news:

Notícias

Minas tem ilhas a salvo da COVID-19, que somam 125 cidades

Publicado por TV Minas em 07/07/2020 às 20h06 - Atualizado às 17h07

297778973.jpeg

Com boas taxas de adesão ao isolamento, entre outras medidas e a geografia, pequenas cidades estão sem registros da doença.

 

Livres em meio à pandemia do novo coronavírus. Quase quatro meses depois de Minas Gerais ter confirmado o primeiro caso de COVID-19,  o boletim epidemiológico mais atualizado registra 58.283 diagnósticos positivos da doença e 1.201 mortes.

 

A despeito do avanço da pandemia, o estado tem 125 cidades sem registro da enfermidade que assusta o mundo – o equivalente a 14,6% dos 853 municípios mineiros.

 

Os dados mostram que o isolamento social, apontado por especialistas como uma das maiores armas contra o vírus, é o principal aliado da maioria dessas cidades. Cerca de 60% delas têm taxas de adesão ao distanciamento maiores que a média estadual.

 

Entre essas cidades está Santana do Riacho, município marcado pelo movimento de turistas em busca do sossego e das aventuras da Serra do Cipó. Localizado na macrorregião Central do estado, o município tem quase 5 mil habitantes e credita o sucesso na pandemia até aqui à conscientização da população e às medidas adotadas pelo poder público.

 

 

Santana do Riacho chegou a adotar o lockdown para afastar os turistas da Serra do Cipó e manter a quarentena, evitando a disseminação do novo coronavírus.

 

 

Uma das ações da prefeitura local durante a pandemia foi o lockdown decretado no início de maio para frear a visita de turistas que ignoravam a quarentena. “Todas as medidas tomadas foram acompanhadas diariamente. O lockdown ajudou também.

 

Quando flexibilizamos, isso foi feito de maneira parcial e fizemos vistorias nos estabelecimentos para saber se os critérios contra COVID-19 estavam sendo seguidos. Também sensibilizamos a população com faixas e divulgação sonora”, explica a secretária de Saúde de Santana do Riacho, Andréa Freire.

 

A medida mais recente adotada pela cidade foi a mudança de uma das barreiras sanitárias instaladas durante a pandemia.

 

Enquanto a que funciona na entrada principal do município permanece no mesmo local, a que operava na Serra do Cipó foi transferida para o limite entre Santana do Riacho e as cidades de Baldim e Jaboticatubas, ambas na Grande Belo Horizonte e com casos confirmados da COVID-19. “Fizemos esse teste e vamos acompanhar os resultados para ver se vamos manter essa estratégia ou não”, afirma Andréa Freire, que aponta o investimento em testes como uma das alternativas que fazem da cidade ainda ser uma “ilha” em meio à crise na saúde pública.

 

 

Adesão

 

 

Prefeitura de Ponto Chique instalou barreira sanitária e mantém carro de som que recomenda isolamento​.

 

 

No Norte de Minas Gerais, estão 23 cidades sem registro oficial de contaminação pelo coronavírus. Fazem parte desse seleto grupo municípios como Olhos D'Água, Campo Azul e Ponto Chique.

 

Desse universo total, 18 são as chamadas cidades 'fim de linha', municípios situados às margens de rodovias que dão acesso a diversos locais. Para quem chegar até elas, é só pegar o caminho de volta.
 

Santana do Riacho, na região Central de Minas, está entre as cidades com médias de isolamento social melhores que o observado no estado. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), 40,46% dos moradores do município respeitavam o isolamento social. A taxa média mineira é de 39,28%.

 

Entre as 125 cidades sem casos de COVID-19 em Minas, 74 têm médias de distanciamento social melhores que a do estado. O índice mais alto, entre os municípios ainda sem vítimas da pandemia, é o de Monjolos, também na Região Central do estado: exatos 50% da pequena população de pouco mais de 2 mil habitantes respeitam a quarentena.

 

A maioria das prefeituras sem registro de infecção pelo novo coronavírus é formada por cidades com  população pequena. Apenas 8% dos 125 municípios têm mais de 10 mil habitantes: Água Boa, Areado, Chapada do Norte, Chapada Gaúcha, Conceição da Aparecida, Monte Belo, Pedras de Maria da Cruz, Prudente de Morais, Setubinha, Virginópolis.

 

Na mesma toada, 71 prefeituras (57%) administram municípios com menos de 5 mil habitantes. Entre elas, está Serra da Saudade, a menor cidade do Brasil, localizada na Região Oeste de Minas. Apenas 786 pessoas vivem na cidadezinha.

 

Entre as 14 macrorregiões administrativas do estado, só duas não têm cidades sem casos de COVID-19: Vale do Aço e Triângulo do Norte. Por outro lado, o Sul de Minas Gerais lidera o ranking de municípios sem vítimas entre as regionais: 29 prefeituras sem qualquer diagnóstico.

 

Balanço Minas Gerais registrou mais 18 mortes e 2.325 casos confirmados da infecção causada pelo novo coronavírus em 24 horas.

 

Com isso, o estado chegou à marca de 1.201 vidas perdidas e 58.283 diagnósticos da COVID-19. As informações fazem parte do último boletim epidemiológico publicado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG).

