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Desvio de dinheiro público na pandemia pode ser maior que propinas da copa

Publicado por TV Minas em 04/05/2020 às 17h38

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Quantia de dinheiro público desviado no contesto da pandemia pode chegar a 5 ou 6 vezes mais do que a média desviada na construção das arenas da Compra do Mundo de 2014 no Brasil.

 

A pandemia causada pelo novo coronavírus abriu um leque de “oportunidades” para gestores corruptos em todo o país.

 

A dispensa da necessidade de licitação proporcionada por decretos de calamidade sem fundamento possibilitaram contratações de empresas “amigas” a preços superfaturados.

 

No rio de janeiro, o governador Wilson Witzel pode estar no centro de um escândalo sem precedentes. Após a ocultação de contrato de quase R$ 1 bilhão feito pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, com a Organização de Saúde Iabas – organização esta que foi proibida de contratar com a Prefeitura do Rio por envolvimento em irregularidade – para gerenciar os hospitais de campanha do Estado do Rio, agora surgem denúncias de fraude no processo de licitação que deu vitória  a esta empresa.

 

Conforme denunciado pelo deputado estadual Anderson Moraes, só a jardinagem dos hospitais de campanha contratados pelo Governo do Rio custariam R$ 600.000,00 reais. Um absurdo

 

Especialistas no combate a crimes financeiros estimam que a quantia de dinheiro público desviada no contesto da pandemia pode chegar a 5 ou 6 vezes mais do que a média desviada na construção das arenas da Compra do Mundo de 2014 no Brasil.

 

No passado, a operação Lava Jato chegou às arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo de 2014. Delações de ex-executivos das construtoras Odebrecht, divulgadas recentemente, e da Andrade Gutierrez citam nove dos 12 estádios utilizados como “palco” de crimes como cartel, pagamento de propinas e também caixa 2.

 

Apenas os particulares Beira-Rio, em Porto Alegre, e Arena da Baixada, em Curitiba, se “salvaram”. A Arena Pantanal, em Cuiabá, não foi mencionada nestas delações, mas também já foi alvo de denúncias. O Maracanã é apontado como campeão em propina.

 

No total, a corrupção rendeu aos acusados pelo menos R$120,9 milhões. O cálculo é bastante conservador. Foi feito com base em quantias e porcentagens citadas em depoimentos – várias menções não vieram seguidas de cifras.

 

O valor pode ser até considerado pequeno diante dos R$ 8,3 bilhões que custaram as arenas de acordo com a versão final da Matriz de Responsabilidades e, principalmente, do oceano de dinheiro desviado em outras ações ilegais desvendadas pela Lava Jato.

 

Nos próximos anos saberemos o tamanho do rombo e o valor embolsado por gestores corruptos e ficaremos mais uma vez estarrecidos.

 

Isso só confirma que corruptos e corruptores não perdem uma oportunidade, mesmo que vidas estejam em risco.

Quantia de dinheiro público desviado no contesto da pandemia pode chegar a 5 ou 6 vezes mais do que a média desviada na construção das arenas da Compra do Mundo de 2014 no Brasil.


 


A pandemia causada pelo novo coronavírus abriu um leque de “oportunidades” para gestores corruptos em todo o país.


 


A dispensa da necessidade de licitação proporcionada por decretos de calamidade sem fundamento possibilitaram contratações de empresas “amigas” a preços superfaturados.


 


No rio de janeiro, o governador Wilson Witzel pode estar no centro de um escândalo sem precedentes. Após a ocultação de contrato de quase R$ 1 bilhão feito pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, com a Organização de Saúde Iabas – organização esta que foi proibida de contratar com a Prefeitura do Rio por envolvimento em irregularidade – para gerenciar os hospitais de campanha do Estado do Rio, agora surgem denúncias de fraude no processo de licitação que deu vitória  a esta empresa.


 


Conforme denunciado pelo deputado estadual Anderson Moraes, só a jardinagem dos hospitais de campanha contratados pelo Governo do Rio custariam R$ 600.000,00 reais. Um absurdo


 


Especialistas no combate a crimes financeiros estimam que a quantia de dinheiro público desviada no contesto da pandemia pode chegar a 5 ou 6 vezes mais do que a média desviada na construção das arenas da Compra do Mundo de 2014 no Brasil.


