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Depredações em igrejas revoltam duas cidades mineiras

Publicado por TV Minas em 23/10/2018

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Ataques em igrejas causam indignação em duas cidades. Em Lafaiete, imagem de origem francesa foi destruída. Em São João del-Rei, PF é acionada após depredação de anjo barroco.

 

Duas agressões ao patrimônio cultural e religioso de Minas, no fim de semana, revoltam moradores de Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas, e São João del-Rei, no Campo das Vertentes, onde atos de vandalismo deixaram peças sacras em pedaços. Nesta última cidade, na madrugada de domingo, um estudante de psicologia, de 21 anos, natural de Jundiaí (SP), se tornou suspeito de ter subido na porta da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, de 1732, e quebrar um anjo barroco em pedra-sabão e outros adornos que compõem a entrada do templo, localizado na Praça Deputado Augusto das Chagas Viegas, no Centro Histórico.

 

Já em Lafaiete, no sábado, por volta das 16h30, a imagem centenária de Nossa Senhora das Graças, de origem francesa e feita em gesso, se transformou em cacos quando um jovem de 18, aproveitando que o templo estava vazio, entrou na Igreja de São Sebastião e puxou do altar lateral a peça de 1,20 metro de altura. Na noite anterior, a mesma pessoa foi acusada de quebrar vidros do Posto de Saúde da Família (PSF) do Bairro Alto do Guarani, na mesma cidade.

 

Na tarde de ontem, a presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural de São João del-Rei, Ruth Viegas, se mostrava “indignada e triste” com o ataque à Igreja Nossa Senhora do Carmo, que tem tombamento individual e em conjunto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Estamos arrasados. O pior é que, periodicamente, o patrimônio de nossa cidade vem sendo alvo de vandalismo. Estamos sofrendo, pois isso mancha um jovem universitário que veio para cá com o fim de estudar, e não de destruir.”

 

“A Igreja do Carmo ‘abraça’ quem chega a São João del-Rei”, afirmou Ruth, adiantando que, amanhã, haverá uma reunião do conselho para conversar sobre o assunto. “Felizmente, vizinhos acordaram de madrugada e conseguiram recolher os pedaços do anjo, encontrando o rapaz caído e com fraturas múltiplas. A peça será restaurada, mas esperamos que ele pague pelo seu ato”, ressaltou a presidente do conselho. “Há bons profissionais de restauração, aqui e em Congonhas, especializados em pedra-sabão”, acrescentou.

 

Em nota divulgada ontem, o administrador diocesano, padre Dirceu de Oliveira Medeiros, lamentou o ocorrido e pediu mais zelo com o patrimônio religioso, cultural e histórico. Com uma citação bíblica – “O zelo por tua casa me consome” (Sl 69,9) –, disse que a diocese de São João del-Rei, “guardiã de seus bens culturais”, repudiou a agressão e lamentou que “a legislação brasileira não trate com o devido rigor crimes dessa natureza”. E mais: “Solicitamos das autoridades e órgãos competentes as medidas cabíveis. Com espírito cristão, pedimos a punição do responsável e, ao mesmo tempo, desejamos o seu pronto restabelecimento. Por fim, conclamamos a comunidade católica e pessoas de boa vontade a se tornarem guardiãs de nosso rico patrimônio religioso, cultural e histórico”.

 

A direção do Iphan, em Brasília (DF), informa que acionou a Polícia Federal para que sejam tomadas as medidas na esfera criminal no caso do anjo de São João del-Rei, já que o bem é tombado, e adiantou que os pedaços da imagem passarão por vistoria nas mãos de especialistas da autarquia federal. Os dois atos de vandalismo ocorrem no momento em que Iphan, com apoio da Secretaria de Estado da Cultura, dá início a uma nova etapa da campanha de preservação dos bens culturais de Minas, “sob as bênçãos de Santo Onofre”, imagem furtada há 24 anos em Oliveira, na Região Centro-Oeste, e devolvida espontaneamente, em agosto, na sede da superintendência do Iphan em São Paulo (SP).


De acordo com a Polícia Civil em São João del-Rei, o universitário foi preso na hora, já que se machucou muito ao cair da chamada “portada” do templo barroco, de uma altura de seis metros. Ele foi encaminhado para a Santa Casa de Misericórdia. Especialistas fizeram a perícia e testemunhas já foram ouvidas sobre o caso.