 

Dos 58.283 casos confirmados em Minas, 21.460 (36,7%) ainda são diagnósticos ativos, pessoas que estão em acompanhamento. Além das 1.201 mortes, 35.622 (61,1) pessoas já se recuperaram da enfermidade. Até o momento, 270 cidades mineiras registram ao menos uma morte por COVID-19. A taxa de letalidade – percentagem de doentes que morrem – permaneceu em 2,1%.

 

Entre todas as mortes, 74% são idosos, o que leva a média de idade dos óbitos para 69 anos. Outro detalhe do levantamento do estado diz respeito à percentagem de comorbidades entre os mortos: 82% deles apresentavam algum agravante. Além da idade, a hipertensão, doença cardiovascular, diabetes e pneumopatia são comuns entre as vítimas.

 

Ainda no boletim de ontem, Belo Horizonte deixou de ser a cidade com mais casos da COVID-19 no estado e foi ultrapassada por Uberlândia, no Triângulo Mineiro: 7.460 ante 7.385. No quesito vidas perdidas, contudo, a capital ainda tem a liderança com 176 óbitos, seguida por Uberlândia, com 110; Juiz de Fora, com 58; e Contagem, com 52.

 


Proteção


14,6%


É o percentual de municípios mineiros que chegou ao fim de semana e não informou casos de contaminação e mortes pelo coronavírus

 


Avanço


58.283


É o número de pessoas infectadas em Minas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde 

 

 

Consciência estimulada dentro e fora de casa

 

 

Campo Azul, onde o distanciamento social tem sido levado a sério pela população, é um dos municípios do Norte de Minas que não têm casos de infecção.

 

 

No Norte de Minas Gerais que se concentra boa parte das cidades sem registro oficial de casos de COVID-19, o isolamento não é o único fator que “segurou” a entrada do coronavírus nas pequenas cidades até agora. 

 

Nelas, além do isolamento social, a conscientização dos moradores e as medidas preventivas têm sido as ferramentas para impedir a chegada e transmissão do vírus. É o que se verifica em Campo Azul,  de 3.817 habitantes.

 

O prefeito e produtor rural Oséas Almeida Junior (PSD), o Junior de Oséas, mesmo sem registro de nenhum caso da COVID-19, mantém o comércio não essencial fechado na cidade. “Adotamos o isolamento social rigoroso. Não abrimos nada ainda. (Mantemos) tudo fechado. Acho que em primeiro lugar (temos que colocar) a saúde do povo”, afirma Oséas.

 

Engana-se quem pensa que ele pretende afrouxar as restrições pelo fato de a cidade não ter registro do coronavírus.Diferentemente disso, vai endurecer mais ainda. Oséas anuncia que vai implantar hoje barreira sanitária na entrada da cidade.

 

Ele lembra que, até então, uma equipe da Vigilância Epidemiológica já estava indo de casa em casa. “Quando constatada a chegada de alguém de fora, obrigamos cumprir a quarentena”, disse o chefe do executivo, se referindo ao cumprimento do isolamento – de sete dias (para os assintomáticos) e de 14 dias para quem apresenta sintomas gripais.

 

Também no Norte do estado, a vigilância contra a COVID-19 é permanente em Ponto Chique, de 4,26 mil habitantes, às margens do Rio São Francisco, outro município “zero coronavírus”.

 

De acordo com a prefeitura e a secretaria de Saúde locais, entre ações práticas para impedir ou retardar a chegada do perigoso vírus na cidade, até agora, foram feitos: uso de carro de som nas ruas para recomendar o isolamento social e as medidas de higiene tomadas pelos moradores, com a distribuição de máscaras, priorizando grupos de risco.

 

Além disso, foram implantadas barreiras sanitárias nas entradas da cidade, com aferição de temperatura, coleta de dados e orientação aos visitantes. Os agentes municipais de saúde visitam os domicílios, fazendo a entrega de folhetos educativos.  Outra iniciativa foi a realização de reuniões com os comerciantes locais, esclarecendo sobre o distanciamento social.

 

Prevenir é o lema Olhos D'água está localizada às margens da rodovia MGT-451, que liga as cidades de Bocaiuva e Diamantina, municípios que contam com registros de casos de coronavirus.

 

Com seus 6,096 mil habitantes, Olhos D'água também conta com uma cachoeira, que sempre recebe visitantes. Mas, com essas condições potencialmente favoráveis à chegada do vírus, a cidade ainda não tem nenhum caso da COVID-19.

 

O coronavírus foi afastado pelas medidas de isolamento social, a conscientização dos moradores e o monitoramento semanal da situação do município desde o inicio da pandemia, informa o prefeito Rone Douglas Dias (PP).

 

“As medidas que tomamos foram o trabalho de conscientização população sobre a importância do isolamento social e do uso da máscara e a instalação de barreira sanitária na entrada da cidade”, afirma Dias, lembrando que as recomendações são reforçadas por serviço de som e por uma equipe de agentes que sai às ruas para conversar com os moradores e combater as aglomerações. O comércio local está funcionando em horário reduzido. 

 

 

De forma consciente

 

Em Vargem Grande do Rio Pardo, de 5 mil habitantes, no Norte de Minas, ainda não houve registro de nenhum paciente com COVID-19. Ex-distrito de Rio Pardo de Minas, Vargem Grande é situada numa região isolada. O prefeito da cidade, Virgílio Tácito Penalva (DEM), acha que o isolamento ajuda, mas não é o fator determinante para afastar o coronavírus. 

