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Sul de Minas

Empresários sul-mineiros são presos por sonegação e lavagem de dinheiro

Publicado por TV Minas em 20/10/2018

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Com o valor desviado dos cofres públicos, os investigados montaram restaurante, cervejaria e hotel, para a lavagem de dinheiro.

 

A Operação realizada ontem pelo Ministério Público de Minas Gerais prendeu oito pessoas por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Nomeada como “Irmãos Ostentação”, entre os principais presos, estão os irmãos José Elias da Silva Júnior, o Buta, e Luciano José da Silva, conhecido como Bozó, de Passos.

 

Os mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Passos, Capitólio, Belo Horizonte e Contagem, segundo informações do Ministério Público e da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF). A estimativa é que o prejuízo em dívidas fiscais atinja cerca de R$10 milhões. Participaram da ação 42 policiais civis, três promotores de justiça e 40 servidores da Receita Estadual.

 

Segundo o MP, a suspeita é de que os irmãos José e Luciano comandavam um esquema com negócios em Capitólio e na região metropolitana de Belo Horizonte, onde teriam começado com empresas nos segmentos de comércio e distribuição de produtos alimentícios.

 

Além de José Elias Silva Júnior e Luciano José da Silva, também foram presos, ontem, Álvaro Silva Araújo Neto, Anna Carolina Silva Nunes e Vilmar Francisco Frias da Silveira. Eles foram levados para uma delegacia em Belo Horizonte.

 

Segundo informações do promotor de justiça Renato Froes Ferreira, os irmãos José e Luciano comandavam o grupo empresarial e os laranjas eram pessoas de confiança, como mãe e sobrinhos. O esquema teria se iniciado por volta de 2011 e as investigações começaram há dois anos, quando funcionários fizeram denúncias anônimas.

 

“Nós recebemos algumas denúncias anônimas com relação a uma das empresas, que hoje nós verificamos que pertencem a esses investigados. Essa empresa é sediada em Ribeirão das Neves e, quando nós começamos a investigar, verificamos que realmente havia um passivo tributário. A gente começou a investigar a sonegação fiscal e verificamos que essa empresa era devedora. Na verdade, ela fazia parte de um grupo empresarial que era comandado, de fato, por esses dois irmãos”, disse.

 

Segundo o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), as empresas foram mantidas em funcionamento por um período de tempo suficiente para atingir solidez econômica. Depois foram propositalmente esvaziadas, deixando para trás a dívida milionária de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

 

Sendo assim, com o valor desviado dos cofres públicos, os investigados montaram restaurante, cervejaria e hotel. Usados para a lavagem de dinheiro, dificultando a identificação dos bens ilicitamente adquiridos e seus reais proprietários.

 

Segundo o MP, foi criada uma nova empresa atacadista em Contagem, na região das Centrais de Abastecimento (Ceasa) e com filial na cidade de Passos, também suspeita de sonegação.

 

Para isso, como forma de garantir o anonimato diante da fiscalização e não levantar suspeitas, os novos empreendimentos foram assumidos por laranjas. A maioria deles parentes dos investigados que continuaram, de fato, à frente dos negócios.

 

O Ministério Público afirma que as fraudes renderam milhões de reais aos investigados e que eles ostentavam sinais exteriores de riqueza, esbanjando nas redes sociais uma vida luxuosa, com carros de luxo, por exemplo.

 

Segundo a Polícia Civil, só o restaurante instalado próximo à conhecida região de Escarpas do Lago estaria avaliado em torno de R$20 milhões.

 

Além do prejuízo já apurado, estimativas da Receita Estadual apontam para a existência de uma dívida fiscal ainda maior. De acordo com o MP, o valor só poderá ser estimado após análise do material apreendido na operação.

Com o valor desviado dos cofres públicos, os investigados montaram restaurante, cervejaria e hotel, para a lavagem de dinheiro.


 


A Operação realizada ontem pelo Ministério Público de Minas Gerais prendeu oito pessoas por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Nomeada como “Irmãos Ostentação”, entre os principais presos, estão os irmãos José Elias da Silva Júnior, o Buta, e Luciano José da Silva, conhecido como Bozó, de Passos.


 


Os mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Passos, Capitólio, Belo Horizonte e Contagem, segundo informações do Ministério Público e da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF). A estimativa é que o prejuízo em dívidas fiscais atinja cerca de R$10 milhões. Participaram da ação 42 policiais civis, três promotores de justiça e 40 servidores da Receita Estadual.


 


Segundo o MP, a suspeita é de que os irmãos José e Luciano comandavam um esquema com negócios em Capitólio e na região metropolitana de Belo Horizonte, onde teriam começado com empresas nos segmentos de comércio e distribuição de produtos alimentícios.


 


Além de José Elias Silva Júnior e Luciano José da Silva, também foram presos, ontem, Álvaro Silva Araújo Neto, Anna Carolina Silva Nunes e Vilmar Francisco Frias da Silveira. Eles foram levados para uma delegacia em Belo Horizonte.


 


Segundo informações do promotor de justiça Renato Froes Ferreira, os irmãos José e Luciano comandavam o grupo empresarial e os laranjas eram pessoas de confiança, como mãe e sobrinhos. O esquema teria se iniciado por volta de 2011 e as investigações começaram há dois anos, quando funcionários fizeram denúncias anônimas.


