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Esporte

Hamilton vence no Japão e se iguala a Senna

Publicado por TV Minas em 27/09/2015

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Hamilton passa Rosberg na largada, vence no Japão e finalmente empata com marca de ídolo Senna.

 

Lewis Hamilton é como Ayrton Senna. O inglês finalmente conseguiu as tão sonhadas 41 vitórias na F1 e no mesmo lugar em que o brasileiro garantiu seus três títulos mundiais. E a conquista veio acompanhada de uma manobra arriscada e decisiva ainda na largada e de um desempenho impecável nas demais 53 voltas do GP do Japão deste domingo (27). Saindo do segundo lugar do grid, Hamilton foi duro com o companheiro e pole-position, Nico Rosberg. Colocou o carro por dentro na primeira curva, para concluir com maestria a ultrapassagem na curva 2 e assumir a liderança em Suzuka. A atitude foi fundamental para o triunfo na etapa nipônica, que veio praticamente de ponta a ponta.

 

A performance ainda deixou o britânico em uma situação das mais confortáveis na disputa pelo tricampeonato, outra marca que persegue como forma de se aproximar ainda mais de Senna. São 277 pontos contra 229 de Rosberg, o segundo colocado, restando apenas cinco corridas para o fim da temporada 2015.

 

Lewis Hamilton durante a classificação deste sábado em Suzuka, no Japão (Foto: AP) )

 

 

Confira como foi o GP do Japão de F1

 

O domingo (27) em Suzuka amanheceu novamente com céu nublado e com uma chance pequena de chuva, mas nada assustador. Por outro lado, os termômetros apontavam calor de 27ºC. No grid, o pole Nico Rosberg e todo o resto, com exceção da McLaren de Jenson Button e da Sauber de Marcus Ericsson, que foi de pneus duros, decidiram pelos pneus médios – para o top-10, a regra obriga que larguem os pneus do Q2. Saindo do pit-lane por conta do acidente na classificação, Daniil Kvyat também optou pelos macios. De acordo com a Pirelli, a tática mais provável era a de duas paradas, mas não descartou também estratégias de três pit-stops. 

 

Quando as luzes se apagaram na reta principal de Suzuka, as duas Mercedes saíram em linha reta, mas Hamilton se manteve por dentro da primeira parte da curva 1 e por lá permaneceu, forçando a ultrapassagem. Rosberg, por sua vez, não teve alternativa a não ser tirar o pé. A manobra o fez escapar da pista e perder posições, caindo para o quarto posto. Quem se aproveitou do embate entre os prateados foi Sebastian Vettel e Valtteri Bottas, que pularam imediatamente para segundo e terceiro. Kimi Räikkönen quase tomou o posto de Rosberg, mas ficou mesmo em quinto.Ainda na largada, Daniel Ricciardo saiu muito bem do sétimo lugar e quis aproveitar o espaço do meio, entre Massa e Räikkönen, só que a decisão terminou em um toque com o brasileiro da Williams.

 

Resultado: furo do pneu dianteiro direito do carro #19, além de uma asa danificada, e furo também do traseiro esquerdo do Red Bull #3. Ambos foram aos pits logo na sequência e voltaram à corrida. O incidente ainda fez outra vítima: Sergio Pérez. O mexicano vinha logo atrás desse imbróglio e, na tentativa de escapar de Massa, acabou sendo tocando por Carlos Sainz, que também vinha por ali. Pérez acabou saindo na brita, mas também foi capaz de voltar à prova. 

 

Na pista, Hamilton já abria para Vettel, que vinha à frente de Bottas, Rosberg, Räikkönen, Romain Grosjean, Pastor Maldonado, Nico Hulkenberg, Fernando Alonso, Sainz, Marcus Ericsson, Jenson Button, Max Verstappen, Felipe Nasr, Daniil Kvyat, Will Stevens e Alexander Rossi. Ricciardo e Massa vinham tentando se recuperar.

 

Enquanto o líder já cravava a volta mais rápida da corrida e sustentava ainda 2s5 de vantagem para Vettel, a Mercedes pedia a Rosberg que segurasse o ímpeto no ataque a Bottas, devido a um superaquecimento do motor. 