 
“Acredito que a localização (da cidade) adiou o surgimento do vírus. Porém, com a chegada de muitos vargengrandenses vindos dos grandes centros, houve uma preocupação da Secretaria Municipal de Saúde, sendo tomadas as medidas para que os mesmos mantivessem em quarentena durante o período preconizado pelo Ministério da Saúde, antes de ter contato com os moradores da cidade”, relata o chefe do Executivo.
 
Penalva ressalta que, desde o início da pandemia, a prefeitura adotou o isolamento social, como fechamento do comércio não essencial, e outras medidas.
 
Ele destaca a importância do cumprimento das medidas protetivas pelos moradores: “A população está aderindo às medidas de forma consciente adotada pela Prefeitura, contribuindo com o trabalho dos profissionais de Saúde”.
 
As medidas preventivas também são intensificadas junto aos moradores de Gameleiras, de 5.109 habitantes, também situada numa área isolada do Norte de Minas, onde ainda não existe registro oficial de nenhum caso de coronavirus. 

 
O secretário municipal de Saúde de Gameleiras, Gustavo José  Oliveira, disse acreditar que o isolamento “ajudou bastante” para afastar  o vírus da cidade. Mas ele ressalta a importância das ações preventivas e de conscientização da população, que envolve o uso de carros de som pelas ruas, blitz na entrada da cidade e até orientação aos comerciantes locais por meio de ligações telefônicas. Pessoas que chegam de outras cidades também são recomendadas a ficar em isolamento. 
 
Oliveira lembra que o pequeno comércio não essencial de Gameleiras foi fechado em 24 de março. “Estamos reabrindo gradualmente (o comércio), seguindo todos os protocolos sanitários”, informa.
 
O secretário de Saúde de Gameleiras anuncia que vai manter as ações contra a entrada da COVID-19 na cidade. “A proposta é continuar tomando todas as medidas necessárias para que (o coronavirus) não chegue aqui. Acho difícil a não chegada do vírus. Acho que deve chegar. Mas tomaremos todas medidas necessárias para que não chegue”, acrescenta. 

 

 

Festas de São João adiadas

 
É comum desde o começo de junho, a alegre movimentação nas cidades do interior, com a chegada de visitantes e a volta dos retirantes para curtir as festas de São João. Contudo, neste ano, devido à pandemia do coronavirus, os reencontros tiveram que ser adiados e os festejos cancelados.

 

Catuti, de 4,9 mil moradores, é uma das cidades da região Norte do estado com forte tradição junina. No período, o município sempre recebeu centenas de visitantes. Desta vez, a festa foi suspensa. Catuti é uma das cidades sem nenhum registro oficial da COVID-19.

 

A coordenadora de Vigilância em Saúde de Catuti, Bárbara Lorena Custódio Freitas, atribui a inexistência de registros às medidas preventivas, como a conscientização dos moradores sobre a importância do isolamento social. Nesse aspecto, ela ressalta que a cidade teve que se esforçar para impedir as aglomerações nas Festas de São João, preservadas na zona rural do município.

 

“Antes do Dia de São João (24 de junho), o secretário de saúde do município (José Renilson da Silva) gravou um vídeo, pedindo as pessoas para não sair de casa e não correrem risco.  Foi divulgado que as pessoas poderiam fazer a fogueira, porém, somente no núcleo familiar”, detalhou Lorena.

 

A recomendação também foi feita por meio de som nas ruas da cidade, usado para divulgar os cuidados preventivos contra a COVID-19. Por causa da pandemia, a feira livre de Catuti foi suspensa por um período e voltou a acontecer, mas  mediante regras de segurança. Uma delas é o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas. 

Com boas taxas de adesão ao isolamento, entre outras medidas e a geografia, pequenas cidades estão sem registros da doença.


 


Livres em meio à pandemia do novo coronavírus. Quase quatro meses depois de Minas Gerais ter confirmado o primeiro caso de COVID-19,  o boletim epidemiológico mais atualizado registra 58.283 diagnósticos positivos da doença e 1.201 mortes.


 


A despeito do avanço da pandemia, o estado tem 125 cidades sem registro da enfermidade que assusta o mundo – o equivalente a 14,6% dos 853 municípios mineiros.


 


Os dados mostram que o isolamento social, apontado por especialistas como uma das maiores armas contra o vírus, é o principal aliado da maioria dessas cidades. Cerca de 60% delas têm taxas de adesão ao distanciamento maiores que a média estadual.


 


Entre essas cidades está Santana do Riacho, município marcado pelo movimento de turistas em busca do sossego e das aventuras da Serra do Cipó. Localizado na macrorregião Central do estado, o município tem quase 5 mil habitantes e credita o sucesso na pandemia até aqui à conscientização da população e às medidas adotadas pelo poder público.


 


 



Santana do Riacho chegou a adotar o lockdown para afastar os turistas da Serra do Cipó e manter a quarentena, evitando a disseminação do novo coronavírus.


 


 


Uma das ações da prefeitura local durante a pandemia foi o lockdown decretado no início de maio para frear a visita de turistas que ignoravam a quarentena. “Todas as medidas tomadas foram acompanhadas diariamente. O lockdown ajudou também.


