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Ciência & Tecnologia

O ganhador do Nobel que perdeu seus títulos por causa de ideias racistas

Publicado por TV Minas em 15/01/2019

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O cientista americano James Watson, ganhador do prêmio Nobel de 1962, perdeu seus títulos honorários depois de fazer comentários racistas sobre raça e inteligência.

 

Em um documentário de televisão que foi ao ar em 2 de janeiro, o pesquisador, pioneiro na pesquisa do DNA, repetiu opiniões segundo a qual a genética tem um papel nas notas que brancos e negros têm em testes de inteligência e de coeficiente intelectual.

 

O laboratório Cold Spring Harbor, em Nova York, onde ele trabalhava, frisou que os comentários do cientista de 90 anos de idade são "infundados e imprudentes".

 

Watson já tinha emitido opiniões similares em 2007, quando afirmou que os africanos eram menos inteligentes que os europeus, mas se desculpou depois.

 

O pesquisador ganhou o Nobel de medicina de 1962 com os cientistas Maurice Wilkins e Francis Crick pela descoberta da estrutura de dupla hélice de DNA.O feito é considerado um dos momentos-chave da ciência moderna.

 

 

As declarações racistas


Em 2007, o cientista, que trabalhou no laboratório Cavendish da Universidade de Cambridge, disse ao jornal britânico Times que era "pessimista a respeito do futuro da África", porque "todas as nossas políticas sociais são baseadas na suposição de que a sua inteligência (dos africanos) é a mesma dos brancos, quando todas as provas indicam que não é assim".

 

James Watson em entrevista à BBC em 1962

 

Watson disse ainda que, por mais que ele quisesse que todos fossem iguais, "as pessoas que tiveram que lidar com trabalhadores negros sabem que isto não é verdade".

 

O acadêmico nascido em Chicago, nos EUA, também disse que as pessoas não deveriam ser discriminadas por sua raça, pois "há muita gente de cor que é muito talentosa".

 

Depois, ele pediu desculpa pelos comentários.

 

"A todos os que deduziram do que eu disse, que a África, como continente, é geneticamente inferior, a todos estes eu peço desculpas. Não foi o que eu quis dizer. Não há base científica para afirmar isso", disse.

 

 

As consequências


Depois de seus comentários de 2007, o laboratório de Cold Spring Harbor suspendeu o pesquisador de seus quadros.

 

O cientista perdeu seu posto de reitor do laboratório, e foi destituído de suas funções administrativas

 

Mas, por ter pedido desculpas à época, ele reteve seus títulos honorários de reitor emérito, de professor emérito e de membro honorário.

 

Porém, depois das declarações dadas ao documentário televisivo "American Masters: Decoding Watson" ("Mestres americanos: decodificando Watson", em tradução livre), que foi ao ar este ano, o laboratório de Nova York retirou todos os títulos de Watson.

 

À emissora pública americana PBS, autora do documentário, Watson disse que suas visões sobre raça e inteligência não tinham mudado.

 

"As declarações de Watson são reprováveis e carecem de respaldo científico", disse o laboratório em nota.

 

As novas declarações, disse o laboratório, revertiam as desculpas que o cientista já tinha pedido.

 

Segundo a mídia dos EUA, Watson se encontra hoje numa enfermaria, recuperando-se de um acidente automobilístico, e tem consciência "mínima" do seu entorno.

 

 

A venda da medalha


Watson vendeu sua medalha de ouro do Nobel em 2014. Foi a primeira vez na história que um ganhador do prêmio se desfez do objeto.

 

Segundo disse ele em um comunicado à época, a intenção era dedicar parte do valor da venda a projetos de pesquisa nas universidades e instituições científicas nas quais estudou e trabalhou ao longo de sua carreira.

 

"Minha intenção é fazer doações filantrópicas ao laboratório Cold Spring Harbor, à Universidade de Chicago e ao Clare College de Cambridge, e assim seguir contribuindo para que o mundo acadêmico siga sendo um lugar onde predomine a decência e as grandes ideias", disse.

