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Ciência & Tecnologia

Cientistas descobrem ondas de rádio padronizadas vindas do espaço

Publicado por TV Minas em 17/06/2020 às 21h18

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Observação de mais de 500 dias detecta ritmos regulares no "padrão mais definitivo que vimos de uma dessas fontes", dizem pesquisadores.

 

A edição desta quarta-feira (17) da renomada revista científica 'Nature' traz um intrigante estudo sobre ondas de rádio vindas de algum lugar no espaço até a Terra. Num trabalho de observação de mais de 500 dias intitulado 'Atividade periódica de uma fonte rápida de explosão de rádio' foi observada a maior atividade do tipo já detectada, conhecida como FRBs (na sigla em inglês), com ritmo e padrões repetitivos bem definidos.

 

De acordo com os pesquisadores, os disparos de energia vindos dessa fonte desconhecida realizam um ciclo de exatos 16 dias, com rajadas de ondas de rádio por quatro e interrupções por outros 12 antes de recomeçar.

 

"Este FRB que estamos relatando agora é como um relógio", diz Kiyoshi Masui, professor assistente de física do Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial do KIT do MIT.

 

"É o padrão mais definitivo que vimos de uma dessas fontes. E é uma grande pista que podemos usar para começar a procurar na física o que está causando esses flashes brilhantes, que ninguém realmente entende", afirmou o cientista ao jornal britânico 'Independent'.

 

Essa descoberta foi possível com o uso do radiotelescópio Chime, que fica na Colúmbia Britânica e começou a operar em 2017. Desde então, ele começou a coletar FRBs, usando uma técnica que permite olhar o céu inteiro em vez de se movimentar se e quando qualquer explosão for detectada.

 

Ainda sem a certeza de como essa fonte de energia é gerada, os cientistas especulam o que pode ser, como um único objeto, como uma estrela de nêutrons que está girando e balançando no espaço. Isso explicaria o padrão das explosões, já que o período de 16 dias pode ser o tempo que leva para o objeto girar, com os quatro dias de atividade nos quais está apontando para nós.

 

Ou também podem ser o resultado de um sistema binário, como uma estrela de nêutrons orbitando em torno de outra estrela de nêutrons ou buraco negro. O padrão pode ser o resultado da órbita entre eles e da interação entre os dois, o que explicaria sua regularidade.

 

Há ainda a hipótese de que uma fonte de rádio estática circula uma estrela central, que poderia estar liberando uma nuvem de gás que aumentaria as emissões de rádio e as enviaria poderosamente para a Terra.

 

Especulações à parte, a primeira FRB foi descoberta em 2007 e desde então os cientistas já encontraram mais de 100. Inicialmente, elas foram detectadas apenas como explosões individuais, mas nos últimos tempos os pesquisadores descobriram fontes repetidas como esta.

Observação de mais de 500 dias detecta ritmos regulares no "padrão mais definitivo que vimos de uma dessas fontes", dizem pesquisadores.


 


A edição desta quarta-feira (17) da renomada revista científica 'Nature' traz um intrigante estudo sobre ondas de rádio vindas de algum lugar no espaço até a Terra. Num trabalho de observação de mais de 500 dias intitulado 'Atividade periódica de uma fonte rápida de explosão de rádio' foi observada a maior atividade do tipo já detectada, conhecida como FRBs (na sigla em inglês), com ritmo e padrões repetitivos bem definidos.


 


De acordo com os pesquisadores, os disparos de energia vindos dessa fonte desconhecida realizam um ciclo de exatos 16 dias, com rajadas de ondas de rádio por quatro e interrupções por outros 12 antes de recomeçar.


 


"Este FRB que estamos relatando agora é como um relógio", diz Kiyoshi Masui, professor assistente de física do Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial do KIT do MIT.


 


"É o padrão mais definitivo que vimos de uma dessas fontes. E é uma grande pista que podemos usar para começar a procurar na física o que está causando esses flashes brilhantes, que ninguém realmente entende", afirmou o cientista ao jornal britânico 'Independent'.