 


Quando flexibilizamos, isso foi feito de maneira parcial e fizemos vistorias nos estabelecimentos para saber se os critérios contra COVID-19 estavam sendo seguidos. Também sensibilizamos a população com faixas e divulgação sonora”, explica a secretária de Saúde de Santana do Riacho, Andréa Freire.


 


A medida mais recente adotada pela cidade foi a mudança de uma das barreiras sanitárias instaladas durante a pandemia.


 


Enquanto a que funciona na entrada principal do município permanece no mesmo local, a que operava na Serra do Cipó foi transferida para o limite entre Santana do Riacho e as cidades de Baldim e Jaboticatubas, ambas na Grande Belo Horizonte e com casos confirmados da COVID-19. “Fizemos esse teste e vamos acompanhar os resultados para ver se vamos manter essa estratégia ou não”, afirma Andréa Freire, que aponta o investimento em testes como uma das alternativas que fazem da cidade ainda ser uma “ilha” em meio à crise na saúde pública.


 


 


Adesão


 


 



Prefeitura de Ponto Chique instalou barreira sanitária e mantém carro de som que recomenda isolamento​.


 


 


No Norte de Minas Gerais, estão 23 cidades sem registro oficial de contaminação pelo coronavírus. Fazem parte desse seleto grupo municípios como Olhos D'Água, Campo Azul e Ponto Chique.


 


Desse universo total, 18 são as chamadas cidades 'fim de linha', municípios situados às margens de rodovias que dão acesso a diversos locais. Para quem chegar até elas, é só pegar o caminho de volta.
 


Santana do Riacho, na região Central de Minas, está entre as cidades com médias de isolamento social melhores que o observado no estado. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), 40,46% dos moradores do município respeitavam o isolamento social. A taxa média mineira é de 39,28%.


 


Entre as 125 cidades sem casos de COVID-19 em Minas, 74 têm médias de distanciamento social melhores que a do estado. O índice mais alto, entre os municípios ainda sem vítimas da pandemia, é o de Monjolos, também na Região Central do estado: exatos 50% da pequena população de pouco mais de 2 mil habitantes respeitam a quarentena.


 


A maioria das prefeituras sem registro de infecção pelo novo coronavírus é formada por cidades com  população pequena. Apenas 8% dos 125 municípios têm mais de 10 mil habitantes: Água Boa, Areado, Chapada do Norte, Chapada Gaúcha, Conceição da Aparecida, Monte Belo, Pedras de Maria da Cruz, Prudente de Morais, Setubinha, Virginópolis.


 


Na mesma toada, 71 prefeituras (57%) administram municípios com menos de 5 mil habitantes. Entre elas, está Serra da Saudade, a menor cidade do Brasil, localizada na Região Oeste de Minas. Apenas 786 pessoas vivem na cidadezinha.


 


Entre as 14 macrorregiões administrativas do estado, só duas não têm cidades sem casos de COVID-19: Vale do Aço e Triângulo do Norte. Por outro lado, o Sul de Minas Gerais lidera o ranking de municípios sem vítimas entre as regionais: 29 prefeituras sem qualquer diagnóstico.


 


Balanço Minas Gerais registrou mais 18 mortes e 2.325 casos confirmados da infecção causada pelo novo coronavírus em 24 horas.


 


Com isso, o estado chegou à marca de 1.201 vidas perdidas e 58.283 diagnósticos da COVID-19. As informações fazem parte do último boletim epidemiológico publicado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG).


 


Dos 58.283 casos confirmados em Minas, 21.460 (36,7%) ainda são diagnósticos ativos, pessoas que estão em acompanhamento. Além das 1.201 mortes, 35.622 (61,1) pessoas já se recuperaram da enfermidade. Até o momento, 270 cidades mineiras registram ao menos uma morte por COVID-19. A taxa de letalidade – percentagem de doentes que morrem – permaneceu em 2,1%.


 


Entre todas as mortes, 74% são idosos, o que leva a média de idade dos óbitos para 69 anos. Outro detalhe do levantamento do estado diz respeito à percentagem de comorbidades entre os mortos: 82% deles apresentavam algum agravante. Além da idade, a hipertensão, doença cardiovascular, diabetes e pneumopatia são comuns entre as vítimas.


 


Ainda no boletim de ontem, Belo Horizonte deixou de ser a cidade com mais casos da COVID-19 no estado e foi ultrapassada por Uberlândia, no Triângulo Mineiro: 7.460 ante 7.385. No quesito vidas perdidas, contudo, a capital ainda tem a liderança com 176 óbitos, seguida por Uberlândia, com 110; Juiz de Fora, com 58; e Contagem, com 52.


 



Proteção



14,6%


PATROCINADORES


É o percentual de municípios mineiros que chegou ao fim de semana e não informou casos de contaminação e mortes pelo coronavírus


 



Avanço



58.283



É o número de pessoas infectadas em Minas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde 


 


 


Consciência estimulada dentro e fora de casa


 


 



Campo Azul, onde o distanciamento social tem sido levado a sério pela população, é um dos municípios do Norte de Minas que não têm casos de infecção.


 


 


No Norte de Minas Gerais que se concentra boa parte das cidades sem registro oficial de casos de COVID-19, o isolamento não é o único fator que “segurou” a entrada do coronavírus nas pequenas cidades até agora. 