 

No bloco intermediário, Alonso, então em décimo, começava a perder posições. O espanhol viu Sainz o ultrapassar e não deixou de reclamar no rádio, falando que era superado como se estivesse em um carro da GP2. O bicampeão ainda seria batido por Ericsson. Mais atrás, Button também sucumbia a Verstappen e a Nasr.Na volta 9, Kvyat foi o primeiro a ir aos boxes. Andando em 15º depois de ter saído do pit-lane, o russo fez a troca para os pneus duros em um trabalho da Red Bull em 2s6. Kvyat voltou à pista em 18º. No giro seguinte, Alonso e Verstappen também foram buscar os compostos de risca laranja. Button foi na passagem de número 12.

 

A mesma volta foi escolhida pela Williams para fazer o pit-stop de Bottas, o primeiro entre os ponteiros a parar. O finlandês optou por permanecer com os compostos médios, assim como Grosjean, que entrou junto com Valtteri. Ainda na mesma passagem, Nasr foi aos boxes também depois de superar o companheiro de Sauber. Ericsson ainda protagonizaria uma rodada na Spoon.

 

Lá na frente, Hamilton andava já 1s mais rápido que Vettel, elevando a diferença para 7s5. Aí a Ferrari resolveu chamar Vettel. O alemão entrou na volta 14 e trocou os pneus médios pelos duros. Voltou em quinto, à frente de Bottas. Räikkönen foi aos pits no giro seguinte, repetindo a estratégia de Sebastian. 

 

Já a Mercedes decidiu fazer a parada de Rosberg antes da de Hamilton. O alemão foi aos boxes na volta 16, mudando para os compostos duros. Nico voltou atrás de Bottas, mas não demorou a superar o finlandês. Uma passagem depois foi a vez do líder da corrida parar. Só que, ao contrário do companheiro, o inglês escolheu permanecer com os pneus médios, deixando evidente a tática diferente em relação a Vettel e Rosberg. 

 

Assim, depois de toda a janela de pit-stops, a ordem da corrida com 25 voltas era: Hamilton, Vettel, Rosberg, Bottas, Räikkönen, Hülkenberg, Grosjean, Maldonado, Sainz, Alonso, Verstappen, Button, Ericsson, Pérez, Nasr, Kvyat, Ricciardo, Stevens, Rossi e Massa.


Na volta 27, o rádio da McLaren não teve como conter toda a frustração de Alonso com a falta de potência do motor Honda. Depois de ser superado com facilidade na curva 1 por Verstappen, o espanhol disse que tem uma unidade de energia da GP2 nas mãos. Enquanto Fernando bradava contra os produtos japoneses, outro espanhol vivia um drama. Depois de passar por cima de detritos na entrada dos boxes, Sainz danificou a asa dianteira e já entrou nos pits, pegando a Toro Rosso de surpresa. Ainda assim, o estreante conseguiu voltar à corrida.

 

Lá na frente, a Ferrari chamou Räikkönen no fim da passagem 28, enquanto a Mercedes optou por trazer Rosberg no giro seguinte. Aí foi a vez de Vettel. Só que quem saiu ganhador aí foi o dono do carro #6. Rosberg finalmente conseguia a ultrapassagem em Sebastian, para assumir o segundo lugar. Hamilton veio só na 32. 

 

Dessa forma, a ordem ficou assim: Hamilton, Rosberg, Vettel, Räikkönen, Bottas, Maldonado, Hülkenberg, Grosjean, Pérez, Sainz, Verstappen, Alonso, Ericsson, Button, Kvyat, Ricciardo, Nasr, Massa, Stevens e Rossi.

 

Enquanto a corrida permaneceu sem alterações no bloco da frente, as voltas finais acompanharam batalhas interessantes. A última delas pela 12ª posição, em um pelotão liderado por Pérez e que tinha também Ericsson, Kvyat e Ricciardo, depois que Button fora superado por todos. A luta foi até o fim, mas só ... teve sucesso.

 

Lá na ponta, Hamilton conduziu com cuidado seu Mercedes #44 até a bandeirada para enfim celebrar a tão sonhada 41ª vitória na F1. Foi também a oitava na temporada 2015. Nico Rosberg e Sebastian Vettel ainda completaram o pódio. Entre os brasileiros, Felipe Massa terminou em 18º, enquanto Felipe Nasr abandonou, em um dia que ambos sofreram com todo tipo de problema.