 

Naquele mesmo ano, o biológo molecular disse que tinha sido excluído da comunidade científica por causa de seus comentários sobre raça e inteligência em 2007.

O cientista americano James Watson, ganhador do prêmio Nobel de 1962, perdeu seus títulos honorários depois de fazer comentários racistas sobre raça e inteligência.


 


Em um documentário de televisão que foi ao ar em 2 de janeiro, o pesquisador, pioneiro na pesquisa do DNA, repetiu opiniões segundo a qual a genética tem um papel nas notas que brancos e negros têm em testes de inteligência e de coeficiente intelectual.


 


O laboratório Cold Spring Harbor, em Nova York, onde ele trabalhava, frisou que os comentários do cientista de 90 anos de idade são "infundados e imprudentes".


 


Watson já tinha emitido opiniões similares em 2007, quando afirmou que os africanos eram menos inteligentes que os europeus, mas se desculpou depois.


 


O pesquisador ganhou o Nobel de medicina de 1962 com os cientistas Maurice Wilkins e Francis Crick pela descoberta da estrutura de dupla hélice de DNA.O feito é considerado um dos momentos-chave da ciência moderna.


 


 


As declarações racistas



Em 2007, o cientista, que trabalhou no laboratório Cavendish da Universidade de Cambridge, disse ao jornal britânico Times que era "pessimista a respeito do futuro da África", porque "todas as nossas políticas sociais são baseadas na suposição de que a sua inteligência (dos africanos) é a mesma dos brancos, quando todas as provas indicam que não é assim".


 


James Watson em entrevista à BBC em 1962


 


Watson disse ainda que, por mais que ele quisesse que todos fossem iguais, "as pessoas que tiveram que lidar com trabalhadores negros sabem que isto não é verdade".


 


O acadêmico nascido em Chicago, nos EUA, também disse que as pessoas não deveriam ser discriminadas por sua raça, pois "há muita gente de cor que é muito talentosa".


 


Depois, ele pediu desculpa pelos comentários.


 


"A todos os que deduziram do que eu disse, que a África, como continente, é geneticamente inferior, a todos estes eu peço desculpas. Não foi o que eu quis dizer. Não há base científica para afirmar isso", disse.


 


 


PATROCINADORES

As consequências



Depois de seus comentários de 2007, o laboratório de Cold Spring Harbor suspendeu o pesquisador de seus quadros.


 


O cientista perdeu seu posto de reitor do laboratório, e foi destituído de suas funções administrativas


 


Mas, por ter pedido desculpas à época, ele reteve seus títulos honorários de reitor emérito, de professor emérito e de membro honorário.


 


Porém, depois das declarações dadas ao documentário televisivo "American Masters: Decoding Watson" ("Mestres americanos: decodificando Watson", em tradução livre), que foi ao ar este ano, o laboratório de Nova York retirou todos os títulos de Watson.


 


À emissora pública americana PBS, autora do documentário, Watson disse que suas visões sobre raça e inteligência não tinham mudado.


 


"As declarações de Watson são reprováveis e carecem de respaldo científico", disse o laboratório em nota.


 


As novas declarações, disse o laboratório, revertiam as desculpas que o cientista já tinha pedido.


 


Segundo a mídia dos EUA, Watson se encontra hoje numa enfermaria, recuperando-se de um acidente automobilístico, e tem consciência "mínima" do seu entorno.


 


 


A venda da medalha



Watson vendeu sua medalha de ouro do Nobel em 2014. Foi a primeira vez na história que um ganhador do prêmio se desfez do objeto.


 


Segundo disse ele em um comunicado à época, a intenção era dedicar parte do valor da venda a projetos de pesquisa nas universidades e instituições científicas nas quais estudou e trabalhou ao longo de sua carreira.


 


"Minha intenção é fazer doações filantrópicas ao laboratório Cold Spring Harbor, à Universidade de Chicago e ao Clare College de Cambridge, e assim seguir contribuindo para que o mundo acadêmico siga sendo um lugar onde predomine a decência e as grandes ideias", disse.