 


Nelas, além do isolamento social, a conscientização dos moradores e as medidas preventivas têm sido as ferramentas para impedir a chegada e transmissão do vírus. É o que se verifica em Campo Azul,  de 3.817 habitantes.


 


O prefeito e produtor rural Oséas Almeida Junior (PSD), o Junior de Oséas, mesmo sem registro de nenhum caso da COVID-19, mantém o comércio não essencial fechado na cidade. “Adotamos o isolamento social rigoroso. Não abrimos nada ainda. (Mantemos) tudo fechado. Acho que em primeiro lugar (temos que colocar) a saúde do povo”, afirma Oséas.


 


Engana-se quem pensa que ele pretende afrouxar as restrições pelo fato de a cidade não ter registro do coronavírus.Diferentemente disso, vai endurecer mais ainda. Oséas anuncia que vai implantar hoje barreira sanitária na entrada da cidade.


 


Ele lembra que, até então, uma equipe da Vigilância Epidemiológica já estava indo de casa em casa. “Quando constatada a chegada de alguém de fora, obrigamos cumprir a quarentena”, disse o chefe do executivo, se referindo ao cumprimento do isolamento – de sete dias (para os assintomáticos) e de 14 dias para quem apresenta sintomas gripais.


 


Também no Norte do estado, a vigilância contra a COVID-19 é permanente em Ponto Chique, de 4,26 mil habitantes, às margens do Rio São Francisco, outro município “zero coronavírus”.


 


De acordo com a prefeitura e a secretaria de Saúde locais, entre ações práticas para impedir ou retardar a chegada do perigoso vírus na cidade, até agora, foram feitos: uso de carro de som nas ruas para recomendar o isolamento social e as medidas de higiene tomadas pelos moradores, com a distribuição de máscaras, priorizando grupos de risco.


 


Além disso, foram implantadas barreiras sanitárias nas entradas da cidade, com aferição de temperatura, coleta de dados e orientação aos visitantes. Os agentes municipais de saúde visitam os domicílios, fazendo a entrega de folhetos educativos.  Outra iniciativa foi a realização de reuniões com os comerciantes locais, esclarecendo sobre o distanciamento social.


 


Prevenir é o lema Olhos D'água está localizada às margens da rodovia MGT-451, que liga as cidades de Bocaiuva e Diamantina, municípios que contam com registros de casos de coronavirus.


 


Com seus 6,096 mil habitantes, Olhos D'água também conta com uma cachoeira, que sempre recebe visitantes. Mas, com essas condições potencialmente favoráveis à chegada do vírus, a cidade ainda não tem nenhum caso da COVID-19.


 


O coronavírus foi afastado pelas medidas de isolamento social, a conscientização dos moradores e o monitoramento semanal da situação do município desde o inicio da pandemia, informa o prefeito Rone Douglas Dias (PP).


 


“As medidas que tomamos foram o trabalho de conscientização população sobre a importância do isolamento social e do uso da máscara e a instalação de barreira sanitária na entrada da cidade”, afirma Dias, lembrando que as recomendações são reforçadas por serviço de som e por uma equipe de agentes que sai às ruas para conversar com os moradores e combater as aglomerações. O comércio local está funcionando em horário reduzido. 


 


 


De forma consciente


 


Em Vargem Grande do Rio Pardo, de 5 mil habitantes, no Norte de Minas, ainda não houve registro de nenhum paciente com COVID-19. Ex-distrito de Rio Pardo de Minas, Vargem Grande é situada numa região isolada. O prefeito da cidade, Virgílio Tácito Penalva (DEM), acha que o isolamento ajuda, mas não é o fator determinante para afastar o coronavírus. 


 
“Acredito que a localização (da cidade) adiou o surgimento do vírus. Porém, com a chegada de muitos vargengrandenses vindos dos grandes centros, houve uma preocupação da Secretaria Municipal de Saúde, sendo tomadas as medidas para que os mesmos mantivessem em quarentena durante o período preconizado pelo Ministério da Saúde, antes de ter contato com os moradores da cidade”, relata o chefe do Executivo.
 
Penalva ressalta que, desde o início da pandemia, a prefeitura adotou o isolamento social, como fechamento do comércio não essencial, e outras medidas.
 
Ele destaca a importância do cumprimento das medidas protetivas pelos moradores: “A população está aderindo às medidas de forma consciente adotada pela Prefeitura, contribuindo com o trabalho dos profissionais de Saúde”.
 
As medidas preventivas também são intensificadas junto aos moradores de Gameleiras, de 5.109 habitantes, também situada numa área isolada do Norte de Minas, onde ainda não existe registro oficial de nenhum caso de coronavirus. 


 
O secretário municipal de Saúde de Gameleiras, Gustavo José  Oliveira, disse acreditar que o isolamento “ajudou bastante” para afastar  o vírus da cidade. Mas ele ressalta a importância das ações preventivas e de conscientização da população, que envolve o uso de carros de som pelas ruas, blitz na entrada da cidade e até orientação aos comerciantes locais por meio de ligações telefônicas. Pessoas que chegam de outras cidades também são recomendadas a ficar em isolamento. 
 
Oliveira lembra que o pequeno comércio não essencial de Gameleiras foi fechado em 24 de março. “Estamos reabrindo gradualmente (o comércio), seguindo todos os protocolos sanitários”, informa.
 