 

A próxima etapa da F1 acontece em 11 de outubro, na Rússia.

Hamilton passa Rosberg na largada, vence no Japão e finalmente empata com marca de ídolo Senna.


 


Lewis Hamilton é como Ayrton Senna. O inglês finalmente conseguiu as tão sonhadas 41 vitórias na F1 e no mesmo lugar em que o brasileiro garantiu seus três títulos mundiais. E a conquista veio acompanhada de uma manobra arriscada e decisiva ainda na largada e de um desempenho impecável nas demais 53 voltas do GP do Japão deste domingo (27). Saindo do segundo lugar do grid, Hamilton foi duro com o companheiro e pole-position, Nico Rosberg. Colocou o carro por dentro na primeira curva, para concluir com maestria a ultrapassagem na curva 2 e assumir a liderança em Suzuka. A atitude foi fundamental para o triunfo na etapa nipônica, que veio praticamente de ponta a ponta.


 


A performance ainda deixou o britânico em uma situação das mais confortáveis na disputa pelo tricampeonato, outra marca que persegue como forma de se aproximar ainda mais de Senna. São 277 pontos contra 229 de Rosberg, o segundo colocado, restando apenas cinco corridas para o fim da temporada 2015.


 


Lewis Hamilton durante a classificação deste sábado em Suzuka, no Japão (Foto: AP) )


 


 


Confira como foi o GP do Japão de F1


 


O domingo (27) em Suzuka amanheceu novamente com céu nublado e com uma chance pequena de chuva, mas nada assustador. Por outro lado, os termômetros apontavam calor de 27ºC. No grid, o pole Nico Rosberg e todo o resto, com exceção da McLaren de Jenson Button e da Sauber de Marcus Ericsson, que foi de pneus duros, decidiram pelos pneus médios – para o top-10, a regra obriga que larguem os pneus do Q2. Saindo do pit-lane por conta do acidente na classificação, Daniil Kvyat também optou pelos macios. De acordo com a Pirelli, a tática mais provável era a de duas paradas, mas não descartou também estratégias de três pit-stops. 


 


Quando as luzes se apagaram na reta principal de Suzuka, as duas Mercedes saíram em linha reta, mas Hamilton se manteve por dentro da primeira parte da curva 1 e por lá permaneceu, forçando a ultrapassagem. Rosberg, por sua vez, não teve alternativa a não ser tirar o pé. A manobra o fez escapar da pista e perder posições, caindo para o quarto posto. Quem se aproveitou do embate entre os prateados foi Sebastian Vettel e Valtteri Bottas, que pularam imediatamente para segundo e terceiro. Kimi Räikkönen quase tomou o posto de Rosberg, mas ficou mesmo em quinto.Ainda na largada, Daniel Ricciardo saiu muito bem do sétimo lugar e quis aproveitar o espaço do meio, entre Massa e Räikkönen, só que a decisão terminou em um toque com o brasileiro da Williams.


 


Resultado: furo do pneu dianteiro direito do carro #19, além de uma asa danificada, e furo também do traseiro esquerdo do Red Bull #3. Ambos foram aos pits logo na sequência e voltaram à corrida. O incidente ainda fez outra vítima: Sergio Pérez. O mexicano vinha logo atrás desse imbróglio e, na tentativa de escapar de Massa, acabou sendo tocando por Carlos Sainz, que também vinha por ali. Pérez acabou saindo na brita, mas também foi capaz de voltar à prova. 


 


Na pista, Hamilton já abria para Vettel, que vinha à frente de Bottas, Rosberg, Räikkönen, Romain Grosjean, Pastor Maldonado, Nico Hulkenberg, Fernando Alonso, Sainz, Marcus Ericsson, Jenson Button, Max Verstappen, Felipe Nasr, Daniil Kvyat, Will Stevens e Alexander Rossi. Ricciardo e Massa vinham tentando se recuperar.


 


Enquanto o líder já cravava a volta mais rápida da corrida e sustentava ainda 2s5 de vantagem para Vettel, a Mercedes pedia a Rosberg que segurasse o ímpeto no ataque a Bottas, devido a um superaquecimento do motor. 