 


Naquele mesmo ano, o biológo molecular disse que tinha sido excluído da comunidade científica por causa de seus comentários sobre raça e inteligência em 2007.


O cientista americano James Watson, ganhador do prêmio Nobel de 1962, perdeu seus títulos honorários depois de fazer comentários racistas sobre raça e inteligência.



Em um documentário de televisão que foi ao ar em 2 de janeiro, o pesquisador, pioneiro na pesquisa do DNA, repetiu opiniões segundo a qual a genética tem um papel nas notas que brancos e negros têm em testes de inteligência e de coeficiente intelectual.



O laboratório Cold Spring Harbor, em Nova York, onde ele trabalhava, frisou que os comentários do cientista de 90 anos de idade são "infundados e imprudentes".



Watson já tinha emitido opiniões similares em 2007, quando afirmou que os africanos eram menos inteligentes que os europeus, mas se desculpou depois.



O pesquisador ganhou o Nobel de medicina de 1962 com os cientistas Maurice Wilkins e Francis Crick pela descoberta da estrutura de dupla hélice de DNA.O feito é considerado um dos momentos-chave da ciência moderna.



As declarações racistas




Em 2007, o cientista, que trabalhou no laboratório Cavendish da Universidade de Cambridge, disse ao jornal britânico Times que era "pessimista a respeito do futuro da África", porque "todas as nossas políticas sociais são baseadas na suposição de que a sua inteligência (dos africanos) é a mesma dos brancos, quando todas as provas indicam que não é assim".



James Watson em entrevista à BBC em 1962



Watson disse ainda que, por mais que ele quisesse que todos fossem iguais, "as pessoas que tiveram que lidar com trabalhadores negros sabem que isto não é verdade".



PATROCINADORES

O acadêmico nascido em Chicago, nos EUA, também disse que as pessoas não deveriam ser discriminadas por sua raça, pois "há muita gente de cor que é muito talentosa".



Depois, ele pediu desculpa pelos comentários.



"A todos os que deduziram do que eu disse, que a África, como continente, é geneticamente inferior, a todos estes eu peço desculpas. Não foi o que eu quis dizer. Não há base científica para afirmar isso", disse.



As consequências




Depois de seus comentários de 2007, o laboratório de Cold Spring Harbor suspendeu o pesquisador de seus quadros.



O cientista perdeu seu posto de reitor do laboratório, e foi destituído de suas funções administrativas



Mas, por ter pedido desculpas à época, ele reteve seus títulos honorários de reitor emérito, de professor emérito e de membro honorário.



Porém, depois das declarações dadas ao documentário televisivo "American Masters: Decoding Watson" ("Mestres americanos: decodificando Watson", em tradução livre), que foi ao ar este ano, o laboratório de Nova York retirou todos os títulos de Watson.



PATROCINADORES

À emissora pública americana PBS, autora do documentário, Watson disse que suas visões sobre raça e inteligência não tinham mudado.



"As declarações de Watson são reprováveis e carecem de respaldo científico", disse o laboratório em nota.



As novas declarações, disse o laboratório, revertiam as desculpas que o cientista já tinha pedido.



Segundo a mídia dos EUA, Watson se encontra hoje numa enfermaria, recuperando-se de um acidente automobilístico, e tem consciência "mínima" do seu entorno.



A venda da medalha




Watson vendeu sua medalha de ouro do Nobel em 2014. Foi a primeira vez na história que um ganhador do prêmio se desfez do objeto.



Segundo disse ele em um comunicado à época, a intenção era dedicar parte do valor da venda a projetos de pesquisa nas universidades e instituições científicas nas quais estudou e trabalhou ao longo de sua carreira.



"Minha intenção é fazer doações filantrópicas ao laboratório Cold Spring Harbor, à Universidade de Chicago e ao Clare College de Cambridge, e assim seguir contribuindo para que o mundo acadêmico siga sendo um lugar onde predomine a decência e as grandes ideias", disse.



Naquele mesmo ano, o biológo molecular disse que tinha sido excluído da comunidade científica por causa de seus comentários sobre raça e inteligência em 2007.



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