O secretário de Saúde de Gameleiras anuncia que vai manter as ações contra a entrada da COVID-19 na cidade. “A proposta é continuar tomando todas as medidas necessárias para que (o coronavirus) não chegue aqui. Acho difícil a não chegada do vírus. Acho que deve chegar. Mas tomaremos todas medidas necessárias para que não chegue”, acrescenta. 


 


 


Festas de São João adiadas


 
É comum desde o começo de junho, a alegre movimentação nas cidades do interior, com a chegada de visitantes e a volta dos retirantes para curtir as festas de São João. Contudo, neste ano, devido à pandemia do coronavirus, os reencontros tiveram que ser adiados e os festejos cancelados.


 


Catuti, de 4,9 mil moradores, é uma das cidades da região Norte do estado com forte tradição junina. No período, o município sempre recebeu centenas de visitantes. Desta vez, a festa foi suspensa. Catuti é uma das cidades sem nenhum registro oficial da COVID-19.


 


A coordenadora de Vigilância em Saúde de Catuti, Bárbara Lorena Custódio Freitas, atribui a inexistência de registros às medidas preventivas, como a conscientização dos moradores sobre a importância do isolamento social. Nesse aspecto, ela ressalta que a cidade teve que se esforçar para impedir as aglomerações nas Festas de São João, preservadas na zona rural do município.


 


“Antes do Dia de São João (24 de junho), o secretário de saúde do município (José Renilson da Silva) gravou um vídeo, pedindo as pessoas para não sair de casa e não correrem risco.  Foi divulgado que as pessoas poderiam fazer a fogueira, porém, somente no núcleo familiar”, detalhou Lorena.


 


A recomendação também foi feita por meio de som nas ruas da cidade, usado para divulgar os cuidados preventivos contra a COVID-19. Por causa da pandemia, a feira livre de Catuti foi suspensa por um período e voltou a acontecer, mas  mediante regras de segurança. Uma delas é o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas. 


Com boas taxas de adesão ao isolamento, entre outras medidas e a geografia, pequenas cidades estão sem registros da doença.



Livres em meio à pandemia do novo coronavírus. Quase quatro meses depois de Minas Gerais ter confirmado o primeiro caso de COVID-19,  o boletim epidemiológico mais atualizado registra 58.283 diagnósticos positivos da doença e 1.201 mortes.



A despeito do avanço da pandemia, o estado tem 125 cidades sem registro da enfermidade que assusta o mundo – o equivalente a 14,6% dos 853 municípios mineiros.



Os dados mostram que o isolamento social, apontado por especialistas como uma das maiores armas contra o vírus, é o principal aliado da maioria dessas cidades. Cerca de 60% delas têm taxas de adesão ao distanciamento maiores que a média estadual.



Entre essas cidades está Santana do Riacho, município marcado pelo movimento de turistas em busca do sossego e das aventuras da Serra do Cipó. Localizado na macrorregião Central do estado, o município tem quase 5 mil habitantes e credita o sucesso na pandemia até aqui à conscientização da população e às medidas adotadas pelo poder público.





Santana do Riacho chegou a adotar o lockdown para afastar os turistas da Serra do Cipó e manter a quarentena, evitando a disseminação do novo coronavírus.



Uma das ações da prefeitura local durante a pandemia foi o lockdown decretado no início de maio para frear a visita de turistas que ignoravam a quarentena. “Todas as medidas tomadas foram acompanhadas diariamente. O lockdown ajudou também.



Quando flexibilizamos, isso foi feito de maneira parcial e fizemos vistorias nos estabelecimentos para saber se os critérios contra COVID-19 estavam sendo seguidos. Também sensibilizamos a população com faixas e divulgação sonora”, explica a secretária de Saúde de Santana do Riacho, Andréa Freire.



A medida mais recente adotada pela cidade foi a mudança de uma das barreiras sanitárias instaladas durante a pandemia.



Enquanto a que funciona na entrada principal do município permanece no mesmo local, a que operava na Serra do Cipó foi transferida para o limite entre Santana do Riacho e as cidades de Baldim e Jaboticatubas, ambas na Grande Belo Horizonte e com casos confirmados da COVID-19. “Fizemos esse teste e vamos acompanhar os resultados para ver se vamos manter essa estratégia ou não”, afirma Andréa Freire, que aponta o investimento em testes como uma das alternativas que fazem da cidade ainda ser uma “ilha” em meio à crise na saúde pública.



Adesão





Prefeitura de Ponto Chique instalou barreira sanitária e mantém carro de som que recomenda isolamento​.



No Norte de Minas Gerais, estão 23 cidades sem registro oficial de contaminação pelo coronavírus. Fazem parte desse seleto grupo municípios como Olhos D'Água, Campo Azul e Ponto Chique.



Desse universo total, 18 são as chamadas cidades 'fim de linha', municípios situados às margens de rodovias que dão acesso a diversos locais. Para quem chegar até elas, é só pegar o caminho de volta.
 



Santana do Riacho, na região Central de Minas, está entre as cidades com médias de isolamento social melhores que o observado no estado. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), 40,46% dos moradores do município respeitavam o isolamento social. A taxa média mineira é de 39,28%.