PATROCINADORES

 


No bloco intermediário, Alonso, então em décimo, começava a perder posições. O espanhol viu Sainz o ultrapassar e não deixou de reclamar no rádio, falando que era superado como se estivesse em um carro da GP2. O bicampeão ainda seria batido por Ericsson. Mais atrás, Button também sucumbia a Verstappen e a Nasr.Na volta 9, Kvyat foi o primeiro a ir aos boxes. Andando em 15º depois de ter saído do pit-lane, o russo fez a troca para os pneus duros em um trabalho da Red Bull em 2s6. Kvyat voltou à pista em 18º. No giro seguinte, Alonso e Verstappen também foram buscar os compostos de risca laranja. Button foi na passagem de número 12.


 


A mesma volta foi escolhida pela Williams para fazer o pit-stop de Bottas, o primeiro entre os ponteiros a parar. O finlandês optou por permanecer com os compostos médios, assim como Grosjean, que entrou junto com Valtteri. Ainda na mesma passagem, Nasr foi aos boxes também depois de superar o companheiro de Sauber. Ericsson ainda protagonizaria uma rodada na Spoon.


 


Lá na frente, Hamilton andava já 1s mais rápido que Vettel, elevando a diferença para 7s5. Aí a Ferrari resolveu chamar Vettel. O alemão entrou na volta 14 e trocou os pneus médios pelos duros. Voltou em quinto, à frente de Bottas. Räikkönen foi aos pits no giro seguinte, repetindo a estratégia de Sebastian. 


 


Já a Mercedes decidiu fazer a parada de Rosberg antes da de Hamilton. O alemão foi aos boxes na volta 16, mudando para os compostos duros. Nico voltou atrás de Bottas, mas não demorou a superar o finlandês. Uma passagem depois foi a vez do líder da corrida parar. Só que, ao contrário do companheiro, o inglês escolheu permanecer com os pneus médios, deixando evidente a tática diferente em relação a Vettel e Rosberg. 


 


Assim, depois de toda a janela de pit-stops, a ordem da corrida com 25 voltas era: Hamilton, Vettel, Rosberg, Bottas, Räikkönen, Hülkenberg, Grosjean, Maldonado, Sainz, Alonso, Verstappen, Button, Ericsson, Pérez, Nasr, Kvyat, Ricciardo, Stevens, Rossi e Massa.



Na volta 27, o rádio da McLaren não teve como conter toda a frustração de Alonso com a falta de potência do motor Honda. Depois de ser superado com facilidade na curva 1 por Verstappen, o espanhol disse que tem uma unidade de energia da GP2 nas mãos. Enquanto Fernando bradava contra os produtos japoneses, outro espanhol vivia um drama. Depois de passar por cima de detritos na entrada dos boxes, Sainz danificou a asa dianteira e já entrou nos pits, pegando a Toro Rosso de surpresa. Ainda assim, o estreante conseguiu voltar à corrida.


 


Lá na frente, a Ferrari chamou Räikkönen no fim da passagem 28, enquanto a Mercedes optou por trazer Rosberg no giro seguinte. Aí foi a vez de Vettel. Só que quem saiu ganhador aí foi o dono do carro #6. Rosberg finalmente conseguia a ultrapassagem em Sebastian, para assumir o segundo lugar. Hamilton veio só na 32. 


 


Dessa forma, a ordem ficou assim: Hamilton, Rosberg, Vettel, Räikkönen, Bottas, Maldonado, Hülkenberg, Grosjean, Pérez, Sainz, Verstappen, Alonso, Ericsson, Button, Kvyat, Ricciardo, Nasr, Massa, Stevens e Rossi.


 


Enquanto a corrida permaneceu sem alterações no bloco da frente, as voltas finais acompanharam batalhas interessantes. A última delas pela 12ª posição, em um pelotão liderado por Pérez e que tinha também Ericsson, Kvyat e Ricciardo, depois que Button fora superado por todos. A luta foi até o fim, mas só ... teve sucesso.


 


Lá na ponta, Hamilton conduziu com cuidado seu Mercedes #44 até a bandeirada para enfim celebrar a tão sonhada 41ª vitória na F1. Foi também a oitava na temporada 2015. Nico Rosberg e Sebastian Vettel ainda completaram o pódio. Entre os brasileiros, Felipe Massa terminou em 18º, enquanto Felipe Nasr abandonou, em um dia que ambos sofreram com todo tipo de problema.