 


“Nós recebemos algumas denúncias anônimas com relação a uma das empresas, que hoje nós verificamos que pertencem a esses investigados. Essa empresa é sediada em Ribeirão das Neves e, quando nós começamos a investigar, verificamos que realmente havia um passivo tributário. A gente começou a investigar a sonegação fiscal e verificamos que essa empresa era devedora. Na verdade, ela fazia parte de um grupo empresarial que era comandado, de fato, por esses dois irmãos”, disse.


PATROCINADORES

 


Segundo o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), as empresas foram mantidas em funcionamento por um período de tempo suficiente para atingir solidez econômica. Depois foram propositalmente esvaziadas, deixando para trás a dívida milionária de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).


 


Sendo assim, com o valor desviado dos cofres públicos, os investigados montaram restaurante, cervejaria e hotel. Usados para a lavagem de dinheiro, dificultando a identificação dos bens ilicitamente adquiridos e seus reais proprietários.


 


Segundo o MP, foi criada uma nova empresa atacadista em Contagem, na região das Centrais de Abastecimento (Ceasa) e com filial na cidade de Passos, também suspeita de sonegação.


 


Para isso, como forma de garantir o anonimato diante da fiscalização e não levantar suspeitas, os novos empreendimentos foram assumidos por laranjas. A maioria deles parentes dos investigados que continuaram, de fato, à frente dos negócios.


 


O Ministério Público afirma que as fraudes renderam milhões de reais aos investigados e que eles ostentavam sinais exteriores de riqueza, esbanjando nas redes sociais uma vida luxuosa, com carros de luxo, por exemplo.


 


Segundo a Polícia Civil, só o restaurante instalado próximo à conhecida região de Escarpas do Lago estaria avaliado em torno de R$20 milhões.


 


Além do prejuízo já apurado, estimativas da Receita Estadual apontam para a existência de uma dívida fiscal ainda maior. De acordo com o MP, o valor só poderá ser estimado após análise do material apreendido na operação.


Com o valor desviado dos cofres públicos, os investigados montaram restaurante, cervejaria e hotel, para a lavagem de dinheiro.



A Operação realizada ontem pelo Ministério Público de Minas Gerais prendeu oito pessoas por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Nomeada como “Irmãos Ostentação”, entre os principais presos, estão os irmãos José Elias da Silva Júnior, o Buta, e Luciano José da Silva, conhecido como Bozó, de Passos.



Os mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Passos, Capitólio, Belo Horizonte e Contagem, segundo informações do Ministério Público e da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF). A estimativa é que o prejuízo em dívidas fiscais atinja cerca de R$10 milhões. Participaram da ação 42 policiais civis, três promotores de justiça e 40 servidores da Receita Estadual.



Segundo o MP, a suspeita é de que os irmãos José e Luciano comandavam um esquema com negócios em Capitólio e na região metropolitana de Belo Horizonte, onde teriam começado com empresas nos segmentos de comércio e distribuição de produtos alimentícios.



Além de José Elias Silva Júnior e Luciano José da Silva, também foram presos, ontem, Álvaro Silva Araújo Neto, Anna Carolina Silva Nunes e Vilmar Francisco Frias da Silveira. Eles foram levados para uma delegacia em Belo Horizonte.



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Segundo informações do promotor de justiça Renato Froes Ferreira, os irmãos José e Luciano comandavam o grupo empresarial e os laranjas eram pessoas de confiança, como mãe e sobrinhos. O esquema teria se iniciado por volta de 2011 e as investigações começaram há dois anos, quando funcionários fizeram denúncias anônimas.



“Nós recebemos algumas denúncias anônimas com relação a uma das empresas, que hoje nós verificamos que pertencem a esses investigados. Essa empresa é sediada em Ribeirão das Neves e, quando nós começamos a investigar, verificamos que realmente havia um passivo tributário. A gente começou a investigar a sonegação fiscal e verificamos que essa empresa era devedora. Na verdade, ela fazia parte de um grupo empresarial que era comandado, de fato, por esses dois irmãos”, disse.



Segundo o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), as empresas foram mantidas em funcionamento por um período de tempo suficiente para atingir solidez econômica. Depois foram propositalmente esvaziadas, deixando para trás a dívida milionária de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).



Sendo assim, com o valor desviado dos cofres públicos, os investigados montaram restaurante, cervejaria e hotel. Usados para a lavagem de dinheiro, dificultando a identificação dos bens ilicitamente adquiridos e seus reais proprietários.



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Segundo o MP, foi criada uma nova empresa atacadista em Contagem, na região das Centrais de Abastecimento (Ceasa) e com filial na cidade de Passos, também suspeita de sonegação.



Para isso, como forma de garantir o anonimato diante da fiscalização e não levantar suspeitas, os novos empreendimentos foram assumidos por laranjas. A maioria deles parentes dos investigados que continuaram, de fato, à frente dos negócios.



O Ministério Público afirma que as fraudes renderam milhões de reais aos investigados e que eles ostentavam sinais exteriores de riqueza, esbanjando nas redes sociais uma vida luxuosa, com carros de luxo, por exemplo.



Segundo a Polícia Civil, só o restaurante instalado próximo à conhecida região de Escarpas do Lago estaria avaliado em torno de R$20 milhões.



Além do prejuízo já apurado, estimativas da Receita Estadual apontam para a existência de uma dívida fiscal ainda maior. De acordo com o MP, o valor só poderá ser estimado após análise do material apreendido na operação.



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