PATROCINADORES

 


Essa descoberta foi possível com o uso do radiotelescópio Chime, que fica na Colúmbia Britânica e começou a operar em 2017. Desde então, ele começou a coletar FRBs, usando uma técnica que permite olhar o céu inteiro em vez de se movimentar se e quando qualquer explosão for detectada.


 


Ainda sem a certeza de como essa fonte de energia é gerada, os cientistas especulam o que pode ser, como um único objeto, como uma estrela de nêutrons que está girando e balançando no espaço. Isso explicaria o padrão das explosões, já que o período de 16 dias pode ser o tempo que leva para o objeto girar, com os quatro dias de atividade nos quais está apontando para nós.


 


Ou também podem ser o resultado de um sistema binário, como uma estrela de nêutrons orbitando em torno de outra estrela de nêutrons ou buraco negro. O padrão pode ser o resultado da órbita entre eles e da interação entre os dois, o que explicaria sua regularidade.


 


Há ainda a hipótese de que uma fonte de rádio estática circula uma estrela central, que poderia estar liberando uma nuvem de gás que aumentaria as emissões de rádio e as enviaria poderosamente para a Terra.


 


Especulações à parte, a primeira FRB foi descoberta em 2007 e desde então os cientistas já encontraram mais de 100. Inicialmente, elas foram detectadas apenas como explosões individuais, mas nos últimos tempos os pesquisadores descobriram fontes repetidas como esta.


Observação de mais de 500 dias detecta ritmos regulares no "padrão mais definitivo que vimos de uma dessas fontes", dizem pesquisadores.



A edição desta quarta-feira (17) da renomada revista científica 'Nature' traz um intrigante estudo sobre ondas de rádio vindas de algum lugar no espaço até a Terra. Num trabalho de observação de mais de 500 dias intitulado 'Atividade periódica de uma fonte rápida de explosão de rádio' foi observada a maior atividade do tipo já detectada, conhecida como FRBs (na sigla em inglês), com ritmo e padrões repetitivos bem definidos.



De acordo com os pesquisadores, os disparos de energia vindos dessa fonte desconhecida realizam um ciclo de exatos 16 dias, com rajadas de ondas de rádio por quatro e interrupções por outros 12 antes de recomeçar.



PATROCINADORES

"Este FRB que estamos relatando agora é como um relógio", diz Kiyoshi Masui, professor assistente de física do Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial do KIT do MIT.



"É o padrão mais definitivo que vimos de uma dessas fontes. E é uma grande pista que podemos usar para começar a procurar na física o que está causando esses flashes brilhantes, que ninguém realmente entende", afirmou o cientista ao jornal britânico 'Independent'.



Essa descoberta foi possível com o uso do radiotelescópio Chime, que fica na Colúmbia Britânica e começou a operar em 2017. Desde então, ele começou a coletar FRBs, usando uma técnica que permite olhar o céu inteiro em vez de se movimentar se e quando qualquer explosão for detectada.



PATROCINADORES

Ainda sem a certeza de como essa fonte de energia é gerada, os cientistas especulam o que pode ser, como um único objeto, como uma estrela de nêutrons que está girando e balançando no espaço. Isso explicaria o padrão das explosões, já que o período de 16 dias pode ser o tempo que leva para o objeto girar, com os quatro dias de atividade nos quais está apontando para nós.



Ou também podem ser o resultado de um sistema binário, como uma estrela de nêutrons orbitando em torno de outra estrela de nêutrons ou buraco negro. O padrão pode ser o resultado da órbita entre eles e da interação entre os dois, o que explicaria sua regularidade.



Há ainda a hipótese de que uma fonte de rádio estática circula uma estrela central, que poderia estar liberando uma nuvem de gás que aumentaria as emissões de rádio e as enviaria poderosamente para a Terra.



Especulações à parte, a primeira FRB foi descoberta em 2007 e desde então os cientistas já encontraram mais de 100. Inicialmente, elas foram detectadas apenas como explosões individuais, mas nos últimos tempos os pesquisadores descobriram fontes repetidas como esta.



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