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Esporte

Australiana pode se tornar primeira trans a disputar o Mundial de handebol

Publicado por TV Minas em 25/12/2018

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Hannah Mouncey disputou o Mundial de 2013 entre os homens com o nome de batismo Callum, mas em 2015 começou processo e conseguiu autorização da IHF para jogar no feminino.

 

O Mundial de Handebol feminino acontece apenas no fim de novembro de 2019, mas a competição que acontecerá no Japão pode entrar para a história do esporte. É que o torneio pode ser o primeiro a contar com a participação de uma atleta transgênero. Seu nome é Hannah Mouncey. Nascido Callum Mouncey, o australiano começou sua transição em novembro de 2015 e este ano ganhou a autorização da Federação Internacional de Handebol (IHF) para atuar entre as mulheres.

 

A estreia aconteceu no campeonato asiático, em dezembro deste ano, quando Hannah ajudou a Austrália a conquistar o quinto lugar, garantindo uma vaga em Tóquio 2019, competição em que pode cruzar o caminho do Brasil, também classificado. Antes da transição, Hannah, ainda Callum, jogou na seleção masculina do país por 22 vezes, disputando inclusive o Mundial masculino de 2013, na Espanha.

 

"Raramente é uma decisão consciente tornar-se hiper-masculina para cobrir as inseguranças borbulhando dentro de você. Era uma coisa subconsciente, uma maneira de me proteger, não apenas dos outros, mas meus próprios sentimentos de não ser bom o suficiente, de não ser o que me disseram que eu deveria ser. Passei por cima da minha agressão na quadra e tentei o máximo que pude para ser um dos garotos, o que foi um fracasso sombrio, e sempre tive que ser o melhor a levantar no ginásio", disse a atleta em texto no site Players Voice.

 

O Comitê Olímpico Internacional tem suas regras para casos como o da australiana. Atualmente, o COI controla o nível de testosterona em transgêneros e pede 12 meses de terapia hormonal antes de autorizar atletas a competirem. Os primeiros testes de Hannah, contudo, mostraram que o nível do hormônio masculino seguia alto. Em outubro de 2016, Hannah, que tem 1,88m e pesa 100kg, também teve seu pedido negado pela federação de handebol da Austrália.

 

 

Hannah ainda como Callum, em 2013, quando jogava entre os homens.

 

 

A autorização da Federação Internacional de Handebol veio no fim do primeiro semestre de 2018. Em abril, ainda antes da oficialização, a atleta, que já jogava entre as mulheres no Melbourne Handball Club, passou a treinar com a seleção feminina da Austrália em preparação para o campeonato asiático. Em sua estreia pelo time, fez quatro gols contra o Cazaquistão em derrota por 32 a 24, em 30 de novembro deste ano. Em seis jogos no torneio, Hannah anotou 23 gols e ajudou a Austrália a se classificar para o Mundial.

 

"Eu joguei e ignorei meus problemas de gênero por muito tempo e, para ser franca, eu estava uma bagunça. Eu não tinha lidado com os problemas do jeito que deveria e fiquei apavorada com o que estava por vir. Mas estou orgulhosa do que conquistamos", contou a jogadora.

 

 

Hannah tem 1,88m e pesa 100kg.

 

 

O handebol não é um esporte popular na Austrália e praticamente não tem apoio governamental. Para jogar o Asiático, as atletas pagaram do próprio bolso. Cada uma investiu cerca de US$ 4 mil para a viagem até o Japão, onde a competição foi jogada. Elas ainda pagaram por seus uniformes.

Hannah Mouncey disputou o Mundial de 2013 entre os homens com o nome de batismo Callum, mas em 2015 começou processo e conseguiu autorização da IHF para jogar no feminino.


 


O Mundial de Handebol feminino acontece apenas no fim de novembro de 2019, mas a competição que acontecerá no Japão pode entrar para a história do esporte. É que o torneio pode ser o primeiro a contar com a participação de uma atleta transgênero. Seu nome é Hannah Mouncey. Nascido Callum Mouncey, o australiano começou sua transição em novembro de 2015 e este ano ganhou a autorização da Federação Internacional de Handebol (IHF) para atuar entre as mulheres.


 


A estreia aconteceu no campeonato asiático, em dezembro deste ano, quando Hannah ajudou a Austrália a conquistar o quinto lugar, garantindo uma vaga em Tóquio 2019, competição em que pode cruzar o caminho do Brasil, também classificado. Antes da transição, Hannah, ainda Callum, jogou na seleção masculina do país por 22 vezes, disputando inclusive o Mundial masculino de 2013, na Espanha.


 


"Raramente é uma decisão consciente tornar-se hiper-masculina para cobrir as inseguranças borbulhando dentro de você. Era uma coisa subconsciente, uma maneira de me proteger, não apenas dos outros, mas meus próprios sentimentos de não ser bom o suficiente, de não ser o que me disseram que eu deveria ser. Passei por cima da minha agressão na quadra e tentei o máximo que pude para ser um dos garotos, o que foi um fracasso sombrio, e sempre tive que ser o melhor a levantar no ginásio", disse a atleta em texto no site Players Voice.


