres.

 

Os pesquisadores também sequenciaram 62 genomas de febre amarela em humanos infectados e primatas dos estados brasileiros mais afetados pelo surto, comparando estes genomas com os divulgados anteriormente.

 

Os dados sugerem que o surto de 2017 foi provavelmente causado por uma cepa introduzida a partir de uma área endêmica, possivelmente na região do norte ou centro-leste do Brasil, mais do que pelo ressurgimento de uma linhagem que tinha persistido no estado de Minas Gerais, como outros relatórios tinham indicado.

 

Embora a epidemia tenha provavelmente começado em primatas não humanos, a propagação do vírus “parece ter sido ajudada pela atividade humana”, por exemplo, pelo transporte de mosquitos infectados em veículos e pelo comércio ilegal de animais silvestres, especificamente macacos, de acordo com os autores.

 

Apesar de existir uma vacina efetiva contra a febre amarela, o vírus causa entre 29 mil e 60 mil mortes anualmente na América do Sul e na África, as duas regiões mais afetadas pela doença.

Pesquisadores também sequenciaram 62 genomas de febre amarela em humanos infectados e primatas dos estados brasileiros mais afetados.


 


O maior surto de febre amarela no Brasil nas últimas décadas, com mais de 2 mil casos confirmados e 676 mortes entre dezembro de 2016 e março de 2018, se originou em primatas não humanos em áreas de floresta e depois foi transmitido às pessoas, segundo um estudo publicado na última quinta-feira (23) na revista científica “Science”.


 


Para compreender como o surto começou, a equipe liderada por Nuno Faria, da Universidade de Oxford, analisou dados epidemiológicos, espaciais e genômicos da região, e os comparou com uma série de casos confirmados em pessoas e primatas não humanos em um período específico de tempo.


 


Os pesquisadores descobriram que havia uma diferença de quatro dias nos casos de infecção em humanos em comparação com os primatas e que o risco de febre amarela era maior para as pessoas que residiam ou trabalhavam em áreas de floresta, onde os mosquitos que geralmente picam os macacos podem morder e transmitir o vírus para os humanos.


 


PATROCINADORES

Os resultados foram “surpreendentes”, apontou Faria, que explicou que, em áreas próximas à origem do surto, 85% dos casos foram em homens, que estão mais suscetíveis a entrar em áreas remotas de floresta que as mulheres.


 


Os pesquisadores também sequenciaram 62 genomas de febre amarela em humanos infectados e primatas dos estados brasileiros mais afetados pelo surto, comparando estes genomas com os divulgados anteriormente.


 


Os dados sugerem que o surto de 2017 foi provavelmente causado por uma cepa introduzida a partir de uma área endêmica, possivelmente na região do norte ou centro-leste do Brasil, mais do que pelo ressurgimento de uma linhagem que tinha persistido no estado de Minas Gerais, como outros relatórios tinham indicado.


 


Embora a epidemia tenha provavelmente começado em primatas não humanos, a propagação do vírus “parece ter sido ajudada pela atividade humana”, por exemplo, pelo transporte de mosquitos infectados em veículos e pelo comércio ilegal de animais silvestres, especificamente macacos, de acordo com os autores.


 


Apesar de existir uma vacina efetiva contra a febre amarela, o vírus causa entre 29 mil e 60 mil mortes anualmente na América do Sul e na África, as duas regiões mais afetadas pela doença.


Pesquisadores também sequenciaram 62 genomas de febre amarela em humanos infectados e primatas dos estados brasileiros mais afetados.



O maior surto de febre amarela no Brasil nas últimas décadas, com mais de 2 mil casos confirmados e 676 mortes entre dezembro de 2016 e março de 2018, se originou em primatas não humanos em áreas de floresta e depois foi transmitido às pessoas, segundo um estudo publicado na última quinta-feira (23) na revista científica “Science”.



Para compreender como o surto começou, a equipe liderada por Nuno Faria, da Universidade de Oxford, analisou dados epidemiológicos, espaciais e genômicos da região, e os comparou com uma série de casos confirmados em pessoas e primatas não humanos em um período específico de tempo.



PATROCINADORES

Os pesquisadores descobriram que havia uma diferença de quatro dias nos casos de infecção em humanos em comparação com os primatas e que o risco de febre amarela era maior para as pessoas que residiam ou trabalhavam em áreas de floresta, onde os mosquitos que geralmente picam os macacos podem morder e transmitir o vírus para os humanos.



Os resultados foram “surpreendentes”, apontou Faria, que explicou que, em áreas próximas à origem do surto, 85% dos casos foram em homens, que estão mais suscetíveis a entrar em áreas remotas de floresta que as mulheres.



PATROCINADORES

Os pesquisadores também sequenciaram 62 genomas de febre amarela em humanos infectados e primatas dos estados brasileiros mais afetados pelo surto, comparando estes genomas com os divulgados anteriormente.



Os dados sugerem que o surto de 2017 foi provavelmente causado por uma cepa introduzida a partir de uma área endêmica, possivelmente na região do norte ou centro-leste do Brasil, mais do que pelo ressurgimento de uma linhagem que tinha persistido no estado de Minas Gerais, como outros relatórios tinham indicado.



Embora a epidemia tenha provavelmente começado em primatas não humanos, a propagação do vírus “parece ter sido ajudada pela atividade humana”, por exemplo, pelo transporte de mosquitos infectados em veículos e pelo comércio ilegal de animais silvestres, especificamente macacos, de acordo com os autores.



Apesar de existir uma vacina efetiva contra a febre amarela, o vírus causa entre 29 mil e 60 mil mortes anualmente na América do Sul e na África, as duas regiões mais afetadas pela doença.



Veja Também