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Banco Central mantém política de cortes e taxa Selic cai para 2,25%

Publicado por TV Minas em 17/06/2020 às 22h27

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Oitavo corte consecutivo faz taxa básica de juros retrair ao menor nível da história; autoridade monetária indica que ainda há espaço para um novo reajuste.

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a sua política monetária de trajetória descendente dos juros e reduziu pela oitava vez consecutiva a Selic, a taxa básica da economia brasileira. O corte anunciado nesta quarta-feira, 17, foi de 0,75 ponto percentual, em linha com o esperado pelo mercado financeiro. A Selic está agora no nível de 2,25% ao ano, a nova mínima histórica.

 

Mesmo com a retomada, em partes, da economia mundial no último mês, paralisada diante da pandemia de coronavírus, ainda há indícios de que a recuperação possa ser muito lenta. Com o nível de inflação baixo, o Banco Central tenta, por meio dos cortes na Selic, estimular a economia brasileira. Em comunicado, membros do colegiado indicam que a fase de grandes cortes – iniciada em julho do ano passado –  se encerra nesta decisão, mas não descarta outros pequenos ajustes.

 

“Neste momento, o Comitê considera que a magnitude do estímulo monetário já implementado parece compatível com os impactos econômicos da pandemia da Covid-19. Para as próximas reuniões, o Comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual”, afirma o comunicado da decisão.

 

A decisão do Copom foi baseada no impacto recessivo da Covid-19 sobre a economia, o que tem reduzido os índices de inflação neste momento. Em abril e maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, apresentou deflação, em grande parte pela queda da demanda.

 

Economistas já preveem a alta dos preços este ano a menos de 2%, número aquém do centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4%. “O ambiente está propício para cortar mais juros. O país não registra inflação, a economia ainda não se recuperou, o grau de ociosidade da indústria continua alto, e o consumo das famílias segue estagnado. Ou seja, este corte foi ao encontro do que o mercado imaginava”, diz Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae Asset. Porém, está no radar que os preços possam ser pressionados na retomada da economia.

 

“O Brasil tem um histórico ruim de inflação. Hoje, ela está controlada porque as pessoas estão confinadas e só compram o básico para sobreviverem, mas, no futuro, a inflação pode galopar e o Banco Central terá de subir novamente a taxa de juros”, opina.

 

Essa preocupação sobre descontrole da inflação no futuro permeia as indicações contidas no comunicado do Copom.

 

Segundo o BC, a decisão unânime leva em consideração o elevado nível de ociosidade, que pode levar a inflação anual abaixo do esperado. Antes da pandemia de coronavírus, a autoridade monetária enxergava uma inflação estável, convergente à meta, mas a crise de caráter deflacionário tornou os ajustes necessários.

 

O Copom pondera que, entretanto, programas de estímulo de crédito e recomposição de renda, implementados no combate à pandemia, podem fazer com que a redução da demanda agregada seja menor do que a estimada, adicionando uma assimetria ao balanço de riscos. No entanto, membros do Comitê enfatizam a necessidade de uma continuidade na agenda de reformas no período pós crise.

 

“Perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia”. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia.

 

O economista do Santander, Maurício Oreng, acredita que os estímulos da autoridade monetária são bem-vindos e acompanham os estímulos fiscais promovidos pelo governo recentemente, mas alerta que o Banco Central chega próxima de seu limite com o corte desta quarta-feira. “O que nós vemos no cenário de curto prazo é que os níveis de endividamento e de desemprego serão elevados.

 

O estímulo monetário serve para mitigar esses efeitos na economia”, diz ele. “A atuação da política monetária se soma aos esforços do governo de baratear o custo do crédito e de dar sustentação aos níveis de confiança que recuaram nos últimos meses por conta da pandemia”. Ao que tudo indica, a próxima reunião do Copom será de novo corte na taxa básica de juros. Precisa saber se essa estratégia será suficiente para reaquecer, de fato, a economia e evitar milhões de novos desempregados pelo país.

Oitavo corte consecutivo faz taxa básica de juros retrair ao menor nível da história; autoridade monetária indica que ainda há espaço para um novo reajuste.


 


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a sua política monetária de trajetória descendente dos juros e reduziu pela oitava vez consecutiva a Selic, a taxa básica da economia brasileira. O corte anunciado nesta quarta-feira, 17, foi de 0,75 ponto percentual, em linha com o esperado pelo mercado financeiro. A Selic está agora no nível de 2,25% ao ano, a nova mínima histórica.


 


Mesmo com a retomada, em partes, da economia mundial no último mês, paralisada diante da pandemia de coronavírus, ainda há indícios de que a recuperação possa ser muito lenta. Com o nível de inflação baixo, o Banco Central tenta, por meio dos cortes na Selic, estimular a economia brasileira. Em comunicado, membros do colegiado indicam que a fase de grandes cortes – iniciada em julho do ano passado –  se encerra nesta decisão, mas não descarta outros pequenos ajustes.


 


“Neste momento, o Comitê considera que a magnitude do estímulo monetário já implementado parece compatível com os impactos econômicos da pandemia da Covid-19. Para as próximas reuniões, o Comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual”, afirma o comunicado da decisão.


 


A decisão do Copom foi baseada no impacto recessivo da Covid-19 sobre a economia, o que tem reduzido os índices de inflação neste momento. Em abril e maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, apresentou deflação, em grande parte pela queda da demanda.


 


Economistas já preveem a alta dos preços este ano a menos de 2%, número aquém do centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4%. “O ambiente está propício para cortar mais juros. O país não registra inflação, a economia ainda não se recuperou, o grau de ociosidade da indústria continua alto, e o consumo das famílias segue estagnado. Ou seja, este corte foi ao encontro do que o mercado imaginava”, diz Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae Asset. Porém, está no radar que os preços possam ser pressionados na retomada da economia.