 


A próxima etapa da F1 acontece em 11 de outubro, na Rússia.


Hamilton passa Rosberg na largada, vence no Japão e finalmente empata com marca de ídolo Senna.



Lewis Hamilton é como Ayrton Senna. O inglês finalmente conseguiu as tão sonhadas 41 vitórias na F1 e no mesmo lugar em que o brasileiro garantiu seus três títulos mundiais. E a conquista veio acompanhada de uma manobra arriscada e decisiva ainda na largada e de um desempenho impecável nas demais 53 voltas do GP do Japão deste domingo (27). Saindo do segundo lugar do grid, Hamilton foi duro com o companheiro e pole-position, Nico Rosberg. Colocou o carro por dentro na primeira curva, para concluir com maestria a ultrapassagem na curva 2 e assumir a liderança em Suzuka. A atitude foi fundamental para o triunfo na etapa nipônica, que veio praticamente de ponta a ponta.



A performance ainda deixou o britânico em uma situação das mais confortáveis na disputa pelo tricampeonato, outra marca que persegue como forma de se aproximar ainda mais de Senna. São 277 pontos contra 229 de Rosberg, o segundo colocado, restando apenas cinco corridas para o fim da temporada 2015.



Lewis Hamilton durante a classificação deste sábado em Suzuka, no Japão (Foto: AP) )



Confira como foi o GP do Japão de F1



O domingo (27) em Suzuka amanheceu novamente com céu nublado e com uma chance pequena de chuva, mas nada assustador. Por outro lado, os termômetros apontavam calor de 27ºC. No grid, o pole Nico Rosberg e todo o resto, com exceção da McLaren de Jenson Button e da Sauber de Marcus Ericsson, que foi de pneus duros, decidiram pelos pneus médios – para o top-10, a regra obriga que larguem os pneus do Q2. Saindo do pit-lane por conta do acidente na classificação, Daniil Kvyat também optou pelos macios. De acordo com a Pirelli, a tática mais provável era a de duas paradas, mas não descartou também estratégias de três pit-stops. 



PATROCINADORES

Quando as luzes se apagaram na reta principal de Suzuka, as duas Mercedes saíram em linha reta, mas Hamilton se manteve por dentro da primeira parte da curva 1 e por lá permaneceu, forçando a ultrapassagem. Rosberg, por sua vez, não teve alternativa a não ser tirar o pé. A manobra o fez escapar da pista e perder posições, caindo para o quarto posto. Quem se aproveitou do embate entre os prateados foi Sebastian Vettel e Valtteri Bottas, que pularam imediatamente para segundo e terceiro. Kimi Räikkönen quase tomou o posto de Rosberg, mas ficou mesmo em quinto.Ainda na largada, Daniel Ricciardo saiu muito bem do sétimo lugar e quis aproveitar o espaço do meio, entre Massa e Räikkönen, só que a decisão terminou em um toque com o brasileiro da Williams.



Resultado: furo do pneu dianteiro direito do carro #19, além de uma asa danificada, e furo também do traseiro esquerdo do Red Bull #3. Ambos foram aos pits logo na sequência e voltaram à corrida. O incidente ainda fez outra vítima: Sergio Pérez. O mexicano vinha logo atrás desse imbróglio e, na tentativa de escapar de Massa, acabou sendo tocando por Carlos Sainz, que também vinha por ali. Pérez acabou saindo na brita, mas também foi capaz de voltar à prova. 



Na pista, Hamilton já abria para Vettel, que vinha à frente de Bottas, Rosberg, Räikkönen, Romain Grosjean, Pastor Maldonado, Nico Hulkenberg, Fernando Alonso, Sainz, Marcus Ericsson, Jenson Button, Max Verstappen, Felipe Nasr, Daniil Kvyat, Will Stevens e Alexander Rossi. Ricciardo e Massa vinham tentando se recuperar.



Enquanto o líder já cravava a volta mais rápida da corrida e sustentava ainda 2s5 de vantagem para Vettel, a Mercedes pedia a Rosberg que segurasse o ímpeto no ataque a Bottas, devido a um superaquecimento do motor. 