Entre as 125 cidades sem casos de COVID-19 em Minas, 74 têm médias de distanciamento social melhores que a do estado. O índice mais alto, entre os municípios ainda sem vítimas da pandemia, é o de Monjolos, também na Região Central do estado: exatos 50% da pequena população de pouco mais de 2 mil habitantes respeitam a quarentena.



PATROCINADORES

A maioria das prefeituras sem registro de infecção pelo novo coronavírus é formada por cidades com  população pequena. Apenas 8% dos 125 municípios têm mais de 10 mil habitantes: Água Boa, Areado, Chapada do Norte, Chapada Gaúcha, Conceição da Aparecida, Monte Belo, Pedras de Maria da Cruz, Prudente de Morais, Setubinha, Virginópolis.



Na mesma toada, 71 prefeituras (57%) administram municípios com menos de 5 mil habitantes. Entre elas, está Serra da Saudade, a menor cidade do Brasil, localizada na Região Oeste de Minas. Apenas 786 pessoas vivem na cidadezinha.



Entre as 14 macrorregiões administrativas do estado, só duas não têm cidades sem casos de COVID-19: Vale do Aço e Triângulo do Norte. Por outro lado, o Sul de Minas Gerais lidera o ranking de municípios sem vítimas entre as regionais: 29 prefeituras sem qualquer diagnóstico.



Balanço Minas Gerais registrou mais 18 mortes e 2.325 casos confirmados da infecção causada pelo novo coronavírus em 24 horas.



Com isso, o estado chegou à marca de 1.201 vidas perdidas e 58.283 diagnósticos da COVID-19. As informações fazem parte do último boletim epidemiológico publicado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG).



Dos 58.283 casos confirmados em Minas, 21.460 (36,7%) ainda são diagnósticos ativos, pessoas que estão em acompanhamento. Além das 1.201 mortes, 35.622 (61,1) pessoas já se recuperaram da enfermidade. Até o momento, 270 cidades mineiras registram ao menos uma morte por COVID-19. A taxa de letalidade – percentagem de doentes que morrem – permaneceu em 2,1%.



Entre todas as mortes, 74% são idosos, o que leva a média de idade dos óbitos para 69 anos. Outro detalhe do levantamento do estado diz respeito à percentagem de comorbidades entre os mortos: 82% deles apresentavam algum agravante. Além da idade, a hipertensão, doença cardiovascular, diabetes e pneumopatia são comuns entre as vítimas.



Ainda no boletim de ontem, Belo Horizonte deixou de ser a cidade com mais casos da COVID-19 no estado e foi ultrapassada por Uberlândia, no Triângulo Mineiro: 7.460 ante 7.385. No quesito vidas perdidas, contudo, a capital ainda tem a liderança com 176 óbitos, seguida por Uberlândia, com 110; Juiz de Fora, com 58; e Contagem, com 52.




Proteção




14,6%




É o percentual de municípios mineiros que chegou ao fim de semana e não informou casos de contaminação e mortes pelo coronavírus




Avanço




58.283




É o número de pessoas infectadas em Minas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde 



Consciência estimulada dentro e fora de casa





Campo Azul, onde o distanciamento social tem sido levado a sério pela população, é um dos municípios do Norte de Minas que não têm casos de infecção.



No Norte de Minas Gerais que se concentra boa parte das cidades sem registro oficial de casos de COVID-19, o isolamento não é o único fator que “segurou” a entrada do coronavírus nas pequenas cidades até agora. 



Nelas, além do isolamento social, a conscientização dos moradores e as medidas preventivas têm sido as ferramentas para impedir a chegada e transmissão do vírus. É o que se verifica em Campo Azul,  de 3.817 habitantes.



PATROCINADORES

O prefeito e produtor rural Oséas Almeida Junior (PSD), o Junior de Oséas, mesmo sem registro de nenhum caso da COVID-19, mantém o comércio não essencial fechado na cidade. “Adotamos o isolamento social rigoroso. Não abrimos nada ainda. (Mantemos) tudo fechado. Acho que em primeiro lugar (temos que colocar) a saúde do povo”, afirma Oséas.



Engana-se quem pensa que ele pretende afrouxar as restrições pelo fato de a cidade não ter registro do coronavírus.Diferentemente disso, vai endurecer mais ainda. Oséas anuncia que vai implantar hoje barreira sanitária na entrada da cidade.



Ele lembra que, até então, uma equipe da Vigilância Epidemiológica já estava indo de casa em casa. “Quando constatada a chegada de alguém de fora, obrigamos cumprir a quarentena”, disse o chefe do executivo, se referindo ao cumprimento do isolamento – de sete dias (para os assintomáticos) e de 14 dias para quem apresenta sintomas gripais.



Também no Norte do estado, a vigilância contra a COVID-19 é permanente em Ponto Chique, de 4,26 mil habitantes, às margens do Rio São Francisco, outro município “zero coronavírus”.



De acordo com a prefeitura e a secretaria de Saúde locais, entre ações práticas para impedir ou retardar a chegada do perigoso vírus na cidade, até agora, foram feitos: uso de carro de som nas ruas para recomendar o isolamento social e as medidas de higiene tomadas pelos moradores, com a distribuição de máscaras, priorizando grupos de risco.