 


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“O Brasil tem um histórico ruim de inflação. Hoje, ela está controlada porque as pessoas estão confinadas e só compram o básico para sobreviverem, mas, no futuro, a inflação pode galopar e o Banco Central terá de subir novamente a taxa de juros”, opina.


 


Essa preocupação sobre descontrole da inflação no futuro permeia as indicações contidas no comunicado do Copom.


 


Segundo o BC, a decisão unânime leva em consideração o elevado nível de ociosidade, que pode levar a inflação anual abaixo do esperado. Antes da pandemia de coronavírus, a autoridade monetária enxergava uma inflação estável, convergente à meta, mas a crise de caráter deflacionário tornou os ajustes necessários.


 


O Copom pondera que, entretanto, programas de estímulo de crédito e recomposição de renda, implementados no combate à pandemia, podem fazer com que a redução da demanda agregada seja menor do que a estimada, adicionando uma assimetria ao balanço de riscos. No entanto, membros do Comitê enfatizam a necessidade de uma continuidade na agenda de reformas no período pós crise.


 


“Perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia”. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia.


 


O economista do Santander, Maurício Oreng, acredita que os estímulos da autoridade monetária são bem-vindos e acompanham os estímulos fiscais promovidos pelo governo recentemente, mas alerta que o Banco Central chega próxima de seu limite com o corte desta quarta-feira. “O que nós vemos no cenário de curto prazo é que os níveis de endividamento e de desemprego serão elevados.


 


O estímulo monetário serve para mitigar esses efeitos na economia”, diz ele. “A atuação da política monetária se soma aos esforços do governo de baratear o custo do crédito e de dar sustentação aos níveis de confiança que recuaram nos últimos meses por conta da pandemia”. Ao que tudo indica, a próxima reunião do Copom será de novo corte na taxa básica de juros. Precisa saber se essa estratégia será suficiente para reaquecer, de fato, a economia e evitar milhões de novos desempregados pelo país.


Oitavo corte consecutivo faz taxa básica de juros retrair ao menor nível da história; autoridade monetária indica que ainda há espaço para um novo reajuste.



O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a sua política monetária de trajetória descendente dos juros e reduziu pela oitava vez consecutiva a Selic, a taxa básica da economia brasileira. O corte anunciado nesta quarta-feira, 17, foi de 0,75 ponto percentual, em linha com o esperado pelo mercado financeiro. A Selic está agora no nível de 2,25% ao ano, a nova mínima histórica.



Mesmo com a retomada, em partes, da economia mundial no último mês, paralisada diante da pandemia de coronavírus, ainda há indícios de que a recuperação possa ser muito lenta. Com o nível de inflação baixo, o Banco Central tenta, por meio dos cortes na Selic, estimular a economia brasileira. Em comunicado, membros do colegiado indicam que a fase de grandes cortes – iniciada em julho do ano passado –  se encerra nesta decisão, mas não descarta outros pequenos ajustes.



“Neste momento, o Comitê considera que a magnitude do estímulo monetário já implementado parece compatível com os impactos econômicos da pandemia da Covid-19. Para as próximas reuniões, o Comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual”, afirma o comunicado da decisão.



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A decisão do Copom foi baseada no impacto recessivo da Covid-19 sobre a economia, o que tem reduzido os índices de inflação neste momento. Em abril e maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, apresentou deflação, em grande parte pela queda da demanda.



Economistas já preveem a alta dos preços este ano a menos de 2%, número aquém do centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4%. “O ambiente está propício para cortar mais juros. O país não registra inflação, a economia ainda não se recuperou, o grau de ociosidade da indústria continua alto, e o consumo das famílias segue estagnado. Ou seja, este corte foi ao encontro do que o mercado imaginava”, diz Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae Asset. Porém, está no radar que os preços possam ser pressionados na retomada da economia.



“O Brasil tem um histórico ruim de inflação. Hoje, ela está controlada porque as pessoas estão confinadas e só compram o básico para sobreviverem, mas, no futuro, a inflação pode galopar e o Banco Central terá de subir novamente a taxa de juros”, opina.



Essa preocupação sobre descontrole da inflação no futuro permeia as indicações contidas no comunicado do Copom.



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Segundo o BC, a decisão unânime leva em consideração o elevado nível de ociosidade, que pode levar a inflação anual abaixo do esperado. Antes da pandemia de coronavírus, a autoridade monetária enxergava uma inflação estável, convergente à meta, mas a crise de caráter deflacionário tornou os ajustes necessários.



O Copom pondera que, entretanto, programas de estímulo de crédito e recomposição de renda, implementados no combate à pandemia, podem fazer com que a redução da demanda agregada seja menor do que a estimada, adicionando uma assimetria ao balanço de riscos. No entanto, membros do Comitê enfatizam a necessidade de uma continuidade na agenda de reformas no período pós crise.



“Perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia”. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia.



O economista do Santander, Maurício Oreng, acredita que os estímulos da autoridade monetária são bem-vindos e acompanham os estímulos fiscais promovidos pelo governo recentemente, mas alerta que o Banco Central chega próxima de seu limite com o corte desta quarta-feira. “O que nós vemos no cenário de curto prazo é que os níveis de endividamento e de desemprego serão elevados.



O estímulo monetário serve para mitigar esses efeitos na economia”, diz ele. “A atuação da política monetária se soma aos esforços do governo de baratear o custo do crédito e de dar sustentação aos níveis de confiança que recuaram nos últimos meses por conta da pandemia”. Ao que tudo indica, a próxima reunião do Copom será de novo corte na taxa básica de juros. Precisa saber se essa estratégia será suficiente para reaquecer, de fato, a economia e evitar milhões de novos desempregados pelo país.



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