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Operação da PF prende presidente da estatal do Porto de Santos

Publicado por TV Minas em 31/10/2018

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José Alex Oliva, da Codesp, e outras seis pessoas foram detidas em investigação contra corrupção em contratos públicos.

 

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira 31, José Alex Oliva, diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos (SP). Além dele, também foram detidos seu ex-assessor, Carlos Antonio de Souza, o Carlinhos, e mais cinco pessoas também ligadas à companhia. Agentes cumprem, também, 21 mandados de busca e apreensão.

 

“Os autos apontam irregularidades em vários contratos, que seriam realizadas por meio de fraudes envolvendo agentes públicos ligados à estatal e empresários. Dentre as irregularidades, destacam-se contratações antieconômicas e direcionadas, aquisições desnecessárias e ações adotadas para simular a realização de serviços”, diz a PF, em nota. A ação é realizada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Receita Federal.

 

De acordo com o órgão, as suspeitas começaram em 2016, quando Carlinhos publicou um vídeo na internet no qual “confessava a prática de diversos delitos ocorridos no âmbito daquela empresa”. As prisões de Oliva, Carlinhos e demais investigados são temporárias, com prazo previsto inicialmente de cinco dias, podendo ser prorrogadas por decisão da Justiça.

 

Os contratos sob investigação somam mais de 37 milhões de reais, de acordo com a PF. Já segundo o Ministério Público Federal (MPF), o valor seria acima de 80 milhões de reais, a partir da soma de três acertos contestados pela Procuradoria.

 

Seriam, diz o MPF, a digitalização e guarda de documentos, estimado em 7,3 milhões de reais, vencido por uma empresa após uma falsa licitação. em que a outra concorrente integraria o mesmo grupo econômico; um sistema de gerenciamento, contratado por 71,7 milhões de reais, cuja escolha teria sido direcionada dentro da Secretaria de Portos do Ministério dos Transportes; e um pagamento extra de 1,2 milhão de reais a uma empresa de informática, contestado internamente pelo setor de logística da Codesp.

 

A ação desta quarta foi batizada de Operação Tritão, “na mitologia grega, conhecido como o rei dos mares”. Os mandados estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

 

 

Inquérito dos Portos

 

A operação desta quarta não tem relação com o chamado Inquérito dos Portos, que também investiga corrupção no Porto de Santos. Em relatório apresentado em 16 de outubro ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal indiciou o presidente Michel Temer e outras dez pessoas pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Todos são investigados no inquérito que apura se empresas pagaram propina em troca de um decreto sobre portos – que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos – assinado pelo presidente.

José Alex Oliva, da Codesp, e outras seis pessoas foram detidas em investigação contra corrupção em contratos públicos.


 


A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira 31, José Alex Oliva, diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos (SP). Além dele, também foram detidos seu ex-assessor, Carlos Antonio de Souza, o Carlinhos, e mais cinco pessoas também ligadas à companhia. Agentes cumprem, também, 21 mandados de busca e apreensão.


 


“Os autos apontam irregularidades em vários contratos, que seriam realizadas por meio de fraudes envolvendo agentes públicos ligados à estatal e empresários. Dentre as irregularidades, destacam-se contratações antieconômicas e direcionadas, aquisições desnecessárias e ações adotadas para simular a realização de serviços”, diz a PF, em nota. A ação é realizada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Receita Federal.


 


De acordo com o órgão, as suspeitas começaram em 2016, quando Carlinhos publicou um vídeo na internet no qual “confessava a prática de diversos delitos ocorridos no âmbito daquela empresa”. As prisões de Oliva, Carlinhos e demais investigados são temporárias, com prazo previsto inicialmente de cinco dias, podendo ser prorrogadas por decisão da Justiça.


 


Os contratos sob investigação somam mais de 37 milhões de reais, de acordo com a PF. Já segundo o Ministério Público Federal (MPF), o valor seria acima de 80 milhões de reais, a partir da soma de três acertos contestados pela Procuradoria.


PATROCINADORES

 


Seriam, diz o MPF, a digitalização e guarda de documentos, estimado em 7,3 milhões de reais, vencido por uma empresa após uma falsa licitação. em que a outra concorrente integraria o mesmo grupo econômico; um sistema de gerenciamento, contratado por 71,7 milhões de reais, cuja escolha teria sido direcionada dentro da Secretaria de Portos do Ministério dos Transportes; e um pagamento extra de 1,2 milhão de reais a uma empresa de informática, contestado internamente pelo setor de logística da Codesp.


 


A ação desta quarta foi batizada de Operação Tritão, “na mitologia grega, conhecido como o rei dos mares”. Os mandados estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Distrito Federal.


 


 


Inquérito dos Portos


 


A operação desta quarta não tem relação com o chamado Inquérito dos Portos, que também investiga corrupção no Porto de Santos. Em relatório apresentado em 16 de outubro ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal indiciou o presidente Michel Temer e outras dez pessoas pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Todos são investigados no inquérito que apura se empresas pagaram propina em troca de um decreto sobre portos – que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos – assinado pelo presidente.


José Alex Oliva, da Codesp, e outras seis pessoas foram detidas em investigação contra corrupção em contratos públicos.



A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira 31, José Alex Oliva, diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos (SP). Além dele, também foram detidos seu ex-assessor, Carlos Antonio de Souza, o Carlinhos, e mais cinco pessoas também ligadas à companhia. Agentes cumprem, também, 21 mandados de busca e apreensão.



“Os autos apontam irregularidades em vários contratos, que seriam realizadas por meio de fraudes envolvendo agentes públicos ligados à estatal e empresários. Dentre as irregularidades, destacam-se contratações antieconômicas e direcionadas, aquisições desnecessárias e ações adotadas para simular a realização de serviços”, diz a PF, em nota. A ação é realizada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Receita Federal.



PATROCINADORES

De acordo com o órgão, as suspeitas começaram em 2016, quando Carlinhos publicou um vídeo na internet no qual “confessava a prática de diversos delitos ocorridos no âmbito daquela empresa”. As prisões de Oliva, Carlinhos e demais investigados são temporárias, com prazo previsto inicialmente de cinco dias, podendo ser prorrogadas por decisão da Justiça.



Os contratos sob investigação somam mais de 37 milhões de reais, de acordo com a PF. Já segundo o Ministério Público Federal (MPF), o valor seria acima de 80 milhões de reais, a partir da soma de três acertos contestados pela Procuradoria.



Seriam, diz o MPF, a digitalização e guarda de documentos, estimado em 7,3 milhões de reais, vencido por uma empresa após uma falsa licitação. em que a outra concorrente integraria o mesmo grupo econômico; um sistema de gerenciamento, contratado por 71,7 milhões de reais, cuja escolha teria sido direcionada dentro da Secretaria de Portos do Ministério dos Transportes; e um pagamento extra de 1,2 milhão de reais a uma empresa de informática, contestado internamente pelo setor de logística da Codesp.



PATROCINADORES

A ação desta quarta foi batizada de Operação Tritão, “na mitologia grega, conhecido como o rei dos mares”. Os mandados estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Distrito Federal.



Inquérito dos Portos



A operação desta quarta não tem relação com o chamado Inquérito dos Portos, que também investiga corrupção no Porto de Santos. Em relatório apresentado em 16 de outubro ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal indiciou o presidente Michel Temer e outras dez pessoas pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Todos são investigados no inquérito que apura se empresas pagaram propina em troca de um decreto sobre portos – que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos – assinado pelo presidente.



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