No bloco intermediário, Alonso, então em décimo, começava a perder posições. O espanhol viu Sainz o ultrapassar e não deixou de reclamar no rádio, falando que era superado como se estivesse em um carro da GP2. O bicampeão ainda seria batido por Ericsson. Mais atrás, Button também sucumbia a Verstappen e a Nasr.Na volta 9, Kvyat foi o primeiro a ir aos boxes. Andando em 15º depois de ter saído do pit-lane, o russo fez a troca para os pneus duros em um trabalho da Red Bull em 2s6. Kvyat voltou à pista em 18º. No giro seguinte, Alonso e Verstappen também foram buscar os compostos de risca laranja. Button foi na passagem de número 12.



A mesma volta foi escolhida pela Williams para fazer o pit-stop de Bottas, o primeiro entre os ponteiros a parar. O finlandês optou por permanecer com os compostos médios, assim como Grosjean, que entrou junto com Valtteri. Ainda na mesma passagem, Nasr foi aos boxes também depois de superar o companheiro de Sauber. Ericsson ainda protagonizaria uma rodada na Spoon.



Lá na frente, Hamilton andava já 1s mais rápido que Vettel, elevando a diferença para 7s5. Aí a Ferrari resolveu chamar Vettel. O alemão entrou na volta 14 e trocou os pneus médios pelos duros. Voltou em quinto, à frente de Bottas. Räikkönen foi aos pits no giro seguinte, repetindo a estratégia de Sebastian. 



PATROCINADORES

Já a Mercedes decidiu fazer a parada de Rosberg antes da de Hamilton. O alemão foi aos boxes na volta 16, mudando para os compostos duros. Nico voltou atrás de Bottas, mas não demorou a superar o finlandês. Uma passagem depois foi a vez do líder da corrida parar. Só que, ao contrário do companheiro, o inglês escolheu permanecer com os pneus médios, deixando evidente a tática diferente em relação a Vettel e Rosberg. 



Assim, depois de toda a janela de pit-stops, a ordem da corrida com 25 voltas era: Hamilton, Vettel, Rosberg, Bottas, Räikkönen, Hülkenberg, Grosjean, Maldonado, Sainz, Alonso, Verstappen, Button, Ericsson, Pérez, Nasr, Kvyat, Ricciardo, Stevens, Rossi e Massa.




Na volta 27, o rádio da McLaren não teve como conter toda a frustração de Alonso com a falta de potência do motor Honda. Depois de ser superado com facilidade na curva 1 por Verstappen, o espanhol disse que tem uma unidade de energia da GP2 nas mãos. Enquanto Fernando bradava contra os produtos japoneses, outro espanhol vivia um drama. Depois de passar por cima de detritos na entrada dos boxes, Sainz danificou a asa dianteira e já entrou nos pits, pegando a Toro Rosso de surpresa. Ainda assim, o estreante conseguiu voltar à corrida.



Lá na frente, a Ferrari chamou Räikkönen no fim da passagem 28, enquanto a Mercedes optou por trazer Rosberg no giro seguinte. Aí foi a vez de Vettel. Só que quem saiu ganhador aí foi o dono do carro #6. Rosberg finalmente conseguia a ultrapassagem em Sebastian, para assumir o segundo lugar. Hamilton veio só na 32. 



Dessa forma, a ordem ficou assim: Hamilton, Rosberg, Vettel, Räikkönen, Bottas, Maldonado, Hülkenberg, Grosjean, Pérez, Sainz, Verstappen, Alonso, Ericsson, Button, Kvyat, Ricciardo, Nasr, Massa, Stevens e Rossi.



Enquanto a corrida permaneceu sem alterações no bloco da frente, as voltas finais acompanharam batalhas interessantes. A última delas pela 12ª posição, em um pelotão liderado por Pérez e que tinha também Ericsson, Kvyat e Ricciardo, depois que Button fora superado por todos. A luta foi até o fim, mas só ... teve sucesso.



Lá na ponta, Hamilton conduziu com cuidado seu Mercedes #44 até a bandeirada para enfim celebrar a tão sonhada 41ª vitória na F1. Foi também a oitava na temporada 2015. Nico Rosberg e Sebastian Vettel ainda completaram o pódio. Entre os brasileiros, Felipe Massa terminou em 18º, enquanto Felipe Nasr abandonou, em um dia que ambos sofreram com todo tipo de problema.



A próxima etapa da F1 acontece em 11 de outubro, na Rússia.



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