Além disso, foram implantadas barreiras sanitárias nas entradas da cidade, com aferição de temperatura, coleta de dados e orientação aos visitantes. Os agentes municipais de saúde visitam os domicílios, fazendo a entrega de folhetos educativos.  Outra iniciativa foi a realização de reuniões com os comerciantes locais, esclarecendo sobre o distanciamento social.



Prevenir é o lema Olhos D'água está localizada às margens da rodovia MGT-451, que liga as cidades de Bocaiuva e Diamantina, municípios que contam com registros de casos de coronavirus.



Com seus 6,096 mil habitantes, Olhos D'água também conta com uma cachoeira, que sempre recebe visitantes. Mas, com essas condições potencialmente favoráveis à chegada do vírus, a cidade ainda não tem nenhum caso da COVID-19.



O coronavírus foi afastado pelas medidas de isolamento social, a conscientização dos moradores e o monitoramento semanal da situação do município desde o inicio da pandemia, informa o prefeito Rone Douglas Dias (PP).



“As medidas que tomamos foram o trabalho de conscientização população sobre a importância do isolamento social e do uso da máscara e a instalação de barreira sanitária na entrada da cidade”, afirma Dias, lembrando que as recomendações são reforçadas por serviço de som e por uma equipe de agentes que sai às ruas para conversar com os moradores e combater as aglomerações. O comércio local está funcionando em horário reduzido. 



De forma consciente



Em Vargem Grande do Rio Pardo, de 5 mil habitantes, no Norte de Minas, ainda não houve registro de nenhum paciente com COVID-19. Ex-distrito de Rio Pardo de Minas, Vargem Grande é situada numa região isolada. O prefeito da cidade, Virgílio Tácito Penalva (DEM), acha que o isolamento ajuda, mas não é o fator determinante para afastar o coronavírus. 



 
“Acredito que a localização (da cidade) adiou o surgimento do vírus. Porém, com a chegada de muitos vargengrandenses vindos dos grandes centros, houve uma preocupação da Secretaria Municipal de Saúde, sendo tomadas as medidas para que os mesmos mantivessem em quarentena durante o período preconizado pelo Ministério da Saúde, antes de ter contato com os moradores da cidade”, relata o chefe do Executivo.
 
Penalva ressalta que, desde o início da pandemia, a prefeitura adotou o isolamento social, como fechamento do comércio não essencial, e outras medidas.
 
Ele destaca a importância do cumprimento das medidas protetivas pelos moradores: “A população está aderindo às medidas de forma consciente adotada pela Prefeitura, contribuindo com o trabalho dos profissionais de Saúde”.
 
As medidas preventivas também são intensificadas junto aos moradores de Gameleiras, de 5.109 habitantes, também situada numa área isolada do Norte de Minas, onde ainda não existe registro oficial de nenhum caso de coronavirus. 



 
O secretário municipal de Saúde de Gameleiras, Gustavo José  Oliveira, disse acreditar que o isolamento “ajudou bastante” para afastar  o vírus da cidade. Mas ele ressalta a importância das ações preventivas e de conscientização da população, que envolve o uso de carros de som pelas ruas, blitz na entrada da cidade e até orientação aos comerciantes locais por meio de ligações telefônicas. Pessoas que chegam de outras cidades também são recomendadas a ficar em isolamento. 
 
Oliveira lembra que o pequeno comércio não essencial de Gameleiras foi fechado em 24 de março. “Estamos reabrindo gradualmente (o comércio), seguindo todos os protocolos sanitários”, informa.
 
O secretário de Saúde de Gameleiras anuncia que vai manter as ações contra a entrada da COVID-19 na cidade. “A proposta é continuar tomando todas as medidas necessárias para que (o coronavirus) não chegue aqui. Acho difícil a não chegada do vírus. Acho que deve chegar. Mas tomaremos todas medidas necessárias para que não chegue”, acrescenta. 



Festas de São João adiadas



 
É comum desde o começo de junho, a alegre movimentação nas cidades do interior, com a chegada de visitantes e a volta dos retirantes para curtir as festas de São João. Contudo, neste ano, devido à pandemia do coronavirus, os reencontros tiveram que ser adiados e os festejos cancelados.



Catuti, de 4,9 mil moradores, é uma das cidades da região Norte do estado com forte tradição junina. No período, o município sempre recebeu centenas de visitantes. Desta vez, a festa foi suspensa. Catuti é uma das cidades sem nenhum registro oficial da COVID-19.



A coordenadora de Vigilância em Saúde de Catuti, Bárbara Lorena Custódio Freitas, atribui a inexistência de registros às medidas preventivas, como a conscientização dos moradores sobre a importância do isolamento social. Nesse aspecto, ela ressalta que a cidade teve que se esforçar para impedir as aglomerações nas Festas de São João, preservadas na zona rural do município.



“Antes do Dia de São João (24 de junho), o secretário de saúde do município (José Renilson da Silva) gravou um vídeo, pedindo as pessoas para não sair de casa e não correrem risco.  Foi divulgado que as pessoas poderiam fazer a fogueira, porém, somente no núcleo familiar”, detalhou Lorena.



A recomendação também foi feita por meio de som nas ruas da cidade, usado para divulgar os cuidados preventivos contra a COVID-19. Por causa da pandemia, a feira livre de Catuti foi suspensa por um período e voltou a acontecer, mas  mediante regras de segurança. Uma delas é o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas. 



Veja Também