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Homem morre por Covid-19 e hospital cobra R$ 170 mil da família

Publicado por TV Minas em 21/06/2020 às 12h20 - Atualizado às 12h23

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Com a persistência da falta de ar, sintoma característico da Covid-19, o comerciante Fábio Cardoso Thomé dos Santos, de 38 anos, considerou prudente checar seu estado de saúde. Com receio de perder tempo na fila de espera da rede pública, optou por buscar atendimento em um hospital privado, o Santa Cruz, no centro da cidade de São Paulo.

 

Santos não tinha plano de saude. Mas, de acordo com a sua família, acreditava que a ida àquela unidade hospitalar representaria o pagamento por um ou outro exame e resolveria a questão. Só que ele não saiu mais dali. Acabou intgernado por 7 dias na UTI e morreu em decorrência do coronavírus.

 

Além da perda súbita, sem tempo sequer para despedidas, a família também encarou com perplexidade a conta do hospital: R$ 169.313,55.

 

"A gente sabia que estava tudo lotado (na rede pública). Procuramos um hospital particular, mas nunca cogitamos UTI. Pensava que seria coisa de 2 dias lá. Ele era jovem e saudável. Mas não foi assim", lamenta Márcia Cardoso Thomé dos Santos, irmã da vítima.

 

Quando a pandemia chegou a São Paulo, Santos tomou a frente do negócio da família, a vidraçaria fundada por seus pais. para preservá-los, passou a ser o único a ir até o local e também assumiu outras tarefas como, por exemplo, fazer as compras do supermercado.

 

O primeiro sintoma a surgir foi a tosse seca, segundo o relato da irmã. ela se surpreendeu com a rápida progressão da doença. quando o quadro se agravou, o hospital consultou a família. "Os médicos perguntaram se a gente ia seguir com a internação lá ou fazer a transferência para um hospiutal público", conta a irmã.

 

Ela pondera: "O que você faria ao ver um filho com Covid e os hospitais superlotados?" A família deu o aval para a permanência do paciente no Santa Cruz.

 

A primeira conta do hospital, relacionada aos exames iniciais, como uma tomografia, ficou em R$ 1.700,00. A partir desta referência, eles tomaram a decisão. "No início fizemos uma conta e achamos que ia dar pra pagar de alguma maneira. Não tinha ideia de que poderia chegar a esse valor", diz Márcia.

 

De acordo com a advogada especialista na defesa de pacientes em processoa na área de saúde,  como a família assumiu a responsabilidade financeira pelo tratamento, uma contestação se torna mais difícil. "É uma situação muito específica e delicada, mas houve a escolha de manter no hospital. O quadro se agravou muito rápido e a família, sabendo da gravidade do caso, optou por mantê-lo lá".

 

Procurado pela reportagem, o Hospital Santa Cruz informou que "está à disposição para negociação da conta hospitalar em aberto junto aos responsáveis legais".

 

A família de Fábio Cardoso acreditou que a passagem pelo hospital seria rápida. A nota fiscal emitida pelo hospital descreve eos gastos. Honorários médicos: R$ 4.546,00. Diárias em UTI: R$ 2.821,00. Medicamentos: R$ 46.000,00. Materiais hospitalares: R$ 87.000,00. Entre outras descrições a conta chega ao valor total mencionado.

 

"Temos R$ 2000,00 em uma conta corrente. Estamos sem saída". uma campanha de arrecadação foi iniciada pela internet e chegou a R$ 35.000,00 até sexta-feira (19).

 

"Entramos no hospital para fazer uma consulta e tudo virou pesadelo. Com uma conta de R$ 170.000,00".

 

O comerciante Fábio Cardoso era casado e tinha uma filha de 15 anos.

Com a persistência da falta de ar, sintoma característico da Covid-19, o comerciante Fábio Cardoso Thomé dos Santos, de 38 anos, considerou prudente checar seu estado de saúde. Com receio de perder tempo na fila de espera da rede pública, optou por buscar atendimento em um hospital privado, o Santa Cruz, no centro da cidade de São Paulo.


 


Santos não tinha plano de saude. Mas, de acordo com a sua família, acreditava que a ida àquela unidade hospitalar representaria o pagamento por um ou outro exame e resolveria a questão. Só que ele não saiu mais dali. Acabou intgernado por 7 dias na UTI e morreu em decorrência do coronavírus.


 


Além da perda súbita, sem tempo sequer para despedidas, a família também encarou com perplexidade a conta do hospital: R$ 169.313,55.


 


"A gente sabia que estava tudo lotado (na rede pública). Procuramos um hospital particular, mas nunca cogitamos UTI. Pensava que seria coisa de 2 dias lá. Ele era jovem e saudável. Mas não foi assim", lamenta Márcia Cardoso Thomé dos Santos, irmã da vítima.


 


Quando a pandemia chegou a São Paulo, Santos tomou a frente do negócio da família, a vidraçaria fundada por seus pais. para preservá-los, passou a ser o único a ir até o local e também assumiu outras tarefas como, por exemplo, fazer as compras do supermercado.


 


O primeiro sintoma a surgir foi a tosse seca, segundo o relato da irmã. ela se surpreendeu com a rápida progressão da doença. quando o quadro se agravou, o hospital consultou a família. "Os médicos perguntaram se a gente ia seguir com a internação lá ou fazer a transferência para um hospiutal público", conta a irmã.