PATROCINADORES

 


No passado, a operação Lava Jato chegou às arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo de 2014. Delações de ex-executivos das construtoras Odebrecht, divulgadas recentemente, e da Andrade Gutierrez citam nove dos 12 estádios utilizados como “palco” de crimes como cartel, pagamento de propinas e também caixa 2.


 


Apenas os particulares Beira-Rio, em Porto Alegre, e Arena da Baixada, em Curitiba, se “salvaram”. A Arena Pantanal, em Cuiabá, não foi mencionada nestas delações, mas também já foi alvo de denúncias. O Maracanã é apontado como campeão em propina.


 


No total, a corrupção rendeu aos acusados pelo menos R$120,9 milhões. O cálculo é bastante conservador. Foi feito com base em quantias e porcentagens citadas em depoimentos – várias menções não vieram seguidas de cifras.


 


O valor pode ser até considerado pequeno diante dos R$ 8,3 bilhões que custaram as arenas de acordo com a versão final da Matriz de Responsabilidades e, principalmente, do oceano de dinheiro desviado em outras ações ilegais desvendadas pela Lava Jato.


 


Nos próximos anos saberemos o tamanho do rombo e o valor embolsado por gestores corruptos e ficaremos mais uma vez estarrecidos.


 


Isso só confirma que corruptos e corruptores não perdem uma oportunidade, mesmo que vidas estejam em risco.


Quantia de dinheiro público desviado no contesto da pandemia pode chegar a 5 ou 6 vezes mais do que a média desviada na construção das arenas da Compra do Mundo de 2014 no Brasil.



A pandemia causada pelo novo coronavírus abriu um leque de “oportunidades” para gestores corruptos em todo o país.



A dispensa da necessidade de licitação proporcionada por decretos de calamidade sem fundamento possibilitaram contratações de empresas “amigas” a preços superfaturados.



No rio de janeiro, o governador Wilson Witzel pode estar no centro de um escândalo sem precedentes. Após a ocultação de contrato de quase R$ 1 bilhão feito pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, com a Organização de Saúde Iabas – organização esta que foi proibida de contratar com a Prefeitura do Rio por envolvimento em irregularidade – para gerenciar os hospitais de campanha do Estado do Rio, agora surgem denúncias de fraude no processo de licitação que deu vitória  a esta empresa.



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Conforme denunciado pelo deputado estadual Anderson Moraes, só a jardinagem dos hospitais de campanha contratados pelo Governo do Rio custariam R$ 600.000,00 reais. Um absurdo



Especialistas no combate a crimes financeiros estimam que a quantia de dinheiro público desviada no contesto da pandemia pode chegar a 5 ou 6 vezes mais do que a média desviada na construção das arenas da Compra do Mundo de 2014 no Brasil.



No passado, a operação Lava Jato chegou às arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo de 2014. Delações de ex-executivos das construtoras Odebrecht, divulgadas recentemente, e da Andrade Gutierrez citam nove dos 12 estádios utilizados como “palco” de crimes como cartel, pagamento de propinas e também caixa 2.



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Apenas os particulares Beira-Rio, em Porto Alegre, e Arena da Baixada, em Curitiba, se “salvaram”. A Arena Pantanal, em Cuiabá, não foi mencionada nestas delações, mas também já foi alvo de denúncias. O Maracanã é apontado como campeão em propina.



No total, a corrupção rendeu aos acusados pelo menos R$120,9 milhões. O cálculo é bastante conservador. Foi feito com base em quantias e porcentagens citadas em depoimentos – várias menções não vieram seguidas de cifras.



O valor pode ser até considerado pequeno diante dos R$ 8,3 bilhões que custaram as arenas de acordo com a versão final da Matriz de Responsabilidades e, principalmente, do oceano de dinheiro desviado em outras ações ilegais desvendadas pela Lava Jato.



Nos próximos anos saberemos o tamanho do rombo e o valor embolsado por gestores corruptos e ficaremos mais uma vez estarrecidos.



Isso só confirma que corruptos e corruptores não perdem uma oportunidade, mesmo que vidas estejam em risco.



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