Ataques em igrejas causam indignação em duas cidades. Em Lafaiete, imagem de origem francesa foi destruída. Em São João del-Rei, PF é acionada após depredação de anjo barroco.


 


Duas agressões ao patrimônio cultural e religioso de Minas, no fim de semana, revoltam moradores de Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas, e São João del-Rei, no Campo das Vertentes, onde atos de vandalismo deixaram peças sacras em pedaços. Nesta última cidade, na madrugada de domingo, um estudante de psicologia, de 21 anos, natural de Jundiaí (SP), se tornou suspeito de ter subido na porta da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, de 1732, e quebrar um anjo barroco em pedra-sabão e outros adornos que compõem a entrada do templo, localizado na Praça Deputado Augusto das Chagas Viegas, no Centro Histórico.


 


Já em Lafaiete, no sábado, por volta das 16h30, a imagem centenária de Nossa Senhora das Graças, de origem francesa e feita em gesso, se transformou em cacos quando um jovem de 18, aproveitando que o templo estava vazio, entrou na Igreja de São Sebastião e puxou do altar lateral a peça de 1,20 metro de altura. Na noite anterior, a mesma pessoa foi acusada de quebrar vidros do Posto de Saúde da Família (PSF) do Bairro Alto do Guarani, na mesma cidade.


 


Na tarde de ontem, a presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural de São João del-Rei, Ruth Viegas, se mostrava “indignada e triste” com o ataque à Igreja Nossa Senhora do Carmo, que tem tombamento individual e em conjunto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Estamos arrasados. O pior é que, periodicamente, o patrimônio de nossa cidade vem sendo alvo de vandalismo. Estamos sofrendo, pois isso mancha um jovem universitário que veio para cá com o fim de estudar, e não de destruir.”


PATROCINADORES

 


“A Igreja do Carmo ‘abraça’ quem chega a São João del-Rei”, afirmou Ruth, adiantando que, amanhã, haverá uma reunião do conselho para conversar sobre o assunto. “Felizmente, vizinhos acordaram de madrugada e conseguiram recolher os pedaços do anjo, encontrando o rapaz caído e com fraturas múltiplas. A peça será restaurada, mas esperamos que ele pague pelo seu ato”, ressaltou a presidente do conselho. “Há bons profissionais de restauração, aqui e em Congonhas, especializados em pedra-sabão”, acrescentou.


 


Em nota divulgada ontem, o administrador diocesano, padre Dirceu de Oliveira Medeiros, lamentou o ocorrido e pediu mais zelo com o patrimônio religioso, cultural e histórico. Com uma citação bíblica – “O zelo por tua casa me consome” (Sl 69,9) –, disse que a diocese de São João del-Rei, “guardiã de seus bens culturais”, repudiou a agressão e lamentou que “a legislação brasileira não trate com o devido rigor crimes dessa natureza”. E mais: “Solicitamos das autoridades e órgãos competentes as medidas cabíveis. Com espírito cristão, pedimos a punição do responsável e, ao mesmo tempo, desejamos o seu pronto restabelecimento. Por fim, conclamamos a comunidade católica e pessoas de boa vontade a se tornarem guardiãs de nosso rico patrimônio religioso, cultural e histórico”.


 


A direção do Iphan, em Brasília (DF), informa que acionou a Polícia Federal para que sejam tomadas as medidas na esfera criminal no caso do anjo de São João del-Rei, já que o bem é tombado, e adiantou que os pedaços da imagem passarão por vistoria nas mãos de especialistas da autarquia federal. Os dois atos de vandalismo ocorrem no momento em que Iphan, com apoio da Secretaria de Estado da Cultura, dá início a uma nova etapa da campanha de preservação dos bens culturais de Minas, “sob as bênçãos de Santo Onofre”, imagem furtada há 24 anos em Oliveira, na Região Centro-Oeste, e devolvida espontaneamente, em agosto, na sede da superintendência do Iphan em São Paulo (SP).



De acordo com a Polícia Civil em São João del-Rei, o universitário foi preso na hora, já que se machucou muito ao cair da chamada “portada” do templo barroco, de uma altura de seis metros. Ele foi encaminhado para a Santa Casa de Misericórdia. Especialistas fizeram a perícia e testemunhas já foram ouvidas sobre o caso.