 


Ela pondera: "O que você faria ao ver um filho com Covid e os hospitais superlotados?" A família deu o aval para a permanência do paciente no Santa Cruz.


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A primeira conta do hospital, relacionada aos exames iniciais, como uma tomografia, ficou em R$ 1.700,00. A partir desta referência, eles tomaram a decisão. "No início fizemos uma conta e achamos que ia dar pra pagar de alguma maneira. Não tinha ideia de que poderia chegar a esse valor", diz Márcia.


 


De acordo com a advogada especialista na defesa de pacientes em processoa na área de saúde,  como a família assumiu a responsabilidade financeira pelo tratamento, uma contestação se torna mais difícil. "É uma situação muito específica e delicada, mas houve a escolha de manter no hospital. O quadro se agravou muito rápido e a família, sabendo da gravidade do caso, optou por mantê-lo lá".


 


Procurado pela reportagem, o Hospital Santa Cruz informou que "está à disposição para negociação da conta hospitalar em aberto junto aos responsáveis legais".


 


A família de Fábio Cardoso acreditou que a passagem pelo hospital seria rápida. A nota fiscal emitida pelo hospital descreve eos gastos. Honorários médicos: R$ 4.546,00. Diárias em UTI: R$ 2.821,00. Medicamentos: R$ 46.000,00. Materiais hospitalares: R$ 87.000,00. Entre outras descrições a conta chega ao valor total mencionado.


 


"Temos R$ 2000,00 em uma conta corrente. Estamos sem saída". uma campanha de arrecadação foi iniciada pela internet e chegou a R$ 35.000,00 até sexta-feira (19).


 


"Entramos no hospital para fazer uma consulta e tudo virou pesadelo. Com uma conta de R$ 170.000,00".


 


O comerciante Fábio Cardoso era casado e tinha uma filha de 15 anos.


Com a persistência da falta de ar, sintoma característico da Covid-19, o comerciante Fábio Cardoso Thomé dos Santos, de 38 anos, considerou prudente checar seu estado de saúde. Com receio de perder tempo na fila de espera da rede pública, optou por buscar atendimento em um hospital privado, o Santa Cruz, no centro da cidade de São Paulo.



Santos não tinha plano de saude. Mas, de acordo com a sua família, acreditava que a ida àquela unidade hospitalar representaria o pagamento por um ou outro exame e resolveria a questão. Só que ele não saiu mais dali. Acabou intgernado por 7 dias na UTI e morreu em decorrência do coronavírus.



Além da perda súbita, sem tempo sequer para despedidas, a família também encarou com perplexidade a conta do hospital: R$ 169.313,55.



"A gente sabia que estava tudo lotado (na rede pública). Procuramos um hospital particular, mas nunca cogitamos UTI. Pensava que seria coisa de 2 dias lá. Ele era jovem e saudável. Mas não foi assim", lamenta Márcia Cardoso Thomé dos Santos, irmã da vítima.



Quando a pandemia chegou a São Paulo, Santos tomou a frente do negócio da família, a vidraçaria fundada por seus pais. para preservá-los, passou a ser o único a ir até o local e também assumiu outras tarefas como, por exemplo, fazer as compras do supermercado.



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O primeiro sintoma a surgir foi a tosse seca, segundo o relato da irmã. ela se surpreendeu com a rápida progressão da doença. quando o quadro se agravou, o hospital consultou a família. "Os médicos perguntaram se a gente ia seguir com a internação lá ou fazer a transferência para um hospiutal público", conta a irmã.



Ela pondera: "O que você faria ao ver um filho com Covid e os hospitais superlotados?" A família deu o aval para a permanência do paciente no Santa Cruz.



A primeira conta do hospital, relacionada aos exames iniciais, como uma tomografia, ficou em R$ 1.700,00. A partir desta referência, eles tomaram a decisão. "No início fizemos uma conta e achamos que ia dar pra pagar de alguma maneira. Não tinha ideia de que poderia chegar a esse valor", diz Márcia.



De acordo com a advogada especialista na defesa de pacientes em processoa na área de saúde,  como a família assumiu a responsabilidade financeira pelo tratamento, uma contestação se torna mais difícil. "É uma situação muito específica e delicada, mas houve a escolha de manter no hospital. O quadro se agravou muito rápido e a família, sabendo da gravidade do caso, optou por mantê-lo lá".



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Procurado pela reportagem, o Hospital Santa Cruz informou que "está à disposição para negociação da conta hospitalar em aberto junto aos responsáveis legais".



A família de Fábio Cardoso acreditou que a passagem pelo hospital seria rápida. A nota fiscal emitida pelo hospital descreve eos gastos. Honorários médicos: R$ 4.546,00. Diárias em UTI: R$ 2.821,00. Medicamentos: R$ 46.000,00. Materiais hospitalares: R$ 87.000,00. Entre outras descrições a conta chega ao valor total mencionado.



"Temos R$ 2000,00 em uma conta corrente. Estamos sem saída". uma campanha de arrecadação foi iniciada pela internet e chegou a R$ 35.000,00 até sexta-feira (19).



"Entramos no hospital para fazer uma consulta e tudo virou pesadelo. Com uma conta de R$ 170.000,00".



O comerciante Fábio Cardoso era casado e tinha uma filha de 15 anos.



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