 


O Comitê Olímpico Internacional tem suas regras para casos como o da australiana. Atualmente, o COI controla o nível de testosterona em transgêneros e pede 12 meses de terapia hormonal antes de autorizar atletas a competirem. Os primeiros testes de Hannah, contudo, mostraram que o nível do hormônio masculino seguia alto. Em outubro de 2016, Hannah, que tem 1,88m e pesa 100kg, também teve seu pedido negado pela federação de handebol da Austrália.


 


 



PATROCINADORES

Hannah ainda como Callum, em 2013, quando jogava entre os homens.


 


 


A autorização da Federação Internacional de Handebol veio no fim do primeiro semestre de 2018. Em abril, ainda antes da oficialização, a atleta, que já jogava entre as mulheres no Melbourne Handball Club, passou a treinar com a seleção feminina da Austrália em preparação para o campeonato asiático. Em sua estreia pelo time, fez quatro gols contra o Cazaquistão em derrota por 32 a 24, em 30 de novembro deste ano. Em seis jogos no torneio, Hannah anotou 23 gols e ajudou a Austrália a se classificar para o Mundial.


 


"Eu joguei e ignorei meus problemas de gênero por muito tempo e, para ser franca, eu estava uma bagunça. Eu não tinha lidado com os problemas do jeito que deveria e fiquei apavorada com o que estava por vir. Mas estou orgulhosa do que conquistamos", contou a jogadora.


 


 



Hannah tem 1,88m e pesa 100kg.


 


 


O handebol não é um esporte popular na Austrália e praticamente não tem apoio governamental. Para jogar o Asiático, as atletas pagaram do próprio bolso. Cada uma investiu cerca de US$ 4 mil para a viagem até o Japão, onde a competição foi jogada. Elas ainda pagaram por seus uniformes.


Hannah Mouncey disputou o Mundial de 2013 entre os homens com o nome de batismo Callum, mas em 2015 começou processo e conseguiu autorização da IHF para jogar no feminino.



O Mundial de Handebol feminino acontece apenas no fim de novembro de 2019, mas a competição que acontecerá no Japão pode entrar para a história do esporte. É que o torneio pode ser o primeiro a contar com a participação de uma atleta transgênero. Seu nome é Hannah Mouncey. Nascido Callum Mouncey, o australiano começou sua transição em novembro de 2015 e este ano ganhou a autorização da Federação Internacional de Handebol (IHF) para atuar entre as mulheres.



A estreia aconteceu no campeonato asiático, em dezembro deste ano, quando Hannah ajudou a Austrália a conquistar o quinto lugar, garantindo uma vaga em Tóquio 2019, competição em que pode cruzar o caminho do Brasil, também classificado. Antes da transição, Hannah, ainda Callum, jogou na seleção masculina do país por 22 vezes, disputando inclusive o Mundial masculino de 2013, na Espanha.



"Raramente é uma decisão consciente tornar-se hiper-masculina para cobrir as inseguranças borbulhando dentro de você. Era uma coisa subconsciente, uma maneira de me proteger, não apenas dos outros, mas meus próprios sentimentos de não ser bom o suficiente, de não ser o que me disseram que eu deveria ser. Passei por cima da minha agressão na quadra e tentei o máximo que pude para ser um dos garotos, o que foi um fracasso sombrio, e sempre tive que ser o melhor a levantar no ginásio", disse a atleta em texto no site Players Voice.



PATROCINADORES

O Comitê Olímpico Internacional tem suas regras para casos como o da australiana. Atualmente, o COI controla o nível de testosterona em transgêneros e pede 12 meses de terapia hormonal antes de autorizar atletas a competirem. Os primeiros testes de Hannah, contudo, mostraram que o nível do hormônio masculino seguia alto. Em outubro de 2016, Hannah, que tem 1,88m e pesa 100kg, também teve seu pedido negado pela federação de handebol da Austrália.





Hannah ainda como Callum, em 2013, quando jogava entre os homens.



A autorização da Federação Internacional de Handebol veio no fim do primeiro semestre de 2018. Em abril, ainda antes da oficialização, a atleta, que já jogava entre as mulheres no Melbourne Handball Club, passou a treinar com a seleção feminina da Austrália em preparação para o campeonato asiático. Em sua estreia pelo time, fez quatro gols contra o Cazaquistão em derrota por 32 a 24, em 30 de novembro deste ano. Em seis jogos no torneio, Hannah anotou 23 gols e ajudou a Austrália a se classificar para o Mundial.



PATROCINADORES

"Eu joguei e ignorei meus problemas de gênero por muito tempo e, para ser franca, eu estava uma bagunça. Eu não tinha lidado com os problemas do jeito que deveria e fiquei apavorada com o que estava por vir. Mas estou orgulhosa do que conquistamos", contou a jogadora.





Hannah tem 1,88m e pesa 100kg.



O handebol não é um esporte popular na Austrália e praticamente não tem apoio governamental. Para jogar o Asiático, as atletas pagaram do próprio bolso. Cada uma investiu cerca de US$ 4 mil para a viagem até o Japão, onde a competição foi jogada. Elas ainda pagaram por seus uniformes.



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