Ataques em igrejas causam indignação em duas cidades. Em Lafaiete, imagem de origem francesa foi destruída. Em São João del-Rei, PF é acionada após depredação de anjo barroco.



Duas agressões ao patrimônio cultural e religioso de Minas, no fim de semana, revoltam moradores de Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas, e São João del-Rei, no Campo das Vertentes, onde atos de vandalismo deixaram peças sacras em pedaços. Nesta última cidade, na madrugada de domingo, um estudante de psicologia, de 21 anos, natural de Jundiaí (SP), se tornou suspeito de ter subido na porta da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, de 1732, e quebrar um anjo barroco em pedra-sabão e outros adornos que compõem a entrada do templo, localizado na Praça Deputado Augusto das Chagas Viegas, no Centro Histórico.



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Já em Lafaiete, no sábado, por volta das 16h30, a imagem centenária de Nossa Senhora das Graças, de origem francesa e feita em gesso, se transformou em cacos quando um jovem de 18, aproveitando que o templo estava vazio, entrou na Igreja de São Sebastião e puxou do altar lateral a peça de 1,20 metro de altura. Na noite anterior, a mesma pessoa foi acusada de quebrar vidros do Posto de Saúde da Família (PSF) do Bairro Alto do Guarani, na mesma cidade.



Na tarde de ontem, a presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural de São João del-Rei, Ruth Viegas, se mostrava “indignada e triste” com o ataque à Igreja Nossa Senhora do Carmo, que tem tombamento individual e em conjunto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Estamos arrasados. O pior é que, periodicamente, o patrimônio de nossa cidade vem sendo alvo de vandalismo. Estamos sofrendo, pois isso mancha um jovem universitário que veio para cá com o fim de estudar, e não de destruir.”



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“A Igreja do Carmo ‘abraça’ quem chega a São João del-Rei”, afirmou Ruth, adiantando que, amanhã, haverá uma reunião do conselho para conversar sobre o assunto. “Felizmente, vizinhos acordaram de madrugada e conseguiram recolher os pedaços do anjo, encontrando o rapaz caído e com fraturas múltiplas. A peça será restaurada, mas esperamos que ele pague pelo seu ato”, ressaltou a presidente do conselho. “Há bons profissionais de restauração, aqui e em Congonhas, especializados em pedra-sabão”, acrescentou.



Em nota divulgada ontem, o administrador diocesano, padre Dirceu de Oliveira Medeiros, lamentou o ocorrido e pediu mais zelo com o patrimônio religioso, cultural e histórico. Com uma citação bíblica – “O zelo por tua casa me consome” (Sl 69,9) –, disse que a diocese de São João del-Rei, “guardiã de seus bens culturais”, repudiou a agressão e lamentou que “a legislação brasileira não trate com o devido rigor crimes dessa natureza”. E mais: “Solicitamos das autoridades e órgãos competentes as medidas cabíveis. Com espírito cristão, pedimos a punição do responsável e, ao mesmo tempo, desejamos o seu pronto restabelecimento. Por fim, conclamamos a comunidade católica e pessoas de boa vontade a se tornarem guardiãs de nosso rico patrimônio religioso, cultural e histórico”.



A direção do Iphan, em Brasília (DF), informa que acionou a Polícia Federal para que sejam tomadas as medidas na esfera criminal no caso do anjo de São João del-Rei, já que o bem é tombado, e adiantou que os pedaços da imagem passarão por vistoria nas mãos de especialistas da autarquia federal. Os dois atos de vandalismo ocorrem no momento em que Iphan, com apoio da Secretaria de Estado da Cultura, dá início a uma nova etapa da campanha de preservação dos bens culturais de Minas, “sob as bênçãos de Santo Onofre”, imagem furtada há 24 anos em Oliveira, na Região Centro-Oeste, e devolvida espontaneamente, em agosto, na sede da superintendência do Iphan em São Paulo (SP).




De acordo com a Polícia Civil em São João del-Rei, o universitário foi preso na hora, já que se machucou muito ao cair da chamada “portada” do templo barroco, de uma altura de seis metros. Ele foi encaminhado para a Santa Casa de Misericórdia. Especialistas fizeram a perícia e testemunhas já foram ouvidas sobre o caso.



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